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O blog

Postado por Márcia Silva em 30/10/2010
Publicado em: Márcia Silva, minhas idéias. Marcado: apresentação do blog. 38 comentários

Amigos,

Resolvi criar um blog para colocar todas as matérias que achar interessante nesse louco e grande mundo da web.

A idéia é que seja sobre assuntos diversos; pode ser política, economia, música, arte, viagem, enfim, o que for interessante e é claro que quero muitas participações, opiniões, é para falar mesmo.

Para facilitar o acesso, separei os assuntos em diversas páginas para futuras consultas, embora tudo que foi postado possa ser encontrado pela categoria, a esquerda tem uma relação de categorias.

Para falar comigo podem mandar email  : marciasilva65@gmail.com

Então vamos começar...

La Escuela de las Américas: EEUU entrena terroristas(3)

Postado por Márcia Silva em 18/05/2013
Publicado em: vídeos e clipes. Deixe um comentário

Presidentes de Venezuela, Costa Rica y Perú asistirán a juramentación de Correa

Postado por Márcia Silva em 18/05/2013
Publicado em: América Latina. Marcado: porfirio lobo, presidente de ecuador, presidente de honduras, presidentes de venezuela, puerto de guayaquil, Rafael Correa. Deixe um comentário

Los presidentes de Venezuela, Nicolás Maduro; Costa Rica, Laura Chinchilla; y de Perú, Ollanta Humala, asistirán a la juramentación del mandatario ecuatoriano Rafael Correa, el próximo 24 de mayo.

El corresponsal de teleSUR en Ecuador, Christian Salas, informó a través de su cuenta en la red social Twitter (@CsalasteleSUR) que “los presidentes de #Venezuela, #CostaRica y #Perú asistirán al acto de juramentación de Rafael Correa para su tercer período”.

El presidente de Ecuador Rafael Correa informó el pasado sábado, que para la ceremonia de juramentación el próximo 24 de mayo, asistiría el presidente de Honduras, Porfirio Lobo.

El jefe de Estado también indicó que luego del encuentro formal con autoridades y mandatarios regionales “habrá una posesión popular en el Parque Bicentenario”, con la presencia de los simpatizantes del mandatario.

Según la agenda anunciada por el presidente, al día siguiente de asumir su cargo, asistirá a otro acto público que tendrá lugar en el puerto de Guayaquil (suroeste).

El pasado 9 de mayo, Correa juramentó a los titulares de nueve ministerios en el marco de una reorganización de su gabinete que formará parte de su próximo período de gobierno.

Rafael Correa, fue reelegido el pasado 17 de febrero en una sola vuelta, tras obtener el 57,1 por ciento de los votos válidos, que le otorga la presidencia del país por cuatro años más.

teleSUR-VTV/ad-YP

Combativo desfile do PCP afirma alternativa

Postado por Márcia Silva em 18/05/2013
Publicado em: PCP. Deixe um comentário

do jornal avante

Inevitável é a luta

Há uma política alternativa capaz de promover o crescimento económico e a criação de emprego e de libertar o País da política das troikas e da submissão aos monopólios, cabendo aos trabalhadores e ao povo, com a sua luta, construí-la. Foi esta a mensagem central deixada no desfile que o PCP promoveu ao final da tarde de dia 9 na baixa lisboeta, que contou com a participação combativa de mais de mil militantes e simpatizantes do Partido.

Image 13189

 

O desfile, muito embora tenha sido convocado com apenas dois dias de antecedência, impressionou pela elevada participação e combatividade. Empunhando bandeiras do PCP e da JCP, panos, faixas e cartazes, os manifestantes trouxeram para algumas das principais e mais movimentadas zonas da capital (o Largo do Chiado, a Rua Garret e a Rua do Carmo e a Praça do Rossio) a exigência de demissão do Governo, primeiro passo para travar aquela que é a mais violenta ofensiva contra os direitos e garantias conquistados com a Revolução de Abril. «Demissão!», «Mais um empurrão e o Governo vai ao chão» e «Troikas, Governo e Cavaco são farinha do mesmo saco» foram algumas das palavras de ordem mais ouvidas.

