Resistência ao Golpe denuncia prisões e morte em Honduras

do site opera mundi

A Frente de Resistência contra o Golpe de Estado e o Comitê de Familiares de Detidos Desaparecidos em Honduras (COFADEH) denunciaram hoje (29) que uma pessoa foi morta pela polícia e 30 foram detidas nas últimas 24 horas e deram por fracassadas as eleições gerais.

“Estamos falando de aproximadamente 30 pessoas detidas”, disse a coordenadora do COFADEH, Bertha Oliva, em entrevista coletiva, embora tenha afirmado que não se atrevia a dar um “número exato”, porque não queria “deixar ninguém de fora”.

Oliva contou que um jovem de 18 anos, José Mauricio Contrabando, morreu no sábado por causa de disparos feitos por um policial em Juticalpa, no departamento de Olancho, em um incidente ainda não esclarecido.

Gustavo Amador/EFE

Policiais realizam operação em Tegucigalpa

De acordo com informações da Agência Reuters, simpatizantes do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, entraram em confronto com forças de segurança da cidade de San Pedro Sula, no norte do país, quando protestavam contra as eleições. Segundo testemunhas, manifestantes lançaram pedras e quebraram vidros durante o ato e acabaram dispersados com gás lacrimogêneo.

Liberdade de imprensa

Já a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) denunciou hoje (29) a situação dos meios de comunicação em Honduras diante das eleições gerais que ocorrem no país em condições que não se ajustam as de uma democracia.

“Na atual situação de censura, polarização e parcialidade da imprensa, ameaças frequentes e violência, as eleições não se consideram livres e justas”, assinala o comunicado divulgado hoje pela organização.

A nota diz que no contexto de um processo eleitoral, os meios de comunicação têm um papel central para garantir que a sociedade conte com informação veraz, clara e oportuna, mas, no caso de Honduras, “o contexto atual é completamente ao reverso”.

A liberdade de imprensa em Honduras, muito antes do golpe, se exerce – segundo a organização – em um entorno adverso e em condições de insegurança, “mas a atual crise política recrudesceu as ameaças e o risco que enfrentam aqueles que exercem o direito à liberdade de expressão através dos meios de comunicação”.

 

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