ESTUDAR, ESTUDAR SEMPRE !! A LUTA É CIENTÍFICA.

Dia dos trabalhadoras e trabalhadores. Pudesse publicaria aqui a Internacional em todos os idiomas para todas e todos ouvissem e cantássemos juntos. Reavivar mais e mais a chama dos ideais socialistas, de uma sociedade sem classes. Não é o mundo das utopias mas o MUNDO DA LIBERDADE, onde a hominilateralidade será conseguida e novamente seremos plenos. A luta é necessária, sempre !!

Segue a Internacional em Português. Este filme passa cenas da luta contra o capitalismo desde 1917, sempre me emociono muito, foram muitos e muitas a lutar e tombar por este ideal, mas o capital NUNCA nos calará!! A luta é um processo científico e não tardará o Êxito !!

PARABÉNS A TODOS E TODAS TRABALHADORES E TRABALHADORAS  DO MUNDO !!!!
E COMO DISSE MARX, NO MANIFESTO:

“Operários de todo mundo, uni-vos”

CTB lança campanha de valorização do servidor público

do portal vermelho

Na quarta-feira (28/10) comemorou-se o dia do Servidor Público, e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) aproveitou a data para lançar a campanha pela Valorização do Serviço e do Servidor Público. O evento contou com a participação de diversas entidades sindicais.
Valmiro Santos

A data é uma referência ao dia em que foi assinado pelo presidente Getúlio Vargas o Estatuto do Funcionário Civil da União, em 28 de outubro de l939. A Lei 8.112/90 instituiu o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, das autarquias, e das fundações públicas federais. No Brasil, segundo números da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), há 8.310.136 servidores públicos nas esferas, federal, estaduais e municipais, com remuneração média de R$ 2.085,57 por mês, segundo dados da RAIS/2008. Continue lendo

VÍDEO DO DESAFIO SOLAR

Muito bom o vídeo feito pela Gisele , Juliete e Juliana Werneck.

Maurício, Raphael e Fernando dando as impressões da prova e falando sobre a experiência da utilização da energia solar na navegação está 10.

OBS:QUERO PEDIR DESCULPAS POR SÓ HOJE, DIA 03/11 ACRESCENTAR O NOME DA JULIANA WERNECK QUE TAMBÉM PRODUZIU O VÍDEO E MONTOU UM STAND LINDO NA FESTA DO DESAFIO SOLAR.

PRA QUEM CONHECE A JULIANA SABE QUE É UMA ARTISTA E TANTO , NÃO SÓ NA ARTE DE CONSTRUÇÃO E ANIMAÇÃO DE BONECOS DE MADEIRA COMO NA PARTE DE CENOGRAFIA.´

Núcleo UFRJ mar é isto, artista, engenheiro, designer, socióloga, cineasta,psico-pedag0go,marcineiro, serralheria, desenhistas, arquitetos, enfim, tudo que um núcleo interdisciplinar tem que ser.

SOMOS NÓS !!!!!

Bancos querem aumentar seus lucros reduzindo a PLR dos bancários

Adital –

A proposta apresentada pela Fenaban na negociação da quinta-feira 17 é pior que a do ano passado e esconde uma manobra dos bancos de reduzir a distribuição da PLR para aumentar seus lucros, que no primeiro semestre de 2009 atingiram R$ 19,3 bilhões, os maiores de todos os setores da economia. Entenda por que a proposta embute essa armadilha:
1. A PLR do ano passado foi de 90% do salário mais R$ 966, limitado a R$ 6.301. Se o total pago de PLR ficou menor que 5% do lucro líquido, o pagamento foi majorado até chegar a 2,2 salários, com teto de R$ 13.862. Além disso, dependendo do crescimento do lucro líquido de 2007 a 2008, o bancário recebeu o valor adicional de até R$ 1.980. Continue lendo

Terceirização: um avanço para o atraso(artigo DIAP)

Seg, 29 de Dezembro de 2008
Cláudio José Montesso*

“Chegamos a uma época em que a terceirização passou a ser uma realidade no Brasil, até mesmo nos órgãos públicos”

Os magistrados do trabalho brasileiros, historicamente, sempre combateram a terceirização de mão-de-obra utilizada como forma de mera redução de custo e de precarização das relações de trabalho. Chegamos, porém, a uma época em que a terceirização passou a ser uma realidade no Brasil, até mesmo nos órgãos públicos. A conseqüência disso é a habitual falta de pagamento de direitos trabalhistas, fomentando um grande número de ações na Justiça do Trabalho.

