O blog

Amigos,

Resolvi criar um blog para colocar todas as matérias que achar interessante nesse louco e grande mundo da web.

A idéia é que seja sobre assuntos diversos; pode ser política, economia, música, arte, viagem, enfim, o que for interessante e é claro que quero muitas participações, opiniões, é para falar mesmo.

Para facilitar o acesso, separei os assuntos em diversas páginas para futuras consultas, embora tudo que foi postado possa ser encontrado pela categoria, a esquerda tem uma relação de categorias.

Para falar comigo podem mandar email  : marciasilva65@gmail.com

Então vamos começar...

PARA JOÃO AMAZONAS

João Amazonas

João,
teu nome e tua vida
rimam com pão,
trabalho e liberdade!
Amazonas,
a grandeza do rio
que corre em simbiose
com a floresta, os animais,
os homens e as mulheres,
artífices de um mundo novo.
João,
nome de peão,
de doutor, de professor,
nome do caboclo
e do gaúcho que campeia os pampas
na busca da transformação.
Amazonas,
derramando ensinamentos
e gestanto, na luta em turbilhão,
a construção do novo
que brotará do povo
como, de sua unidade,
virá a Revolução!
João Amazonas,
companheiro,
amigo, camarada,
brasileiro,
homem do mundo.
Do mundo livre que queremos!
Timoneiro, rumo ao porto seguro
da Paz, da Soberania, da Liberdade,
contidas pela exploração e opressão.
João Amazonas,
derramando amor
pela REVOLUÇÃO!

Jussara Cony

O Dia que Durou 21 anos

COLUNA DE ANCELMO GOIS DE HOJE,dia 05/04/2012, NO JORNAL O GLOBO:
” O site “A verdade sufocada”, de militares viúvas da ditadura, publicou(fruto de um trabalho de jornalismo investigativo ou então de arapongagem) foto, nome,profissão e endereçoeletrônico de cinco jovens que teriam participado daquela manifestação em frente ao Clube Militar no dia 29 de março e que acabou em tumulto. Lá dentro, como se sabe, ocorria um ato para celebrar os 48 anos do golpe.”

Ao entrar, logo pela manhã, no mencionado site dos militares não encontrei tal publicação, no entanto, é importante que se torne público a arapongagem que existe, por mais que não sejamos ingênuos de supor que um dia isto teve fim.

Balanço da última década na dinâmica socioeconômica do Estado do Rio de Janeiro – CEEP

O CEPERJ através de sua diretoria CEEP (Centro de estudos, estatísticas e pesquisas) realizou um balanço muito bom da última década no que tange a ínúmeros aspectos do Estado do Rio de Janeiro, entre eles: Economia, Saúde, Educação, Mercado de Trabalho, Investimentos na indústria, Agricultura, enfim, são tantos dados, que só lendo com atenção, pois realmente vale a pena. 

Boa Leitura!!

Los agravios a la memoria popular

Presentamos un documento que da cuenta del apoyo al trabajo de la Dra. Ana Jaramillo y de la Universidad Nacional de Lanús respecto del abordaje y actualización de la cuestión de la soberanía argentina sobre las Islas Malvinas y el Atlántico Sur
Desde la Redacción de APAS |
10|03|2012
 Cientos de firmas en repudio a la agresión de la cual fuera objeto la Rectora de la Universidad Nacional de Lanús (UNLa), Dra. Ana Jaramillo, por parte de un grupo de ex combatientes de Malvinas autodenominado “Memoria, Paz y Soberanía”, en un documento publicado el domingo 26 de febrero de 2012 en el periódico Página 12.
En democracia todo debate debe ser recibido con beneplácito. Todo intercambio de ideas no hace más que enriquecer y fortalecer el sistema. Pero dicho intercambio debe encontrar límite preciso en la dignidad de las personas, un derecho humano universal y reconocido por nuestro texto constitucional.

Entendemos que quienes suscribieron el documento, maliciosamente, han intentado desconocer el expreso y sistemático compromiso de Ana Jaramillo con la lucha por la vigencia integral de los derechos humanos en nuestro país y en América Latina, además de su incansable batallar contra la dictadura cívico militar que asoló al país a partir del 24 de marzo de 1976.

