Nosso oitavo dia de viagem, 03 de janeiro, muitas atividades.
Ao redor do hotel que ficamos tinha um lindo e enorme lago, mas só vimos neste dia pela manhã.

vista parcial do lago

eu e o lago
Logo cedo saímos para nos encontrar com um grupo de ex-combatentes e ouvir um pouco as histórias de como foi a passagem dos guerrilheiros por aquele caminho, como os camponeses reagiam ao vê-los e também visitar um túmulo, em memória dos que tombaram em batalha.
Neste dia houve realmente um problema no grupo pois nem todos queria ir, alguns preferiam conhecer Trinidade , que mesmo não estando no programa sabíamos que era linda, mas já estava agendado o encontro, e a história viva nos chamava.
Faltando uns quatro ou cinco quilômetros para o local, o ônibus enguiçou, e qual a solução? caminhar, caminhar, embaixo de um sol que dava pena, e lá fomos nós…..
Umas duas horas de caminhada e chegamos, junto com o ônibus que foi consertado, valeu para entrarmos em forma e imaginar um pouquinho de nada, a vida de um guerrilheiro, que calor…..
Estávamos em uma zona rural, com casas bem mais simples e curiosamente dois ou três prédios, no meio de pastagens, muito gado e cabritos.
Chegamos em uma escola onde três pioneiros nos aguardavam, lindos (pioneiros são crianças escolhidas para saberem contar toda a história de luta, que houve para que a revolução triunfasse, nesta região, as três crianças sabiam todas as batalhas das redondezas bem como a vida dos heróis).
Os dois ex-combatentes nos contaram detalhes dos acampamentos com Che e Cienfuegos com muito orgulho , e falaram que Che era realmente muito sério e só brincava com Cienfuegos, este com todos, era um brincalhão a qualquer hora, conforme consta nos livros).

Pela estrada

Quando soubemos que teríamos que andar no sol - O ônibus não funcionava

os prédios rurais que falei
ESta senhora que nos acompanhava era uma ex deputada e do partido comunista cubano. Há um ano ela foi deslocada para esta região para fazer contato com os turistas e fazer parte do CDR (conselho em defesa da revoluçaõ) local


Os pioneiros, declamaram poesias de Jose Marti

Placa na entrada do cemitério onde tem o monumento pelos que tobaram em batalha

A palestra dos dois ex-combatentes nos pés do monumento, foi emocionante !


ambiente rural
Nos dirigíamos agora para Santa Clara, com o objetivo de conhecer o Mausoléu do Comandante Che Guevara. Era um momento emocionante para a maior parte da excursão que ainda não conhecia.
Vê-se de longe, é imponente a estátua do lider, e a sua frente uma enorme praça, não soube precisar se ali era um lugar de comícios, estranharia pois o lugar é meio fúnebre mesmo, não podemos tirar retratos lá dentro e nem falar, até aí certo, pois tem que haver respeito.
Lá dentro, onde estão os restos mortais, estão também dos companheiros que morreram com ele, e de apenas uma mulher, sua companheira. O teto é todo trabalhado em madeira e as paredes de pedra. Passamos em fila indiana, em silêncio e saímos, depois nos dirigimos para o museo onde tem vários objetos pessoais, desde seu boletim escolar, como sua bombinha para amenizar a asma na época da luta, roupas etc.
O maior impacto é do lado de fora, é grandioso.


João é fã do Che

Dilcéia, Heloísa e eu , admirando tudo

A praça enorme em frente ao Mausoléu

Saindo daí nos dirigimos para os vagões blindados , hoje em exposição em praça pública, mas que foram usados na última tentativa de Batista de conter a revolução. Contudo houve trabalhadores , em Havana, que passaram informações sobre isto e não foi surpresa para os revolucionários que atacaram o trem, retirando trilhos.
O tiroteio foi intenso mas chegou a um ponto que todos os que estavam dentro do trem se renderam e as munições ainda ajudaram a fortalecer a coluna revolucionária.
Após a tomada do poder estes vagões transportavam pessoas e cargas pelo pais normalmente, a pouco tempo é que alguns vieram para cá para ficar em exposição pois é necessário manter viva a história , e para isto é preciso contá-la, muito bom !



Os vagões viraram museo, tem muitos retratos da luta, dos trilhos arrancados, dos feridos.
Todos foram unãnimes em dizer que Che cuidava não só dos feridos revolucionários como dos do exéricito de Batista, talvez fosse tática de cooptação !

continuamos nosso caminho para o centro da cidade, onde ficaríamos no pior hotel de todo nosso intinerário, mas nossa guia já encaminhou uma reclamação para Cuba pois aquele hotel não estaria em condições de funcionamento, enfim, estavamos aproveitando da mesma forma, com hotel bom ou ruim, e fomos dar uma voltinha na cidade pois ainda estava claro.

vista de nosso quarto

Um dentre tantos lindos, cada qual mais lindo que o outro

parada para uma pizza Cubana, é muito boa !!!!

Para lembrarmos pra sempre, só bebia Tu cola, muito bom

Vitrine de uma loja, produtos diversos, o que importa é a necessidade
Tirei esta foto, embora o reflexo não tenha deixado ela boa, com o objetivo de mostrar que várias vitrines que vi, não seguiam nenhuma ordem ou “tendência”, não tem loja só de sapato, ou só de ternos, ou só de vestido, não há variedade, posto que isto é uma construção do capitalismo para que possamos consumir cada vez mais e aumentar a acumulação no processo produtivo, fim ultimo desta relação social que é o capital, acumular cada vez mais, e esta acumulação não ser repartida pelos trabalhadore .
Podemos observar, torneiras, capacete para ciclitas, a direita um pneu, tapete para box, este tule azul, que chegamos a ver vestido de 15 anos com este tecido, além de parecer um buquê de rosas vermelhas, enfim, tudo que a pessoa precisar estará nas lojas.

Fantástica estas palavras pintadas dentro de uma loja

Esta loja é para "funcionários do mês", interessante forma de premiação
Temos aqui a tendência a pensarmos de forma capitalista, o trabalhador que produzir mais ganhará uma recompensa. é isto mesmo, pois aqui esta produção a mais é socializada , é para todos, logo ele tem que ser premiado sim. Os produtos desta loja eram basicamente os mesmos, talvez um pouco mais de variedade. Os preços um pouco mais baixos.

Linda a fachada do "Palácio Provincial" - sede administrativa do governo local, aqui seria do Estado local

Placa na portal do hotel que ficamos, pelo menos o hotel era histórico
Depois do jantar, fomos para uma reunião de um dos CDR locais, foi incrível, nos receberam com festa, sucos, abriram as casas para nós, e vários participantes falaram, médicos, engenheiros, dona de casa, estudantes, masi uma vez falaram da necessidade de ajudarmos nas campanhas pela libertação dos 5 presos nos EUA, e também da importância de se preparar as novas gerações, para saberem como era antes da revolução e as conquistas sociais advinda dela.

cataz de boas vindas para nós

A senhora a meu lado era a responsável por este CDR mas eu já tinha visto duas entrevistas com ela na televisão, falando sobre o que a revolução trouxe de bom

Nós com os legítimos representantes da democracia participativa, o povo

Carlos e os dois representantes , um do CDR e outro do PCC
Após esta linda confraternização voltamos para o hotel pois este dia foi realmente cansativo.
continua……………








































































