É bom recordar que o assunto continua ligado a escândalos envolvendo empresas prestadoras de serviços para órgãos públicos, os quais, não raro, são chamados a responder pelas dívidas trabalhistas que elas deixam para trás. Isso sem considerar que, muitas vezes, a terceirização acaba servindo para abrigar apadrinhados políticos no setor público, driblando a exigência constitucional do concurso. Continue lendo

Vitória das centrais no Congresso: redução da jornada aprovada por unanimidade

do portal da CTB

30/06/2009
O movimento sindical e a classe trabalhadora acabam de obter uma grande vitória no Congresso Nacional. Na tarde desta terça-feira (30), o relatório apresentado pelo deputado Vicentinho favorável à PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais foi aprovado por unanimidade pela Comissão Especial, que se reuniu no auditório Nereu Ramos para definir uma posição sobre o tema.
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Foto: Rodolfo Stuckert – Agência Câmara
Sindicalistas lotaram o auditório Nereu Ramos

“Foi uma grande vitória”, festejou o presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), Wagner Gomes, que acompanhou a votação em Brasília. O maior auditório da Câmara Federal ficou superlotado. Mais de mil sindicalistas de todo o país se deslocaram ao Distrito Federal para convencer os parlamentares a aprovar a proposta, que agora será encaminhada ao plenário.

CTB foi destaque

Wagner Gomes enalteceu a unidade alcançada pelas centrais e revelada na mobilização conjunta. “A vitória foi fruto desta união e é mais uma prova de que a coalizão de centrais potencializa a força do sindicalismo, eleva o protagonismo da nossa classe trabalhadora e é absolutamente essencial para avançar na direção de novas conquistas e na luta por um novo projeto nacional, fundado na soberania e valorização do trabalho”.

Ele também ressaltou a mobilização promovida pela CTB. “Desde sua fundação, nossa central sempre priorizou a luta pela redução da jornada de trabalho e nosso compromisso com esta bandeira histórica dos trabalhadores e trabalhadoras foi demonstrado com a participação destacada dos dirigentes da CTB, provenientes de vários estados, nesta mobilização, que contou com muitas faixas da nossa Central e a distribuição de um jornal especial dedicado ao tema”.

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Foto: Rodolfo Stuckert – Agência Câmara
Senador Inácio Arruda (D) e o deputado Vicentinho (E) comemoram aprovação unánime

A luta continua

A luta continua, segundo o presidente da CTB. “Agora devemos intensificar a campanha pela redução do tempo de trabalho e acompanhar atentamente a tramitação da PEC, que exige maioria qualificada (três quintos) para ser aprovada por implicar em emenda na Constituição. Temos de organizar uma manifestação gigante em Brasília no dia da votação em plenário”.

Os senadores Inácio Arruda e Paulo Paim são os autores da PEC. Além de diminuir a jornada em quatro horas (num primeiro momento), a proposta aumenta o valor do adicional incidente sobre a hora extra de 50% para 75%. O objetivo é reduzir o volume de horas extras realizado no Brasil para potencializar a criação de novos postos de trabalho.

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Foto: Rodolfo Stuckert – Agência Câmara

Milhões de empregos

O Dieese estima que a redução de quatro horas na jornada de trabalho deve gerar 2,5 milhões de novos empregos, mas este impacto altamente positivo sobre o mercado de trabalho pode ser sensivelmente diminuído ou mesmo frustrado se não houver um controle mais rigoroso das horas extras. Isto ficou evidente após a redução da jornada (de 48 para 44 horas semanais) instituída pela Constituição de 1988. O patronato reagiu forçando os trabalhadores e trabalhadoras a intensificar as horas extras e o resultado líquido em termos de novos empregos ficou bem aquém das expectativas. O número de trabalhadores que realizam horas extras dobrou depois que a Constituição foi promulgada. Na prática, as horas de trabalho suplementares significaram um aumento da jornada média, o que anulou a mudança introduzida pelos constituintes.

