Delegação do Conselho Português para a Paz e Cooperação

carta do CPPC

Lisboa, 4 de Dezembro de 2009

Visita acampamentos de refugiados Saharauis

Partirá amanhã, dia 5 de Dezembro, uma delegação do Conselho Português para a Paz e Cooperação para os acampamentos de refugiados Saharauis, em Tinduf, no sul da Argélia.

A delegação do CPPC reunirá com o presidente da República Árabe Democrática Saharaui e com outros responsáveis do governo da RASD, com os quais examinará a continuidade dos projectos de cooperação em curso no plano educativo e médico, bem como das Campanhas pela libertação dos presos políticos Saharauis e pelo reconhecimento da RASD.

Visitará ainda o acampamento de Dajla, onde o CPPC, em cooperação com Autarquias portuguesas, está a construir uma escola básica que apoiará a escolaridade de 630 crianças, e participará, em representação do Conselho Mundial da Paz, no Congresso da UJSário.

Esta deslocação ocorre num momento particularmente dramático da situação do povo Saharaui. Após três décadas de ocupação marroquina, o povo Saharaui prossegue uma justa luta pela liberdade, soberania e independência do seu país.

Hoje, a dignidade e a determinação do povo Saharaui pelo direito de retorno à sua terra, tem mais do que nunca, o rosto e nome de mulher: Aminetu Haidar. Em greve de fome desde o dia 15 de Novembro, Aminetu demonstra desta forma ao ocupante marroquino e a toda a comunidade internacional, que por mais anos que passem, a vontade deste povo não poderá ser domada e que nem o incremento da sistemática violação dos direitos humanos nos territórios ocupados poderá quebrar a sua determinação de lutar pelo direito à liberdade.

O CPPC deseja uma vez mais manifestar publicamente a sua total solidariedade ao povo Saharaui e a Aminetu Haidar. Relembra que o único direito que Aminetu reclama para por termo à greve de fome, é a de poder viver na sua pátria, como Saharaui, sem aceitar a nacionalidade marroquina, aliás de acordo com as inúmeras resoluções das Nações Unidas.

Nesse sentido, reitera a exigência de que o Reino de Marrocos cumpra as suas obrigações de acordo com o direito internacional, devolvendo de imediato os documentos a Aminetu Haidar e que respeite o seu direito de retorno à pátria, em segurança e sem condições prévias.

A Direcção Nacional do

Conselho Português para a Paz e Cooperaçã

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