1º de maio, 1º de junho e 3 de outubro

do blog do Nivaldo Santana

O presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, publicou em seu blog, hospedado no portal Vermelho, uma análise do novo projeto nacional de desenvolvimento e sua ligação com a estratégia de transição para o socialismo. Na minha modesta opinião, a principal sistematização já produzida sobre o novo programa do PCdoB.

A análise considera o desenvolvimento a essência da questão nacional e da luta para libertar-se das amarras do imperialismo. Essa tese parte da compreensão de que a contradição entre a burguesia e o proletariado, no atual estágio do capitalismo, tem como aspecto principal a contradição entre o imperialismo e a periferia do sistema. Enfrentar e superar essa contradição, diz o texto, é lutar pelo desenvolvimento.

O desenvolvimento tem sua historicidade própria no país e suas singularidades. Na fase atual, de acumulação estratégica de forças e de luta pela hegemonia,  a tática e a estratégia se encontram  no binômio desenvolvimento e  socialismo. O caminho desenvolvimentista e o rumo socialista são as questões nodais do programa do PCdoB.

Esse  novo projeto nacional de desenvolvimento, ainda segundo o texto, se apoia em quatro pilares: 1)  a  soberania e a defesa da nação; 2)  a democratização do país; 3)  o progresso social; 4)  a integração solidária com a América Latina.

Esses quatro pilares são interligados e se reforçam mutuamente. Para avançar em sua construção,  o presidente do PCdoB reafirma as três vertentes essenciais de acumulação de forças: a luta político-institucional, a luta social de massas e a luta de ideias.

Enfio minha colher no debate. É preciso haver equilíbrio e harmonia entre as três vertentes de acumulação de forças. Uma ajuda a outra e a fragilização de qualquer uma delas compromete o conjunto. É importante destacar essa questão, porque o desenvolvimento partidário não pode ser unilateral. Para ser duradouro e sustentável, tem que abarcar essas três frentes de atuação.

O fortalecimento partidário e das forças progressistas é condição necessária para a realização vitoriosa desse projeto. Em um país complexo e heterogêneo como o Brasil, tarefa de tal envergadura só pode ser realizada pela unidade de amplas forças políticas e sociais.

Parte fundamental dessa ampla coalizão, os trabalhadores, particularmente aqueles que militam no movimento sindical,  estão chamados a cumprir papel de proa nessa luta.  Para tanto, o ano de 2010 vai ser decisivo. Destaco três atividades:

a) dia 1º de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores,  milhões de trabalhadores celebrarão o seu dia em todo o país, em grandes manifestações organizadas pelas centrais sindicais; momento propício para reverberar todas essas ideias;

b) dia 1ºde junho, data da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, trinta mil trabalhadores são esperados em São Paulo para debater a agenda dos trabalhadores no projeto nacional de desenvolvimento. Evento de militantes sindicais, para além de seu caráter assembleístico, é um momento de ouro para reflexão e sedimentação de ideias avançadas na parcela mais mobilizada do sindicalismo.

c) dia 3 de outubro, eleições gerais no país:  tudo desemboca nas eleições. O seu caráter plebiscitário demonstra que só há uma opção para levar adiante e aprofundar as mudanças inaguradas pelo governo Lula. E essa opção atende pelo nome de Dilma. O resto é  retrocesso conservador ou marola diversionista.

Resumo da ópera:  a agenda do ano está posta. Há meses que valem por anos, para parodiar nosso mestre Marx.

PS: o Edmundo Fontes (vide comentário dele postado neste texto,) lembrou, com razão, que no dia 31 de maio haverá, também em São Paulo, a importante Assembleia dos Movimentos Sociais, que, lamentavelmente, eu omiti na agenda de lutas desse período. Fica o registro para reparar o erro

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