O blog

Amigos,

Resolvi criar um blog para colocar todas as matérias que achar interessante nesse louco e grande mundo da web.

A idéia é que seja sobre assuntos diversos; pode ser política, economia, música, arte, viagem, enfim, o que for interessante e é claro que quero muitas participações, opiniões, é para falar mesmo.

Para facilitar o acesso, separei os assuntos em diversas páginas para futuras consultas, embora tudo que foi postado possa ser encontrado pela categoria, a esquerda tem uma relação de categorias.

Para falar comigo podem mandar email  : marciasilva65@gmail.com

Então vamos começar...

Que coisa vergonhosa!! este é o GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO !!

O Brasil todo, assim como o mundo, ficou perplexo este domingo ao ler o que acontecia em São José dos Campos, estado de São Paulo. O governo estadual (PSDB) colocou sua polícia militar para expulsar 6 mil famílias que viviam em uma área particular, porém não utilizada, há mais de 8 anos.

Até o momento houve uma morte e uma pessoa foi baleada correndo o risco de permanecer paraplégica segundo relato do portal vermelho.

A TeleSURtv.net também descreveu a tragédia , conforme reproduzo abaixo:

Policía Militar de Sao Paulo desaloja a nueve mil personas sin techo en Brasil
  • Desde hace ocho años unas mil 600 familias ocupan los terrenos de una empresa quebrada. (Foto: terra.com.br)

 

La Policía Militar (PM) de Sao Paulo (capital brasileña) reprime este domingo a unas nueve mil personas de la comunidad de Pinheirinho, en un operativo para desalojar a las familias sin techo que ocupan terrenos de una empresa que quebró hace ocho años.  

Cerca de las 6H00 locales (8H00 GMT) unos dos mil efectivos de la PM arremetieron contra la comunidad, que reivindica un lugar para vivir, con con helicópteros bombas de gas pimienta, lacrimógenos y balas de goma. 

 
Desde el aire, la PM lanza gases contra la población pobre, contra los habitantes de la comunidad. Debido a que la zona está sitiada (nadie sale ni entra) no hay datos precisos de la cantidad de detenidos, heridos o muertos.
 
Medios locales reseñan que habitantes de barrios vecinos se está solidarizando con los afectados y también está siendo reprimidos. 
 
En la zona de Campos de Alemanes, varias personas se rebelaron, incendiaron vehículos y enfrentaron a la PM. El clima en São José dos Campos es de enfrentamiento en varios puntos de la ciudad.
 
De las nueve mil personas que viven en Pinheirinho, al menos dos mil 600 son niños. Con el tiempo, Pinheirinho pasó a ser un distrito de casas improvisadas.
 
Las cercas de dos mil familias aseguran que el desalojo carece de legalidad, porque desobedece la decisión acordada por gobiernos estatales, representantes federales y municipales, que suspendieron el desalojo de manera temporal, luego que los propietarios reclamaran el lugar el pasado 9 de enero. 
 
El abogado de los residentes, Antonio Ferreira, quien también sufrió una heridas de bala de goma en la espalda y en otras zonas del cuerpo, cuando se acercaba a dialogar con la PM, informó que presentaron una apelación interlocutoria para pedir el reconocimiento de los intereses de la comunidad para que se impida la ejecución de la orden de desalojo de manera definitiva. 
 
Ferreira asegura que los residentes no descansarán en la misión de ser reconocidos y que se les garantice el derecho a la vivienda. 
 
En los últimos días la zona ha estado en tensión y las familias se han armado con pedazos de madera y barricadas para impedir cualquier acción por parte de la policía, debido a que se resisten a abandonar las tierras. 
 
Un portavoz de la policía de Sao Paulo informó que dos personas han sido detenidas, porque los ocupantes han confrontado con la Guardia Civil que es el apoyo del cuerpo de seguridad.  

 teleSUR – FolhadeSaoPaulo – Globoradio/ sa – FC

O drama de 6 mil pessoas em São José dos Campos

Confesso que li e reli a matéria no portal vermelho, e fiquei estarrecida diante dos fatos narrados.Não sou advogada mas o pouco que sei de lei é que existe o direito de uso capião, que garante o direito da terra ou imóvel a pessoa que depois de um certo tempo a está ocupando, além de ter um artigo MUITO ESQUECIDO, em nossa constituição, que diz claramente que o imóvel tem que atender FINS SOCIAIS. Estamos falando de milhares de famílias, que ocupam um terreno há 8 anos, logo são as legítimas donas de tudo que construíram. Não cabe mais,depois de 8 ANOS, justiça estadual. A única justiça que deveria ter sido feita era dar a posse legítima para estas famílias.

Não podemos nos calar frente a um caso hediondo como este. O Governo, tanto Municipal como o Estadual agiram de forma CRIMINOSA. Para eles, le-se PSDB, o direito a cidadania passa pelo poder de compra, pelo montante na conta bancária.
Basta!! queremos o direito a vida e esta é cada vez mais incompatível com este sistema capitalista.

SOCIALISMO JÁ!!

Depoimento de mães do Pinheirinho depois da desocupação.

