Beto Almeida: Jornalismo de integração

do site Pátria Latina

 Beto Almeida* 

Palestra no Seminário Nacional de Comunicação organizado pelo Portal Vermelho  

É com muita alegria que venho aqui para debater, dialogar com vocês, porque considero muito importante que os partidos políticos dediquem tempo para a discussão de um assunto tão nevrálgico e estratégico no mundo atual: a democratização da mídia. Há, hoje, uma evidente ditadura midiática mundial associada à indústria bélica que está perpetrando uma série de crimes contra a humanidade. É exatamente por isso que nós temos que formular projetos transformadores alternativos para assegurar que a comunicação seja de fato um instrumento de luta contra o embrutecimento, contra todas as formas de opressão intelectual, política, espiritual, cultural e todas as outras que são da natureza do capitalismo. 

Julgo que muitas coisas importantes estão acontecendo na esfera da comunicação. Qualquer um de nós – cidadão brasileiro ou latino-americano atento –, deve ter consciência de que as coisas estão acontecendo e mudando. E a Telesur, que é a experiência que eu venho aqui relatar e representar, é uma prova dessa mudança, que não poderia acontecer se não estivesse ocorrendo um processo de transformações sociais na América Latina. Não se fazem mudanças no plano da comunicação isoladamente do conjunto de medidas transformadoras. Refiro-me, evidentemente, à Revolução Bolivariana, na Venezuela e na Bolívia, e à recuperação de espaços públicos midiáticos que temos observado. É isso que está acontecendo na América Latina. 

Escolhendo deliberadamente quais são os temas mais polêmicos nessa agenda de debates da mídia, quero partir da afirmativa de que não é possível fazer qualquer processo de democratização efetiva da mídia sem o fortalecimento da comunicação pública. A comunicação pública tem várias vertentes e várias modalidades, mas é uma comunicação fora do controle completo da ditadura vídeo-financeira do mercado. Comunicação esta que tem por norma, natureza e forma de funcionamento a exclusão, a discriminação, a concentração, a cartelização. Portanto, contraria no âmago e na essência aquilo que é chamado de comunicação social. Não é para realizarem essas baixarias embrutecedoras que se vê pela mídia nas suas várias formas que se inventou a televisão e o rádio. Pelo contrário, eles são poderosos instrumentos e ferramentas e devemos fazer com que cumpram a função de serem parte de um processo de transformação para superar e eliminar o sistema capitalista.

As novas iniciativas que estão se consolidando, como a Telesur na Venezuela, ocorrem num sistema público de televisão estatal. Não devemos ter vergonha de falar em televisão estatal ou comunicação estatal. Eu sou por natureza estatizante e acho que é nisso que devemos focar o debate. Quais são as iniciativas que podem ser feitas sem o apoio, a participação direta, a sustentação e a relação com o Estado, quais? E que sejam de natureza democratizadora? Onde é que o mercado está possibilitando democratização da cultura e da informação na economia? Pelo contrário, até mesmo os maiores inimigos do Estado estão agora “convertidos” a recuperar o seu valor, dizendo que a saída é pelo Estado. O Estado era o único e principal problema, agora é a solução, até mesmo para os que querem fazer a rapina se aproveitando da crise.

 Mas, o protagonismo que nós queremos conferir ao Estado é o protagonismo consciente, tranformando o Estado para que ele seja efetivamente outra coisa, uma ferramenta de mudanças profundas e de bem-estar para os povos, contribuindo para eliminar a opressão capitalista. 

A Telesur tem feito essa luta. Nascemos em 24 de Julho de 2005, dia do aniversário de Simon Bolívar. Fazemos uma comunicação anti-hegemônica. Nós somos uma TV Estatal, aliás, multiestatal. São sete estados sócios da Telesur: Venezuela, Cuba, Bolívia, Argentina, Uruguai, Nicarágua, Equador e, muito brevemente, imaginamos que o Paraguai também será. 

