01/07/2009

As notícias que leio

Amigos,


Resolvi criar um blog para colocar todas as matérias que achar interessante neste louco e grande mundo da web.

A idéia é que seja sobre assuntos diversos, pode ser política, economia, música, arte, viagem, enfim, o que for interessante e é claro que quero  muitas participações, opiniões, é para falar mesmo.

Para facilitar o acesso, separei os assuntos em diversas páginas  para futuras consultas, embora tudo que foi postado pode ser encontrado pela categoria, a direita tem uma relação de categorias.

As matérias sobre Direitos Humanos estarão exclusivamente em sua página.

Para falar comigo podem mandar email  : marciasilva65@gmail.com

Então vamos começar……

04/07/2009

Chefe da OEA vai a Honduras pedir a restituição de Zelaya

do Estadão on line

Presidente de facto se diz pronto para aceitar arranjo político que antecipe a eleição de 29 de novembro

TEGUCIGALPA - O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, chega nesta sexta-feira, 3, a Honduras para negociar com o governo de facto em Tegucigalpa liderado por Roberto Micheletti, que se diz disposto a antecipar a eleição presidencial para acabar com a crise política no país.

No primeiro sinal de concessão do governo de assumiu o poder no país após o golpe de Estado, o presidente designado Roberto Micheletti disse na véspera que não tem “nenhuma objeção” em antecipar as eleições programadas para 29 de novembro. Micheletti também declarou que gostaria que o presidente deposto, Manuel Zelaya, não voltasse no fim de semana a Honduras, como anunciado, para evitar um derramamento de sangue. “Para a paz e a calma do país, eu preferiria que ele não entrasse. Não quero nem uma gota de sangue derramada por nosso país”, disse.

Insulza deve permanecer menos de 24 horas em Honduras e anunciou que seu papel não será o de negociar, mas de reclamar a restituição de Zelaya, que foi expulso do país por militares no domingo. Caso contrário, o país será suspenso da organização já na segunda-feira e pode ter a ajuda financeira dos EUA cortada. Sua agenda inclui uma reunião com a Corte Suprema de Justiça e com a Promotoria Geral de Honduras, mas não está previsto um encontro com Michelleti, cujo governo não é reconhecido pela OEA.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que um avião Legacy da Força Aérea Brasileira (FAB) fosse colocado à disposição do secretário-geral da OEA para levá-lo a Honduras. O arranjo se deu a partir de um pedido do próprio Insulza ao embaixador do Brasil na organização, Ruy Casaes. O avião deixou o Brasil na tarde de quinta-feira.

Fontes do Itamaraty sublinham que, mais do que o simples empréstimo de uma aeronave, a iniciativa marca a posição do Brasil em relação ao golpe de domingo, em reação à tentativa de Zelaya de abrir espaço para uma mudança na Constituição hondurenha. “O governo de facto de Honduras recebeu um repúdio universal”, afirmou o assessor da presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia – ao deixar clara a posição brasileira favorável à recondução imediata de Zelaya ao poder.

Venezuela

A Venezuela suspendeu o enviou de petróleo a Honduras que faz parte do acordo da Petrocaribe, como parte das medidas em repúdio ao golpe militar contra o presidente Manuel Zelaya, anunciou o presidente venezuelano, Hugo Chávez. “Nós suspendemos os envios de petróleo, que não são para Zelaya, é para o povo de Honduras, produto da Petrocaribe”, afirmou Chávez em seu programa de rádio e televisão.

A Petrocaribe é uma iniciativa venezuelana para baratear o custo dos combustíveis às empobrecidas economias caribenhas. “Um dos primeiros impactos da medida venezuelana vai ser o aumento dos preços da gasolina em Honduras, o que beneficiará a oligarquia que derrubou Zelaya, porque recuperará seu monopólio no setor”, afirmou Chávez.

O governante rejeitou ainda que a venda venezuelana de combustíveis a Honduras em condições especiais significava um “apoio financeiro ao governo de Zelaya”. “Não é um apoio financeiro a Zelaya, é uma cooperação com países que foram explorados”, disse Chávez. A Venezuela é o quinto maior exportador mundial de petróleo e quarto principal abastecedor dos Estados Unidos. A Petrocaribe beneficia 17 membros do acordo, que recebem 121 mil barris diários sob o mesmo esquema de cooperação, segundo o governo venezuelano.