A Integração Latino-americana e a luta pela paz (CEBRAPAZ)

José Reinaldo Carvalho analisa significado do assassinato de Kadafi

da TVvermelho

China y Venezuela firman convenio para construir puerto en Carabobo

do site aporrea

04/10/11.-Este martes se firmó un convenio entre la empresa venezolana  Bolivariana de Puertos (Bolipuertos) y la empresa China Harbour Engineering
Company (CHEC) para la construcción de un terminal de contenedores del puerto de  Puerto Cabello, ubicado en el estado Carabobo.

El acuerdo asciende a la  cantidad de 520 millones de dólares. La primera fase del terminal contará con un
rompeolas de 736 metros de longitud, dos puestos de atraque para buques de  70.000 toneladas, un área total de manejo de carga y almacenaje de 38 hectáreas
y 690 metros lineales de muelle equipado con seis grúas pórtico para la carga y  descarga.

El ministro del Poder Popular para el Transporte y  Comunicaciones, Francisco Garcés, detalló que este convenio afianzará las  relaciones bilaterales con el Gobierno de China.

Por otra parte, explicó  que se adelantan las investigaciones correspondientes a fin de conocer las  causas que ocasionaron el choque de ferrocarriles entre dos trenes del
ferrocarril de Los Valles del Tuy.

Garantizó el buen funcionamiento del  sistema ferroviario actualmente, “por eso desde el día de ayer el tren entró en  funcionamiento”.

El acto se realizó en la sede del Ministerio de  Transporte y Comunicaciones en Caracas, estuvieron la presidenta de Bolipuertos,  Elsa Gutiérrez, y el vicepresidente de la empresa china, Chen Zhong, entre otros  representantes.

La fuente original de este documento es:

Radio Nacional de Venezuela (http://www.rnv.gov.ve

Y sin embargo (Joaquín Sabina) / Y sin embargo te quiero (Olga Román) [HD]

Sahara Ocidental é imperioso respeitar a Resolução das Nações Unidas

Sahara Ocidental é imperioso respeitar a Resolução das Nações Unidas

A Associação de Cooperação e Solidariedade entre os Povos, solidária com o povo saharauí, que aguarda
pacificamente a implementação das resoluções das Nações Unidas há mais de vinte anos e se encontra numa situação de perigo e ameaça diária por parte das
autoridades Marroquinas no território ocupado do Sahara Ocidental, vem por este meio apelar à IV Comissão – Comissão de Política Especial e Descolonização, a
adopção de medidas que promovam a aplicação dos acordos assinados pelas duas partes respeitando os direitos do povo saharauí.

A ONU tem como propósitos/funções principais:

Manter a paz e a segurança internacionais; Desenvolver relações amistosas entre as nações; Realizar a cooperação internacional para resolver os
problemas mundiais de carácter económico, social, cultural e humanitário, promovendo o respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais; Ser um
centro destinado a harmonizar a acção dos povos para a realização desses objectivos comuns.

Contudo o desenvolvimento da situação no Sahara Ocidental, em que a recente onda de violência e a falta de
transparência que rodeia os acontecimentos, demonstram a necessidade urgente de tomadas de posição, principalmente por parte da ONU (no âmbito das suas funções),  que instem o Reino de Marrocos a respeitar os acordos assinados sob a égide das Nações Unidas.

O reino de Marrocos continua a sua saga colonizadora e assassina no Sahara Ocidental, um regime que oprime e desrespeita os direitos humanos da população saharauí residente no Sahara
Ocidental, ilegalmente ocupado desde 1975, violando a decisão do tribunal internacional e desrespeitando a resolução das Nações Unidas de realização de referendo.

Muitos são já os casos de flagrante violação dos direitos humanos do Povo Saharauí e são por demais manifestas as atitudes contrárias à Carta das Nações Unidas perpetradas pelo
Reino de Marrocos, numa atitude de desrespeito e desafio ao direito internacional, perante a passividade da comunidade internacional.

A Assembleia Geral das Nações Unidas assumirá esta terça e quarta-feira, dias 4 e 5 de Outubro, mandato de Comissão de Política Especial e Descolonização, mais conhecida como IV Comissão. A
colónia espanhola será o principal tema de debate. No final a Assembleia aprovará por maioria uma resolução não vinculativa mas com a relevância de nela
a ONU poder reafirmar os princípios que a orientam, bem como reforçar a sua autoridade como mediador na resolução de conflitos, nomeadamente reiterando a
observação dos termos dos acordos assinados sob a sua égide e a validade das resoluções assumidas neste fórum, instando o Reino de Marrocos à realização do
referendo de autodeterminação acordado entre este reino os legítimos representantes do povo saharauí.

Não é de somenos importância que a IV Comissão, reconheça que a MINURSO continua a ser a única missão actual de manutenção de paz sem um mandato para vigiar os Direitos Humanos e
consequentemente as Nações Unidas não estão a cumprir com a sua responsabilidade de protegerem as vítimas deste conflito. Neste âmbito urge que
a resolução a ser aprovada aponte no sentido da inclusão no seu mandato, das medidas que garantam essa efectiva e eficaz vigilância dos Direitos Humanos.

A ACOSOP apela aos representantes dos diferentes países e aos seus respectivos governos que assumam uma posição firme em defesa da população saharaui e exijam o respeito pelo direito internacional e a resolução das Nações Unidas e reafirma a sua indignação perante o silêncio cúmplice a que este conflito é votado.