Ao defender a PEC, o relator Vicentinho frisou que os impactos positivos da medida não se restringem ao mercado de trabalho. “Além dos novos postos de trabalho que serão criados, a redução é importante para melhorar a saúde do trabalhador, diminuir os acidentes de trabalho e estimular que o funcionário possa fazer cursos de aprimoramento.”

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Foto: Rodolfo Stuckert – Agência Câmara

Centrais unidas

As centrais sindicais – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Força Sindical, Nova Central e União Geral dos Trabalhadores (UGT) – distribuíram uma carta aos parlamentares enfatizando a importância da redução da jornada de trabalho sem redução de salário. Depois de aprovada na comissão especial a matéria seguirá para análise do plenário da Câmara, onde será votada em dois turnos.

A reunião da comissão especial foi marcada para o Auditório Nereu Ramos para dar espaço aos apoiadores da proposta, que, no dia 16, durante a leitura do parecer, lotaram o auditório da comissão. Na leitura de seu parecer, o relator apresentou um resumo das audiências públicas realizadas pelo colegiado. Nas audiências, foram ouvidos empresários, representantes dos trabalhadores e também do Poder Judiciário.

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Sindicalistas da CTB presentes em Brasília

Importância da votação

Durante as audiências alguns parlamentares que, em princípio não tinham opinião formada sobre a redução da jornada, modificaram sua posição no mérito da questão. Entre eles está o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), que declarou à assessoria do DIAP apoio à matéria com base nas discussões desenvolvidas no colegiado.

A aprovação da proposta na comissão será um importante passo para o movimento sindical, pois a PEC não mais poderá ser arquivada; ficará na pauta do plenário até que seja votada. Na opinião do presidente da CTB, Wagner Gomes, “a redução da jornada, bandeira história da classe trabalhadora, é um tema que tem mais relevância neste momento histórico em função da crise econômica mundial e do avanço do desemprego no Brasil”.

(Portal CTB – www.ctb.org.br)

Trabalhadores vão acompanhar votação da redução da jornada

DO PORTAL DA ctb

29/06/2009
O auditório Nereu Ramos, o maior da Câmara dos Deputados, com capacidade para 310 pessoas, vai ser o palco da votação da proposta de emenda à Constituição da redução da jornada de trabalho, marcada para esta terça-feira (30). O local foi escolhido para acomodar os trabalhadores recrutados pelas seis centrais sindicais que prometem uma grande manifestação em Brasília. A expectativa do relator, deputado Vicentinho (PT-SP), é de que haja “presença maciça” dos trabalhadores na votação da proposta.

O parecer do relator é pela aprovação da matéria que prevê a redução da carga máxima de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais. A proposta, de autoria do então deputado e hoje senador Inácio Arruda (PCdoB-CE),  também aumenta o valor da hora extra de 50% para, no mínimo, 75% do valor da hora normal.

“Já li parte do relatório e o voto será lido nesta terça-feira (30), quando deveremos votar. No texto me posiciono a favor da redução da jornada que, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), permitirá a criação de 2,5 milhões de empregos”, disse Vicentinho.

E acrescenta que: “Além disso, a redução é importante para a melhorar a saúde do trabalhador, diminuir os acidentes de trabalho e estimular que o funcionário possa fazer cursos de aprimoramento.”

Também nesta terça-feira, as centrais sindicais -  Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Força Sindical, Nova Central e União Geral dos Trabalhadores (UGT) – entregam carta aos parlamentares sobre a importância da redução da jornada de trabalho sem redução de salário. Depois de aprovada na comissão especial a matéria seguirá para análise do plenário da Câmara, onde será votada em dois turnos.

Evitar atraso

A votação do parecer, marcada inicialmente para o dia 16 de junho, foi adiada por pedido de vistas do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT/SP), o Paulinho da Força. Ele explicou que adotou a tática de pedir vistas para evitar que algum deputado apresentasse o pedido no dia previsto para votação e atrasasse ainda mais a tramitação da PEC.

A reunião da comissão especial foi marcada para o Auditório Nereu Ramos para dar espaço aos apoiadores da proposta, que, no dia 16, durante a leitura do parecer, lotaram o auditório da comissão.

