UNE no Haiti

  http://www.une.org.br/home3/politica/politica_2007/m_16014.html

 

Daniel Iliescu, diretor de relações internacionais da UNE, faz parte de comitiva brasileira no Haiti. É bem recebida proposta da entidade de enviar recém formados em medicina e outras profissões necessárias na reconstrução do país.

Comitiva brasileira formada pelo brigadeiro Araújo, da Aeronáutica, pelo embaixador Sérgio Danese, do Itamaraty, pelos deputados federais Raul Jungmann (PPS/PE), Janete Pietá (PT/SP), Emiliano José (PT/BA), Couber Martins (PMDB/BA), e Cláudio Cajado (DEM/BA), e pelo diretor de Relações Internacionais da UNE Daniel Iliescu, pousou em Porto Príncipe e pôde sentir de perto o drama do irmão caribenho.

“Em visita ao centro da capital haitiana, em Bel Air (bairro mais afetado pelo terremoto), e em Petit Village, pudemos observar os efeitos destruidores da tragédia. Dos 15 ministérios do país, 13 foram completamente destruídos. O Palácio do Governo, tido como a mais bela construção do país, o Palácio da Justiça, o Hotel Montana, principal hotel, e uma infinidade de prédios públicos, residências, estabelecimentos comerciais foram reduzidos a pó, pedra e ferragens”, conta o diretor da UNE, Daniel Iliescu.

Segundo Iliescu, a visão imediata com que se depara são as enormes filas de haitianos à espera de comida e água, as grandes aglomerações de haitianos em torno das embaixadas e nas ruas, e pessoas caminhando longas distâncias com cestas ou baldes d’água na cabeça.

Encontro com autoridades

Foram apresentadas palestras aos visitantes sobre a ação do Brasil no país, desde 2004, e a situação do Haiti após o terremoto de 12 de janeiro, bem como as operações da engenharia militar e dos Hospitais de Campanha no atendimento à população.

Logo após, a missão foi à instalação provisória do Legislativo haitiano, aonde se encontrou com deputados, dentre os quais, o presidente da Câmara haitiana. Na sequência a comitiva se reuniu com o presidente do Haiti, René Préval, também em uma sede provisória do governo –  delegacia de polícia-.

“O presidente abriu o encontro falando sobre a situação do povo haitiano pós-terremoto e as condições que o Estado caribenho tem de coordenar o atendimento emergencial à população e de reconstruir o país”, declarou Iliescu. Préval agradeceu o esforço do Brasil na ajuda humanitária e a cooperação da missão de paz da ONU. Em referência à fala da comitiva brasileira de que nossa ajuda estava submetida à coordenação e à soberania do Estado haitiano, Préval respondeu: “Não acho que os Estados Unidos tenham o propósito de ocupar o Haiti e não percebo no Brasil nenhuma ambição imperialista”.

René Préval apresentou e pediu apoio brasileiro a três bandeiras importantes para a reconstrução do Haiti que devem ser abraçadas pela comunidade internacional das Nações Unidas: a. Perdão da dívida externa haitiana; b. Não-taxação pelas nações de qualquer produto haitiano durante um período de 20 anos (citando a fala do ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, no Fórum de Davos); c. a criação de um Fundo único de ajuda ao Haiti sob gerência do Estado haitiano (citando proposta de Robert Zoellick,presidente do Banco Mundial).

A UNE propôs, em médio prazo, o envio de estudantes concluintes dos cursos de medicina, enfermagem, engenharia, arquitetura, agronomia, entre outros, para passar períodos de três ou seis meses colaborando na reconstrução do país, além de intercambiar conhecimento com os estudantes haitianos. Várias escolas e universidades do país foram destruídas.

O Presidente Préval, na fala de encerramento do encontro, valorizou o oferecimento dos estudantes brasileiros. “Recebo com muita satisfação a proposta do representante da UNE. Vamos junto ao embaixador Igor pensar formas de desenvolver este projeto”.

Leia em breve, relatos de Daniel Iliescu sobre a situação do Haiti.