A direcção da ACOSOP  Associação de Cooperação e Solidariedade entre os Povos

Lisboa, 3 de Outubro de 2011

___________________________________________________________

ACOSOP – Associação de Cooperação e Solidariedade entre os Povos

www. acosop.com

e-mail: acosop.direccao@gmail.com

tel:(+351) 96 427 09 80 / (+351)
91 431 90 56

O Brasil e os Estados Unidos: relações globais e bilaterais

Agência Carta Maior

Novo documento elaborado por uma força tarefa do “Council on Foreign Relations” voltou a gerar, em parte do debate nacional brasileiro, principalmente nas esferas mais próximas às políticas de alinhamento com os EUA, elevado otimismo. O texto considera que os norte-americanos precisam aprofundar ainda mais os laços com o Brasil, baseado em uma visão histórica de prévias alianças, mas, principalmente, de necessidades futuras dos EUA, seja em termos de engajamento do poder brasileiro, como de sua contenção e dos demais emergentes. O artigo é de Cristina Soreanu Pecequilo.

Cristina Soreanu Pecequilo

Data: 14/07/2011

Agência Carta Maior

Nos últimos meses, o Brasil e outros países emergentes como a China e a Índia foram foco de investidas norte-americanas, criticando sua projeção de poder e ações autônomas no sistema internacional. Contraposta à premissa da multipolaridade, a do domínio hegemônico ocidental foi reafirmada em inúmeras oportunidades pelo Presidente Obama e a Secretária de Estado Hillary Clinton, refutando as teses de declínio. Da mesma forma, nações africanas foram “alertadas” pelos Estados Unidos (EUA) sobre o “novo colonialismo” praticado por estes emergentes.

Paralelamente, no embate interno, a administração democrata enfrenta forte campanha midiática neoconservadora sobre a sua futura derrota eleitoral em 2012, não importando a ausência de um candidato republicando definido, e as pressões estruturais de uma economia em crise quase que permanente, vide o recente debate sobre a elevação do teto da dívida norte-americana. Diante deste cenário, prevalece a imagem, e realidade, de uma sociedade fragmentada, pressionada por grupos de interesse e dividida entre projetos polarizados.

Em meio a isso, porém, novo documento elaborado por uma força tarefa do Council on Foreign Relations (CFR) intitulado “Global Brazil and US-Brazil Relations” (disponível em http://www.cfr.org/brazil/global-brazil-us-brazil-relations/p25407) voltou a gerar, em parte do debate nacional brasileiro, principalmente nas esferas mais próximas às políticas de alinhamento com os EUA, elevado otimismo. Similar à expectativa causada pela visita do Presidente Obama em março de 2011 ao país, inclusive por abordar de forma “positiva e aberta” o reconhecimento do poder global do Brasil no atual quadro das Relações Internacionais, o texto lançado neste mês de Julho de 2011, já vem sendo muito comentado.

Todavia, estas manifestações, mais uma vez parecem descoladas da própria contextualização do relatório, um estudo sustentado nos desenvolvimentos dos últimos dez anos, e não uma reação imediatista norte-americana à nova administração Dilma Rousseff que assumiu em Janeiro de 2011. Novamente, no debate brasileiro, o arco que engloba os dois últimos anos da administração Fernando Henrique Cardoso (1999/2002) e a totalidade do governo Luis Inácio Lula da Silva (2003/2010), como sustentáculos desta transformação, principalmente a fase Lula-Celso Amorim, está obscurecida.

Igualmente, ignora-se, que este é um relatório específico, de um think tank relevante, mas, também específico. Ligado a uma parcela do establishment, o CFR é uma entidade altamente reconhecida dentro do debate político norte-americano, tradicional na realização da ponte entre setores acadêmicos, empresariais e governamentais de formulação de política externa e tomada de decisão, que, contudo, não representa consenso ou prevalece com tranqüilidade dentro da Casa Branca, do Departamento de Estado ou de Defesa. Assim, recomendações como a de que os EUA devem incluir o Brasil no Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSONU) como membro permanente, representam visões deste grupo, e não necessariamente a totalidade das visões que competem politicamente nos EUA.

Esta questão específica do assento no CSONU é inserida em uma proposta abrangente de fortalecimento e amadurecimento da relação, em termos discursivos e práticos, como a instalação de novas formas de contato entre as diplomacias, e uma percepção norte-americana mais ampla sobre o papel do Brasil, na região, no mundo e no sistema multilateral em geral e não só na ONU. Ou seja, apesar das boas relações que os EUA têm com o Brasil hoje, o texto considera que os norte-americanos precisam aprofundar ainda mais estes laços, baseado em uma visão histórica de prévias alianças, mas, principalmente, de necessidades futuras dos EUA, seja em termos de engajamento do poder brasileiro, como de sua contenção e dos demais emergentes.

Trata-se de um relatório bastante completo, no qual o Brasil é examinado em sua dimensão nacional, suas ações globais e regionais, e o que isso significa para as relações bilaterais. Não cabe aqui adentrar nos pormenores do relatório uma vez que o mesmo é extenso, mas é interessante destacar, por capítulo o que os EUA identificaram como pertinente no que se refere ao país. No capítulo “A Economia Brasileira: Mecanismos e Obstáculos” menciona-se a necessidade de ajustes macroeconômicos (juros, crescimento e inflação), o impacto das ações dos EUA no país (muito brevemente), e a relação comercial com a China. Nesta parte, indica-se que seria interessante que Brasil-EUA tivessem posições conjuntas para reduzir o impacto chinês em seus mercados. O capítulo se encerra com uma discussão extensa sobre os potenciais domésticos e os inúmeros pontos de estrangulamento do Brasil: infraestrutura, educação, agricultura, mineração e metalurgia, crescimento da classe média e inovação.

