Continua a crise bancária na Venezuela

do blog tirem as mãos da Venezuela

Em Portugal como na Venezuela a Corrupção está a dar que falar, mas na Venezuela a Justiça actua com rapidez e severidade com os mafiosos.

A recente crise bancária na Venezuela, que começou com a descoberta de delitos em alguns bancos venezuelanos pelas autoridades de supervisão, continua a desenvolver-se. Até agora foram alvo de intervenção estatal os bancos: Confederado, Bolívar, Central Banco Universal, Banco Real, Canarias, ProVivienda, Baninvest e o Banorte.

Os 7 primeiros bancos alvo da intervenção estatal representam 8% dos depósitos do mercado bancário venezuelano (eles serão agora absorvidos pela banca estatal venezuelana).

Alguns banqueiros foram presos, é o caso de: Ricardo Fernández Berruecos, José Camacho e Caribay Camacho, além dos directores do Banco Real, Arné Chacón Escamillo (o irmão de um ex-ministro do governo de Chávez), Milagros Vivas e Giuzel Mileira Avendaño. Os banqueiros e cumplíces estão acusados de apropriação fraudulenta do dinheiro dos depositantes e de associação criminosa (“agavillamiento”, literalmente conspiração).

E outros banqueiros estão procurados pela Interpol pelos mesmos delitos: Alvaro Gorrin Ramos, Ruben Osuna, Juan Fernández Lara, Gonzalo Ernesto Vásquez, Carlos Ponce Fuentes, Gustavo José Mancera, José Omar Contreras, Luis Gustavo Kowalki e Pablo Botella Carretero. A procuradora-geral da república venezuelana, Luisa Ortega Diaz, declarou que a pena mínima para este tipo de crimes é de 9 anos. Outro acusado por ligação ao cado do Banco Canarias é o influente político opositor venezuelano, o social-democrata Ismael Garcia (acusado de fraude bancaria e fuga aos impostos).

Estas fraudes já custaram ao Estado venezuelano 59 milhões de Bolívares Fuertes (cerca de 19 milhões de Euros, ou quase 4 milhões de Contos). Mas os custos poderão alcançar os 113 milhões de BFs ou 36 milhões de Euros (7 milhões de Contos).

Os bens dos acusados já começaram a ser tomados pela Justiça venezuelana e as empresas possuídas pelos banqueiros acusados estão a ser tomadas pelo Estado venezuelano (pelo menos 11 empresas foram nacionalizadas para pagar as dívidas dos banqueiros).

Foi já anunciado oficialmente que os Bancos Confederado, Bolívar, Central Banco Universal e Banco Real serão nacionalizados e fundidos com o Banco estatal Banfoandes que será transformado no novo Banco Bicentenario. A isto acresce a recente nacionalização da seguradora “La Previsora” e a nacionalização em 2008 do maior banco venezuelano, o Banco de Venezuela (anteriormente possuído pelo grupo Santander).

Fontes: Aporrea, VTV e agencias

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