DEU NA INTERNET

Enviado para este blog por Schabib Hany

Gostei da iniciativa. Agradeço muito e sempre que tiver uma matéria interessante para divulgação este blog está aberto a isto.

grande abraço

Márcia Silva

do blog http://fotoamancius.blogspot.com/

Como a mídia gorda torce e retorce a realidade ou
Cadê o Jornalismo?
A sofisticação da grande mídia
Wladimir Pomar
Postado em 10 de agosto de 2010
Repostado e comentado por Mylton Severiano
 
Quem se der ao trabalho de acompanhar, por pouco que seja, o noticiário da grande mídia a respeito das atividades diárias dos candidatos à presidência da República poderá notar o grau de sofisticação que as empresas de comunicação alcançaram para demonstrar sua pretensa neutralidade. 
É verdade que elas não dedicam praticamente espaço algum ao que chamam de candidatos nanicos. O que, de imediato, já os classifica pejorativamente, embora isto pareça ser um senso comum na população. Portanto, quando o senso comum é de seu interesse, mesmo que seja incorreto do ponto de vista da vida democrática, a grande mídia não coloca qualquer um de seus inúmeros comentaristas políticos para explicar que tal conotação deveria ser repudiada. 
Por outro lado, ela dedica religiosamente o mesmo espaço de tempo para os três candidatos que considera não-nanicos, ou que possuem chances reais de disputar com sucesso a presidência. Ou seja, a grande mídia decidiu, não se sabe bem baseada em que critérios, que a candidata Marina Silva não é nanica, embora as pesquisas de intenção de voto indiquem que ela possui menos de 10% da preferência do eleitorado. 
No entanto, o aspecto mais sofisticado da cobertura dos grandes meios de comunicação às atividades diárias desses três candidatos está na própria cobertura. É verdade que eles têm alguma dificuldade de cobrir atividades eleitorais da candidata Marina porque tais atividades são, em geral, reduzidas. Mesmo assim, a mídia consegue ouvi-la, ou filmá-la no Senado, aparentemente para não ser acusada de excluir do espaço jornalístico uma das principais candidatas. 
Em relação aos outros dois candidatos, Dilma e Serra, a grande mídia supera a si própria. Dilma pode estar num comício, numa passeata, numa aglomeração popular, mas as imagens são quase sempre da própria Dilma, sozinha, discursando ou sendo entrevistada, com ênfase nos trechos em que ela acha o que deve ser feito. Serra, ao contrário, aparece sempre cercado de gente, sendo abraçado, colocando crianças no colo, conversando com as pessoas, e suas falas são curtas e diretas, divulgando promessas que não constam de seu programa de governo. 
Bem vistas as coisas, a grande mídia fez uma escolha e encontrou uma forma inteligente de mostrar sua preferência, aparentando neutralidade. Serra estaria com o povão, enquanto Dilma estaria longe desse contato popular. Serra diz o que vai fazer. Dilma acha o que pode fazer. O jornalismo se transformou em propaganda extremamente sofisticada. 
O que não parece ser o caso da Justiça Eleitoral, numa publicidade institucional que chama a população a exercer o direito democrático do voto. Nessa publicidade, a figura do futuro presidente recebendo a faixa presidencial é a de um homem. Numa campanha em que a grande mídia considera a existência de três pretendentes principais, sendo dois deles mulheres, apresentar o futuro presidente como um homem é, na melhor das hipóteses, um erro grosseiro. Na pior, uma propaganda subliminar. Espanta que as campanhas das candidatas não tenham protestado e entrado com uma representação para mudar tal publicidade.
Wladimir Pomar é analista político e escritor
 
Grande, Wladimir, na mosca. Por que não dizem logo que querem a volta do neoliberalismo desvairado que vendeu nossas empresas, quase que não sobrou sequer a Petrobras, que querem a volta do governo que tinha como porta-voz um sujeito que, no dizer do humorista Zé Simão, tinha “nojo de nóis”? Seria mais digno e mais democrático se dissessem que estão com Serra e dissessem por que estão com ele.
Quanto ao anúncio da Justiça Eleitoral, pondo um homem recebendo a faixa de presidente, com duas mulheres candidatas “principais”, é machismo, e aí é só lhes dando com um tijolo na testa.
Eis aliás bela pauta para quem tenha peito de fazer: qual agência fez o anúncio, quem foi o “criativo”, quem aprovou, quem levou o anúncio à Justiça Eleitoral, quem de lá aprovou, entrevista com todos eles, enfim, cadê o JORNALISMO
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