Equador oferece residência ao fundador do Wikileaks, Julian Assange

site opera mundi

 O governo equatoriano está disposto a acolher e a conceder residência ao fundador do site Wikileaks, Julian Assange, informou o vice-ministro de relações exteriores equatoriano,  Kintto Lucas, segundo a agência pública de notícias equatoriana Andes. 

“Estamos prontos para lhe dar um autorização de residência no Equador, sem problemas nem condições”, disse Lucas. “Vamos convidá-lo para vir ao Equador para que possa expor livremente, não apenas na internet, mas também em diferentes instâncias públicas as informações que possui e toda a documentação”, acrescentou o equatoriano.

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No último domingo (28/11), a organização Wikileaks divulgou por meio da imprensa mais de 251 mil mensagens secretas enviadas por diplomatas a Washington. O vazamento foi criticado pelo Departamento de Estado dos EUA, já que os relatórios tratam de temas polêmicos da política externa mundial e expõe a desconfiança da Casa Branca em relação a líderes de diversos países, como a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, o ex-secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Samuel Pinheiro Guimarães, o presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad e o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, entre outras personalidades políticas.

Horas depois da repercussão das mensagens, o procurador-geral dos Estados Unidos, Eric Holder, ordenou a abertura de uma investigação criminal sobre o vazamento. Ontem, a secretária de Estado, Hillary Clinton, condenou a atitude do Wikileaks que, segundo ela, são uma ameça à diplomacia internacional.

Assange é um jornalista australiano, programador e ativista de internet. Sua primeira divulgação de dados secretos relevantes ocorreu em 25 de julho de 2005: 92 mil documentos sobre a guerra do Afeganistão, que continham informações sobre mortes de civis por militares norte-americanos. Sobre ele não pesam apenas as críticas dos EUA por conta da divulgação do material, mas também uma acusação feita pela Justiça suíça de abuso sexual.

Na quinta-feira (18/11), a Suíça manteve a ordem de prisão contra o jornalista, que por morar na Suécia, é tratado como foragido. A Suécia já pediu à Interpol que ajude em sua captura. O advogado de Assange na Suécia, Björn Hurtig, declarou que recorrerá a decisão ao Tribunal Superior.

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