Política Externa: Debate e Balanço

Agencia Carta Maior

O referencial para a avaliação da política externa brasileira é o conjunto de esforços do país, que possui identidade, prioridades e projeção internacional. A conclusão é de um balanço positivo. Da UNASUL (União das Nações Sul-Americanas) aos G20 comercial e financeiro, ao IBAS, ao exercício da liderança focada em temas sociais (fome, saúde, desenvolvimento) observa-se autonomia e equilíbrio. Fazendo uso dos termos norte-americanos, o Brasil exerce a diplomacia do “poder inteligente” (smart power). O artigo é de Cristina Soreanu Pecequilo.

Cristina Soreanu Pecequilo (*)

Data: 22/07/2010

Nos últimos anos, a solidez das relações internacionais brasileiras tornou-se evidente no cenário global. Dentre as iniciativas que representam este salto qualitativo encontram-se: a diversificação de parcerias Sul-Sul e Norte-Sul, a consolidação de coalizões de geometria variável como o G20 comercial e financeiro, o Fórum de Diálogo IBAS, o comando da Missão de Paz das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH), a mediação de questões sensíveis referentes à proliferação nuclear (Irã) e instabilidades políticas (Honduras, América do Sul), o avanço das nações emergentes (Cúpula dos BRIC), além da ajuda e cooperação técnica a nações mais pobres.

A projeção em questões mundiais, e não somente nas relativas a um espaço ou tema como América do Sul e comércio, retomou uma tradição e patrimônio esvaziado na década anterior e tornou a política externa foco de debate. Estas discussões estenderam-se democraticamente à sociedade, demonstrando que a participação internacional resulta de um contexto político e econômico de estabilidade e recursos, somado ao amadurecimento do Brasil e sua população, que reconhece o país como potência, assim como cada vez mais o fazem outros Estados. Embora em diversas oportunidades este diálogo tenha ocorrido de forma construtiva, buscando elucidar os porquês de prioridades e movimentações, em outras o que se observou foi a crítica fácil.

Esta dinâmica demonstra-se em polarizações ideológicas, avaliações parciais e fabricação de crises que atribuem às escolhas brasileiras resultados como isolamento, perda de credibilidade, enfraquecimento e ausência de legitimidade. Observa-se em certos meios a prevalência de um balanço negativo destas experiências, comparadas a um falso positivo: os anos 1990 e sua postura minimalista. Mesmo quando houve continuidade, característica da política de Estado, apontou-se quebra que levou à suposta radicalização. Neste campo inserem-se a integração sul-americana, o pleito ao assento de membro permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSONU), a defesa do sistema multilateral justo na Organização Mundial de Comércio (OMC), descontextualizados e avaliados como exercícios de poder. Vitórias em painéis da OMC contra o protecionismo norte-americano, como no caso do algodão, e o direito do Brasil retaliar os EUA foram apresentadas como agressões e não resultado de um julgamento legal no âmbito da organização.

A manifestação mais recente foi a alegação de que o PT possuiria envolvimento com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), e que o Brasil apóia ditadores, visando benefícios comerciais e financeiros em detrimento da democracia. Em Honduras, porém, quando o país defendeu este princípio, apontaram enganos. Similar padrão fora aplicado a situações como as da Venezuela, Bolívia e Equador, existindo alegações de fraqueza ao lidar com o Paraguai sobre Itaipu. A participação turco-brasileira nas negociações referentes ao programa nuclear iraniano permanece alvo de controvérsia, assim como a intermediação nas conversações Israel-Palestina e a presença no Oriente Médio. Para os próximos dias, pode-se aguardar alegações de que o rompimento diplomático entre Venezuela e Colômbia foi resultado do apoio a Chavéz. Alternam-se acusações de excesso as de timidez, que revelam as motivações, a inconsistência e o fator conjuntural das críticas.

Com relação ao acordo nuclear, as diferenças de postura com os EUA trouxeram a tona novamente o tema do anti-americanismo, que surgira devido às posições diante da ALCA (Área de Livre Comércio das Américas) e da Rodada Doha. Devido às divergências das agendas foi atribuída ao Brasil a paralisia de ambos. Todavia, guardadas as tradicionais elevações de retórica para defesa de interesses, em nenhum momento houve rompimento bilateral. Associou-se ao Brasil peso desproporcional na definição do fracasso e/ou sucesso de qualquer uma destas negociações, entendidas como via de mão única, quando muitos obstáculos residiam nos EUA.