Filhos da democracia

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retirado do blog agenda cuca

http://agendacuca.blogspot.com/2009/08/cuca-cinejornal-especial-filhos-da.html

O Cinejornal Especial “Filhos da Democracia”, lançado no 51º Congresso da UNE e realizado pela TV CUCA já obteve cerca de 7500 acessos na internet.
Filhos da Democracia retrata a história recente do movimento estudantil e apresenta um panorama atual das lutas sociais que efervesceram o país nos últimos dois anos.
Muitos são os temas contidos no cuca cinejornal especial. Sob compassos musicais que se alteram de acordo com a intensidade de cada tema e de cada momento, as cenas retratam a grande expedição da UNE na sua caravana pelos 27 estados do país, e por 41 universidades, discutindo educação, cultura e saúde, a Culturata da 6ª Bienal, em salvador, as jornadas de lutas da UNE e da UBES que moblizaram milhares no país, como no Rio e em São Paulo, a Conferência Nacional de Juventude, o Fórum Social Mundial, o Cortejo dos Pontos de Cultura, reunidos na TEIA 2009, em Brasília, o ato de lançamento do projeto da nova sede, no Rio e o encontro de estudantes bolsistas do ProUni.

O Brasil em debate

Nesta edição, a TV CUCA realçou alguns dos temas mais importantes em pauta no Brasil, como o direito à cultura e sua regulamentação. A luta pela garantia da meia entrada para o estudante e sua resistência aos setores ligados à grande indústria cultural, que defendem o estabelecimento de cotas que reduzem e limitam em 40% a disponibilidade de ingressos para os portadores deste direito, mereceram destaque.
O direito à educação foi um tema muito defendido pela UNE nos últimos dois anos e é assunto em Filhos da Democracia. A organização dos estudantes do ProUni e a defesa da reestruturação e expansão da universidade pública é ao mesmo um marco vitorioso do movimento estudantil e um fator de polêmica. Debatendo a universidade dentro e fora dela, a UNE encerrou sua gestão no 51ª congresso em clima de dever cumprido. Neste cinejornal, a ex-presidente da UNE, Lúcia Stumpf fala da importante vitória obtida na discussão da Reforma Universitária, com a formulação do projeto que tornou matéria principal em discussão no Congresso Nacional sobre a Reforma do Ensino Superior.

Participação

O recorte principal do CUCA Cinejornal Especial “Filhos da Democracia” diz respeito à participação. Ela está contida tanto nas cenas que relatam momentos mais recentes e de forma muito marcante como na participação de indígenas nos encontros que discutem temas de importância nacional, como também aparece em cenas de décadas atrás, que mostram a clandestina UNE resistindo à ditadura e as assembléias que reuniam mais de cem mil trabalhadores nos movimentos grevistas do ABC, liderados por Lula.

Direito à comunicação

A TV CUCA realizou o Cinejornal “Filhos da Democracia” porque acredita que a história deve ser contada sobretudo pelos seus autênticos personagens. Nossa luta também é pelo direito à comunicação. No Brasil de hoje, ainda vivemos sob forte controle de setores antigos e conservadores que, na contramão do progresso democrático do país, negam o direito à informação, utilizam suas poderosas ferramentas de comunicação de massa para difundir o alarmismo em torno dos graves problemas sociais, escandalizar as institiuições políticas, criminalizar os movimentos sociais e esconder seus famigerados interesses, que as fazem enxergar nos veículos democráticos, apenas o que carregam em si mesmo.

Acovardados diante do desafio de enfrentar amplos setotes sociais na Conferência Nacional de Comunicação, os barões da grande mídia, insatisfeitos com o nefasto boicote anunciado à Conferência de Comunicação resolveram se solidarizar aos golpistas midiáticos da Venezuela. Tratam do problema da Venezuela como se não tivessem problema para resolver no Brasil. Saibam os barões que o problema da mídia golpista da Venezuela, é dos venezuelanos, e que as duas derrotas do setor midiático da Venezuela demonstrou que sob comando dos nossos vizinhos esse problema está em boas mãos.
A batalha que está em curso no Brasil exige ampla união das forças democráticas do país em torno da democratização dos meios de comunicação. A realização da Conferência Nacional de Comunicação é uma necessidade presente para o aprofundamento das mudanças sociais, econômicas e culturais que o povo brasileiro reivindica