Em São Paulo, para FEDERAL – GUSTAVO PETTA 6510

do portal do PCdoB

Juventude está ajudando a construir um novo Brasil, diz Petta


Gustavo Petta é um exemplo de que juventude e experiência podem caminhar juntas. Aos 29 anos, já foi duas vezes presidente da UNE, secretário de Esporte em Campinas e agora concorre a uma vaga na Câmara pelo PCdoB de São Paulo. Com uma plataforma focada no jovem, no esporte e na educação, Petta tem procurado debater política nas ruas, universidades, espaços culturais e esportivos, sempre defendendo a participação ativa desse segmento na vida política nacional.

Petta e XuxaÀ direita, Petta com Xuxa e Orlando: sintonia pelo esporte

Sua atuação tem rendido apoios de peso. Além de lideranças estudantis e políticas, estão com Petta esportistas como, por exemplo, o nadador Fernando Scherer, o Xuxa; a atleta Fabiana Mürer e o corredor Vanderlei Cordeiro, entre outros. Esses apoios são “resultado de nossa atuação na área”, explica, em referência ao trabalho que o PCdoB tem feito desde que assumiu o Ministério do Esporte no primeiro governo Lula.

Sobre o perfil do jovem hoje, Petta rechaça a ideia de despolitização. “Não concordo com a avaliação de que a juventude é mais avessa do que outros segmentos” e argumenta que “há também muitos jovens que se organizam politicamente em partidos, ONGs, movimento estudantil, atividades ligadas às questões ambientais, ou seja, há muita gente antenada. Esse pessoal com certeza tem e vai continuar tendo uma participação especial no projeto político que está mudando o Brasil iniciado com a vitória de Lula e que agora será mantido, se tudo der certo, com Dilma”.

Leia abaixo a íntegra desta entrevista.

Partido Vivo: Sua trajetória sempre foi ligada às bandeiras da juventude. Isso dá um tom diferente à sua campanha?
Gustavo Petta: Considero que na minha plataforma para deputado federal, o tema da juventude tem um destaque especial devido à minha trajetória no movimento estudantil, às últimas conquistas que tivemos no governo Lula – como o ProUni, que beneficia mais de 700 mil pessoas e que foi resultado de uma luta que a UNE teve no último período pela democratização do acesso ao ensino superior – e ao fato de o PCdoB ser um partido que se diferencia pela valorização de quadros jovens, pela valorização do trabalho junto à juventude, considerando-a como um segmento muito importante para a elevação do nível de consciência política da população brasileira. Portanto, temos uma campanha com muitas propostas voltadas para o público juvenil, organizada por uma base formada por jovens muito atuantes em vários movimentos – estudantil, cultural, esportivo, sindical etc.; um exemplo é o Sintratel, cuja categoria de operador de telemarketing é composta majoritariamente por jovens. Temos atuado muito ao lado da juventude e acreditamos que a recepção esteja sendo muito boa, exatamente devido a esses apoiadores jovens que fazem a campanha acontecer dentro dos espaços educacionais, culturais e de trabalho.

Partido Vivo: Mas como tem sido esse trabalho de campanha? Como tem procurado dialogar mais de perto com a juventude?
GP: Primeiramente, temos muitas lideranças jovens, que atuam na política, fazendo campanha de maneira voluntária. Nas universidades, por exemplo, costumamos dizer que a campanha é feita de dentro para fora. Muitos candidatos fazem campanha nas universidades, mas nós temos muita gente dentro das salas de aula, nos centros acadêmicos, nos diretórios centrais dos estudantes, nas atléticas, organizando campanhas, reuniões e buscando apoios. O segundo ponto são as propostas, mais focadas nesse público. Uma delas é a Lei do Protagonismo Juvenil, que pretende estimular bolsas para a participação dos jovens em atividades e ações governamentais, como o Segundo Tempo, os Pontos de Cultura etc. Em muitos casos, essas bolsas podem significar a própria sobrevivência daquele jovem. Outra proposta é a ampliação das vagas nas universidades públicas principalmente para os cursos noturnos, juntamente com a reserva de vagas para estudantes de escolas públicas. Também vamos lutar pela a ampliação do ProUni e sua extensão para o ensino técnico, bem como a própria ampliação dos cursos técnicos. Então, estamos trabalhando muito com propostas de educação e trabalho para o público jovem, o que também nos diferencia de outras candidaturas.