Na sua intervenção, no final da marcha, Jerónimo de Sousa repudiou o «programa de bárbara austeridade contra os trabalhadores, os reformados e as famílias» anunciado pelo Governo, do qual constam o despedimento de dezenas de milhares de trabalhadores da Administração Pública, novos golpes nas reformas e pensões e mais cortes nos salários, direitos e funções sociais do Estado. Perante esta brutalidade, acrescentou o Secretário-geral do PCP, «os portugueses são confrontados com a necessidade da derrota e demissão do Governo. É esta a condição fundamental para que as medidas que agora estão no papel nunca sejam executadas e aplicadas sobre os trabalhadores e o povo português». Na luta pela demissão do Governo, referiu, assume grande importância a acção convocada pela CGTP-IN para o dia 25 de Maio em Belém.

Uma política de classe

Para o Secretário-geral comunista, a política do Governo e da troika está a aprofundar o desemprego a níveis inéditos. Segundo o INE, a taxa de desemprego situa-se actualmente nos 17,7 por cento, o que representa já mais de 952 mil trabalhadores desempregados em sentido restrito – e quase um milhão e meio em sentido lato. Nos últimos 21 meses (entre o 2.º trimestre de 2011 e o 1.º trimestre de 2013) foram destruídos quase 460 mil postos de trabalho. No que respeita aos jovens, que participaram no desfile em grande número e com imensa combatividade, a taxa de desemprego ultrapassa os 42 por cento.

Após acusar o Governo de ter como missão servir «os poderosos, o grande capital, mesmo que para isso tenha que levar ao desemprego geral, ao empobrecimento generalizado, às injustiças», Jerónimo de Sousa rejeitou que não haja alternativa a esta política de desastre: há dinheiro neste País, garantiu, desafiando o Governo a ir buscá-lo onde ele está, nomeadamente aos milhares de milhões enterrados no BPN, às rendas milionárias de empresas como a EDP ou a GALP ou às ruinosas Parcerias Público-Privadas, bem como à fuga de capitais para paraísos fiscais.

A solução passa, para o PCP, por uma política patriótica e de esquerda (ver caixa), que necessita de um governo capaz de a concretizar. Esta alternativa está nas mãos dos trabalhadores e do povo conquistá-la com a sua luta.

Seis opções fundamentais

A política alternativa, patriótica e de esquerda, que o PCP propõe assenta em seis opções fundamentais:

  • a rejeição do pacto de agressão e a renegociação da dívida nos seus montantes, juros, prazos e condições de pagamento, rejeitando a sua parte ilegítima, com a assunção imediata de uma moratória negociada ou unilateral e com redução do serviço da dívida para um nível compatível com o crescimento económico e a melhoria das condições de vida;

  • a defesa e o aumento da produção nacional, a recuperação para o Estado do sector financeiro e de outras empresas e sectores estratégicos indispensáveis ao apoio à economia, o aumento do investimento público e o fomento da procura interna;

  • a valorização efectiva dos salários e pensões e o explícito compromisso de reposição de salários, rendimentos e direitos roubados, incluindo nas prestações sociais;

  • a opção por uma política orçamental de combate ao despesismo, à despesa sumptuária, baseada numa componente fiscal de aumento da tributação dos dividendos e lucros do grande capital e de alívio dos trabalhadores e das pequenas e médias empresas, garantindo as verbas necessárias ao funcionamento eficaz do Estado e do investimento público;

  • uma política de defesa e recuperação dos serviços públicos, em particular nas funções sociais do Estado (saúde, educação e segurança social), reforçando os seus meios humanos e materiais, como elemento essencial à concretização dos direitos do povo e ao desenvolvimento do País;

  • a assunção de uma política soberana e a afirmação do primado dos interesses nacionais nas relações com a União Europeia, diversificando as relações económicas e financeiras e adoptando as medidas que preparem o País face a uma saída do Euro, seja por decisão do povo português seja por desenvolvimentos da crise da União Europeia.

Intervenção de Jerónimo de Sousa “Produzir Mais para Dever Menos”

Postado por Márcia Silva em 11/04/2013
Publicado em: Crise do capitalismo, PCP, Política, Portugal. Marcado: crise europa, Jeronimo de Sousa, PCP, Portugal. Deixe um comentário

Só produzindo asseguraremos o emprego e a riqueza necessária a uma vida com dignidade

Homenagem da CGTP- IN aos 100 anos de Álvaro Cunhal

Postado por Márcia Silva em 11/04/2013
Publicado em: CGTP-IN, PCP, Política, Portugal. Marcado: 100 anos, Álvaro Cunhal, cgtp-in, homenagem, PCP, Política, Portugal, sindicalismo. Deixe um comentário

do site do avante

A causa de uma vida

Na sessão pública de apresentação das iniciativas que a CGTP-IN vai realizar, integradas na celebração do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal, assinalou-se que este dedicou a vida à causa dos trabalhadores.