Isso significa um estado de consciência que vem da Revolução Bolivariana, com muito apoio da Revolução Cubana, mas que não seria possível se os povos do continente não estivessem cumprindo a tarefa de recuperar seu protagonismo, fazendo transformações, derrotando os governos neoliberais e construindo governos que sinalizam para o fortalecimento das políticas públicas. Está em curso um processo de transformação social, revolucionária na América Latina, com muita diferença de ritmo, profundidade, grau e com composições diferenciadas. Tudo bem. Ocorre que é nesse processo que surge a recuperação dos espaços públicos midiáticos e só em função dessa recuperação podemos falar de fato em democratização da informação.

 Jornalismo de Integração

 Ainda estamos longe de suplantar a ditadura vídeo-financeira que está associada à concentração do imperialismo nesta fase da história, e que pratica um jornalismo – que eu não chamaria de jornalismo verdadeiramente, mas para o debate, digamos que seja jornalismo da desintegração. É como se não estivesse acontecendo um processo de integração latino-americana, como se fosse apenas retórica do Itamarati as inversões, os investimentos feitos pelo Brasil em vários desses países – na Venezuela, na Argentina, na Bolívia, no Paraguai. É como se isso não significasse de fato integração cultural e econômica. É como se não tivesse acontecido, por exemplo, a iniciativa do Presidente Lula de tornar o ensino do idioma Espanhol obrigatório, que é um grande impulso para a integração cultural comunicativa através da língua. E essa iniciativa partiu justamente de um presidente que não tem diploma universitário. Isso é integração cultural de fato e a mídia não dá esse destaque, ela sonega essa informação, ela faz o jornalismo da desintegração, que é praticado de várias formas. A Telesur tenta fazer a agenda invertida, ou seja, a comunicação anti-hegemônica. 

Quando Cuba e Venezuela se associaram e decidiram realizar, num prazo de 10 anos, operações gratuitas nos olhos de seis milhões de cidadãos latino-americanos ameaçados de cegueira por causas perfeitamente evitáveis – atualmente são 500 mil seres humanos que ficam cegos na América Latina a cada ano -, isso não foi notícia, como se isso não fosse relevante. Mas, é notícia quando se lança um perfume em Paris, ou quando se faz um discurso num desfile de modas em Londres sai no Jornal Nacional. Há pouco tempo tivemos um ensaio fotográfico da Madonna que ocupou boa parte do noticiário – que é rigorosamente o jornalismo da colonização –, como se não tivéssemos, mundo afora, artistas e atores culturais com relevância civilizatória para serem retratados. Ou, quando a Venezuela foi declarada pela UNESCO território livre do analfabetismo, a mídia brasileira ignorou, mas também a mídia comercial Venezuelana ignorou. Sabe o que dizia a mídia colonizada venezuelana? Para quê Chávez quer alfabetizar esses negrinhos, o que vai fazer com isso? Para que alfabetizar negros? Vejam o desprezo, o preconceito, tudo junto!!!

É o mesmo tipo de resposta dada a Monteiro Lobato quando, na década de 40, ele foi procurar a Família Mesquita e propor ao jornal O Estado de São Paulo que também se associasse ao esforço da luta contra o analfabetismo. Depois de um grande silêncio, o oligarca da Família Mesquita – um oligarca midiático – respondeu assim: “Mas, Monteiro Lobato, se todo mundo aprender a ler, quem vai batalhar na enxada?” Essa é a mentalidade que está no centro das decisões editoriais e políticas dos oligarcas midiáticos ou não. 