Partido Vivo: Em sua campanha, o segmento esportivo também tem tido força…
GP: Isso é resultado de nossa atuação na área. No último período de minha trajetória política, fui secretário de Esporte em Campinas. Além disso, o PCdoB participou desse movimento que está revolucionando o esporte no Brasil, por conta da realização de grandes eventos esportivos e de projetos sociais como o Segundo Tempo, pelas mudanças que estão ocorrendo na legislação esportiva etc. Por tudo isso, temos uma base ampla de apoio no campo esportivo, como, por exemplo, do presidente do Clube Pinheiros; de esportistas como a atleta Fabiana Mürer, o corredor Vanderlei Cordeiro e do nadador Fernando Scherer, o Xuxa, além de ex-atletas como Careca, entre outros. Todos estão engajados. Além deles, o ministro do Esporte, Orlando Silva, é um apoiador importante e junto com ele, cerca de 40 secretários e gestores municipais da área de esporte estão apoiando minha candidatura, acreditando que a minha eleição poderá ser uma referência para o segmento esportivo na Câmara.

Partido Vivo: O perfil da juventude de hoje muitas vezes é identificado como avesso à política, mais voltado para o consumo e o individualismo. Você concorda com essa avaliação? Como vê a participação da juventude brasileira no processo político?
GP: Não concordo com a avaliação de que a juventude é mais avessa do que outros segmentos. Acredito que exista hoje certo senso comum de que os políticos são corruptos e têm interesses ilegítimos; há desconfiança com a classe política por conta de vários episódios que aconteceram no Brasil e também por conta da grande mídia, que acaba muitas vezes generalizando e criando um sentimento avesso aos políticos. Isso existe de maneira geral e também na juventude. Mas, ao mesmo tempo, há também muitos jovens que se organizam politicamente em partidos, ONGs, movimento estudantil, atividades ligadas às questões ambientais, ou seja, há muita gente antenada. Esse pessoal com certeza tem e vai continuar tendo uma participação especial no projeto político que está mudando o Brasil iniciado com a vitória de Lula e que agora será mantido, se tudo der certo, com Dilma. A juventude tem sua contribuição nessa grande popularidade que nosso projeto tem. Então, se por um lado há sim uma parte da juventude ligada apenas ao consumismo, com um sentimento muito individualista, há também boa parte politizada, ligada e que está ajudando na construção desse novo Brasil.

Partido Vivo:
Como paulista, que avaliação faz da gestão tucana em São Paulo no que diz respeito à juventude? O que a diferencia das ações do governo federal?
GP: Há uma diferença abissal de visão no que diz respeito à juventude entre o governo federal e o estadual. O federal a encara como um segmento que tem direitos, que precisa ter políticas públicas específicas – daí a criação do ProUni, do ProJovem, do Conselho Nacional de Juventude, da Secretaria Nacional de Juventude, da PEC da Juventude, que agora está no Congresso e coloca o tema dentro da nossa Constituição. Então, há uma visão no sentido da ampliação dos direitos, diferentemente do governo estadual, que tem uma visão antiga que encara a juventude como um problema. O governo estadual criminaliza boa parte dos jovens e tem na segurança pública a principal política voltada para este segmento. Isso pode ser visto nas periferias de São Paulo: a juventude é agredida e aprisionada, tratada como um problema e não como um sujeito de direitos. Ao mesmo tempo, no tema educacional, há também muita diferença. Um exemplo: o acesso ao ensino superior. O governo federal criou o ProUni, ampliou as vagas especialmente nos cursos noturnos das universidades federais, ampliou o número de escolas técnicas, criou reserva de vagas para estudantes de escolas públicas em boa parte das universidades federais etc. Esse tipo de ação é muito diferente do que acontece nas universidades paulistas, onde os mecanismos de democratização do acesso são mínimos: não há reserva de vagas para alunos de escola pública, há poucos cursos noturnos e os que existem estão esvaziados. Não há preocupação em democratizar o acesso à USP, Unicamp e Unesp. Isso é um exemplo de como os dois governos olham a juventude de maneira diferente.

Partido Vivo: O que faz com que você se sinta preparado para assumir uma cadeira na Câmara?
GP: Minha experiência no movimento estudantil – presidi a UNE duas vezes – permitiu que eu tivesse uma das mais importantes escolas de formação política que o Brasil tem porque no movimento estudantil você aprende a lidar com polêmicas, com opiniões diferentes, com embates políticos e ideológicos; então, o movimento estudantil também serve como uma escola de formação. No último período, também tive a experiência de ocupar um cargo executivo, como secretário de Esporte em Campinas, o que me deu outros tipos de responsabilidade e uma experiência muito rica a partir da execução de políticas públicas, da realização de ações que a população precisa e cobra. Isso me permitiu ter capacidade e preparação para ser um representante do segmento esportivo, da juventude e da educação no Congresso Nacional, sempre com humildade para aprender com pessoas mais experientes; como o Jamil Murad, um exemplo de trabalho, seriedade e combatividade que acho que é o que agente precisa ter na luta política brasileira.

Da redação,
Priscila Lobregatte 

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s