Cuba faz chamado a refundar e fortalecer a Unesco

da prensa latina

Imagen activaParis, 9 out (Prensa Latina)

Um chamado a promover transformações contínuas e permanentes até conseguir a refundação da Unesco, fez hoje aqui o representante de Cuba ante o Conselho Executivo dessa organização, Juan Antonio Fernández.

“A Unesco deve e tem que mudar. Também tem que se rejuvenescer e promover uma mudança de mentalidade junto a um novo humanismo”, declarou.

Em sua intervenção perante o Conselho Executivo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Fernández explicou que no mundo atual os problemas seculares ainda não foram resolvidos.

Cresce o abismo entre ricos e pobres, o subdesenvolvimento estrutural se perpetua e o capitalismo selvagem, com cara neoliberal, cultiva antivalores como o egoísmo, a guerra e o saque dos recursos naturais, agregou Fernández.

Por outra parte, disse, os jovens encontram um mundo que anda de crise em crise, os exclui, lhes nega oportunidades de trabalho e de aceder a uma educação de qualidade, os marginalizando da cultura e do conhecimento científico.

Neste contexto, assinalou, a crise de não pagamento da Unesco, dada a chantagem financeira do principal contribuinte (Estados Unidos), deve ser vista como uma oportunidade para uma reforma estrutural da organização, deixá-la mais eficiente e recuperar seu papel de vanguarda no sistema internacional.

Pelo menos, em educação, enquanto exista uma pessoa analfabeta neste mundo – e há quase 800 milhões, dos quais dois-terços são mulheres e meninas – não podemos aceitar a rendição perante o fracasso, afirmou.

Nas ciências, indicou, não se pode concordar com uma elaboração teórica que tende a explicar a pobreza como efeito da mudança climática.

Fernández chamou a recuperar o equilíbrio entre as ciências naturais e sociais, e as contribuições destas últimas à explicação e solução dos fatores econômicos, políticos e sociais que criam e reproduzem a pobreza.

Com respeito à cultura, assegurou que não se deve desperdiçar a oportunidade de estabelecer seu vínculo com o desenvolvimento e o acesso à informação e o conhecimento.

“A crise é temporária. As mudanças que nos propomos devem ser contínuas e permanentes até a refundação da organização. Deveriam concluir com uma Unesco rejuvenescida e vibrante, ancorada em seus princípios de fundação, e reconhecida internacionalmente por sua contribuição ao desenvolvimento”, sublinhou Fernández.

O representante de Cuba na 190 sessão do Conselho Executivo concluiu sua intervenção parabenizando à República Bolivariana da Venezuela pela brilhante demonstração de exercício democrático que confirmou a reeleição do presidente Hugo Chávez.

ocs/car/cc

Modificado el ( martes, 09 de octubre de 2012 )
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