(Com Patrícia Campos Mello, Denise Chrispim Marin, e Gustavo Chacra, de O Estado de S. Paulo)

04/07/2009

Vejam a resistência em Honduras

TODO O APOIO AO POVO HONDURENHO, CONTRA O GOLPE DE ESTADO!

RESPEITO A DEMOCRACIA!

04/07/2009

CTB na I Conferência Sindical Regional de Gênero no Paraguai

do portal da ctb

A Coordenadora de Centrais Sindicais do Cone Sul, realizou a I Conferência Sindical Regional de Gênero nos dias 01 e 02 de julho, com o lema “Trabalho decente, Vida decente para Mulheres e Homens”.

A Abertura do evento contou com a participação da Ministra da Mulher do Paraguai, Glória Rubín.


Ministra da Mulher da Republica do Paraguai, Gloria Rubin (ao centro), com dirigentes da CTB
A secretária da mulher da CTB, Abgail Pereira e as companheiras cetebistas Jussara Cony, Sônia Latgé, Eremi Melo, Lérida Pivoto Pavanelo e Cristina de Castro representaram a CTB, na conferência que reuniu as centrais sindicais dos países: Paraguai, Uruguai, Argentina, Chile e Brasil.

Foram abordados temas importantes para a questão de Gênero, como: Igualdade de direitos entre Homens e Mulheres, Informalidade e precarização do trabalho, Responsabilidades familiares compartilhadas, Saúde e seguridade no trabalho, Saúde Sexual e Reprodutiva: a descriminalização do Aborto, A situação de vulnerabilidade da mulher migrante, Participação das mulheres nos espaços de poder no movimento sindical e a necessidade de aprofundar a integração regional do Cone Sul com plena participação das Mulheres.

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A especialista pelas questões de genero da OIT, Maria Helena (de vermelho) e delegadas da CTB

A CTB participou como debatedora em duas mesas: uma sobre “O reconhecimento das diversas necessidades de gênero na seguridade e saúde no mundo do trabalho”, que contou como debatedora a companheira Sonia Latgé ,secretaria de políticas sociais da CTB nacional. Na mesa “Saúde e sexualidade reprodutiva: a descriminalização do aborto”, a companheira Jussara Cony, superintendente do Grupo Hospitalar Conceição do RS, foi debatedora a convite da CTB.

A secretária da mulher, Abgail Pereira coordenou a mesa, os problemas da mulher migrante: vulnerabilidades e a situação especial das mulheres jovens.

Ao final do primeiro dia de debates a CTB protagonizou uma integração com as delegações presentes, com a apresentação de um poema interativo, de autoria da companheira Jussara Cony, que resultou em muita emoção.

Ao final um documento político com plataforma de ação foi aprovado. (logo estaremos divulgando o documento)


Delegação CTB na I Conferência Sindical Regional de Gênero no Paraguai

A mesa de encerramento foi formada por todas as centrais sindicais filiadas a CCSCS. Abgail representando a CTB iniciou os pronunciamentos conclamando unidade de ação dos trabalhadores e trabalhadoras de todos os países da América do Sul de forma soberana e solidária na luta de enfrentamento à crise financeira do capitalismo.

A atuação da CTB na I Conferência Sindical Regional de Gênero foi destacada, todas as companheiras da delegação usaram a palavra nos mais diversos temas, contribuindo para a elaboração de propostas, num posicionamento claro de unidade, somando as demais apresentações na construção de políticas que assegurem melhores condições de vida e trabalho para todo conjunto dos trabalhadores e trabalhadoras.

Abgail Pereira
Secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CTB

04/07/2009

Para uma recessão global, uma recuperação global

do site carta maior

04/07/2009

Venezuela suspende envio de Petróleo a Honduras

do portal vermelho

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou nesta sexta-feira (03) que suspenderá o envio de hidrocarbonetos a Honduras, como forma de repúdio ao golpe de Estado. Ele informou que um carregamento de combustível, parte do acordo da Petrocaribe, estava previsto para chegar a Honduras na semana que vem. A Petrocaribe é uma iniciativa venezuelana para baratear o custo dos combustíveis às empobrecidas economias caribenhas.

Um dos impactos que isso irá gerar é o aumento dos preços de petróleo no país. A medida busca pressionar o regime de Honduras para que Manuel Zelaya seja reinstalado na presidência do país, de onde foi deposto por golpe militar domingo (28).

