Museu Nacional do Cairo é atingido por coquetéis molotov

do site opera mundi

 ‎O Museu Nacional do Cairo, o maior e mais antigo museu do Egito, foi incendiado nesta quarta-feira (02/02) por coquetéis molotov lançados por manifestantes que se enfrentaram na praça Tahrir no centro da capital egípcia, segundo a rede de televisão Al Jazeera.

Efe (31/01/2010)

Imagem do Museu Nacional do Cairo, um dos museus mais antigos do mundo

Segundo a Al Jazeera, dezenas de coquetéis molotov foram lançados contra uma das laterais do museu a partir dos terraços de prédios vizinhos. Enquanto isso, o exército tentava sufocar as chamas na praça Tahrir.

Uma testemunha disse à Al Jazeera por telefone que “policiais e pistoleiros do PDN”, o governante Partido Nacional Democrático, lançaram as bombas contra o museu e garantiu que têm em seu poder carteiras policiais e de membros da formação política de Mubarak encontradas com os supostos atacantes. A testemunha garantiu que conseguiram capturar “46 pistoleiros” que foram entregues aos soldados e assinalou que o exército fez alguns disparos para o ar.

Após a retirada da polícia das ruas na sexta-feira à noite, o museu, que guarda joias da época faraônica, como o tesouro achado no túmulo do rei Tutancâmon, foi vítima do vandalismo. O recém-nomeado ministro de Estado de Antiguidades, Zahi Hawass, assinalou que durante os atos de vandalismo 70 peças foram danificadas. Não há estimativas sobre as perdas de hoje.

Ajuda internacional

Com a escala das tensões no Egito, organizações e museus ao redor do mundo, mas principalmente na Europa, se ofereceram para proteger peças pertencentes a museus eugípcios.

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“Todos nós, que somos amigos do Egito, podemos ajudar com os esforços para impedir os saques de sítios arqueológicos, lojas e museus. Para isso, devemos focar o comércio internacional de antiguidades”, informou em comunicado à imprensa o Museu Petrie de Arqueologia Egípcia, em Londres.

Karen Exell, presidente da Sociedade de Exploração do Egito, britânica, e curadora da coleção egípcia do Museu de Manchester, disse que, além de ofertas de ajuda, foi emitido um alerta internacional para identificar artefatos roubados. Um dos alertas foi postado num mural eletrônico global de egiptólogos por uma equipe de arqueólogos espanhóis que se ofereceu para ajudar a catalogar artefatos.

O Egito foi palco de uma das maiores civilizações da antiguidade, fato que é também uma importante fonte de receita turística para o país. O Museu Britânico, que possui uma das maiores coleções mundiais de antiguidades egípcias, incluindo a famosa Pedra de Rosetta, pediu mais proteção do patrimônio histórico-cultural egípcio

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