Além de relegar o país a uma posição secundária, estas visões revelam uma incompreensão das fragmentações norte-americanas, seus mecanismos políticos-decisórios e do equilíbrio de poder mundial pós-Guerra Fria. Dentre as percepções equivocadas encontra-se a da unipolaridade, obscurecendo a ascensão político-econômica de potências regionais, emergentes ou desenvolvidas, gerando desconcentração de pólos. Estas avaliações subestimam o interesse norte-americano em dividir ônus com aliados que exerçam papel estabilizador em seus espaços regionais. Supõe-se forte unidade nos EUA, ignorando as disputas partidárias pela hegemonia interna e a permeabilidade aos grupos de interesse. O poder de determinados lobbies é elevado, afetando as ações do Executivo.

Isto não significa a eliminação de divergências ou que os EUA não buscariam conter os aliados (não esquecendo de iniciativas como a reativação da Quarta Frota no Atlântico Sul), mas demonstra uma recomposição de forças. Ao longo da história, como parte de sua cultura, a sociedade norte-americana não valoriza políticas de fraqueza, descarta os que não lhe oferecem nem riscos e nem oportunidades. A despeito do que fazem supor os ruídos, a relevância do Brasil somente aumentou e não diminuiu.

Mesmo conscientes que o exercício da justificação é parte da dominação, é fato que nos documentos oficiais os “novos centros de poder” ganharam espaço. A leitura da grande estratégia lançada em Maio pela administração Barack Obama, a NSS-2010, reconhece estas mudanças, algo que ocorre desde o final do governo George W. Bush. Pode ser este apenas um movimento defensivo e não propositivo? Certamente, mas é curioso observar afirmações como

Os EUA são parte de um ambiente internacional dinâmico, no qual diferentes nações estão exercendo maior influência (…) estamos trabalhando para construir parcerias mais profundas e eficientes com outros centros de influência chave- incluindo China, Índia e Russia (…) África do Sul e Indonésia (…)

E sobre o Brasil?

A liderança do Brasil é bem vinda e desejamos nos mover além das ultrapassadas divisões Norte-Sul para alcançar progressos em questões bilaterais, hemisféricas e globais. O sucesso macroeconômico do Brasil aliado aos esforços para diminuir diferenças sócio econômicas, oferecem importantes lições para países por todas as Américas e a África (…). Como guardião de um patrimônio ambiental (…) único e líder em combustíveis renováveis (…) é um parceiro (…) para (…) mudança climática global e (…) segurança energética. E no contexto do G20 e da Rodada Doha, trabalharemos ao lado do Brasil para assegurar que o desenvolvimento e a prosperidade sejam compartilhados (…)

Mais do que reconhecer esta percepção é necessário descolar-se dela uma vez que a avaliação da política externa não pode ou deve ser realizada somente a partir deste prisma. O seu referencial é o conjunto de esforços do país, que possui identidade, prioridades e projeção internacional. A conclusão é de um balanço positivo. Da UNASUL (União das Nações Sul-Americanas) aos G20 comercial e financeiro, ao IBAS, ao exercício da liderança focada em temas sociais (fome, saúde, desenvolvimento) observa-se autonomia e equilíbrio. Fazendo uso dos termos norte-americanos, o Brasil exerce a diplomacia do “poder inteligente” (smart power).

Existem ajustes a realizar? Sim, em questões de sobreposição de projetos, encruzilhadas sócio-econômicas, elementos de infraestrutura e o reforço da base de poder, demandando engajamento contínuo. O interesse nacional, e como parte dele, as relações internacionais, são dinâmicas e para responder aos seus desafios é fundamental o diálogo. As atuais conquistas, das quais se tornaram simbólicas a Copa-2014 e as Olimpíadas-2016, não podem ser encaradas com um fim em si mesmas, mas sim como parte de um projeto, ao qual existem alternativas, inclusive de retrocesso.

(*) Doutora em Ciência Política e Professora de Relações Internacionais

Resolução em solidariedade a Cuba

da secretaria de relaçoes internacionais do PCdoB
 
O Partido Comunista do Brasil repudia o recrudescimento da campanha contra Cuba e reitera sua irrestrita solidariedade com o povo, o governo e o Partido Comunista de Cuba.
 
A nova onda de ataque a Cuba tem como pretexto a defesa de “dissidentes” cubanos, eufemismo para mercenários a soldo dos Estados Unidos e da União Européia, que buscam derrubar o sistema político e social vigente na ilha caribenha e sua substituição por um regime títere e submisso aos intentos recolonialistas da superpotência imperialista ao norte.
 