Agora, também a Bolívia já é território livre do analfabetismo e a mídia brasileira não repercutiu. É tudo o que ela não quer reconhecer, ou seja, os índios por ela considerados povos atrasados estão se alfabetizando, e escolhem alfabetizar-se em espanhol, embora preservem seus idiomas originários, o quéchua, o aymara, o guarani …..A mídia internacional sonegou, como sonegou que a Bolívia também já recuperou boa parte da soberania sobre sua própria riqueza, de seu povo, que tem uma nova Constituição, um Estado pluriétnico, com uma série de conquistas civilizatórias, democráticas, revolucionárias que são ignoradas como se fossem loucuras de um índio louco e ignorante, como alguns chegam a dizer. Esquecendo-se que o próprio Evo Morales foi considerado inapto para o letramento quando foi estudar nas escolas da Argentina em sua infância. Sua família foi trabalhar com o corte de cana em Tucumã, no norte da Argentina, e ele foi rejeitado na escola porque um índio pensa com outros critérios, com outra lógica para decifrar e discernir os fenômenos da história, da cultura, do tempo das relações sociais.. E como ele não tinha a lógica das relações individualistas, egoístas, consumistas, foi rejeitado, “não servia para o letramento”, decretaram!. Hoje, esse índio rejeitado para o letramento é o presidente da Bolívia, e foi ele quem levou o seu país a ser declarado, pela Unesco, Território Livre do Analfabetismo.!!!           

O grave é a sonegação midiática sobre isso. Mas essa sonegação está encontrando uma reação muito importante e que não é de agora, vem de antes. Para que chegássemos a ter uma Telesur foi necessário que muitos jornalistas e revolucionários ficassem no meio do caminho, perdessem suas vidas nessa trajetória longa e sangrenta, até que conseguíssemos chegar onde estamos. Ainda temos muito por caminhar. Lá atrás, Vargas já tinha criado a Rádio Nacional, a quarta mais potente emissora de rádio do mundo, emitindo em quatro idiomas e que tinha entre seus redatores expoentes como Manuel Bandeira, Nestor de Holanda, Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Cecília Meirelles e alcançava o mundo inteiro. 

Pois bem, tomando essa experiência, Perón criou a Agência Latina porque via que o processo de transformação latino-americano era ignorado pelos conglomerados midiáticos internacionais. Logo em seguida o imperialismo reagiu e derrubou Vargas, derrubou o Perón, derrubou o Mossadegh, no Irã, que fazia uma experiência nacionalista também, derrubou Jacob Arbenz na Guatemala. Na década de 60 acontece a Revolução Cubana. Che Guevara dizia: Eu me baseio na experiência de Perón para criar a agência Prensa Latina, estatal. Não temos que ter vergonha: estatal. Como competir e fazer o contra-discurso, a comunicação anti-hegemônica sem ter a participação efetiva, consciente, democratizada e determinada do Estado? O Estado tem que estar presente ou será capturado pelos conglomerados privado, não há dúvida.

 O que temos que discutir é se é possível fazer democratização informativo-cultural, pagar a dívida informativo-cultural que se acumulou contra os povos, não apenas o brasileiro, pelas vias normais do mercado. Ai está a prova: somados no Brasil todos os jornais diários, as suas tiragens não alcançam sete milhões de exemplares, ou seja, temos indigência de leitura de jornal no Brasil. Aquela tecnologia do Gutemberg, lá do século XVI, ainda não está acessível aos brasileiros. Nós lemos menos que na Bolívia, segundo as estatísticas da UNESCO.

 Mas a televisão, com o grande impacto que tem, pode cumprir de forma muito mais determinante esse papel de democratização. Para isso, nós temos que desenvolver novas alternativas, novas formas de cooperação.

 E, no caso do Brasil, estamos buscando esse caminho. A Telesur já tem muito das suas imagens utilizadas pela TV Brasil, através do Canal Integração. Temos tido, também, apoio e colaboração de várias das televisões públicas e estatais brasileiras. Aliás, para nós, essa discussão entre estatais ou públicas não é a mais relevante. Para nós, o que é relevante é mostrar que só no campo não-comercial, ou seja, só no campo público, que inclui as experiências estatais, é que é possível a democratização da informação.

 A Telesur está no satélite disponível para todo o continente latino-americano. Temos sucursais dos Estados Unidos à Argentina passando pelo Brasil, em praticamente todos os países. Notamos que a CNN, de certa forma, mudou um pouco o seu discurso a partir do surgimento da Telesur. Eles têm colocado mais índios, mais negros, mais cultura local, coisas dessa natureza, numa linha reativa, defensiva, não dotada de sinceridade comunicativa.

