Número de doutores no Brasil aumentou 278 % em 12 anos

DO PORTAL VERMELHO

O número de doutores no Brasil passou de 2.830 em 1996 para 10.705 em 2008, o que equivale a um aumento de 278% em 12 anos. Foram 87.063 pessoas tituladas nesse período. Nesses 12 anos houve um crescimento médio anual de 11,9 %.

Os dados são resultado da publicação da pesquisa Doutores 2010: Estudos da Demografia da Base Técnico-Científica Brasileira, apresentada hoje (11) no Ministério de Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, com dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), além de informações do Ministério do Trabalho. A pesquisa foi apresentada pelo presidente da Capes, Jorge Guimarães.

O estudo mostra um aumento na desconcentração dos cursos. O maior número de doutores foram titulados na Região Sudeste – 67.626 doutores, o que corresponde a 77,7% dos 87.063 dos titulados entre 1996 e 2008. Entretanto houve um crescimento nesse período na Região Nordeste de 2.487%. Em 2006 1,4% dos doutores estava no Nordeste e em 2006 este número passou para 9,7%

O ministro Sergio Rezende anunciou, em entrevista, que, nas próximas semanas, será criado o Programa Nacional de Integração da Pós-Graduação (Pronip). O programa será uma ampliação do chamado “Casadinho”, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), criado em 2003, que associa o programa de uma região menos desenvolvida ao de uma mais desenvolvida, por meio do intercâmbio dos seus profissionais. O Pronip será uma parceria entre o CNPq e a Capes.

A pesquisa aponta que a maior parte dos doutores brasileiros estão empregados na educação (76,77%), seguida pela administração pública (11,06%), pelas atividades profissionais de ciência e tecnologia (3,78%) e pela saúde (3%)

Segundo Sergio Rezende, apesar de os cursos de pós-graduação no Brasil serem recentes, muito se avançou nos últimos anos. “O primeiro título de doutorado no Brasil foi há 40 anos, mas a maior parte dos doutores formados nos últimos 15 anos está empregada. Grande parte está nas universidades, mas houve um aumento dos empregados nas indústrias de transformação”, destacou o ministro.

Outro ponto destacado na pesquisa é o aumento do número de mulheres que obtiveram o título de doutor. No período entre 1996 e 2008, 43.228 homens e 42.424 mulheres concluíram o doutorado, mas após 2004 as mulheres deixaram de ser minoria e ultrapassaram os homens. Em 2008, 51,5% das teses concluídas foram de mulheres, enquanto que 48,5% foram de homens.

“Este é um avanço muito grande considerando que, no Japão, as mulheres representam apenas 25% dos doutores formados e na Bélgica, que é um país desenvolvido, correspondem a 33%”, destacou o ministro de Ciência e Tecnologia.

Fonte: Agência Brasil

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2 pensamentos sobre “Número de doutores no Brasil aumentou 278 % em 12 anos

  1. Estimada Márcia,
    Costumo acompanhar diariamente suas postagens, com as quais aprendo muito.
    Como recebo postagens de outros “blogueiros” de vanguarda, entre os quais o Blog dos grandes jornalistas Mylton Severiano e Amâncio Chiodi (ex-editores da “Caros Amigos” e também da saudosa “Realidade”), tomo a liberdade de enviar um post que não tem tido a repercussão devida, escrito pelo grande jornalista Wladimir Pomar, sobre a “neutralidade” da mídia na cobertura da atual campanha eleitoral, na qual Serra subliminarmente já é dado como o presidente eleito. O link é http://fotoamancius.blogspot.com/, e o teor do comentário é o que segue. Avante na luta e parabéns pelo blog, bonito e original como Você.
    Fraternalmente,
    Schabib

