Amar se aprende amando – Drummond

Há mais de um ano postei aqui, esta mesma poesia.

Quem me conhece sabe que a poesia alimenta minha alma, e esta em especial responde ao meu apetite voraz de hoje.

Pousa nesses ramos a queda do amor
Que por puro descuido não regaste
Segue à dor a morte em lentos movimentos
Fenecendo sob o céu aos olhos de Deus. Perdoarias tu se confessasses

Pois assim não seria mentir
Não perdôo então emudeço
Secando os galhos em desamor.Caíram minhas pernas
Perdeu-se a vontade de andar
Segue o natural das coisas e das gentes
Não esperava que tu fosses como eles.

Esperava que fosse como eu imaginava
Mas todo sentimento escapa à letra escrita
E sem ter nem um nem outro
Emolduro a luz que por dias me iluminou.

Sendo sou planta fraca em tom amarelo
Recebendo água vã do pranto meu.

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