Retomada da indústria naval brasileira em ritmo acelerado

Publicada em 28/02/2010 às 00h09m

Paula Dias

RIO – O momento é de intensificação da retomada da indústria naval brasileira. Reportagem publicada na edição deste domingo do Globo mostra que, com o segmento de petróleo e gás a todo vapor no estado, empresas da área voltaram a contratar pessoal de nível técnico e superior para elaboração de projetos, construção e montagem. Segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), nos próximos dois anos, serão criados dez mil empregos diretos e 50 mil indiretos no setor.

Além da demanda por engenheiros navais, mecânicos, elétricos e de produção, o mercado necessita ainda de técnicos em mecânica, eletricidade, montadores e operadores de corte e solda.

– A construção de um navio passa por cinco fases distintas. Enquanto a projeção e a aquisição de materiais necessita de engenheiros navais, as etapas de construção, montagem e acabamento pedem operários de nível técnico, como mecânicos, soldadores, eletricistas, carpinteiros e especialistas em bombas e motores – diz Ariovaldo Rocha, presidente do sindicato, que representa 27 estaleiros em todo o país, sendo 15 no Estado do Rio.

Localizado no bairro de Ponta D’Areia, em Niterói, o Estaleiro Mauá, por exemplo, está em busca de 23 operários capazes de atuar na área de metalurgia, nas atividades de curvador a frio e a calor, soldador de arame tubular, montador de andaime, desempenador e riscador. Número que pode aumentar, já que a taxa de turnover (rotatividade mensal da companhia) gira em torno de 80 pessoas – o efetivo, hoje, é de 4.700 funcionários.

Luiz Felipe Assis, diretor técnico da Sociedade Brasileira de Engenharia Naval (Sobena), a revitalização do setor naval no país está diretamente ligada à expansão das atividades de exploração e produção de petróleo em águas profundas, o que envolve a construção de barcos de apoio marítimo e a adaptação e construção de plataformas. Por isso, diz eles, apostar em cursos e formação complementar voltados para o segmento de petróleo e gás pode abrir portas.
Leia a íntegra da reportagem no Globo Digital (conteúdo exclusivo para assinantes)

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