Na leitura de seu parecer, o relator apresentou um resumo das audiências públicas realizadas pelo colegiado. Nas audiências, foram ouvidos empresários, representantes dos trabalhadores e também do Poder Judiciário.

Durante as audiências alguns parlamentares que, em princípio não tinham opinião formada sobre a redução da jornada, modificaram sua posição no mérito da questão. Entre eles está o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), que declarou à assessoria do DIAP apoio à matéria com base nas discussões desenvolvidas no colegiado.

A aprovação da proposta na comissão configurar-se-á num importante passo para o movimento sindical, pois a proposta não mais poderá ser arquivada; ficará na pauta do plenário até que seja votada, superando uma discussão, que no Brasil se iniciou na Constituinte de 1988.

Fonte: Vermelho com Márcia Xavier

Por Márcia Silva Postado em Trabalho

Redução da Jornada: votação da PEC será no dia 30

do portal da CTB

O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT/SP) disse que adotou a tática de pedir vistas para evitar que algum deputado apresentasse o pedido no dia previsto para votação e atrasasse ainda mais a tramitação da PEC. A idéia é fazer no dia 30 um grande ato do movimento sindical na Câmara

Pedido de vistas à PEC 231/95, na comissão especial, adiou a votação do parecer nesta terça-feira (16). Entre as alterações no texto, o relator, deputado Vicentinho (PT/SP), prevê o aumento no valor da hora extra de 50% do valor normal para 75% da hora trabalhada.

Com o adiamento, a votação está prevista para o dia 30 de junho.

A comissão especial irá votar o relatório do deputado Vicentinho, que ratifica a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução nos salário.

Um dos autores do pedido de vista, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT/SP), disse que adotou essa tática para evitar que algum deputado apresentasse o pedido de vista no dia previsto para votação e atrasasse ainda mais a tramitação da proposta.

A reunião da comissão especial no próximo dia 30 será no Auditório Nereu Ramos para dar espaço aos apoiadores da proposta, que, nesta terça-feira, lotaram o auditório onde foi feita a leitura do parecer.

Relator

Na leitura de seu parecer, o relator apresentou um resumo das audiências públicas realizadas pelo colegiado. Entre os ouvidos pelo colegiado estão empresários, representantes dos trabalhadores e também do Poder Judiciário.

Durante as audiências alguns parlamentares que, em princípio não tinham opinião formada sobre a redução da jornada, modificaram sua posição no mérito da questão.

Entre eles destaque para o deputado Carlos Sampaio (PSDB/SP), que declarou à assessoria do DIAP apoio à matéria com base nas discussões desenvolvidas no colegiado.

Passo importante

A aprovação da proposta na comissão configurar-se-á num importante passo para o movimento sindical, pois a proposta não mais poderá ser arquiva; ficará na pauta do plenário.

Desse modo, quando houver uma correlação de forças mais favorável, será possível pautá-la de modo a superar essa discussão, que no Brasil se iniciou concretamente na Constituinte.

Conheça a íntegra do parecer do relator

(André Santos – Agência DIAP)

Mercado de Trabalho I

do blog do Nivaldo Santana

O Ministério do Trabalho divulgou o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do mês de maio. Os números são os seguintes: 1.348.575 contratações, 1.217.018 demissões, saldo positivo de 131.557 novos postos de trabalho. Esse saldo é o quinto consevutivo, revertendo as quedas dos últimos meses do ano passados e nos primeiros desses.

Um dado importante, que reforça a luta pelo fim da demissão imotivada, é que a rotatividade do trabalho é alta demais no Brasil. Mais de 1,2 milhão de demitidos em um único mês. Em 2008, o total dos demitidos superou os quinze milhões.

No Brasil há um total de 32.173.313 trabalhadores com carteira assinada. Sem carteira assinada, 36,5% dos trabalhadores, mais de um terço. Em 2007 (último dado disponível), 6.149.789 mil trabalhadores receberam o seguro-desemprego, benefício pago a quem trabalhou pelo menos seis meses nos últimos três anos.

Em 2006, 31,5% dos empregados ficaram até um ano no emprego, sendo despedidos nesse período. O tempo médio para arrumar um novo emprego é de onze meses. Esses números explicam o rebaixamento de salários, e as dificuldades adicionais para a organização sindical.

