Michael Moore: Projeto de Obama “é vitória do capitalismo”

do portal vermelho

O presidente dos Estados Unidos converteu em lei na manhã desta terça-feira (23) o projeto de reforma do sistema de saúde do país, em uma cerimônia realizada na Casa Branca. O cineasta Michael Moore, vencedor de um Oscar da Academia, falou com o site “Democracy Now” sobre o tema.

“O projeto de lei que foi aprovado será visto no futuro como mais uma vitória para o capitalismo”, afirma Moore. “Ele protege o modelo capitalista de oferecer saúde à população”, considera. “Dito de outro modo, ‘não vamos ajudá-lo, a menos que, com isso, tenhamos lucro'”, considerou;

Michael Moore dirigiu o documentário SOS Saúde (Sicko), que descreve o funcionamento do sistema de saúde nos Estados Unidos.

Para o cineasta, “As empresas privadas ainda estão no comando da saúde nos EUA. Elas ainda vão colocar as cartas nas mesas”, diz, apontando falhas na lei que podem acarretar na perpetuação do problema de saúde para milhões de americanos que estão fora do sistema privado.

“Veja por exemplo, o seguinte caso: Se você precisar de assistência para uma doença pré-existente, a lei diz que o plano de saúde deve tratá-lo. Se o plano se negar, você pode dizer a eles ‘ei, espere aí. Isso vai contra a lei’. Eles vão te responder, calmamente, ‘Opa, isso mesmo. Me processe’. E você sabe que acontece a um plano de saúde que é processado por recusar-se a tratar uma doença pré-existente? É multado em US$ 100 diários. Ou seja, se seu tratamento custar US$ 100 mil, eles gastarão US$ 36.500 por ano em multas”, explica de forma irônica.

No último domingo (21), a Câmara dos Representantes aprovou a versão final do projeto por 219 votos a favor e 212 contra. Era preciso 216 votos para ser aprovada. A reforma, considerada prioridade da política interna de Obama, ampliará a cobertura para 32 milhões de norte-americanos, expandindo o plano de saúde do governo para os pobres, sendo que seu pagamento prevê novos impostos para todos os setores da população.

A votação colocou fim a um ano de batalhas políticas com os republicanos, que consumiu o Congresso dos EUA e abalou as taxas de aprovação de Obama.

Da redação, com informações do Democracy Now!

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