Entendemos asimismo que la artera agresión contra la rectora de la Universidad Nacional de Lanús no constituye un hecho aislado, sino que forma parte de un dispositivo que intenta clausurar el debate y la discusión democrática, recurriendo para ello a la infamia y a la descalificación hacia todo aquel que proponga la revisión de nuestra historia.

La injusta y reiterada acometida contra Ana Jaramillo no se encuentra guiada por una eventual exaltación discursiva. Muy por el contario, responde a una matriz intelectual incapaz de comprender y hacer suya esa memoria popular por la que sus autores solo sienten vergüenza y a la que desprecian desde todo punto de vista. Quienes así proceden viven las expresiones vitales del pueblo como una amenaza que podría arrebatarles el privilegio de ser los dueños de la verdad y de la historia. El miedo no es zonzo, tienen razón.

A lo largo de tres décadas, la desmalvinización ha sido justamente esto: la clausura de todos los debates, el secuestro de la verdad y la justicia, la imposición del silenciamiento y la apropiación de los sitiales del saber. No importa si es de derecha, liberal o progresista, la desmalvinización es por principio autoritaria.

Nos consta que la Universidad Nacional de Lanús forma parte de una tradición diametralmente opuesta. Continue lendo

Google vai divulgar dados de usuários; aprenda a se proteger

copiado do portal vermelho

A nova política de privacidade do Google entra em vigor em todo o mundo em 1º de março, mas já desperta polêmica entre os internautas. No final de janeiro, a companhia anunciou que iria juntar os dados coletados dos usuários em todos os serviços que oferece, entre eles email, redes sociais e YouTube, para criar uma experiência “simples e intuitiva”.
A ação visa eliminar os obstáculos que a gigante da internet enfrenta para usar informações de um usuário do Gmail para o YouTube, por exemplo. Segundo a empresa, suas mais de 70 políticas diferentes, ou termos de uso assinados pelos internautas, vão ser compactadas em uma principal e 12 outras.

A mudança deve ajudar os anunciantes a encontrarem potenciais clientes e a personalizar as buscas dos usuários, seguindo, por exemplo, informações enviadas em emails.

A Microsoft lançou anúncios dizendo que seus serviços preservam os usuários e reguladores da União Europeia protestaram contra a política, além de pedirem mais tempo antes de sua aplicação para analisar se a privacidade dos usuários estaria devidamente protegida.

O Centro para Democracia Digital dos Estados Unidos também apresentou uma reclamação a Federal Trade Commission (FTC), na qual solicita que o Google seja processado para eliminar a nova politica de privacidade e multado. Caso isso ocorra, a FTC pode impor multas de mais de 16 mil dólares por dia para cada violação.

Mas ainda há tempo para aqueles que quiserem manter seus passos na internet em segredo –antes que o Google construa um perfil permanente que pode incluir informações pessoais como idade, sexo, localização e até mesmo sexualidade – antes da mudança.

Até 29 de fevereiro, é possível apagar o histórico de navegação, que vai limitar a extensão dos tópicos acompanhados pelo Google, que pode incluir os seus “segredos virtuais”.

Veja os três passos abaixo:

1 – Acesse a homepage do Google e faça o login em sua conta de email. Após isso, clique em cima do login na home para habilitar um menu. Entre na opção “Configurações de Conta”.

2 – Encontre a sessão “Serviços” e o link “Veja, ative ou desative o Histórico da web”. Clique em “Acessar Histórico da Web”.

3 – Na próxima página, clique na aba “Remover todo o histórico da Web”.

Desabilitar o histórico não evita que o Google use os dados para fins internos, mas a empresa irá torna-los anônimo em 18 meses. Além disso, a busca personalizada é desativada.

Mesmo que o usuário não esteja logado em seu email, o Google pode traçar o seu perfil pelo IP do computador. Logo, a forma mais segura de limpar um histórico pessoal é logando-se a sua conta.

Publicado na Carta Capital

Que coisa vergonhosa!! este é o GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO !!

