KAFINA!

Kafina significa BASTA em Hassania idioma dos saharauis. E é essa palavra que deveria ecoar em todos os corredores, auditórios e assembleias do Mundo. Basta! Basta de mais um massacre hediondo numa longa e interminável lista de violações dos direitos mais básicos do Homem perpetrados pelo Rei e governo de Marrocos e as suas forças de “segurança”, forças militares policiais.

Quantos mais terão que ser assassinados para que finalmente haja uma reacção da Comunidade Internacional? Quantas violações, torturas, assassinatos, desaparecimentos de crianças, jovens, mulheres, homens e idosos? O que é necessário para que parem com este genocídio?

A situação nos territórios ocupados é indescritível, as cidades tomadas pelo exército, os veículos de todos os saharauis são incendiados para que não tenham meios de fugir, entre os farrapos das tendas do acampamento desmantelado à força e incendiado encontram-se cada vez mais cadáveres. Filas de camiões de caixa aberta com cadáveres passam pelas ruas, cadáveres de crianças são encontrados em poços e rios. 12 Bebes de 2 a 8 meses foram encontrados vivos, ninguém sabe quem são as suas famílias vivendo agora em casa de saharauis que os acolheram. As escolas estão encerradas, as lojas saharauis destruídas, os activistas dos direitos humanos isolados, milhares de detidos entre eles crianças de 12 anos. Os detidos são tantos que estão a ser enviados para campos militares.

Estas são apenas algumas das notícias que durante os últimos dias nos têm chegado de um território onde é proibida a entrada a jornalistas porque segundo declarações de vários responsáveis do governo marroquino estes “ se portam mal”.

Poderia continuar a lista dos crimes que estão a ser cometidos mas não ficariam a saber mais do que aquilo que é necessário: um enorme e monstruoso crime está a ser cometido contra um povo pacífico sob o nosso olhar e silêncio! Somos cúmplices!

Me envergonho em especial da minha condição de cidadã portuguesa, sendo portuguesa exijo que o governo de Portugal  respeite a nossa constituição que diz no seu artigo 7º ponto 3: ” Portugal reconhece o direito dos povos à autodeterminação e independência e ao desenvolvimento, bem como o direito à insurreição contra todas as formas de opressão.”

Apelo ao governo português que como membro do Conselho de Segurança actue para que se ponha fim a este crime contra a humanidade.

E apelo a todos os cidadãos do mundo para que junto dos seus governos, partidos, sindicatos, escolas, bairros denunciem esta situação, condenem a actuação do governo de Marrocos e exijam às Nações Unidas que tomem medidas para que os direitos humanos no sahara ocidental sejam respeitados e para que rapidamente se realize o referendo da autodeterminação.

 Escrito por Isabel Lourenço em 11/11/2010 – Membro do Partido Comunista Português e do CPPCConselho Português para a Paz e Cooperação

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