No segundo capítulo “A Agenda Energética Brasileira e as Mudanças Climáticas”, destaca-se o papel positivo do Brasil no uso de uma matriz variada de energia e a preocupação com o desenvolvimento sustentável. Espaço significativo é reservado à discussão das reservas do pré-sal brasileiro, assim como ao gás e ao etanol. Petróleo e etanol, porém, são o foco. Em termos de agenda climática, controle de emissões, desmatamento, Amazônia, biodiversidade são abordados, com os EUA mantendo suas posições tradicionais de ressaltar a relevância do engajamento do Brasil no tema, sua liderança no setor.

Na sequência, o capítulo “Brasil como um Diplomata Regional e Global” dá grande destaque às alianças globais do Brasil como BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul), IBAS (Índia, Brasil, África do Sul), o papel na Missão de Estabilização do Haiti (MINUSTAH) e retoma o tema do assento permanente no CSONU. Temas sensíveis como Irã, Direitos Humanos, abstenções brasileiras em votações do CSONU não apoiando a posição dos EUA são discutidas, ressaltando a importância dos norte-americanos compreenderem “o porquê das posições diferentes do Brasil”, estendendo-se ao comércio multilateral e a estrutura econômico-financeira global. Segundo o relatório, os EUA não devem esperar consenso pleno do Brasil por conta de suas alianças com outras nações e sua visão de autonomia (e que isso faria parte de uma tentativa de provar independência e distanciamento dos EUA, mesmo quando o Brasil concordasse com este país). Como se percebe, uma visão norte-americana das motivações brasileiras.

No que se refere à região sul-americana, considera-se que a liderança brasileira da integração é positiva para os EUA, devido ao papel mediador e estabilizador brasileiro, em termos políticos e financeiros. Aborda-se, igualmente, a política africana do Brasil, continente no qual os norte-americanos perderam espaço para o país, a China e a Índia nos últimos anos.

O último capítulo é dedicado especificamente a “Brasil e Estados Unidos”, indicando a boa vontade mútua. Adentrando inicialmente os temas Irã e Segurança Nuclear, o capitulo segue para comércio e investimento, para voltar a temas de segurança como imigração e tráfico de drogas, saúde, biocombustíveis, mudança climática. A conclusão segue parâmetro similar, com foco em três pilares: interesses comuns, parceria madura e aproveitar o momento. Segundo o relatório, este é o tempo para avançar as relações bilaterais, alcançando benefícios mútuos.

Finalmente, não se pode negar que o documento é, realmente, um marco para as relações bilaterais Brasil-EUA, independente das ressalvas aqui colocadas. Apesar do longo histórico de relacionamento, do auge dos estudos de brasilianistas nos anos 1960 e 1970, o intercâmbio sempre foi visto por um prisma regional. Tal prisma, estruturalmente, localizava a importância do Brasil para os EUA na América Latina. Em algumas circunstâncias históricas norte-americanas nem mesmo este viés prevalecia, com a predominância de uma visão generalista da política externa dos EUA sobre o país inserido em “pacotes prontos” para o hemisfério, vide as discussões da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) e propostas anteriores.

Assim como a Estratégia de Segurança Nacional de maio de 2010, publicada pelo Presidente Obama, trata-se de um documento progressista e que revela as limitações dos EUA e a sua capacidade de renovação estratégica para lidar com parceiros na dinâmica do “engajar para conter” (i.e, de reinventar a hegemonia). Ao mesmo tempo, uma renovação que disputa espaço com o declínio e o tradicionalismo, o isolacionismo, o intervencionismo e o unipolarismo, gerando as reações e contrareações hegemônicas já abordadas em artigo para Carta Maior. Reações e contrareações que não se resumem a determinados grupos, mas possuem ressonância em Washington, assim como este próprio relatório também terá. Assim, no debate nacional não podemos nos esquecer que este é um texto norte-americano, produzido e direcionado, para o público norte-americano, e que terá o apoio de uma parte desta sociedade, como visto na p.3:

As conclusões da Força Tarefa e suas recomendações são direcionadas não somente as formuladores de políticas que lidam com as Américas, mas também aqueles que nos EUA e em outras instâncias, são responsáveis por decisões em questões estratégicas globais, temas econômicos e mecanismos multilaterais nos quais a voz e a ação do Brasil são relevantes. As conclusões e recomendações deste relatório fornecem uma estrutura para políticas bipartidárias- globais, regionais e bilaterais- que levem em conta as oportunidades e desafios da ascensão brasileira, no momento em que os Estados Unidos e o Brasil enfrentam as grandes questões internacionais do século XXI.

Portanto, são conclusões e recomendações para os EUA sobre o Brasil, mas que devemos obrigatoriamente compreender sob nosso ponto de vista, dentro de um projeto nacional de reposicionamento interno e global. Mais ainda, como um poder global hoje, demonstra-nos a necessidade de melhor estudar, e compreender, nossos parceiros mais próximos, sejam eles os EUA, a China, a Índia, a África do Sul, as nações sul-americanas, os continentes africano e asiático. Somente a partir deste olhar, poderemos elaborar nossas conclusões e recomendações sobre nossos pares, para nós mesmos.

