Irã pede novamente aos EUA que cesse apoio ao terrorismo

do site prensa latina

 
20 de julio de 2010, 09:31Teerã, 20 jul (Prensa Latina) Irã pediu novamente hoje aos Estados Unidos e aos países europeus que cessem o apoio ao terrorismo, uma prática que -assegurou- contradiz os próprios princípios que defendem aqueles que se autoproclamam defensores da paz.

  O porta-voz do Ministério iraniano de Relações Exteriores, Ramin Mehmanparast, aconselhou as potências ocidentais dizendo que é “melhor deixarem de respaldar os terroristas, em vez de lhes dar proteção em seus territórios e os fortalecer”.

Durante seu habitual briefing semanal com a imprensa creditada em Teerã, o porta-voz reiterou as acusações do presidente Mahmoud Ahmadinejad e de outras autoridades persas sobre a responsabilidade de Washington e seus aliados no duplo atentado de Zahedan.

Ahmadinejad, o líder supremo do Irã, ayatolah Ali Khamenei, e o titular do parlamento, Ali Larijani, afirmaram que os Estados Unidos promoveu e realizou os bombardeios, tendo em conta seus velhos vínculos com o grupo radical sunita Jundullah, que reivindicou o ataque.

Na quinta-feira passada morreram 27 pessoas e outras 270 ficaram feridas pela detonação de duas bombas em frente à Grande Mesquita de Zahedan, capital da província de Sistan-Baluchestan, fronteiriça com o Paquistão e Afeganistão.

A referida milícia é uma das mais ativas que opera a partir do Paquistão para desestabilizar o Irã com apoio de militares norte-americanos e da Agência Central de Inteligência (CIA), segundo confissões de seus próprios líderes e documentos do governo iraniano.

Apesar da Casa Branca negar esses vínculos, Abdolmalek Rigi, líder de Jundullah executado em junho passado, reconheceu que tinha recebido financiamento do governo estadunidense e, de fato, foi capturado em fevereiro depois de se reunir em Dubai com agentes da CIA.

Mehmanparast desafiou as nações ocidentais a explicarem por que fornecem assistência financeira, logística e treinamento a grupos terroristas como Jundullah (Soldados de Deus), se dizem que realmente se opõem ao terrorismo.

Depois de definir a República Islâmica como a maior vítima do terrorismo, o porta-voz da chancelaria opinou que se necessita de um “sério trabalho” para erradicar esse flagelo e o extremismo, e para isso estão em marcha conversas com o Paquistão, afirmou.

Recordou que Teerã exortou em várias ocasiões Islamabab a tomar medidas para impedir a entrada neste país persa de irregulares armados com a missão de executar ataques violentos.

mv/ucl/es

Modificado el ( martes, 20 de julio de 2010 )
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