Honduras aderiu ao acordo de Petrocaribe em dezembro de 2007, durante a presidência de Zelaya. Do acordo, criado em 2005, participam vinte países do Caribe e da América Central que recebem cerca de 200 mil barris diários de petróleo da Venezuela por preços abaixo do mercado.

Eleições antecipadas

Chávez também disse que não reconheceria um novo governo em Honduras, caso as eleições previstas para 29 de novembro sejam adiantadas, como sugeriu hoje o presidente interino Roberto Micheletti.

“Não recheceríamos um governo surgido de eleições montadas sobre um golpe de Estado”, disse, colocando em dúvida os resultados de uma eventual eleição “Com tais graus de repressão contra o povo”. “É uma ameça para todos. Estão tratando de abortar o processo constituinte de Honduras”, colocou.

O líder venezuelano acusou a direita norte-americana de estar por trás do golpe de Estado hondurenho. Neste sentido, ele disse que esses grupos estariam desafiando o presidente Barack Obama.

Chávez descartou a possibilidade de o governante estadunidense ter qualquer relação com os fatos ocorruidos em Honduras, mas o convocou a tomar uma posição mais contundente contra o governo instalado naquele país.

Com agências

04/07/2009

Gorilas de Tegucigalpa atacam hospital público de Honduras

o portal vermelho

Vídeo editado pelo Vermelho mostra bombas de gás lacrimogêneo sendo jogadas dentro de um hospital público de Honduras a mando da violenta repressão golpista que sequestrou o presidente eleito, Manuel Zelaya (Mel), em 28 de junho. Operações militares contra hospitais são condenadas internacionalmente pela ONU até mesmo em períodos de guerra. As imagens também atestam que na medida que cresce a repressão golpista, aumentam as manifestações nas ruas de todo país pela volta de Mel.

Além do hospital, também diversos veículos de comunicação, como a Rádio Globo de Honduras e o Canal 36, foram tirados brutalmente do ar. O momento do sequestro do presidente também é narrado pelo próprio Zelaya, que afirma nunca ter renunciado à presidência do país. Fortemente armados, os policiais militares enfrentam a crescente resistência popular e pacífica desde o primeiro dia do golpe. Milhares de manifestantes continuam concentrados em frente a casa presidencial exigindo o imediato retorno de Mel.

03/07/2009

Chefe da OEA vai a Honduras pedir a restituição de Zelaya

do Estadão on line

Presidente de facto se diz pronto para aceitar arranjo político que antecipe a eleição de 29 de novembro

TEGUCIGALPA - O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, chega nesta sexta-feira, 3, a Honduras para negociar com o governo de facto em Tegucigalpa liderado por Roberto Micheletti, que se diz disposto a antecipar a eleição presidencial para acabar com a crise política no país.

No primeiro sinal de concessão do governo de assumiu o poder no país após o golpe de Estado, o presidente designado Roberto Micheletti disse na véspera que não tem “nenhuma objeção” em antecipar as eleições programadas para 29 de novembro. Micheletti também declarou que gostaria que o presidente deposto, Manuel Zelaya, não voltasse no fim de semana a Honduras, como anunciado, para evitar um derramamento de sangue. “Para a paz e a calma do país, eu preferiria que ele não entrasse. Não quero nem uma gota de sangue derramada por nosso país”, disse. Manter a leitura →

02/07/2009

Isolado do mundo, Micheletti impõe estado de sítio

do portal vermelho

A pedido do presidente de fato instalado pelo golpe de domingo, Roberto Micheletti, uma minoria de parlamentares aprovou nesta quarta-feira (1º) um decreto que estabelece o estado de sítio na prática: foram suspensas as garantias constitucionais da cidadania, inclusive o direito constitucional de manifestação. A medida coincide com um agravamento do isolamento internacional dos golpistas e uma retomada dos protestos dentro do país.

