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-Só sabe o que vai no convento quem vive lá dentro
- Quem tudo quer tudo perde
- Quem dá o que tem a pedir vem
- A morte é certa, a hora é que é incerta
- Mais vale um pássaro na mão que dois voando
- Tu que sabes, eu que sei, cala-te tu que eu me calarei
- Só percebemos o valor da água depois que a fonte seca
- Se quiser conhecer verdadeiramente um homem, dê-lhe poder
-Não existe nada tão ruim, que não possa ficar pior!
- O que não tem remédio, remediado está
- Censura teus amigos na intimidade e elogia-os em público
- O lobo pode perder os dentes, porém sua natureza jamais
- A galinha da vizinha é sempre melhor que a minha
- Água mole em pedra dura, tando bate até que fura
- Águas passadas não movem Moinhos
- Barriga cheia, companhia desfeita
- Cão que ladra não morde
- A Vingança é um prato que se come frio
- Os olhos são a janela da alma
- Quem desdenha quer comprar
- Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo
- Quem quer faz , quem não quer manda
- Mais vale só, que mal acompanhado
- Mãos frias, coração quente, amor para sempre.
- Muito falar, pouco acertar
- Mulher e sardinha querem-se da pequenina.
- Mais vale prevenir, que remediar.
- De pequenino se torce o pepino.
- De boas intenções, está o Inferno cheio.
- Depois da tempestade vem a bonança.
- Depois de casa roubada trancas à porta.
-Deus escreve direito, por linhas tortas.
- Devagar se vai ao longe
-Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és.
(L. Eugéne PottierIM. Pierre
Degeyter)
De pé. o vítimas da fome
De pé, famélicos da terra
Da idéia a chama já consome
A crosta bruta que a soterra
Cortai o mal bem pelo fundo
De pé, de pé, não mais senhores
Se nada somos em tal mundo
Sejamos tudo produtores
/:Bem unidos, façamos nesta luta final
uma terra sem amos a Internacional:/
Senhores, patrões, chefes supremos
Nada esperemos de nenhum
Sejamos nós que conquistemos
A terra mãe, livre, comum
Para não ter protestos vãos
Para sair deste antro estreito
Façamos nós com nossas mãos
Tudo o que a nós nos diz respeito
O crime do rico a lei o cobre
O Estado esmaga o oprimido
Não há direito para o pobre
Ao rico tudo é permitido
À opressão não mais sujeitos
Somos iguais todos os seres
Não mais deveres sem direitos
Não mais direitos sem deveres
Abomináveis na grandeza
Os reis da mina e da fornalha
Edificaram a riqueza
Sobre o suor de quem trabalha
Todo o produto de quem sua
A corja rica o recolheu
Querendo que ela o restitua
O povo quer só o que é seu
Nós fomos de fumo embriagados
Paz entre nós, guerra aos senhores
Façamos greve de soldados
Somos irmãos trabalhadores
Se a raça vil cheia de galas
Nos quer à força canibais
Logo verá que nossas balas
São para os nossos generais
Pois somos do povo os ativos
Trabalhador forte e fecundo
Pertence a terra aos produtivos
ó parasita deixa o mundo
ó parasita que te nutres
Do nosso sangue a gotejar
Se nos faltarem os abutres
Não deixa o sol de fulgurar
Bertolt Brecht
"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."
Bertold Brecht
Do rio que tudo arrasta se diz que é violento.
Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem.
Vive o fraco na fraqueza
o bom na sua bondade
vive o firme na firmeza
lutando por liberdade.
Não cultives a fraqueza,
procura sempre ser forte,
que o homem que tem firmeza
não se rende nem à morte.
Educa a tua vontade
faz-te firme: em decisões,
que não terá liberdade
quem não fizer revoluções.
Se queres o mundo melhor
vem cá pôr a tua pedra,
quem da luta fica fora
neste jogo nunca medra.
Francisco Miguel Duarte,
Poeta popular nascido no Alentejo,
Operário sapateiro, filho de camponeses
Berthold Brecht
A injustiça passeia pelas ruas com passos seguros.
Os dominadores fazem planos para dez mil anos.
O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são
Nenhuma voz se levanta além da dos que mandam
E em todos os mercados se proclama a exploração;
Isto é apenas o começo.
E entre os oprimidos muitos dizem:
Não se realizará jamais o que queremos!
O que ainda vive não diga: jamais!
O seguro não é seguro. Como está não ficará.
Quando os dominadores falarem
falarão também os dominados.
Quem se atreve a dizer: jamais?
De quem depende a continuação desse domínio?
De nós!
De quem depende a sua destruição?
Igualmente de nós.
Os caídos que se levantem!
Os que estão perdidos que lutem!
Quem reconhece a situação como pode calar-se?
Os vencidos de agora serão os vencedores de amanhã.
Os dominadores fazem planos para dez mil anos.
O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são
Nenhuma voz se levanta além da dos que mandam
E em todos os mercados se proclama a exploração;
Isto é apenas o começo.
E entre os oprimidos muitos dizem:
Não se realizará jamais o que queremos!
O que ainda vive não diga: jamais!
O seguro não é seguro. Como está não ficará.
Quando os dominadores falarem
falarão também os dominados.
Quem se atreve a dizer: jamais?
De quem depende a continuação desse domínio?
De nós!
De quem depende a sua destruição?
Igualmente de nós.
Os caídos que se levantem!
Os que estão perdidos que lutem!
Quem reconhece a situação como pode calar-se?
Os vencidos de agora serão os vencedores de amanhã.
A todos que saíram às ruas,
De corpo-máquina cansado,
A todos que imploram feriado
As costas que a terra extenua
Primeiro de Maio!
Meu mundo, em primaveras,
Derrete a neve com sol gaio.
Sou operário - este é meu maio!
Sou camponês - este é o meu mês!
Sou ferro - eis o maio que quero!
Sou terra - o maio é minha era!
Vladimir Maiakovski
Blog no WordPress.com. Tema: Cutline por Chris Pearson.
3 respostas Até agora ↓
iza // 24/11/2008 às 9:06 pm
Não sei se interessa, mas vou sugerir mesmo assim. Acho que seria interessante disponibilizar e-books nesta área, ao menos dos clássicos, ou do que você recomenda. Se quiser algo, tenho uma porção de coisas, posso te mandar. Parabéns por este espaço!!
vitordlt // 04/12/2008 às 9:34 am
oi marcia, vou deixar um link, para um conto que escrevi no meu blog (e ilustrei com uma imagem que achei por aí, na net) se você gostar …
Vi, na sua página de literatura, que tem um monte de coisas do Drummond. Será que ele vai gostar de eu estar ao lado dele?
o link é essa aí embaixo…
http://dirtylittlethings.wordpress.com/2008/11/15/conversas-de-botequim/
ahagon // 01/03/2009 às 3:31 pm
O homem Feliz
Um homem chamado Feliz busca aquilo que lhe nomeia.
Olha para seu passado e dentre todas as realizações do possível é empurrado para as engrenagens da burocracia.
A mecanização racional lhe dilacera a aura e não consegue enxergar mais a si mesmo. Diante dessa ânsia em se encontrar vê na arte o resquício de uma esperança humana.
Desespera-se. Seu cérebro já se comporta como maquina. Rastreia todas as exposições. Visita 1, 10, 100, 1.000, mas não encontra aquilo que procura, Feliz esta civilizado.
Um homem chamado Feliz busca aquilo que lhe nomeia.
É so uma brisa numa tarde de brisa fresca…