 

Image 12981

 

Ao fim da tarde de dia 4, quinta-feira, no auditório da sede da Intersindical Nacional, reuniram-se actuais e antigos dirigentes da central e das suas estruturas, bem como diversas personalidades e representantes de organizações, instituições e partidos políticos (Partido Ecologista Os Verdes e PCP).

Este foi o mesmo local onde, a 25 de Outubro de 1995, Álvaro Cunhal interveio num colóquio que assinalou o 25.º aniversário da central, como foi recordado por Fernando Gomes, responsável na Comissão Executiva da CGTP-IN pelo Departamento de Cultura e Tempos Livres, quando falou sobre as iniciativas incluídas no plano de actividades de 2013.

Uma dessas iniciativas é precisamente a reedição daquela intervenção de Álvaro Cunhal, anunciada para o mês de Outubro, quando serão também assinalados os 43 anos da fundação da Inter. Mas foi já entregue, aos participantes na sessão de dia 4, uma pré-publicação.

Para distribuição em Novembro ou Dezembro, a central prepara a edição de um número especial do boletim «CGTP Cultura». «Convidámos Domingos Lobo, poeta, ensaísta, escritor, colaborador regular do “CGTP Cultura”, para coordenar este número especial, desafiando um conjunto de autores a escreverem sobre alguns dos aspectos mais marcantes na obra artística e literária de Manuel Tiago», informou Fernando Gomes, adiantando que, entre os convidados, estão Augusto Baptista, Francisco Duarte Mangas, Modesto Navarro, Sérgio de Sousa, Glória Marreiros, Urbano Tavares Rodrigues, José Colaço Barreiros, Jorge Leitão Ramos, Manuel Gusmão e Manuel Dias Duarte.

Ilustrado com imagens oriundas do arquivo da CGTP-IN, o boletim terá uma tiragem de seis mil exemplares e será igualmente publicado na Internet.

A actualidade do pensamento, o empenho dedicado ao estudo do sindicalismo, a forma como abordou a vida, as dificuldades e a luta dos trabalhadores, mas também por se tratar de um combativo e corajoso antifascista, foram razões referidas como «mais do que suficientes para que a CGTP-IN, herdeira de um movimento operário e sindical com um percurso histórico tão meritório quanto aquele que temos o privilégio de representar, tenha decidido incluir no seu plano de actividades para 2013, ano em que se comemora o centenário de Álvaro Cunhal, um conjunto de iniciativas que visam, precisamente, evocar a memória de um homem que dedicou a sua vida à causa dos trabalhadores».

Arménio Carlos, Secretário-geral da CGTP-IN, começou por referir Álvaro Cunhal como «figura maior, que em muito ultrapassa e extravasa as fronteiras partidárias e que rompe com concepções predefinidas da intervenção para a transformação social» e «influenciou de forma indelével o rumo de Portugal no último século». Ao decidirem promover uma homenagem «profundamente sentida pelo movimento sindical unitário», a Comissão Executiva, o Conselho Nacional e o Plenário de Sindicatos da CGTP-IN pretenderam assinalar «o papel que Álvaro Cunhal teve no desenvolvimento de uma estratégia para a construção de um movimento sindical com características únicas».

Arménio Carlos realça uma marca que perdura

Na década de 40 do século passado, «estando o País mergulhado numa longa noite fascista, Álvaro Cunhal, sempre integrado num trabalho colectivo, partiu da realidade concreta, recusou aplicações esquemáticas e desenvolveu uma tese que, à semelhança da prática de uma vida de compromisso com princípios, valores e causas», «marca, até aos nossos dias, este movimento sindical», salientou o Secretário-geral da CGTP-IN.

