Bolívia elege presidente

prensa latina
 
 
06 de diciembre de 2009, 06:47La Paz, 6 dez (Prensa Latina)

 Uns cinco milhões de bolivianos elegem hoje nas urnas ao presidente número 65 de sua história de 184 anos, nas sétimas eleições gerais depois de restaurada a democracia em 1982.
  Esta consulta é a primeira com uma nova Constituição Política do Estado Plurinacional, aprovada pela maioria dos cidadãos em janeiro deste ano e em vigência desde o 7 de fevereiro último.

Também pela primeira vez na história desse tipo de consultas, uns 170 mil emigrantes da nação sul-americana exercerão esse direito em quatro países: Argentina, Brasil, Espanha e Estados Unidos.

De atingir o triunfo, segundo apontam todos os prognósticos, o atual mandatário Evo Morales espera modificar essa norma e ampliar a votação a migrantes em outras nações.

Neste domingo, os bolivianos elegerão entre oito candidatos ao chefe de Estado e a seu vice-presidente para um mandato de cinco anos 2010-2015.

Nesta mesma data decidirão quem serão os 166 membros da futura Assembléia Legislativa Plurinacional, nome que adota o Congresso em 2010.

Também em cinco departamentos farão por um referendo sobre autonomia e a província Grande Chaco (Tarija) se pronunciará sobre sua autonomia regional.

Ademais, 12 municípios irão a um referendo por autonomia indígena (Huacaya, Tarabuco, Villa Mojocoya, Charazani, Jesús de Esmaga, Chipaya, San Pedro de Totora, Pampa Aullagas, Salinas de Garci Mendoza, Curahuara de Carangas, Chayanta e Charagua

Este atributo consagrado na nova Carta Magna, a decima sétima da história nacional, permitirá a quem resultem mandatados ocupar assentos especiais reservados exclusivamente para estas minorias étnicas no novo parlamento.

A eleição se regerá ademais por um moderno sistema biométrico (digital) de registro de impressões digitais, fotografias, rasgos e facções, entre outros dados. Dantes o voto era censitario.

O �”rgão Eleitoral Plurinacional (OEP), sucessor da Corte Nacional Eleitoral, tem montado, em três meses, essa nómina que, segundo os especialistas, reduz a sua mínima expressão, a possibilidade de fraude.

Uns 50 mil polícias e membros das Forças Armadas custodiarão os 22 mil 742 colégios eleitorais que se abrirão a partir de 08:00 (hora local) e durante oito horas, até as 16:00 (hora local).

Estas eleições serão observadas por missões de especialistas da Organização de Estados Americanos(OEA), Nações Unidas, a União Européia, o estadunidense Centro Carter e a ONG local Bolívia, bem como por milhares júris eleitorais.

Morales, do governamental Movimento ao Socialismo-Instrumento Política da Soberania dos Povos( MAS-IPSP) é favorito para impor nesta eleição, com mais de 60 por cento em intenção de voto, segundo recentes encuestas.

Nessa ordem, seguem-lhe o Plan Progrido para Bolívia-Convergencia Nacional (PPB-CN), do ex-governador de Cochabamba, Manfred Reis Villa, acusado pela CNE nas últimas horas de oferecer 150 mil dólares para comprar votos a seu favor.

Também são candidatas a Unidade Nacional, do empresário, Samuel Doria Medina; Movimento de Unidade Social Patriótica (MUSPA), com a única mulher candidata, Ana María Flores; e também GENTE, que apresenta a Román Loayza, estes dois últimos sem candidato a vice-presidente, depois de conflitos internos.

Outros partidos na disputa são: Aliança Social (AS), do ex prefeito de Potosí, Rene Joaquino; Povos Unidos pela Liberdade e a Soberania (PULSO), que encabeça Afasto Véliz; e Bolívia Social Democrata (BSD), liderado por Remi Choquehuanca.

leg/ga/cc

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