A luta em defesa do emprego, dos salários e dos direitos dos trabalhadores não pode passar ao largo desses milhões de demissões.

Outros dados: Distribuição de assalariados por rendimento: até um salário mínimo (SM): 33,1%; de 1 a 2 SM: 37,5%; 2 a 3 SM: 11,8%; 3 a 5 SM: 8,2%; 5 a 10 SM: 5,8%; 10 a 20 SM: 1,8%; mais de 20 SM: 0,5%. Universo: 50.055.523 empregados + 6.782.111 trabalhadores domésticos.

Fontes: Dieese, MTE, IBGE, PNAD.

Por Márcia Silva Postado em Trabalho

Cadeg aponta criação de 131,5 mil empregos formais em maio

do portal da CTB

O Cadeg (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) de maio registrou a geração líquida de 131.557 empregos formais na economia, no quarto mês consecutivo de saldo positivo, após a forte queda do emprego registrada até janeiro.

De acordo com os números divulgados nesta segunda-feira, 22, pelo Ministério do Trabalho, o saldo de maio é resultado de admissões que somaram 1.348.575 e demissões de 1.217.018, números que evidenciam a alta rotatividade da mão-de-obra no Brasil. Nos cinco primeiros meses de 2009, houve a abertura de 180.011 postos de trabalho formais. Com esse saldo acumulado, o estoque de empregos da economia subiu 0,56% em relação a dezembro de 2008.
“No caminho certo”

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, relacionou o resultado positivo às medidas de estímulo da economia adotadas pelo governo federal. “Estamos no caminho certo e é preciso continuar na política de redução de juros, nas ações de estímulo do crédito ao setor produtivo, nas ações anticíclicas para estimular o consumo e a renda”, comentou.

Todos os setores da economia pesquisados pelo Caged registraram saldo positivo em maio. A indústria registrou a abertura de 700 empregos formais em maio, sendo o segundo mês consecutivo de saldo positivo. Mas ainda acumula perda de vagas no acumulado de janeiro a maio, no total de 146.478.

Agropecuária

Em maio, o setor de agropecuária foi o que teve melhor desempenho, com saldo positivo de 52.927 vagas. Em seguida, vem o setor de serviços (+44.029 empregos) e a construção civil (+17.407 vagas). Já o comércio registrou saldo positivo de 14.606 empregos formais.

Todas as regiões do País registraram saldo líquido positivo na criação de empregos formais no mês de maio. “Foi a primeira vez que isso ocorreu neste ano e é um indicativo muito positivo da recuperação da economia”, comentou Lupi. Os Estados do Sudeste, particularmente São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, além do Paraná e da Bahia apresentaram os melhores resultados líquidos de empregos formais.

Interior

O bom desempenho da agropecuária explica os bons desempenhos de Estados onde há vários ciclos agrícolas em desenvolvimento desde abril. O cultivo do café, por exemplo, foi responsável pela contratação de muita mão de obra em São Paulo, Minas Gerais e Bahia. O ciclo da cana de açúcar ajudou também a deslanchar novas contratações em São Paulo.

Em razão desse comportamento sazonal da agricultura, o Caged registrou em maio a abertura de mais vagas de trabalho com carteira assinada nas cidades do interior do País do que nas regiões metropolitanas. No interior, houve saldo líquido positivo de 79.218 empregos formais contra 34.202 postos no conjunto das regiões metropolitanas.

Otimismo

O ministro do Trabalho afirmou que o Caged de junho deverá registrar saldo positivo maior do que o de maio. Segundo ele, os setores de serviços e construção civil deverão continuar o “ritmo forte” de novas contratações. Lupi também aposta que a indústria de transformação continuará registrando saldo positivo na geração de empregos formais.

“O meu otimismo tem alguma base real”, afirmou Lupi, fornecendo dados do seguro-desemprego para justificar a crença na tendência de alta do emprego. Em maio deste ano, foram solicitados 536.170 pedidos do benefício, contra 566.676 pedidos registrados em maio do ano passado.
(Da redação, com informações e gráfico da agência Estado)

Por Márcia Silva Postado em Trabalho