(*) Professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

La UNASUR ante la crisis de la economía mundial

do portal da CTAcapital

8 de agosto de 2011 por ACTA

Mientras el jueves 4 de agosto caían todas las bolsas de valores, como manifestación de extensión de una crisis económica mundial cuyo horizonte de finalización no se percibe, el viernes 5 se reunían en Lima los Ministros de Economía y Finanzas de los países que integran UNASUR, con el objeto de evaluar los puntos de complementariedad económica regional y los mecanismos para blindarse ante el derrumbe de los mercados bursátiles.

La idea que surge apunta a la “integración profunda”, informó el anfitrión peruano, y pretende organizar una agenda a ser discutida desde el próximo viernes 12 de agosto en Buenos Aires, cuando se forme el Consejo Económico de UNASUR. Recordemos que la iniciativa estaba datada para comienzos de junio pasado y había sido suspendida ante la imposibilidad de llegada de los funcionarios a la capital de Argentina por las cenizas volcánicas y el cierre de los aeropuertos.

La agudización de la crisis acrecienta las expectativas en la articulación económica regional. La gran desvalorización bursátil pone de manifiesto los problemas para afirmar la lógica de las ganancias en el capitalismo mundial. Sin ganancias en volumen adecuado se limita el proceso de acumulación de capitales y dificulta la dominación en sus diversas expresiones, económica, política, ideológica. Es la oportunidad para pensar más allá de la lógica del capital, ya que esa “racionalidad” lleva hoy el sello del ajuste fiscal suscripto por demócratas y republicanos en EEUU, o el desmantelamiento del remanente de Estado benefactor en Europa. El resultado es el deterioro de las condiciones de vida y trabajo de la mayoría de la población.

¿Qué discutirá la cumbre en Buenos Aires?

En la agenda del próximo cónclave de UNASUR aparece el uso de las monedas locales en el intercambio regional; la coordinación de los bancos centrales en la utilización de las reservas internacionales; y el aliento a un mercado regional financiero y de capitales. Según la agencia de noticias argentinas, TELAM, el Ministro de Economía argentino anticipó tres aspectos de la agenda:

a) uno remite “a la potencial conformación de un Fondo Latinoamericano de Reservas”, lo que supone discutir el Banco del Sur, su redefinición como institución de toda UNASUR, como el tipo de activos externos que conforman las reservas internacionales que administran los bancos centrales, buena parte de ellas invertidas en bonos del tesoro de EEUU que acaban de sufrir una merma en la calificación (realizada por “consultoras” de dudoso prestigio y sospechadas de ser parte del negocio financiero más que auditores profesionales e independientes);

b) otra “es la cuestión del uso de monedas locales entre los países” para difundir el intercambio comercial sin la mediación cotidiana de las divisas ante la volatilidad internacional, en un intento de ir más allá del simple vínculo entre importaciones y exportaciones, y avanzar en articulaciones productivas de cadenas de valor; y

c) un tercer aspecto apunta a profundizar una lectura política de la crisis en curso, e intentar la relativa autonomía de la región respecto del epicentro de la crisis. Según el Ministro argentino, entre “el 2008, 2009 y 2010, el G-20 fue una muy buena herramienta para llevar certidumbre a los mercados, para dar una respuesta política al conjunto del mundo”, y hoy “lo que vemos es que desde el punto de vista político hay una respuesta pobre, porque está en debate el liderazgo de Estados Unidos, el de Europa, y nuestra situación es muy distinta, todos tenemos liderazgos fuertes y la posibilidad de incorporarlo a una visión sudamericana”

Esta cuestión de liderazgo político es de sumo interés, ya que resulta discutible la convergencia de regímenes con objetivos políticos y económicos muy diversos, entre los países sudamericanos, donde unos integran la experiencia del ALBA y otros promueven la lógica del libre cambio, caso de Chile ó Perú con EEUU, o incluso las negociaciones en curso entre el Mercosur y Europa.

Algunos interrogantes

¿Qué tiene de común la estrategia de Petróleos de Venezuela con la proyección de Petrobras en la región? La integración en materia de combustible en Centro América y el Caribe bajo la orientación de la petrolera venezolana supone descentralizar refinerías y plantas de almacenamiento y distribución, con condiciones económicas y financieras muy favorables en momentos de alza del precio de los hidrocarburos. Y para Argentina, ¿cuál sería la estrategia de articulación energética, si el sector de la energía está bajo la dominación de empresas transnacionales? ¿Alcanza con Enarsa? ¿Se terminan las concesiones sobre hidrocarburos? Son interrogantes, por cierto, que no integran la agenda preelectoral de la renovación presidencial de octubre.

Algunos interrogantes similares podrían formularse respecto de otros aspectos de la producción, especialmente cuando nuestra región asume un carácter de productor y exportador de recursos naturales. Mientras los países asiáticos se posicionan en el mundo como proveedores de mercancías con alto desarrollo tecnológico, en nuestros países la dependencia tecnológica se concentra en la superexplotación de la tierra y el agua, el petróleo, los minerales y cuantiosas riquezas naturales. No solo se trata de articular cadenas de valor, sino discutir qué modelo productivo y de desarrollo debiera asumirse integradamente.