Na sessão de dia 4, Arménio Carlos lembrou o importante papel que Álvaro Cunha teve «na discussão complexa e, por vezes, até extremada, que levou à sábia decisão de mobilizar os trabalhadores para conquistar as direcções dos sindicatos criados pelo regime fascista», uma decisão «indissociável da ligação aos locais de trabalho e da criação de comissões sindicais unitárias, enquanto alicerces de resposta organizada aos problemas dos trabalhadores e embrião de um trabalho de base indispensável para a concretização do objectivo mais vasto que se pretendia atingir».

«Ao contrário das orientações de diversos quadrantes políticos por essa Europa fora», Álvaro Cunhal sempre defendeu que «os trabalhadores precisavam em Portugal de um movimento sindical profundamente unitário, composto por homens e mulheres que, independentemente das suas simpatias partidárias ou religiosas, fossem acima de tudo pessoas sérias, respeitadas e credibilizadas junto dos seus camaradas de trabalho e dedicadas à causa sindical».

Tal visão, «portadora de esperança e de confiança na capacidade dos trabalhadores e trabalhadoras tomarem nas suas mãos os destinos das suas organizações», levou a «uma maré cheia de lutas, em locais de trabalho muito distintos, nas áreas dos lanifícios, da cortiça, da agricultura, dos serviços, bem como na cintura industrial de Lisboa». «Foi a coragem de decidir, foi a coragem de, naquelas condições, agir e lutar por melhores condições de vida e de trabalho, recusar “as inevitabilidades” daquele tempo, que contribuiu decisivamente para a conquista de dezenas de sindicatos por direcções da confiança dos trabalhadores, nomeadamente na década de sessenta», sublinhou Arménio Carlos.

Unidade
com princípios

O embrião assim lançado deu novos frutos, numa resposta colectiva que se traduziria na criação da Intersindical, em Outubro de 1970. Tal criação, notou o Secretário-geral da Inter, «não surge por decreto ou por decisão de cúpulas partidárias, mas da vontade dos trabalhadores de construir uma central sindical livre e autónoma, assente em princípios estruturantes da solidariedade, da democracia e da independência»; «resulta da necessidade de valorizar e dignificar os trabalhadores enquanto produtores de riqueza e protagonistas da luta contra a alienação e exploração a que o fruto do seu trabalho está sujeito». Trata-se de «um movimento sindical de massas, cuja fonte de vitalidade e força está naqueles que o constituem, constroem, rejuvenescem e reforçam todos os dias», e de «um movimento sindical de classe que, respondendo às necessidades imediatas, assume como objectivo central “a luta de classes como motor na evolução histórica da humanidade e do fim da exploração do homem pelo homem”, lutando pelo desenvolvimento do País, pela emancipação cívica, económica, social e cultural dos trabalhadores».

Desta natureza de classe da CGTP-IN «resulta a necessidade de assumir um conjunto de princípios, indissociáveis e interdependentes». Arménio Carlos referiu, em especial, o princípio da unidade, para sublinhar que «o apelo de Álvaro Cunhal para a consolidação da unidade do movimento sindical unitário adquire ainda uma maior relevância quando, a convite da Intersindical, refere, no 1.º de Maio de 1974: “Estamos certos de que esta unidade se reforçará na acção, na luta, nas iniciativas das massas populares. Unidade dos trabalhadores. Unidade no povo. Unidade de comunistas, socialistas, católicos, liberais (a frente unitária que vem do tempo da ditadura), unidade de todos sem excepção que, nesta hora decisiva para o futuro de Portugal, querem lutar para consolidar os resultados históricos alcançados com o movimento do 25 de Abril.”»

Esta ideia de unidade, disse Arménio Carlos, «reconhece e incorpora a pluralidade do mundo laboral e, alicerçada na acção em defesa de interesses comuns, impõe o combate a todas as tentativas de ingerência, como condição para o reforço dessa mesma unidade». Assinalou ainda que, «num momento em que o sindicalismo de classe se credibiliza e alarga a sua influência, não é por acaso que se acentua a ofensiva do capital e do poder político, nomeadamente com a crescente ingerência no direito à autonomia e funcionamento da organização interna dos sindicatos»

Álvaro Cunhal e as conquistas da Revolução (I)