O Brasil todo, assim como o mundo, ficou perplexo este domingo ao ler o que acontecia em São José dos Campos, estado de São Paulo. O governo estadual (PSDB) colocou sua polícia militar para expulsar 6 mil famílias que viviam em uma área particular, porém não utilizada, há mais de 8 anos.

Até o momento houve uma morte e uma pessoa foi baleada correndo o risco de permanecer paraplégica segundo relato do portal vermelho.

A TeleSURtv.net também descreveu a tragédia , conforme reproduzo abaixo:

Policía Militar de Sao Paulo desaloja a nueve mil personas sin techo en Brasil
  • Desde hace ocho años unas mil 600 familias ocupan los terrenos de una empresa quebrada. (Foto: terra.com.br)

 

La Policía Militar (PM) de Sao Paulo (capital brasileña) reprime este domingo a unas nueve mil personas de la comunidad de Pinheirinho, en un operativo para desalojar a las familias sin techo que ocupan terrenos de una empresa que quebró hace ocho años.  

Cerca de las 6H00 locales (8H00 GMT) unos dos mil efectivos de la PM arremetieron contra la comunidad, que reivindica un lugar para vivir, con con helicópteros bombas de gas pimienta, lacrimógenos y balas de goma. 

 
Desde el aire, la PM lanza gases contra la población pobre, contra los habitantes de la comunidad. Debido a que la zona está sitiada (nadie sale ni entra) no hay datos precisos de la cantidad de detenidos, heridos o muertos.
 
Medios locales reseñan que habitantes de barrios vecinos se está solidarizando con los afectados y también está siendo reprimidos. 
 
En la zona de Campos de Alemanes, varias personas se rebelaron, incendiaron vehículos y enfrentaron a la PM. El clima en São José dos Campos es de enfrentamiento en varios puntos de la ciudad.
 
De las nueve mil personas que viven en Pinheirinho, al menos dos mil 600 son niños. Con el tiempo, Pinheirinho pasó a ser un distrito de casas improvisadas.
 
Las cercas de dos mil familias aseguran que el desalojo carece de legalidad, porque desobedece la decisión acordada por gobiernos estatales, representantes federales y municipales, que suspendieron el desalojo de manera temporal, luego que los propietarios reclamaran el lugar el pasado 9 de enero. 
 
El abogado de los residentes, Antonio Ferreira, quien también sufrió una heridas de bala de goma en la espalda y en otras zonas del cuerpo, cuando se acercaba a dialogar con la PM, informó que presentaron una apelación interlocutoria para pedir el reconocimiento de los intereses de la comunidad para que se impida la ejecución de la orden de desalojo de manera definitiva. 
 
Ferreira asegura que los residentes no descansarán en la misión de ser reconocidos y que se les garantice el derecho a la vivienda. 
 
En los últimos días la zona ha estado en tensión y las familias se han armado con pedazos de madera y barricadas para impedir cualquier acción por parte de la policía, debido a que se resisten a abandonar las tierras. 
 
Un portavoz de la policía de Sao Paulo informó que dos personas han sido detenidas, porque los ocupantes han confrontado con la Guardia Civil que es el apoyo del cuerpo de seguridad.  

 teleSUR – FolhadeSaoPaulo – Globoradio/ sa – FC

O drama de 6 mil pessoas em São José dos Campos

Confesso que li e reli a matéria no portal vermelho, e fiquei estarrecida diante dos fatos narrados.Não sou advogada mas o pouco que sei de lei é que existe o direito de uso capião, que garante o direito da terra ou imóvel a pessoa que depois de um certo tempo a está ocupando, além de ter um artigo MUITO ESQUECIDO, em nossa constituição, que diz claramente que o imóvel tem que atender FINS SOCIAIS. Estamos falando de milhares de famílias, que ocupam um terreno há 8 anos, logo são as legítimas donas de tudo que construíram. Não cabe mais,depois de 8 ANOS, justiça estadual. A única justiça que deveria ter sido feita era dar a posse legítima para estas famílias.