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Fontes jornalísticas de Honduras, contrárias ao golpe, puseram em dúvida a legalidade da decisão do Congresso. Argumentaram que as medidas de emergência exigiriam o voto da maioria dos 128 congressistas; apenas quatro dezenas deles estavam presentes quando a suspensão de direitos foi votada, por unanimidade.
Direitos do cidadão suspensos
Micheletti negou que se trate de um decreto de estado de sítio. A negativa foi interpretada como pró-forma, já que direitos constitucionais básicos do cidadão estão suspensos.
Durante a vigência das medidas de emergência, o exército poderá entrar em domicílios partidulares sem ordem judicial. Cidadãos poderrão ser presos por mais de 24 horas sem acusação formada. A livre associação, a livre manifestação e a livre circulação foram suspensas entre as 22 e as 5 horas – horário de vigência do toque de recolher, decretado no dia do golpe.
O decreto foi aprovado em um único debate (os outros dois previstos no regulamento legislativo foram dispensados). Os direitos constitucionais suspensos são os previstos nos artigos 71, 78, 79, 81 e 99 da Constituição.
A Comissão de Familiares de Presos Desaparecidos de Honduras considerou “uma violação grave” a suspensão do artigo 71º, que proíbe a prisão se culpa formada. Alega que ela permitirá “a prisão por tempo indeterminado de um cidadão.
Outra suspensão considerada grave é a do artigo 78º, que garante a liberdade de associação e de reunião desde que não contrariem a ordem pública e aos bons costumes. O país vem assitindo a manifestação de rua quotidianas desde o dia do golpe, apesar da violenta repressão que atingiu o protesto de segunda-feira.
Isolamento crescente
A imposição do estado de sítio coincidiu com uma maior deterioração do isolamento dos golpistas hondurenhos. Até agora nem um só país reconheceu o governo de fato de Micheletti. Ao contrário, ele foi desautarizado por aclamação, pelos 192 países-membros da Assebléia Geral da ONU, na terça-feira, e pelos 34 da OEA (Organização dos Estados Americanos), na quarta. Estes últimos exigem a volta  “imediata, segura e incondicional” do presidente Manuel Zelaya à presidiencia, sob pena de suspender Honduras da Organização.
Nesta quarta-feira, os governos da Espanha e da França anunciaram que “chamaram para consultas” os seus embaixadores em Tegucigalpa. O mesmo gesto de protesto diplomático já tinha sido tomado pelos principais países latino-americanos.
O chanceler francês, Bernard Kochner, embora compondo um governo da direita, declarou que seu país “condena firmemente a derrubada da ordem constitucional em Honduras”. Já o chefe da diplomacia espanhola, Miguel Angel Moratinos, anunciou que pedirá a todos os 27 outros membros da União Europeia (UE) que adotem a mesma medida. A UE, que condenou o golpe já em suas primeiras horas, decidiu suspender as negociações em curso visando chegar a acordos de cooperação com Honduras.
O Banco Mundial (presidido, quem diria, pelo americano Robert Zoellick, ex-assessor de George W. Bush) congelou os desembolsos de empréstimos contraídos pelo país centro-americano. E o Pentágono informou nesta quarta-feira que devido ao golpe suspendeu as atividades militares que realiza ao lado de Honduras – onde mantém 600 soldados.
A elite contra os “ditadores eleitorais”
A situação no interior de Honduras também evoluiu nesta quarta-feira em desfavor dos golpistas. É verdade que os veículos de comunicação favoráveis a Micheletti  noticiaram jubilosas manifestações de apoio em diversas cidades, semelhantes à realizada terça-feira na capital, com a presença do próprio presidente dos golpistas, e do general Romeo Vásquez, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e autor material do golpe. Porém os partidários do presidente Manuel Zelaya voltaram à carga com uma passeata de milhares de pessoas na capital.
A marca social das manifestações é bem distinta. Aquelas pró-golpe mobilizam a reduzida elite econômica hondurenha, e principalmente seus empregados. Noticiou-se que três maquiladoras (fábricas inteiramente voltadas para a exportação) de Tegucigalpa suspenderam a produção na terça-feira, por ordem dos seus patrões, para que os trabalhadores engrossassem o ato “pela paz” na terça-feira, na praça central de Tegucigalpa.
Um cartaz exibido nessa concentração proclamava: “Não aos ditadores eleitorais, Chávez, Evo, Ortega, Zelaya”. O protesto contra os presidentes eleitos da Venezuela, Bolívia, Nicarágua e Honduras é uma confissão que poderia ser assumida por todas as minorias oligárquicas latino-americanas, enfurecidas com o sucesso eleitoral de seus maiores desafetos.
Possivelmente foi este o conteúdo real de um possível ato falho de Enrique Ortez, nomeado por Micheletti para a quase impossível missão de chefiar a diplomacia golpista. Ortez disse na terça-feira que  “existem 25 mil pessoas prontas para deter” Zelaya, caso este cumpra a promessa de desembarcar no sábado de volta a seu país. É possível que 25 mil seja uma estimativa bastante aproximada do tamanho das classes dominantes hondurenhas.
Para efeitos de propaganda, os golpistas de Tegucigalpa portam-se como representantes de uma nação ultrajada em sua soberania; prometem que se Zelaya desembarcar será preso sob 18 acusações, entre elas traição à pátria, abuso de poder e corrupção. Por trás das cortinas, afanam-se em busca de uma saída  negociada, talvez com a ajuda do embaixador dos EUA, Hugo Llorens, que ao contrário de seus colegas não foi “chamado para consultas”.
Os próximos três dias serão decisivos para o desfecho da crise. Este tanto pode ser uma vitória da democracia sobre os golpistas como uma alternativa conciliatória, ou ainda alguma mistura das duas. A simples consolidação da ditadura de Micheletti não parece ter chances reais.
Da redação, com agências