Un tema importante remite a las cuestiones monetarias y el intercambio comercial, donde el ejemplo de la compensación con monedas locales entre Brasil y Argentina aparece como destacado.

Claro que a la hora de los balances hay que ser cautos, pues una idea que empezó en septiembre del 2006 y se institucionalizó dos años después, a casi tres años de su desarrollo presenta escasas operaciones, de bajos montos involucrados y pocas empresas y bancos adheridos y usuarios del sistema. Es un proceso lento que requiere mayores voluntades políticas y afinidades asociativas en la construcción de una integración alternativa.

Los diagnósticos parecen adecuados, pero las políticas comunes se demoran. Sin ir más lejos, Brasil dilata el trámite parlamentario para terminar de aprobar el Banco del Sur y asignar unos 2.000 millones de dólares como capital inicial, mientras que esta semana, el gobierno de Dilma Rousseff anunció beneficios fiscales para la industria por 16.000 millones de dólares en los próximos dos años. Se puede coincidir en que existen reflejos rápidos para la política nacional de los países, más allá del análisis de beneficiarios y perjudicados, y al mismo tiempo, una menor capacidad de responder integradamente. La crisis capitalista en desarrollo, que anticipa nuevas recesiones luego del proceso de desvalorización sufrido en los últimos días, demanda precisiones en los diagnósticos y en las políticas a asumir, para frenar el impacto regresivo sobre la mayoría trabajadora de la población.

Es parte de la expectativa que podría plantearse sobre la próxima reunión de UNASUR en la constitución de su Consejo Económico. El interrogante apunta a considerar la racionalidad de la política de integración, si orientada a los mercados o la satisfacción de las necesidades de la mayoría de la sociedad.

Autor: Julio Gambina, Director Académico del Centro de Estudios de la Federación Judicial Argentina (CEFJA) y Presidente de la Fundación de Investigaciones Sociales y Políticas (FISyP) 

Portal vermelho

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Revista do 4º Encontro nacional sindical do PCdoB

Seminário “Seguridade Social para um Projeto de Desenvolvimento e valorização do Trabalho”

do portal da CTB

12/07/2011

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Temos a satisfação de convidá-lo(a) para participar do seminário  “Seguridade Social para um Projeto de Desenvolvimento e Valorização do Trabalho” nos dias 10 a 12 de agosto, Hotel Excelsior- Av.Ipiranga,770 Centro – SP. O evento envolve três secretarias: Políticas Sociais, Esporte e Lazer, Saude do trabalhador e da Previdência Aposentados e Pensionistas. O objetivo do seminário é sensibilizar, formar e capacitar  os(as) sindicalistas classistas  sobre o tema , potencializando assim nossa ação nos enfrentamentos da luta cotidiana e  também, a partir da reflexão coletiva, construir uma proposta de seguridade social para a CTB.

Programação:

10/08
14 h credenciamento
15 h abertura
16 h intervalo para o café
16: 15 h  Aula Magna –  “Seguridade Social para um Projeto de Desenvolvimento com Valorização do Trabalho”    Reginaldo Muniz Barreto Economista (UFBA)Coordenador de Projeto Dieese.
Coordenação : Carlos Rogerio de Carvalho Nunes – Secretaria  de Políticas Sociais, Esporte e Lazer.
17:05h  Debate em plenário
18:00 h encerramento

11/08

9h “Proteção social e seguridade  no Brasil e no Mundo  . As lutas sociais e a consolidação dos direitos sociais na constituição de 88-
Palestrante: Profª. Drª. Aldaiza Sposati  -PUC SP
Coordenadora: Hildenete Pinheiro Rocha – Secretaria da Previdência, Aposentados e Pensionistas
Mediadora: Célia Gervasio Chaves – Presidenta Federação Nacional dos Farmacêuticos – FENAFAR
9:50 h  intervalo café
10:10 h Debate
12: 00 h almoço

14 h  “A valorização Dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Consolidação das Políticas de Previdência, Saude e Assistência Social”
14:00 h Palestrante: Flavio Tonelli
14:30 h Palestrante: Dr.Maria Maeno
15:00 h Palestrante: prof. Dr.Edval Bernardino –UFPA*
Coordenador : Elias Bernardino –Secretaria de Saude dos Trabalhadores e das Trabalhadoras
Mediadora  :  Caroline Junckes da Silva- Sinfar SC

15:30 h coffee brack

15:50 Debate em plenário

18 h Encerramento

12/08

9 h Debate Plenária Final

Coordenação :
Carlos Rogerio de Carvalho Nunes – Secretaria  de Políticas Sociais, Esporte e Lazer.
Elias Bernardino – Secretaria de Saude do Trabalhador
Hildenete Pinheiro Rocha – Secretaria da Previdência, Aposentados e Pensionistas

11:30 h Encaminhamentos
12 h  Encerramento

*a confirmar

Publico Alvo: membros da  executiva Nacional da CTB, 01 representante por CTB estadual, e 02 representantes dos sindicatos filiados da área da seguridade social a saber:

1- Sindicato dos Farmacêuticos da BA
2- Sindicato dos Médicos do Estado da BA
3- Sindicato dos Terapeutas Holísticos da BA
4- Sindicato dos Agentes Com.de Saude Sul e Extremo Sul da BA
5- Sindicato dos Agentes Comunitários de Saude de Jequié
6- Sindicato Trab.em Saude do Estado da BA
7- Sindicato Serviços de Saúde no Estado do CE
8- Sindicato Trab.Domesticos do Vale do Piranga MG
9- Sindicato dos  Agentes Comunitários .de Saude e Combate as Endermias de Remigio e região  PB
10- Sindicato dos Agentes Comunitários de Saude de Agentes de Combate as Endemias de Patos e região PB

11- Sindicato dos Agentes Comunitários de Saude Agentes de Combate a Endemias da Região do Vale do Piancó PB
12- Sindicato dos Agentes Comunitários de Espinharas PB
13- Sindicato dos Agentes Comunitários de Saude de Sapé PB
14- Sindicato dos  Agentes de Saude Curimatau Paraibano
15- Sindicato dos Agentes Comunitários de Saude de Guarabira e todos os núcleos da região de abrangência do segundo núcleo
16- Sindicato dos Agentes Comunitários de Saude e agentes de combate as endemias do Cariri Ocidental Paraibano
17- Sindicato dos Agentes comunitários de saúde e combate as endemias de Remigio e região PB
18- Sindicato dos profissionais e auxiliares de serviço em saúde de Souza PB
19- Sindicato dos agentes comunitários de saúde e agentes de combate as endemias do médio Piranhas PB
20- Sindicato dos agentes comunitários de saúde e combate endemias da região de Sape PB
21- Sindicato dos Médicos no estado do Paraná
22- Federação Nacional Técnicos de segurança do trabalho no estado do RJ
23- Sindicato dos Farmacêuticos do Rio Grande do Sul
24- Sindicato dos Trabalhadores Desenhista do RS
25- Sindicato Empregadores estabelecimentos de Serviço de Saude de Cx Sul
26- Sindicato dos Farmacêuticos de SC
27- Sindicato Enfermeiros do estado de Sergipe
28- Associação  dos Servidores do Hospital das Clinicas- SP  ASHC
29- Sindicato Único em Estabelecimento de Serviço de Saude de Sorocaba e Região -SP
30- Sindicato dos Trabalhadores de Clinicas de Longa Permanência e Reabilitação de idosos e Pess.em GL, Dependentes Químicos e álcool, Portador de Deficiência
31- Fenafar

O prazo para inscrição vai até 20 de julho e pode ser feita pelo email: sociais@portalctb.org.br ou pelo telefone: 11 31060700 begin_of_the_skype_highlighting            11 31060700     end_of_the_skype_highlighting com Márcia, Katia ou Solange.

Obs.:  A hospedagem e alimentação será de responsabilidade da CTB.
Passagens aéreas e terrestres são de responsabilidade dos participantes /CTB estadual /Sindicato.
Saudação classista!

Carlos Rogerio de Carvalho Nunes
Secretaria de Políticas Sociais, Esporte e Lazer

Elias Bernardino
Secretaria de Saude dos Trabalhadores e das  Trabalhadoras

Hildinete Pinheiro Rocha
Secretaria da Previdência, Aposentados e Pensionistas

Terceirização: o que fazer?

do portal da CTB

Escrito por Nivaldo Santana
01/08/2011

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Desde que o capitalismo existe, uma lei preside a cabeça dos  proprietários dos meios de produção: lutar pelo aumento máximo dos  lucros. Para enfrentar a famosa lei da queda tendencial da taxa de  lucros, os capitalistas procuram aumentar a massa de lucros pelo aumento  da produtividade.

A taxa de lucros diminui com o aumento da composição orgânica do capital  (mais máquinas e menos trabalhadores), mas a produtividade crescente   funciona como contratendência: cai o lucro sobre a mercadoria  individual, mas se eleva a massa de lucros sobre o montante maior de  mercadorias produzidas.

A produtividade é uma relação entre a produção e fatores de produção  utilizados. A principal referência para se referir à produtividade é o  peso relativo da força de trabalho, embora outros fatores, como a  inovação tecnológica dos meios de produção, contribuam para o incremento  da produtividade.

A reestruturação produtiva em curso com a chamada terceria revolução  industrial se apoia nos grandes avanços tecnológicos aplicados à  produção e aos serviços e às novas formas de gestão do trabalho. O  efeito combinado disso é o grande aumento da produtividade do trabalho.

Nesse contexto, os capitalistas adotam um amplo leque de medidas para  reduzir o custo do trabalho. Menos salários e menos direitos,  precarização das relações do trabalho e outros ataques aos direitos dos  trabalhadores são movimentos recorrentes do capital. Um deles é a  terceirização.

De início, os serviços terceirizados eram principalmente nas áreas de  segurança, limpeza, transporte de funcionários, logística, escrituração  contábil e fiscal, guarda de documentos, etc. Progressivamente passou-se  também para os setores de faturamento, cobrança e até financeiro.

A sanha terceirizadora cresce muito. Um exemplo: o PL 4330/2004 (*), do  deputado Sandro Mabel. Com as emendas já aprovadas em algumas comissões,  permite-se até a terceirização na atividade-fim das empresas. O projeto  flexibiliza inclusive a responsabilidade subsidiária da empresa  tomadora.

