A preservação do Protocolo de Kyoto é absolutamente necessária, diz Lula

do portal G1, globo.com

Presidente brasileiro afirmou que conferência do clima não é um jogo.
Referência a Kyoto é crítica a rascunho de acordo que ignora metas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou nesta quinta-feira na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas . Ele afirmou logo no início, pouco antes das 13h (hora de Brasília) que o “controle do aquecimento global depende de um esforço coletivo”. Logo depois, pediu decisão: “Aqui em Copenhague não há lugar para conformismo”, declarou. Mas o recado mais claro foi dirigido aos países industrializados. Lula afirmou que a preservação do Protocolo de Kyoto é “absolutamente necessária”.

(Investimento de US$ 160 bi para atingir meta brasileira) Não é uma proposta para barganhar. É um compromisso”
Entre as discussões em Copenhague, foi cogitado o abandono do protocolo, celebrado em 1997 (na COP 3). Ele fixou uma meta média de corte de gases-estufa em 5,2% até 2012, sobre os níveis vigentes em 1990. Trinta e sete nações industrializadas aderiram, mas os EUA nunca ratificaram metas juridicamente vinculantes. “É fundamental respeitar o principio de responsabilidades comuns, porém diferenciadas”, afirmou ainda o presidente, mais uma vez marcando posição a favor de princípios já consagrados na Convenção do Clima .

O presidente lembrou que a ambição de redução de 50% das emissões globais de gases causadores do efeito estufa até 2050 “será vazia se não houver objetivos claros de curto e médio prazo”.
“Se quisermos realmente ser ambiciosos, devemos almejar o patamar de 40% (até 2020)”, afirmou o presidente, mencionando a conclusão do Paintel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), divulgada em 2007. O IPCC indicou a necessidade de cortes de gases causadores do efeito estufa por países industrializados em 25% a 40% até 2020, sobre os níveis de 1990, para evitar um aquecimento médio global superior a 2°C neste século.

É fundamental respeitar o principio de responsabilidades comuns, porém diferenciadas”
Ele lembrou ainda que vários países em desenvolvimento apresentaram propostas de redução de suas emissões, mas dependem de recursos externos para levá-las a cabo.

“O Brasil dispõe de uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo – 47% da nossa energia é renovável. Fomos pioneiros no uso de biocombustíveis”, listou o presidente, ao falar do que o país vem fazendo para diminuir seu volume de emissões.

Lula lembrou ainda que foi assumido um compromisso de redução de emissões entre 36,1% e 38,9% até 2020 (em relação a uma projeção do que estaria sendo emitido se nada fosse empreendido até lá). “Esse esforço nos custará US$ 160 bilhões, US$ 16 bilhões ao ano até 2020”, disse. “Não é uma proposta para barganhar. É um compromisso.”

Esta conferência não é um jogo onde se possa esconder cartas na manga. Se ficarmos à espera do lance dos nossos parceiros, podemos descobrir que é tarde demais”
O montante fora mencionado pela ministra Dilma Rousseff ontem (na verdade, ela disse US$ 166 bi, ou cerca de R$ 282 bi). Cerca de dois terços do dinheiro são para construir usinas hidrelétricas já previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A conta é preliminar – não considera o custo para cortar o desmatamento no Cerrado.

Em sua fala, o presidente apontou ainda que os recursos para um fundo climático global não podem vir em grande medida de mecanismos de mercado, conforme estariam propondo na mesa de negociações os países desenvolvidos.

“Mecanismos de mercado podem ser muito úteis, mas nunca terão magnitude ou previsibilidade que realmente queremos”, argumentou.

Hora H

“A hora de agir é esta”, disse Lula no discurso. “O veredicto da história não poupará aqueles que faltarem com suas responsabilidades históricas neste momento.”

“Esta conferência não é um jogo onde se possa esconder cartas na manga. Se ficarmos à espera do lance dos nossos parceiros, podemos descobrir que é tarde demais”, disse ainda, em referência à indefinição de quanto os países desenvolvidos irão desembolsar para o fundo climático em formação na COP 15, apontando que “a fragilidade de uns não pode servir de pretexto para recuo de outros”.