Não podemos nos calar frente a um caso hediondo como este. O Governo, tanto Municipal como o Estadual agiram de forma CRIMINOSA. Para eles, le-se PSDB, o direito a cidadania passa pelo poder de compra, pelo montante na conta bancária.
Basta!! queremos o direito a vida e esta é cada vez mais incompatível com este sistema capitalista.

SOCIALISMO JÁ!!

China y Venezuela firman convenio para construir puerto en Carabobo

do site aporrea

04/10/11.-Este martes se firmó un convenio entre la empresa venezolana  Bolivariana de Puertos (Bolipuertos) y la empresa China Harbour Engineering
Company (CHEC) para la construcción de un terminal de contenedores del puerto de  Puerto Cabello, ubicado en el estado Carabobo.

El acuerdo asciende a la  cantidad de 520 millones de dólares. La primera fase del terminal contará con un
rompeolas de 736 metros de longitud, dos puestos de atraque para buques de  70.000 toneladas, un área total de manejo de carga y almacenaje de 38 hectáreas
y 690 metros lineales de muelle equipado con seis grúas pórtico para la carga y  descarga.

El ministro del Poder Popular para el Transporte y  Comunicaciones, Francisco Garcés, detalló que este convenio afianzará las  relaciones bilaterales con el Gobierno de China.

Por otra parte, explicó  que se adelantan las investigaciones correspondientes a fin de conocer las  causas que ocasionaron el choque de ferrocarriles entre dos trenes del
ferrocarril de Los Valles del Tuy.

Garantizó el buen funcionamiento del  sistema ferroviario actualmente, “por eso desde el día de ayer el tren entró en  funcionamiento”.

El acto se realizó en la sede del Ministerio de  Transporte y Comunicaciones en Caracas, estuvieron la presidenta de Bolipuertos,  Elsa Gutiérrez, y el vicepresidente de la empresa china, Chen Zhong, entre otros  representantes.

La fuente original de este documento es:

Radio Nacional de Venezuela (http://www.rnv.gov.ve

Sahara Ocidental é imperioso respeitar a Resolução das Nações Unidas

Sahara Ocidental é imperioso respeitar a Resolução das Nações Unidas

A Associação de Cooperação e Solidariedade entre os Povos, solidária com o povo saharauí, que aguarda
pacificamente a implementação das resoluções das Nações Unidas há mais de vinte anos e se encontra numa situação de perigo e ameaça diária por parte das
autoridades Marroquinas no território ocupado do Sahara Ocidental, vem por este meio apelar à IV Comissão – Comissão de Política Especial e Descolonização, a
adopção de medidas que promovam a aplicação dos acordos assinados pelas duas partes respeitando os direitos do povo saharauí.

A ONU tem como propósitos/funções principais:

Manter a paz e a segurança internacionais; Desenvolver relações amistosas entre as nações; Realizar a cooperação internacional para resolver os
problemas mundiais de carácter económico, social, cultural e humanitário, promovendo o respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais; Ser um
centro destinado a harmonizar a acção dos povos para a realização desses objectivos comuns.

Contudo o desenvolvimento da situação no Sahara Ocidental, em que a recente onda de violência e a falta de
transparência que rodeia os acontecimentos, demonstram a necessidade urgente de tomadas de posição, principalmente por parte da ONU (no âmbito das suas funções),  que instem o Reino de Marrocos a respeitar os acordos assinados sob a égide das Nações Unidas.

O reino de Marrocos continua a sua saga colonizadora e assassina no Sahara Ocidental, um regime que oprime e desrespeita os direitos humanos da população saharauí residente no Sahara
Ocidental, ilegalmente ocupado desde 1975, violando a decisão do tribunal internacional e desrespeitando a resolução das Nações Unidas de realização de referendo.

Muitos são já os casos de flagrante violação dos direitos humanos do Povo Saharauí e são por demais manifestas as atitudes contrárias à Carta das Nações Unidas perpetradas pelo
Reino de Marrocos, numa atitude de desrespeito e desafio ao direito internacional, perante a passividade da comunidade internacional.

