“A Festa que desenvolve a luta

Pela primeira vez em muitos anos não me pego reclamando que não fui a festa do avante, e hoje percebi que nem postei nada a respeito. Sabem o que significa? muito,  mas muito trabalho, só isto justifica eu não comentar sobre uma festa que já há décadas torna, não só os camaradas do Partido Comunista Português mais felizes e unidos, como todos nós comunistas, que acreditamos que só com o fim desse modo de produçãõ em que estamos inseridos é que teremos condições de romper as amarras , tal qual fantoches, que nos impede de crescermos como humanos que somos e explorar todas nossas capacidades.

Espero estar presente a festa do avante de 2011, e quem sabe levar  a” tiracolo”  alguns camaradas daqui do Brasil. Sem dúvida é uma festa impar. Acabou ontem, mas até para desmontar tudo que é construído é uma festa.

Abaixo reproduzo matéria do jornal avante, que mostra o Secretário geral , Jerónimo de Sousa visitando as obras para o ínicio da festa.

No último fim-de-semana antes da abertura da 34.ª Festa do Avante!, o secretário-geral do PCP foi à Quinta da Atalaia saudar os construtores da maior iniciativa político-cultural nacional, lembrando que aquele é o espaço e o momento para aliar à Festa o desenvolvimento da luta e a afirmação do projecto comunista.

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Quando Jerónimo de Sousa chegou à esplanada do bar de apoio já aquele espaço se encontrava completamente repleto de camaradas e amigos que, generosa e voluntariamente, iniciaram, manhã cedo, mais uma jornada de trabalho da Festa do Avante!.

O cenário repetia o que se havia passado ao longo dos últimos meses na Quinta da Atalaia. Militantes comunistas de todas as idades, trabalhadores e democratas que ainda não fizeram o caminho que os leva a assumir partido, ali estavam dizendo «presente!». Ali estavam dando o corpo ao manifesto como estiveram em tantos outros sábados, fins-de-semana inteiros, jornadas semanais e, até, períodos de férias especialmente reservados para contribuir na construção da iniciativa com maior índice de fraternidade por metro quadrado.

Na memória fica uma prática só possível de observar no grande colectivo que é o PCP. Operários e intelectuais, homens e mulheres, jovens e idosos, provenientes das zonas urbanas ou rurais, trabalharam lado a lado em cada uma das fases da implantação. Em cada uma delas – preparação do terreno; levantamento das estruturas; colocação das madeiras e toldos; fornecimento de água e electrificação dos pavilhões; pintura, decoração e colocação das exposições políticas –, os construtores da 34.ª Festa do Avante! mostraram uma outra forma de estar na vida e de encarar o presente e o futuro: valorizando quem trabalha e cria riqueza, passando saberes e experiências, resistindo e expressando solidariedade para com quem resiste, afirmando com alegria e confiança a luta contra a exploração como o caminho mais sólido na construção da política alternativa e do socialismo.

A participação de milhares de camaradas e amigos em milhares de horas de trabalho voluntário durante as jornadas de implantação confere à Festa do Avante! «uma carácter ímpar», faz dela um exemplo «praticamente único na Europa e no mundo» e reflecte o «grande colectivo partidário» que é o PCP, afirmou Jerónimo de Sousa na sua intervenção.

Mas, valorizando os que no terreno realizam sem complexos as mais diversas tarefas, «não seria justo esquecer os construtores que aqui não estão. Os camaradas que vendem a EP, organizam os transportes ou criam escalas de serviço para os dias da Festa», até porque, insistiu o Secretário-geral do Partido, «é tão valioso esse trabalho como este, aqui no terreno».

«E é por isso que nós temos um profundo orgulho em dizer que “não há Festa como esta”. Uma Festa que pela forma como é construída e realizada; pelo empenhamento e disponibilidade no quadro de uma sociedade onde os valores prevalecentes são o egoísmo, o individualismo, o salve-se quem puder, demonstra como queremos construir o nosso devir colectivo, o futuro do País, do povo e dos trabalhadores», continuou.

 Irradiar os objectivos que nos animam

 «Uma Festa que já vale só por este processo de construção e realização», frisou o dirigente comunista, mas que «é ainda um momento importante para irradiarmos os objectivos que nos animam no contexto de uma situação nacional tão complexa e perante a ofensiva em curso».