 Nós estamos fazendo um discurso editorial que busca reconhecer os heróis nacionais e retratar quem foi Zapata, Pancho Villa, Túpac Amaru, Zumbi, Abreu e Lima, enfim, toda informação que nos foi sonegada, estamos buscando retratar esta dimensão sonegada da nossa história comum. . Recuperar a história dos Incas, o peronismo, a história dos movimentos nacionalistas antiimperialistas, revolucionários. Por exemplo, Juan Velazco Alvarado, presidente do Peru entre 1968 e 1975 que nacionalizou o Petróleo, deu início a um processo de reforma agrária e também nacionalizou a mídia, entregando aos movimentos sindicais os meios de comunicação, que não sabendo o que fazer com aquilo os devolveram ao Estado. Nós precisamos discutir essas experiências profundamente para ampliar a participação nessa luta, para que saibamos aproveitar oportunidades, para que saibamos desenvolver todas as potencialidades que temos. 

A Telesur é apenas uma dessas experiências. Mas surgiu uma TV Pública na Bolívia com a ajuda da Telesur. Surgiu, renasceu uma TV Pública na Nicarágua, onde a Venezuela tem ajudado. Há em curso um processo de integração entre esses países. Você oferece equipamentos, recursos humanos, isso é integração. 

Assim como na Nicarágua, em Honduras todas as lâmpadas das casas, milhões de lâmpadas, estão sendo trocadas com a ajuda da Venezuela, lâmpadas chinesas. Isso é ou não é integração econômica? É integração quando médicos cubanos estão aos milhares na Venezuela, ou na Bolívia ou no Equador, alguns até no Brasil – poderiam estar mais em nosso país não fosse o corporativismo elitista e socialmente criminoso do Conselho Federal de Medicina, que prefere regiões sem médico algum no Brasil do que ter aqui médicos cubanos. Ou seja, nós poderíamos ter essa integração muito mais avançada. Isso a mídia é incapaz de reconhecer. 

 Como a mídia foi incapaz de reconhecer que a Venezuela já entrou na era espacial lançando o satélite Simon Bolívar. Tentou apenas ridicularizar quando Chávez disse que esse satélite seria socialista porque não iria cobrar dos países pobres. A mídia ridicularizou: um satélite socialista, como pode? É isso mesmo, um satélite socialista, que não vai cobrar dos pobres! Essa é a moral socialista. Assim como a mídia sonegou completamente que no dia 22 de dezembro, o Brasil testou com sucesso o veículo lançador de satélite. O Brasil também está a um passo para entrar nesse grupo fechadíssimo de grandes potências que comandam satélites e a mídia brasileira sonegou essa informação. A agência Pravda fez uma matéria explicando: A mídia brasileira ignora o sucesso da missão porque trabalha a favor da desintegração, da colonização. Tudo vai ser um fracasso, a Argentina será um fracasso, repete à exaustão. Não existe integração entre Brasil e Argentina, é o discurso da mídia. Pois a Telesur e a TV Brasil retratam isso muito bem, mostrando que entre Brasil e Argentina sequer é preciso mais do dólar. Isso não é um passo concreto no sentido da integração? 

Pois bem, a Telesur precisa avançar mais e é preciso que surjam novas experiências e que os outros instrumentos já existentes sejam consolidados como aqui no Brasil e também na Argentina, que além da TV Pública, que foi criada por Perón na década de 50, agora tem um segundo canal, primeiramente no cabo e agora já é um sinal aberto e chama-se TV Encuentro, colaboradora da Telesur. No Uruguai há uma TV pública também associada à Telesur. No Paraguai está se discutindo a criação de uma TV pública e que já vai nascer nesta linha de buscar uma cooperação. 