A Assembleia Geral das Nações Unidas assumirá esta terça e quarta-feira, dias 4 e 5 de Outubro, mandato de Comissão de Política Especial e Descolonização, mais conhecida como IV Comissão. A
colónia espanhola será o principal tema de debate. No final a Assembleia aprovará por maioria uma resolução não vinculativa mas com a relevância de nela
a ONU poder reafirmar os princípios que a orientam, bem como reforçar a sua autoridade como mediador na resolução de conflitos, nomeadamente reiterando a
observação dos termos dos acordos assinados sob a sua égide e a validade das resoluções assumidas neste fórum, instando o Reino de Marrocos à realização do
referendo de autodeterminação acordado entre este reino os legítimos representantes do povo saharauí.

Não é de somenos importância que a IV Comissão, reconheça que a MINURSO continua a ser a única missão actual de manutenção de paz sem um mandato para vigiar os Direitos Humanos e
consequentemente as Nações Unidas não estão a cumprir com a sua responsabilidade de protegerem as vítimas deste conflito. Neste âmbito urge que
a resolução a ser aprovada aponte no sentido da inclusão no seu mandato, das medidas que garantam essa efectiva e eficaz vigilância dos Direitos Humanos.

A ACOSOP apela aos representantes dos diferentes países e aos seus respectivos governos que assumam uma posição firme em defesa da população saharaui e exijam o respeito pelo direito internacional e a resolução das Nações Unidas e reafirma a sua indignação perante o silêncio cúmplice a que este conflito é votado.

A direcção da ACOSOP  Associação de Cooperação e Solidariedade entre os Povos

Lisboa, 3 de Outubro de 2011

___________________________________________________________

ACOSOP – Associação de Cooperação e Solidariedade entre os Povos

www. acosop.com

e-mail: acosop.direccao@gmail.com

tel:(+351) 96 427 09 80 / (+351)
91 431 90 56

O Brasil e os Estados Unidos: relações globais e bilaterais

Agência Carta Maior

Novo documento elaborado por uma força tarefa do “Council on Foreign Relations” voltou a gerar, em parte do debate nacional brasileiro, principalmente nas esferas mais próximas às políticas de alinhamento com os EUA, elevado otimismo. O texto considera que os norte-americanos precisam aprofundar ainda mais os laços com o Brasil, baseado em uma visão histórica de prévias alianças, mas, principalmente, de necessidades futuras dos EUA, seja em termos de engajamento do poder brasileiro, como de sua contenção e dos demais emergentes. O artigo é de Cristina Soreanu Pecequilo.

Cristina Soreanu Pecequilo

Data: 14/07/2011

Agência Carta Maior

Nos últimos meses, o Brasil e outros países emergentes como a China e a Índia foram foco de investidas norte-americanas, criticando sua projeção de poder e ações autônomas no sistema internacional. Contraposta à premissa da multipolaridade, a do domínio hegemônico ocidental foi reafirmada em inúmeras oportunidades pelo Presidente Obama e a Secretária de Estado Hillary Clinton, refutando as teses de declínio. Da mesma forma, nações africanas foram “alertadas” pelos Estados Unidos (EUA) sobre o “novo colonialismo” praticado por estes emergentes.

Paralelamente, no embate interno, a administração democrata enfrenta forte campanha midiática neoconservadora sobre a sua futura derrota eleitoral em 2012, não importando a ausência de um candidato republicando definido, e as pressões estruturais de uma economia em crise quase que permanente, vide o recente debate sobre a elevação do teto da dívida norte-americana. Diante deste cenário, prevalece a imagem, e realidade, de uma sociedade fragmentada, pressionada por grupos de interesse e dividida entre projetos polarizados.

Em meio a isso, porém, novo documento elaborado por uma força tarefa do Council on Foreign Relations (CFR) intitulado “Global Brazil and US-Brazil Relations” (disponível em http://www.cfr.org/brazil/global-brazil-us-brazil-relations/p25407) voltou a gerar, em parte do debate nacional brasileiro, principalmente nas esferas mais próximas às políticas de alinhamento com os EUA, elevado otimismo. Similar à expectativa causada pela visita do Presidente Obama em março de 2011 ao país, inclusive por abordar de forma “positiva e aberta” o reconhecimento do poder global do Brasil no atual quadro das Relações Internacionais, o texto lançado neste mês de Julho de 2011, já vem sendo muito comentado.