Postado por Márcia Silva em 11/04/2013
Publicado em: alvaro cunhal, avante, PCP, Portugal, socialismo. Marcado: Álvaro Cunhal, Jornal avante, PCP, Portugal, socialismo. Deixe um comentário

do site do avante

Rumo ao socialismo

Ninguém reflectiu mais profundamente sobre as conquistas da Revolução de Abril do que Álvaro Cunhal que, em obras tão significativas como «A Revolução Portuguesa – o Passado e o Futuro» ou «A Verdade e a Mentira na Revolução de Abril – a contra-revolução confessa-se», analisou a sua extensão, o seu significado, o seu sentido de futuro. Mas não se limitou apenas a pensar sobre estas conquistas: enquanto Secretário-geral do Partido Comunista Português, o grande partido da Revolução de Abril, foi ele próprio um destacado protagonista dessas transformações, que mudaram por completo a face do País, apontando-o ao socialismo.

Image 12954

 

A 2 de Abril de 1976, fez há poucos dias 37 anos, era aprovada a Constituição da República Portuguesa. No seu preâmbulo sublinhava-se (e sublinha-se ainda!) a decisão do povo português de «defender a independência nacional, de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer os princípios basilares da democracia, de assegurar o primado do Estado de Direito democrático e de abrir caminho para uma sociedade socialista». Quase que bastaria esta frase para se perceber a profundidade das transformações operadas na sequência do 25 de Abril, num País que dois anos antes se encontrava ainda subjugado a uma ditadura fascista, com o seu rol de violência, arbitrariedade, obscurantismo e miséria.

Mas a Constituição de Abril não se ficava pela proclamação do objectivo supremo da construção do socialismo. Pelo contrário, consagrava os princípios, direitos e garantias que o consubstanciavam, como o direito ao trabalho e a um salário digno; o direito à saúde e à educação públicas e de qualidade e à protecção social no desemprego ou velhice. Mas também o carácter irrevogável da Reforma Agrária, das nacionalizações e do controlo operário; o Poder Local Democrático; a submissão do poder económico ao poder político democrático; a contribuição de Portugal para a Paz, o desarmamento, o respeito pela independência e soberania dos povos.

Como afirmou Álvaro Cunhal num comício do PCP em Odivelas realizado no próprio dia em que a nova Lei Fundamental foi promulgada, ela «consagrou as liberdades e as conquistas fundamentais da Revolução», sendo por isso legítimo considerá-la em si mesma uma «conquista das forças revolucionárias portuguesas, do nosso povo, dos militares do 25 de Abril». O então Secretário-geral do Partido salientava ainda a necessidade de «exigir a todos os reaccionários, a todos aqueles que querem liquidar as liberdades, que cumpram também esta Constituição, que é obrigatória para todos os portugueses».

O resto da história é conhecido. O desrespeito pela Constituição a partir do próprio dia da sua promulgação, sobretudo por alguns daqueles que a aprovaram, como o PS e o PSD, por não terem tido então coragem para fazer outra coisa; a tenaz resistência popular pela sua defesa e efectivação, com os comunistas na primeira linha.

Quanto ao futuro, ainda não está escrito. Mas os trabalhadores e o povo terão, com o PCP, uma palavra a dizer.

Bolívia mantém campanha para recuperar saída do mar

Postado por Márcia Silva em 26/02/2013
Publicado em: América Latina. Deixe um comentário

Prensa latina

Imagen activaLa Paz, 26 fev (Prensa Latina) A campanha do governo boliviano para recuperar uma saída do oceano Pacífico viverá hoje um capítulo mais com o início da projeção do documentário O mar da Bolívia no cinema e 6 de Agosto, nesta capital.

O referido filme se exibirá durante os próximos três dias com a intenção de fortalecer a consciência marítima no país, segundo a Direção Estratégica de Reivindicação Marítima (Diremar), a qual adiantou que a nova produção contém informação necessária para o povo boliviano.

“O tema marítimo é de interesse geral e envolve a todos”, afirmou Juan Lanchipa, diretor Executivo de Diremar, que agregou que “o objetivo final é procurar a unidade em torno desta política de Estado e o direito de voltar à costa do oceano Pacífico”.

Lanchipa enfatizou que o filme, produzido no país, recolhe aspectos e detalhes precisos desde a época colonial, os quais mostram à Bolívia de então com seu acesso ao mar, no em tanto descreve catas da Guerra do Pacífico e as pressões chilenas para conseguir a assinatura do Tratado de 1904.