«Num quadro de retrocessos económicos, de aumento das injustiças e das desigualdades sociais, em que até a própria Constituição da República se encontra ameaçada por esta política de direita – encabeçada pelo PS com a cumplicidade do PSD –, a Festa é a força motriz que pode irradiar os nossos objectivos», é o espaço e o tempo ideais para «afirmarmos o nosso Partido e a alternativa que defendemos» e reforçarmos «a necessidade objectiva do desenvolvimento da luta contra esta situação», expressou Jerónimo de Sousa, obtendo como resposta da multidão um convicto «a luta continua».

«Até há partidos que vão denunciando a situação, que a vão caracterizando e analisando», prosseguiu, «mas só há um Partido que não se limita à denuncia e à proposta, mas que se empenha na luta mobilizando os trabalhadores e o nosso povo», concluiu.

 Não dar tréguas

 Antes de terminar a sua intervenção, o Secretário-geral do PCP deixou um apelo final aos construtores da Festa. «Não descansemos sobre o trabalho já realizado neste constante fazer e refazer. Ainda há muitas tarefas que exigem esta dimensão solidária», disse. «Vamos fazê-lo, vamos contribuir para que esta Festa do Avante! seja de novo um grande sucesso», respondendo com vigor militante aos que «com ódio não suportam o seu êxito, o seu conteúdo político-cultural, de convívio popular, de abertura democrática, e tudo farão para comprometer a Festa».

 «Francisco, avança, com toda a confiança!»

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Ponto alto da saudação de Jerónimo de Sousa aos construtores da 34.ª Festa do Avante foi, ainda, a referência às eleições presidenciais que se aproximam a passos largos.

A candidatura de Francisco Lopes, apresentada a poucos dias da abertura das portas da Quinta da Atalaia, «não é um acto próprio, mas uma decisão colectiva que terá tanto mais êxito quanto mais cedo se transformar na candidatura do grande colectivo partidário, que é preciso mobilizar. Este é um factor determinante», frisou.

«Andam já por aí a dizer que esta é uma candidatura que fecha, uma candidatura sectária», sublinhou ainda o Secretário-geral do Partido. «Mas haverá outra candidatura capaz de responder, em primeiro lugar, ao desenvolvimento da luta?», questionou.

«Não, só esta candidatura do PCP assumida pelo Francisco Lopes é capaz de responder aos anseios e aspirações do povo», sobretudo porque os trabalhadores nela encontram «uma candidatura que não está em cima do muro, que não dá tanto para aqui como para acolá, que não é ambígua nem roída por indefinições».

«Esta candidatura, patriótica e de esquerda, assumindo os valores de Abril, é aquela que dá garantias aos trabalhadores e aos democratas. É o voto certo e seguro na procura da ruptura e da mudança».

Por isso, «empenhemo-nos também nesta batalha sem a dissociar das tarefas centrais que estão colocadas aos trabalhadores e ao nosso povo – o desenvolvimento da luta, a afirmação do nosso ideal, do nosso projecto, a defesa dos valores consagrados na Constituição da República», pois será «pela luta concreta em defesa dos interesses dos trabalhadores; no combate ao desemprego e pelo emprego com direitos; na defesa dos salários, das reformas e pensões; na defesa do Serviço Nacional de Saúde, da educação, da escola pública e da segurança social, que podemos enfrentar este desafio com a confiança que nos caracteriza».

Se assim o fizermos, bem podemos afirmar nesta pré-campanha e na campanha das presidenciais, «Francisco avança, com toda a confiança», lembrou Jerónimo de Sousa

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4 pensamentos sobre ““A Festa que desenvolve a luta

  1. Camarada!!
    Que bom que me escreve , tenho muitas saudades de Portugal e é uma forma de diminuir a distância.
    Com toda certeza estaremos aí, prometemos a você aqui em casa, e promessa é dívida.
    grande abraço
    Márcia

  2. A 34ª Festa do Avante (20ª na Quinta da Atalaia) foi como sempre o maior acontecimento multicultural que se realiza em Portugal!
    FESTA DO AVANTE!
    NÃO HÁ FESTA COMO ESTA!

    Saudações comunistas

  3. No meu comentário anterior, quando disse: “foi como sempre o maior acontecimento multicultural que se realiza em Portugal”, queria dizer: foi, como sempre acontece todos os anos, a maior iniciativa político-cultural que se realiza em Portugal.

    Obrigado Márcia

    Saudações comunistas

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