02/07/2009

Nota sobre o Relatório da Conferência da ONU sobre a Crise (*)

O professor Ladislau Dowbor analisa o relatório final da conferência promovida pela ONU para debater a crise econômica mundial: “visão sistêmica, articulação das dimensões econômica, social e ambiental, prioridade à geração de empregos, visão de longo prazo, menos dependência do mercado, reforço do Estado. São grandes eixos, e seria difícil pedir demais de uma instituição multilateral onde cada documento deve recolher uma amplíssima gama de apoios. Mas a visão ajuda a deslocar as dimensões estreitas dos que vêm na crise apenas um problema de regulação financeira”.

Ladislau Dowbor

La Crisis representa “una importante oportunidad de efectuar cambios significativos(…). En adelante, nuestra respuesta debe centrarse en la creación de empleo, el aumento de la prosperidad, el mejoramiento del acceso a la salud y a la educación, la corrección de los desequilibrios, la formulación y utilización de vías de desarrollo sostenibles desde los puntos de vista ecológico y social y la adopción de una clara perspectiva de género. Nuestra respuesta también debe reforzar las bases de una globalización justa, inclusiva y sostenible, apoyada en un multilateralismo renovado.”(10)

A nota acima, extraída do Relatório, dá uma idéia da ampla visão de resposta à crise, muito além da dimensão financeira. A amplitude da visão fragiliza, por outro lado, a praticidade das medidas. De toda forma, pelo peso da instituição, é importante ter uma idéia geral do documento, mesmo que seja provisório e comedido. Como o documento, com 16 p., é bastante curto, e disponível no link abaixo, apontamos aqui apenas alguns pontos que nos pareceram mais relevantes.

O relatório afirma a gravidade da crise: “El mundo se enfrenta a la peor crisis financiera y económica que se há registrado desde la Gran Depresión.” Busca também resgatar o papel das Nações Unidas no processos: “Las Naciones Unidas, dadas su composición y legitimidad universales, están bien posicionadas para participar en los diversos procesos de reforma encaminados a mejorar y fortalecer el eficaz funcionamiento de la arquitectura y el sistema financieros internacionales.”(2)

Ponto importante, articula a crise financeira com o conjunto de ameaças que temos no horizonte:

“Esta crisis está vinculada a múltiples crisis y problemas globales interrelacionados, como el aumento de la inseguridad alimentaria, la volatilidad de los precios de la energía y los productos básicos y el cambio climático, así como la falta de resultados que ha habido, hasta ahora, en las negociaciones comerciales multilaterales y la pérdida de confianza en el sistema económico internacional.” (7)

Ou seja, aponta para a dimensão sistêmica da crise, com impacto tanto econômico (queda de 2,6% do PIB mundial projetada para 2009) como social (fome e subnutrição deverão atingir mais de um bilhão de pessoas).