Lula discursa na COP 15, nesta quinta-feira (17): presidente reiterou posição brasileira de manutenção dos princípios da Convenção do Clima, do Protocolo de Kyoto e das conclusões científicas do 4º relatório do IPCC (Foto: ATTILA KISBENEDEK/AFP)

Lula está em Copenhague desde a noite de quarta-feira (15) e desde então esteve reunido com diferentes líderes, como o presidente da COP 15 e primeiro-ministro da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, o primeiro –ministro da China, Wen Jiabao e o premiê britânico Gordon Brown. Teve ainda uma conversa telefônica com o presidente dos EUA, Barack Obama.

Ao mencionar necessidade de almejar patamar de 40% de redução de gases-estufa, Lula fez referência a conclusões de 1.200 cientistas independentes e 2.500 revisores (o grupo que forma o IPCC), anunciadas há 2 anos. Acima, a pág. 776 do 4º relatório do IPCC, tabela 13.7, com a recomendação (Foto: Reprodução de página do 4º relatório do IPCC (2007))

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Um pensamento sobre “A preservação do Protocolo de Kyoto é absolutamente necessária, diz Lula

  1. O RESGATE DA HISTÓRIA, DA MEMÓRIA E DA VERDADE SOBRE AS VÍTIMAS DO SÍTIO CALDEIRÃO TAMBÉM!

    DENÚNCIA: ONG PROCURA COVA COLETIVA COM 1000 CAMPONESES CATÓLICOS MORTOS PELO EXÉRCITO BRASILEIRO

    “As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão têm direito inalienável à Verdade, Memória, História e Justiça!”
    Otoniel Ajala Dourado

    No CEARÁ, para quem não sabe, houve também um crime idêntico ao do “Araguaia”, contudo em piores proporções, foi o MASSACRE praticado por forças do Exército e da Polícia Militar do Ceará no ano de 1937, contra a comunidade de camponeses católicos do Sítio da Santa Cruz do Deserto ou Sítio Caldeirão, que tinha como líder religioso o beato JOSÉ LOURENÇO, seguidor do padre Cícero Romão Batista.

    A ação criminosa deu-se inicialmente através de bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como se ao mesmo tempo, fossem juízes e algozes.

    Como o crime praticado pelo Exército e pela Polícia Militar do Ceará foi de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO / CRIME CONTRA A HUMANIDADE é considerado IMPRESCRITÍVEL pela legislação brasileira bem como pelos Acordos e Convenções internacionais, e por isso a SOS – DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza – Ceará, ajuizou no ano de 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo que sejam obrigados a informar a localização exata da COVA COLETIVA onde esconderam os corpos dos camponeses católicos assassinados na ação militar de 1937.

    Vale lembrar que a Universidade Regional do Cariri – URCA, poderia utilizar sua tecnologia avançada e pessoal qualificado, para, através da Pró-Reitoria de Pós Graduação e Pesquisa – PRPGP, do Grupo de Pesquisa Chapada do Araripe – GPCA e do Laboratório de Pesquisa Paleontológica – LPPU encontrar a cova coletiva, uma vez que pelas informações populares, ela estaria situada em algum lugar da MATA DOS CAVALOS, em cima da Serra do Araripe.

    Frisa-se também que a Universidade Federal do Ceará – UFC, no início de 2009 enviou pessoal para auxiliar nas buscas dos restos dos corpos dos guerrilheiros mortos no ARAGUAIA, esquecendo-se de procurar na CHAPADA DO ARRARIPE, interior do Ceará, uma COVA COM 1000 camponeses.

    Então qual seria a razão para que as autoridades não procurem a COVA COLETIVA das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO? Seria descaso ou discriminação por serem “meros nordestinos católicos”?

    Diante disto aproveitamos a oportunidade para pedir o apoio de todos os cidadãos de bem nessa luta, no sentido de divulgar o CRIME PERMANENTE praticado contra os habitantes do SÍTIO CALDEIRÃO, bem como, o direito das vítimas serem encontradas e enterradas com dignidade, para que não fiquem para sempre esquecidas em alguma cova coletiva na CHAPADA DO ARARIPE.

    Para que as vítimas ou descendentes do massacre sejam beneficiadas pela ação, elas devem entrar em contato com a SOS DIREITOS HUMANOS para fornecerem por escrito e em vídeo seus depoimentos sobre o período em que participaram da comunidade do Caldeirão, sobre como escaparam da ação militar, e outros dados e informações relevantes sobre o evento.

    Dr. OTONIEL AJALA DOURADO
    OAB/CE 9288 – (85) 8613.1197 – (85) 8719.8794
    Presidente da SOS – DIREITOS HUMANOS
    http://www.sosdireitoshumanos.org.br
    sosdireitoshumanos@ig.com.br

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