Não há dados precisos sobre a terceirização no Brasil. O Sindicato das  Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros (SP) estima em 8,2 milhões  a quantidade de terceirizados, o que representa 22% dos trabalhadores  com carteira assinada. Há quem fale na existência de 15 milhões de  terceirizados.

A Petrobrás, por exemplo, tem 77 mil funcionários e 310 mil terceirizados, 80%, portanto, do total de trabalhadores da empresa. Se se ampliar a terceirização para a atividade-fim de uma empresa, poder-se-ia chegar ao extremo de ter empresas sem empregados, só com relações jurídicas entre empresas.

A Súmula 331 do TST trata da terceirização. Estabelece algumas regras  como a responsabilidade subsidiária para o tomador de serviços, exclusão  dos serviços de vigilância, limpeza e serviços especializados ligados à  atividade-meio como geradores de vínculos de emprego, etc.

A questão essencial é como definir, a partir dos interesses dos  trabalhadores, os meios de luta para evitar a precarização do trabalho,  salários e direitos diferenciados, desproteção sindical e outros  entraves para se assegurar os direitos dos trabalhadores terceirizados.

Há aqueles que defendem uma posição segundo a qual trabalho terceirizado  é sinônimo de precarização e, portanto, deve ser combatido frontalmente  e não “regulamentado”. A maior parte das centrais sindicais apoia a  definição de restrições e critérios para as atividades terceirizadas.

A lei, portanto, deveria garantir às entidades sindicais comunicação  prévia sobre os contratos de terceirização, informações das atividades e  serviços terceirizados, número de trabalhadores, custos, metas, locais  de serviços, prazo do contrato, controle da saúde e condições de  trabalho, entre outras exigências.

Um ponto nevrálgico da proposta, amparado inclusive na citada Súmula 331  do TST, seria a definição da responsabilidade solidária da empresa  tomadora dos serviços, item bastante relativizado no projeto do deputado  Sandro Mabel e com amplo apoio dos empresários.

A polêmica invade inclusive a seara sindical. Centrais sindicais e  entidades que representam trabalhadores terceirizados podem ter uma  visão diferenciada em relação a outros sindicatos que enxergam a  terceirização como uma âncora para rebaixar salários e direitos de suas  categorias.

Seja como for, a complexidade dessa matéria não comporta posições  inflexíveis e absenteistas. Diante de um mercado de trabalho complexo e  heterogêneo, com milhões de trabalhadores terceirizados sendo tratados  como cidadãos de segunda categoria, o movimento sindical classista  precisa se posicionar.

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) aprovou em  seu Conselho Nacional, ocorrido de 28 a 30 de julho, a realização de um  amplo seminário para fechar uma posição sobre o tema. Não houve tempo  hábil para se chegar a um consenso.

Um dos méritos da militância inteligente é a a permanente busca da  elaboração coletiva e democrática das posições por um método apelidado  de consenso progressivo. Posições plásticas capazes de incorporar o  essencial de todas as partes deve ser a regra democrática de entidades  plurais.

Mas em temas específicos e circunstanciais sobressai a pérola filosófica  do ilustre Nelson Rodrigues, para quem “toda a unanimidade é burra”. A  democracia se constrói em um universo em que coabitam ora posições  unânimes ora posições majoritárias e minoritárias.

Apegar-se a verdades absolutas e a defesa de opiniões únicas e  petrificadas é uma tentativa vã de ressuscitar o célebre “l’État c’est  moi” de Luiz XIV. Mas isso é coisa da finada monarquia absolutista e não  pode prosperar no nosso mundo republicano!

* A Câmara Federal informa que há vinte e dois projetos sobre  terceirização em tramitação, incluindo um em elaboração na Casa Civil.

** Observação: este artigo foi redigido com base em pesquisas realizadas  nos seguintes portais: Deputados Daniel Almeida e Sandro Mabel,  Câmara  Federal, TST, CTB , wikipédia e O Capital, de Marx.

 

OIT Brasil divulga nota técnica sobre Convenção do Trabalho Doméstico

do portal da CTB
 
26/07/2011

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A decisão de assegurar aos trabalhadores domésticos os mesmos direitos dos demais trabalhadores, aprovada na 100ª Conferência Internacional do Trabalho, realizada em junho deste ano, está explicada em nota técnica do Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil.

No documento, a Convenção nº 189 e a Recomendação nº 201 foram traduzidas para o português e detalhes foram explicados. O objetivo é tornar as informações dos instrumentos conhecidas por todos.

A convenção é um tratado internacional que os países devem ratificar, enquanto a recomendação dá orientações mais detalhadas sobre como a convenção pode ser implantada.

As novidades das normas da OIT para o trabalho doméstico no Brasil incluem o estabelecimento de uma jornada de trabalho – que deve ser fixada em no máximo 44 horas semanais –, o pagamento de hora extra, além de tornar obrigatório o recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) pelo empregador, o que garantirá o recebimento do benefício do Seguro-Desemprego. Essas regras teriam de ser incorporadas à legislação do país.

A OIT define como trabalho doméstico aquele executado em/ou para domicílios. São entendidos como trabalhadores domésticos os que realizam as atividades como ocupação profissional, com relação de trabalho, e não os que desempenham o trabalho doméstico de forma ocasional ou esporádica.

Clique aqui para ler a íntegra do documento

Fonte: Blog do Trabalho

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