Todavia, estas manifestações, mais uma vez parecem descoladas da própria contextualização do relatório, um estudo sustentado nos desenvolvimentos dos últimos dez anos, e não uma reação imediatista norte-americana à nova administração Dilma Rousseff que assumiu em Janeiro de 2011. Novamente, no debate brasileiro, o arco que engloba os dois últimos anos da administração Fernando Henrique Cardoso (1999/2002) e a totalidade do governo Luis Inácio Lula da Silva (2003/2010), como sustentáculos desta transformação, principalmente a fase Lula-Celso Amorim, está obscurecida.

Igualmente, ignora-se, que este é um relatório específico, de um think tank relevante, mas, também específico. Ligado a uma parcela do establishment, o CFR é uma entidade altamente reconhecida dentro do debate político norte-americano, tradicional na realização da ponte entre setores acadêmicos, empresariais e governamentais de formulação de política externa e tomada de decisão, que, contudo, não representa consenso ou prevalece com tranqüilidade dentro da Casa Branca, do Departamento de Estado ou de Defesa. Assim, recomendações como a de que os EUA devem incluir o Brasil no Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSONU) como membro permanente, representam visões deste grupo, e não necessariamente a totalidade das visões que competem politicamente nos EUA.

Esta questão específica do assento no CSONU é inserida em uma proposta abrangente de fortalecimento e amadurecimento da relação, em termos discursivos e práticos, como a instalação de novas formas de contato entre as diplomacias, e uma percepção norte-americana mais ampla sobre o papel do Brasil, na região, no mundo e no sistema multilateral em geral e não só na ONU. Ou seja, apesar das boas relações que os EUA têm com o Brasil hoje, o texto considera que os norte-americanos precisam aprofundar ainda mais estes laços, baseado em uma visão histórica de prévias alianças, mas, principalmente, de necessidades futuras dos EUA, seja em termos de engajamento do poder brasileiro, como de sua contenção e dos demais emergentes.

Trata-se de um relatório bastante completo, no qual o Brasil é examinado em sua dimensão nacional, suas ações globais e regionais, e o que isso significa para as relações bilaterais. Não cabe aqui adentrar nos pormenores do relatório uma vez que o mesmo é extenso, mas é interessante destacar, por capítulo o que os EUA identificaram como pertinente no que se refere ao país. No capítulo “A Economia Brasileira: Mecanismos e Obstáculos” menciona-se a necessidade de ajustes macroeconômicos (juros, crescimento e inflação), o impacto das ações dos EUA no país (muito brevemente), e a relação comercial com a China. Nesta parte, indica-se que seria interessante que Brasil-EUA tivessem posições conjuntas para reduzir o impacto chinês em seus mercados. O capítulo se encerra com uma discussão extensa sobre os potenciais domésticos e os inúmeros pontos de estrangulamento do Brasil: infraestrutura, educação, agricultura, mineração e metalurgia, crescimento da classe média e inovação.

No segundo capítulo “A Agenda Energética Brasileira e as Mudanças Climáticas”, destaca-se o papel positivo do Brasil no uso de uma matriz variada de energia e a preocupação com o desenvolvimento sustentável. Espaço significativo é reservado à discussão das reservas do pré-sal brasileiro, assim como ao gás e ao etanol. Petróleo e etanol, porém, são o foco. Em termos de agenda climática, controle de emissões, desmatamento, Amazônia, biodiversidade são abordados, com os EUA mantendo suas posições tradicionais de ressaltar a relevância do engajamento do Brasil no tema, sua liderança no setor.

Na sequência, o capítulo “Brasil como um Diplomata Regional e Global” dá grande destaque às alianças globais do Brasil como BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul), IBAS (Índia, Brasil, África do Sul), o papel na Missão de Estabilização do Haiti (MINUSTAH) e retoma o tema do assento permanente no CSONU. Temas sensíveis como Irã, Direitos Humanos, abstenções brasileiras em votações do CSONU não apoiando a posição dos EUA são discutidas, ressaltando a importância dos norte-americanos compreenderem “o porquê das posições diferentes do Brasil”, estendendo-se ao comércio multilateral e a estrutura econômico-financeira global. Segundo o relatório, os EUA não devem esperar consenso pleno do Brasil por conta de suas alianças com outras nações e sua visão de autonomia (e que isso faria parte de uma tentativa de provar independência e distanciamento dos EUA, mesmo quando o Brasil concordasse com este país). Como se percebe, uma visão norte-americana das motivações brasileiras.