Os impactos da crise estão bem resumidos:(8)

“En todo el planeta la crisis ha tenido efectos graves y de amplio alcance, pero diferenciados, o los ha agudizado. Desde que comenzó, numerosos Estados han informado de sus efectos negativos, que varían según el país, la región y el nivel de de desarrollo y de gravedad, y que abarcan, entre otros, los siguientes:

• Incremento rápido del desempleo, la pobreza y el hambre
• Desaceleración del crecimiento, contracción económica
• Efectos negativos en las balanzas comerciales y la balanza de pagos
• Disminución de los niveles de inversión extranjera directa
• Fluctuaciones amplias e inestables de los tipos de cambio
• Aumento de los déficits presupuestarios, caída de las recaudaciones fiscales y reducción del margen fiscal
• Contracción del comercio mundial
• Mayor volatilidad y caída de los precios de los productos básicos
• Disminución de las remesas a los países en desarrollo
• Reducción brusca de los ingresos del turismo
• Inversión generalizada de las corrientes de capital privado
• Menor acceso a los créditos y a la financiación del comercio
• Menor confianza del público en las instituciones financieras
• Reducción de la capacidad de mantener redes de seguridad social y prestar otros servicios sociales, como los de salud y educación
• Incremento de la mortalidad infantil y materna
• Derrumbe de los mercados inmobiliarios.

A lista de medidas a serem tomadas, qualificadas de “decisivas e imediatas”, é extremamente geral: (11)

“Nos comprometemos a colaborar de manera solidaria para dar una respuesta mundial coordinada y amplia a la crisis y a adoptar medidas encaminadas, entre otras cosas, a:

• Restablecer la confianza, reactivar el crecimiento económico y crear empleo pleno y productivo y trabajo decente para todos
• Salvaguardar los beneficios económicos, sociales y de desarrollo
• Prestar apoyo suficiente a los países en desarrollo para que puedan afrontar los efectos humanos y sociales de la crisis a fin de preservar y consolidar los beneficios económicos y de desarrollo que tanto les ha costado conseguir, incluidos los progresos alcanzados en el logro de los Objetivos de Desarrollo del Milenio
• Asegurar la sostenibilidad de la deuda de los países en desarrollo a largo plazo
• Tratar de proporcionar a los países en desarrollo suficientes recursos para el desarrollo sin imponer condiciones injustificadas
• Reconstruir la confianza en el sector financiero y restablecer el crédito
• Promover y revitalizar un comercio y una inversión abiertos y rechazar el
proteccionismo
• Fomentar una recuperación inclusiva, ecológica y sostenible y seguir
prestando apoyo a los esfuerzos que despliegan los países en desarrollo para lograr el desarrollo sostenible
• Reforzar la función del sistema de las Naciones Unidas para el desarrollo en la respuesta a la crisis económica y sus efectos en el desarrollo
• Reformar y reforzar el sistema y la estructura financieros y económicos
internacionales, según corresponda, para adaptarlos a los desafíos actuales
• Promover la buena gobernanza a todos los niveles, incluso en las instituciones financieras y los mercados financieros internacionales
• Afrontar los efectos humanos y sociales de la crisis.

Em termos da regulação, o documento aponta para a gravidade do “excesso de confiança nos mecanismos de autoregulação do mercado”, e para a necessidade de se resgatar o papel do Estado, afirmando “la necesidad de una intervención más efectiva por parte del Gobierno para lograr un equilibrio apropiado entre el interés del mercado y el interés público.”(9).

“Estamos todos juntos nesta crise”, afirma o relatório, o que tem uma certa dimensão irônica, pois na fase dos ganhos financeiros evidentemente não estávamos. Mas de toda maneira, é real a visão global do processo: “La crisis actual ha revelado cuán integradas están nuestras economías, cuán indivisible es nuestro bienestar colectivo y lo insostenible que resulta centrarse de forma prioritaria en los beneficios a corto plazo.”(42)

Portanto, visão sistêmica, articulação das dimensões econômica, social e ambiental, prioridade à geração de empregos (“job-intensive recovery from the crisis”), visão de longo prazo, menos dependência do mercado, reforço do Estado. São grandes eixos, e seria difícil pedir demais de uma instituição multilateral onde cada documento deve recolher uma amplíssima gama de apoios. Mas a visão ajuda a deslocar as dimensões estreitas dos que vêm na crise apenas um problema de regulação financeira.

(*) Conferencia sobre la crisis financiera y económica mundial y sus efectos en el desarrollo Distr. General 22 de junio de 2009 – Os números entre parêntesis no nosso texto representam o parágrafo do Relatório. O Relatório, provisório, está disponível em espanhol em:

02/07/2009

E DEU CORINTHIANS !!!!

Não sou de torcer para nenhum time que não seja meu Botafogo, mas ontem não deu pra resistir.

