Passa de 550 o número de mortes na região serrana do Estado do Rio de Janeiro

do R 7

Teresópolis e Nova Friburgo têm o maior número de vítimasDo R7 | 14/01/2011 às 22h26

Estragos causados no Vale do Cuiabá, em Itaipava, distrito de Petrópolis (RJ)
O último relatório da Defensoria Pública, juntamente com a Defesa Civil de Teresópolis, informou na noite desta sexta-feira (14) que registrou 238 mortos na cidade. A Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil informou que o número de mortos em Nova Friburgo em consequência das chuvas, passou para 247 e, em Petrópolis, para 43.

Com isso, sobe para 552 o total de mortes na região serrana, no pior desastre causado por chuvas na história do país. Foram resgatados ainda 20 em Sumidouro e quatro em São José do Vale do Rio Preto.

Segundo a Secretaria, Petrópolis tem 3.600 desalojados e 2.800 desabrigados . Teresópolis possui 960 desalojados e 1.280 desabrigados. Já em Nova Friburgo, o número de desabrigados chega a 3.200 desalojados e 1.970 desabrigados.

Em São José do Vale do Rio Preto, o Degedec (Departamento Geral de Defesa Civil Estadual) estima em 3.000 a quantidade de desalojados e 300 desabrigados.

Tragédia

O forte temporal que atingiu o Estado do Rio de Janeiro na terça-feira (11) deixou centenas de mortos e milhares de sobreviventes desabrigados e desalojados, principalmente na região serrana.
 
As cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto foram as mais afetadas. Serviços como água, luz e telefone foram interrompidos, estradas foram interditadas, pontes caíram e bairros ficaram isolados. Equipes de resgates ainda enfrentam dificuldades para chegar a alguns locais.

Veja a galeria de fotos

No final da noite desta sexta-feira (14), a presidente Dilma Rousseff, liberou R$ 100 milhões para ações de socorro e assistência às vítimas. Além disso, o governo federal anunciou a antecipação do Bolsa Família para os 20 mil inscritos no programa nas cidades de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis.

Empresas públicas e privadas, além de ONGs (Organizações Não Governamentais), também estão ajudando e recebem doações.
 
Os corpos identificados e liberados pelo IML (Instituto Médico Legal) começaram a ser enterrados quinta-feira (13), alguns deles sem identificação. Hospitais estão lotados de feridos. Médicos apelam por doação de sangue e remédios. Os próximos dias prometem ser de muito trabalho e expectativa pelo resgate de mais sobreviventes.

Em visita à região de Itaipava, em Petrópolis, o governador Sérgio Cabral (PMDB) disse que ricos e pobres ocupavam irregularmente áreas de risco e que o ambiente foi prejudicado.

– Está provado que houve ocupação irregular, tanto de baixo, quanto de alta renda. Está provado também que houve dano da natureza, isso não tem a ver com pobre ou rico.

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