Ao mesmo tempo, enfatiza nos gerenciamentos de vários governos contra o Chile para ratificar uma saída do mar, destacou o executivo de Diremar.

O filme, de em torno de uma hora de duração, está dirigido, principalmente, a estudantes, universitários, docentes, organizações sociais, Forças Armadas, Polícia Boliviana, entre outros setores, em funções duplas.

Diremar adiantou também que depois de passar no cinema em 6 de Agosto, o documentário chegará a várias regiões do país, no marco da campanha de Informação Histórica para a Reintegração Marítima.

“Na conjuntura atual, existe muita informação devido ao aparecimento de novas tecnologias, por isso é importante visibilizar todo o material histórico que se refere à reintegração marítima da Bolívia, em especial para as novas gerações”, enfatizou Lanchipa.

Bolívia perdeu sua saída do mar durante a Guerra do Pacífico, iniciada em 1879, contra o Chile.

Na contenda, o governo chileno apoderou-se de 120 mil quilômetros de território boliviano, bem como de 400 quilômetros lineares de costa do oceano Pacífico.

tgj/hm/bj

Modificado el ( martes, 26 de febrero de 2013

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  • O ANALFABETO POLÍTICO

    Bertolt Brecht

    "O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."

  • AS MARGENS

    Bertold Brecht
    Do rio que tudo arrasta se diz que é violento.
    Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem.

  • A INJUSTIÇA PASSEIA PELAS RUAS COM PASSOS SEGUROS

    Berthold Brecht

    A injustiça passeia pelas ruas com passos seguros.
    Os dominadores fazem planos para dez mil anos.
    O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são
    Nenhuma voz se levanta além da dos que mandam
    E em todos os mercados se proclama a exploração;
    Isto é apenas o começo.
    E entre os oprimidos muitos dizem:
    Não se realizará jamais o que queremos!
    O que ainda vive não diga: jamais!
    O seguro não é seguro. Como está não ficará.
    Quando os dominadores falarem
    falarão também os dominados.
    Quem se atreve a dizer: jamais?

    De quem depende a continuação desse domínio?
    De nós!
    De quem depende a sua destruição?
    Igualmente de nós.

    Os caídos que se levantem!
    Os que estão perdidos que lutem!
    Quem reconhece a situação como pode calar-se?
    Os vencidos de agora serão os vencedores de amanhã.
    Os dominadores fazem planos para dez mil anos.
    O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são
    Nenhuma voz se levanta além da dos que mandam
    E em todos os mercados se proclama a exploração;
    Isto é apenas o começo.
    E entre os oprimidos muitos dizem:
    Não se realizará jamais o que queremos!
    O que ainda vive não diga: jamais!
    O seguro não é seguro. Como está não ficará.
    Quando os dominadores falarem
    falarão também os dominados.
    Quem se atreve a dizer: jamais?

    De quem depende a continuação desse domínio?
    De nós!
    De quem depende a sua destruição?
    Igualmente de nós.

    Os caídos que se levantem!
    Os que estão perdidos que lutem!
    Quem reconhece a situação como pode calar-se?
    Os vencidos de agora serão os vencedores de amanhã.

  • Meu Maio

    A todos que saíram às ruas,

    De corpo-máquina cansado,

    A todos que imploram feriado

    As costas que a terra extenua

    Primeiro de Maio!

    Meu mundo, em primaveras,

    Derrete a neve com sol gaio.

    Sou operário - este é meu maio!

    Sou camponês - este é o meu mês!

    Sou ferro - eis o maio que quero!

    Sou terra - o maio é minha era!

    Vladimir Maiakovski

  • Não cultives a fraqueza

    Vive o fraco na fraqueza
    o bom na sua bondade
    vive o firme na firmeza
    lutando por liberdade.

    Não cultives a fraqueza,
    procura sempre ser forte,
    que o homem que tem firmeza
    não se rende nem à morte.

    Educa a tua vontade
    faz-te firme: em decisões,
    que não terá liberdade
    quem não fizer revoluções.

    Se queres o mundo melhor
    vem cá pôr a tua pedra,
    quem da luta fica fora
    neste jogo nunca medra.

    Francisco Miguel Duarte,
    Poeta popular nascido no Alentejo,
    Operário sapateiro, filho de camponeses

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