Fui Corinthiana desde pequenininha , foi um jogo duro, gostei!! 2 x2 mostrou o jogo difícil que rolou no sul.

SALVE O CORINTHIANS

SÓ NÃO PEÇAM PARA EU CANTAR CAMPEÃO DOS CAMPEÕES !!

Parabéns aos queridos amigos desta torcida .

Corinthians

02/07/2009

PCP questiona Governo na Assembleia da República

JERÓNIMO DE SOUZA

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02/07/2009

Blog da minha camarada é 100

AMIGOS,

ESTOU PEDINDO O VOTO NO BLOG DA MINHA AMIGA E CAMARADA SONINHA.

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variedades

OBRIGADA PELO APOIO

MÁRCIA SILVA

01/07/2009

01/07/2009

Carta aberta ao Consulado de Honduras e ao Povo Hondurenho

do site do CEBRAPAZ

São Paulo, Brasil – 30 de junho de 2009

É com o sentimento de indignação que nós, organizações e movimentos sociais, sindicais e estudantis do Brasil abaixo assinados, recebemos a notícia de que o povo hondurenho sofreu um golpe militar a partir do seqüestro do seu Presidente Manuel Zelaya na madrugada do último dia 28.

Repudiamos veementemente tal ato, pois atenta contra ao processo democrático em curso naquele país, construído à custa de muitas lutas sociais e populares por trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade, que na edificação da democracia Hondurenha tombaram e tiveram suas vidas ceifadas.

O povo latino-americano vem assistindo e participando do processo de reconhecimento dos seus direitos, que junto com as organizações sociais, sindicais e estudantis vêm construindo processos internacionais e continental de solidariedade. Em decisão soberana, a população hondurenha iria ratificar através de plebiscito a decisão contra o retorno das oligarquias ditatoriais ao poder. Como resposta a esse processo popular, essas oligarquias golpearam duramente tal processo democrático em curso, tentando imobilizar o povo.

Esse golpe de estado reacende nossa memória sobre as décadas de ditadura iniciada na década de 60 em toda América Latina. É essa memória de lutas e resistência que nos leva a reforçar e apoiar a luta do povo Hondurenho e exigir:

1. A volta imediata do presidente Manuel Zelaya ao comando do país;

2. O restabelecimento da ordem constitucional, sem o derramamento de sangue e sem repressão à população, que exige o retorno da democracia;

3. Que seja respeitada a integridade física das lideranças sociais;

4. Que as autoridades garantam em pleno exercício democrático a consulta popular, como forma de livre expressão;

Reafirmamos nossa solidariedade ao povo hondurenho, ao presidente Manuel Zelaya e às organizações e movimentos sociais que levam a cabo – e seguirão levando – as decisões soberanas do povo hondurenho e condenamos veementemente essa ação antidemocrática.

Assinam:
Cebrapaz – Centro Brasileiro de Luta e Solidariedade aos Povos,
Via Campesina
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST
Central Única dos Trabalhadores – CUT,
Marcha Mundial das Mulheres – MMM,
União Nacional dos Estudantes – UNE,
Força Sindical
União Geral dos Trabalhadores – UGT
Partido Socialismo e Liberdade – PSOL
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB
Confederação Sindical dos Trabalhadores das Américas – CSA
Consulta Popular
Partido Dos Trabalhadores – PT
Partido Comunista do Brasil – PCdoB
Partido Comunista Brasileiro – PCB
Central Geral Dos Trabalhadores Do Brasil – CGTB

Fonte: http://www.cut.org.br

01/07/2009

Virgílio diz que PSDB não quer a cadeira de Sarney, mas sim a de Lula

do site do globo.com

BRASÍLIA – O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), rebateu nesta quarta-feira a afirmação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o PSDB quer ganhar a presidência do Senado no “tapetão”.

- O presidente Lula nunca foi senador e não é obrigado a conhecer o regimento da Casa. O PSDB elegeu o vice-presidente por ter a terceira maior bancada. O partido não quer nada que não lhe caiba. A cadeira que gostaríamos de ter não é a de Sarney, é a dele (de Lula) – disse o líder tucano.

Virgílio disse também que o presidente não deve se intrometer nos assuntos do Legislativo.

- O presidente Lula deve se ater aos assuntos do Executivo. Nós somos os fiscais dele e não o contrário.