No que se refere à região sul-americana, considera-se que a liderança brasileira da integração é positiva para os EUA, devido ao papel mediador e estabilizador brasileiro, em termos políticos e financeiros. Aborda-se, igualmente, a política africana do Brasil, continente no qual os norte-americanos perderam espaço para o país, a China e a Índia nos últimos anos.

O último capítulo é dedicado especificamente a “Brasil e Estados Unidos”, indicando a boa vontade mútua. Adentrando inicialmente os temas Irã e Segurança Nuclear, o capitulo segue para comércio e investimento, para voltar a temas de segurança como imigração e tráfico de drogas, saúde, biocombustíveis, mudança climática. A conclusão segue parâmetro similar, com foco em três pilares: interesses comuns, parceria madura e aproveitar o momento. Segundo o relatório, este é o tempo para avançar as relações bilaterais, alcançando benefícios mútuos.

Finalmente, não se pode negar que o documento é, realmente, um marco para as relações bilaterais Brasil-EUA, independente das ressalvas aqui colocadas. Apesar do longo histórico de relacionamento, do auge dos estudos de brasilianistas nos anos 1960 e 1970, o intercâmbio sempre foi visto por um prisma regional. Tal prisma, estruturalmente, localizava a importância do Brasil para os EUA na América Latina. Em algumas circunstâncias históricas norte-americanas nem mesmo este viés prevalecia, com a predominância de uma visão generalista da política externa dos EUA sobre o país inserido em “pacotes prontos” para o hemisfério, vide as discussões da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) e propostas anteriores.

Assim como a Estratégia de Segurança Nacional de maio de 2010, publicada pelo Presidente Obama, trata-se de um documento progressista e que revela as limitações dos EUA e a sua capacidade de renovação estratégica para lidar com parceiros na dinâmica do “engajar para conter” (i.e, de reinventar a hegemonia). Ao mesmo tempo, uma renovação que disputa espaço com o declínio e o tradicionalismo, o isolacionismo, o intervencionismo e o unipolarismo, gerando as reações e contrareações hegemônicas já abordadas em artigo para Carta Maior. Reações e contrareações que não se resumem a determinados grupos, mas possuem ressonância em Washington, assim como este próprio relatório também terá. Assim, no debate nacional não podemos nos esquecer que este é um texto norte-americano, produzido e direcionado, para o público norte-americano, e que terá o apoio de uma parte desta sociedade, como visto na p.3:

As conclusões da Força Tarefa e suas recomendações são direcionadas não somente as formuladores de políticas que lidam com as Américas, mas também aqueles que nos EUA e em outras instâncias, são responsáveis por decisões em questões estratégicas globais, temas econômicos e mecanismos multilaterais nos quais a voz e a ação do Brasil são relevantes. As conclusões e recomendações deste relatório fornecem uma estrutura para políticas bipartidárias- globais, regionais e bilaterais- que levem em conta as oportunidades e desafios da ascensão brasileira, no momento em que os Estados Unidos e o Brasil enfrentam as grandes questões internacionais do século XXI.

Portanto, são conclusões e recomendações para os EUA sobre o Brasil, mas que devemos obrigatoriamente compreender sob nosso ponto de vista, dentro de um projeto nacional de reposicionamento interno e global. Mais ainda, como um poder global hoje, demonstra-nos a necessidade de melhor estudar, e compreender, nossos parceiros mais próximos, sejam eles os EUA, a China, a Índia, a África do Sul, as nações sul-americanas, os continentes africano e asiático. Somente a partir deste olhar, poderemos elaborar nossas conclusões e recomendações sobre nossos pares, para nós mesmos.

(*) Professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)