Precisamos deixar bem claro que esta é a agenda do debate ideológico que estamos enfrentando aqui no Brasil. Por isso, é muito importante que o PCdoB realize esse Seminário para afinar a viola e desenvolver os argumentos. É importante que todos os outros partidos e instrumentos sociais de luta também façam essa discussão. Essa é uma luta infindável, porque é uma luta de classes, ideológica, que não vai parar nunca, só quando for superada de fato a sociedade de classes, aí entraremos em outras esferas e métodos para o aperfeiçoamento civilizatório. Mas, nós estamos provando que só onde há políticas públicas de comunicação, a partir do Estado, fortalecendo e expandindo o Estado, que se consegue fazer o mínimo equilíbrio e reequilíbrio desse processo ultraconcentrado de ditadura vídeo-financeira. Sem a participação do Estado e sem o seu fortalecimento não há um único país que esteja conseguindo fazer isso. 

Entre as novidades que estão surgindo e que nos fazem cidadãos latino-americanos mais otimistas e mais responsáveis para que não deixemos esses espaços retrocederem – na década de 60 houve todo um retrocesso, o processo da história é assim complicado –, é que na Bolívia, diante da incapacidade de converter o jornalismo boliviano para o mínimo grau de civilização, o presidente Evo Moralles decidiu lançar um jornal público, um jornal do Estado. – Ah! mas isso é um absurdo, imagina se a moda pega!, disseram alguns companheiros até do campo progressista. Mas aqui nós já temos a Voz do Brasil, sem a qual seria impossível levar informação para 80 bilhões de brasileiros diariamente. É a comunicação do Estado chegando ao grotão, que é aonde a mídia contra-hegemônica não vai, mas a TV Globo vai, a Record com os seus banhos de descarrego vai. E tem gente do campo progressista que tenta fazer campanha contra a Voz do Brasil. Nós precisamos até estudar um pouco mais isso, porque em São Paulo, por exemplo, o jornal O Estado de São Paulo chegou a ser estatizado quando o Tenente João Alberto, que era da coluna Prestes, foi governador aqui. Essas experiências nós precisamos recuperar.

 Então o Evo Morales teve que fazer isso e há aqueles que dizem: Ora, mas que absurdo um jornal estatizado! Na França existe um jornal da Previdência Social, que não é um jornal para dar notícias exclusivas da previdência, é um jornal que chega à casa de cada um dos segurados com notícias, com informações gerais.

 No Brasil, o povo não pode comprar jornal, não tem dinheiro para comprá-lo e, dessa forma, é na prática proibido da leitura. Enquanto isso, 50% da capacidade da indústria gráfica brasileira está ociosa, num flagrante desrespeito a esse povo que não pode ler jornal.

 Está posto numa mensagem presidencial mandada ao congresso recentemente que o presidente Lula vai se transformar em colunista de jornal a partir de agora. Ótimo, saudamos a presença do presidente Lula entre nós, jornalistas! Seja muito bem-vindo ao jornalismo presidente Lula! Mas ele vai publicar suas colunas nesses jornais que não chegam para o povo. O Brasil devia ter a ousadia de criar um jornal que tivesse uma tiragem de milhões de exemplares para chegar ao povo, com distribuição gratuita. Um jornal do Bolsa-Família, por exemplo, para chegar a 11 milhões de famílias por aí afora. Por que além da farinha, do óleo e do açúcar não chega também um jornal para fazer o processo de equilíbrio da informação e da cultura, função que o mercado, por definição, sentido e natureza é incapaz de fazer?

Só com o fortalecimento das políticas públicas e expansão do Estado nós conseguiremos reequilibrar tudo isso. E a Telesur é apenas uma das experiências que tenta ajudar a criar essa nova ordem e não temos vergonha de dizer que somos comunicação estatal. Precisamos fazer uma comunicação libertadora anti-hegemônica, civilizatória. Ainda temos muito a superar. Mas, não há outra via para pagar a dívida informativa e cultural que se acumulou trágica e dolorosamente contra o povo brasileiro, latino-americano, e os povos em geral.

 Beto Almeida

 Diretor deTelesur

La Nueva Televisión Latinoamericana

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