    DEU NA INTERNET
    Como a mídia gorda torce e retorce a realidade
    ou
    Cadê o Jornalismo?
    A sofisticação da grande mídia
    Wladimir Pomar
    Postado em 10 de agosto de 2010
    Repostado e comentado por Mylton Severiano
    Quem se der ao trabalho de acompanhar, por pouco que seja, o noticiário da grande mídia a respeito das atividades diárias dos candidatos à presidência da República poderá notar o grau de sofisticação que as empresas de comunicação alcançaram para demonstrar sua pretensa neutralidade.
    É verdade que elas não dedicam praticamente espaço algum ao que chamam de candidatos nanicos. O que, de imediato, já os classifica pejorativamente, embora isto pareça ser um senso comum na população. Portanto, quando o senso comum é de seu interesse, mesmo que seja incorreto do ponto de vista da vida democrática, a grande mídia não coloca qualquer um de seus inúmeros comentaristas políticos para explicar que tal conotação deveria ser repudiada.
    Por outro lado, ela dedica religiosamente o mesmo espaço de tempo para os três candidatos que considera não-nanicos, ou que possuem chances reais de disputar com sucesso a presidência. Ou seja, a grande mídia decidiu, não se sabe bem baseada em que critérios, que a candidata Marina Silva não é nanica, embora as pesquisas de intenção de voto indiquem que ela possui menos de 10% da preferência do eleitorado.
    No entanto, o aspecto mais sofisticado da cobertura dos grandes meios de comunicação às atividades diárias desses três candidatos está na própria cobertura. É verdade que eles têm alguma dificuldade de cobrir atividades eleitorais da candidata Marina porque tais atividades são, em geral, reduzidas. Mesmo assim, a mídia consegue ouvi-la, ou filmá-la no Senado, aparentemente para não ser acusada de excluir do espaço jornalístico uma das principais candidatas.
    Em relação aos outros dois candidatos, Dilma e Serra, a grande mídia supera a si própria. Dilma pode estar num comício, numa passeata, numa aglomeração popular, mas as imagens são quase sempre da própria Dilma, sozinha, discursando ou sendo entrevistada, com ênfase nos trechos em que ela acha o que deve ser feito. Serra, ao contrário, aparece sempre cercado de gente, sendo abraçado, colocando crianças no colo, conversando com as pessoas, e suas falas são curtas e diretas, divulgando promessas que não constam de seu programa de governo.
    Bem vistas as coisas, a grande mídia fez uma escolha e encontrou uma forma inteligente de mostrar sua preferência, aparentando neutralidade. Serra estaria com o povão, enquanto Dilma estaria longe desse contato popular. Serra diz o que vai fazer. Dilma acha o que pode fazer. O jornalismo se transformou em propaganda extremamente sofisticada.
    O que não parece ser o caso da Justiça Eleitoral, numa publicidade institucional que chama a população a exercer o direito democrático do voto. Nessa publicidade, a figura do futuro presidente recebendo a faixa presidencial é a de um homem. Numa campanha em que a grande mídia considera a existência de três pretendentes principais, sendo dois deles mulheres, apresentar o futuro presidente como um homem é, na melhor das hipóteses, um erro grosseiro. Na pior, uma propaganda subliminar. Espanta que as campanhas das candidatas não tenham protestado e entrado com uma representação para mudar tal publicidade.
    Wladimir Pomar é analista político e escritor

    Grande, Wladimir, na mosca. Por que não dizem logo que querem a volta do neoliberalismo desvairado que vendeu nossas empresas, quase que não sobrou sequer a Petrobras, que querem a volta do governo que tinha como porta-voz um sujeito que, no dizer do humorista Zé Simão, tinha “nojo de nóis”? Seria mais digno e mais democrático se dissessem que estão com Serra e dissessem por que estão com ele.
    Quanto ao anúncio da Justiça Eleitoral, pondo um homem recebendo a faixa de presidente, com duas mulheres candidatas “principais”, é machismo, e aí é só lhes dando com um tijolo na testa.
    Eis aliás bela pauta para quem tenha peito de fazer: qual agência fez o anúncio, quem foi o “criativo”, quem aprovou, quem levou o anúncio à Justiça Eleitoral, quem de lá aprovou, entrevista com todos eles, enfim, cadê o JORNALISMO?
    Mylton Severiano

  2. Prezado Schabib,
    Obrigada por suas palavras gentis e pelo envio da matéria.
    Olharei com calma o blog, que a primeira vista já gostei.
    Muito obrigada pela indicação ,tanto da matéria como do blog.
    abraços
    Márcia

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