Parte dos “dissidentes” são na verdade criminosos comuns, que buscam chantagear a Revolução Cubana através de greves de fome e outros métodos.
 
A ação contra Cuba também inclui novos métodos, como por exemplo, se faz com incentivos a blogueiros. O próprio presidente norte-americano, semanas atrás, concedeu entrevista a uma conhecida provocadora dona de um blog, no que è demonstração da promoção de novas formas de combate a Revolução Cubana.
 
A campanha contra Cuba mobiliza em todo o mundo um impressionante aparato midiatico, que num coro uníssono buscam sensibilizar a opinião publica internacional. O mesmo aparato que nada diz das masmorras sionistas onde padecem os patriotas e lutadores palestinos. Nada dizem da campanha genocida dos Estados Unidos no Iraque e no Afeganistão, e tampouco dizem das violações de direitos humanos em Guantanamo. Usam seletivamente o tema direitos humanos, que vale para uns e não para outros.
 
A Revolução Cubana, que recém completou o cinqüentenário da libertação nacional ocorrida a 1º de janeiro de 1959, representa a verdadeira independência nacional de Cuba.
 
Viva Cuba Socialista!
 
São Paulo, 26 de março de 2010
 
A Comissão Política Nacional

Brasil receberá Ahmadinejad com o respeito que povo persa merece

do portal vermelho

Diplomatas experientes afirmam que Lula saberá conduzir o diálogo com seu habitual humor, lembrando que o Brasil aprende a respeitar os valores da história nascida na Antiguidade do povo persa que originou o Irã. No mesmo tom, Lula deve afirmar que em compensação, os iranianos terão oportunidade de ver entre os brasileiros o convívio harmônio e pacífico entre diferentes povos, religiões e partidos políticos, além da liberdade sexual.
Em meio às críticas à rápida passagem do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, por Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer destacar amanhã as semelhanças e diferenças entre seu governo e o do iraniano. A principal semelhança, segundo articuladores do governo, é que são dois países que se destacam no cenário internacional e com economias em evolução.

Mas a sugestão dos assessores diretos de Lula é para que ele evite o tom de interferência na política interna iraniana, sem se esquivar de mencioná-los. O objetivo é que o presidente mantenha o discurso em defesa dos direitos humanos, das divergências entre ideias políticas e orientações religiosas. Continue lendo

Renato Rabelo recebe comunistas cubanos e indiano na sede do CC

do portal vermelho

Na tarde desta quinta-feira (24), o presidente do PCdoB, Renato Rabelo e o membro da Comissão de Relações Internacionais, Ronaldo Carmona, receberam na sede do partido, em São Paulo, membros dos partidos comunistas de Cuba e da Índia-Marxista. Foram duas conversas bilaterais que tiveram como objetivo trocar informações sobre os países e estreitar as relações entre as organizações políticas.

 

  Cubanos - setembro 2009

Navarro e Mesa falam de Cuba

Eles vieram ao Brasil por conta do encontro Nossa América e do Congresso da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), realizados nesta semana.

Os cubanos Salvador Valdes Mesa e Raymundo Navarro, respectivamente secretário geral e secretário de Relações Internacionais da Central dos Trabalhadores de Cuba (CTC), trataram de questões relacionadas ao mundo do trabalho, mas também do contexto nacional de seu país.

Renato Rabelo tratou, inicialmente, da CTB. “Ela está se ampliando cada vez mais e tem conseguido cumprir todas as metas estabelecidas até o momento. Nosso objetivo, com a formação dessa central há dois anos, é unir e não separar a classe trabalhadora”. Agora, disse, “a CTB tentará conclamar uma nova Conferência Nacional das Classes Trabalhadoras (Conclat) para estabelecer objetivos comuns e atingir cerca de 80% dos movimentos dos trabalhadores”. Continue lendo

Presidente de Cuba sustenta encontro com chanceler norte-coreano

Escrito por Bianka de Jesus

Havana, 5 maio (Prensa Latina)

O presidente de Cuba, Raúl Castro, conversou ontem com Pak Ui Chun, ministro de Relações Exteriores da República Popular Democrática da Coréia (RPDC), informou hoje o diário Granma. Pak, de visita oficial, transmitiu ao presidente cubano um saúdo do líder norte-coreano, Kim Jong Il, e a ratificação do sentimento de amizade e solidariedade de seu povo para a ilha.

A conversa abordou a marcha das relações bilaterais e diversos temas da agenda internacional.

No encontro participou ademais o ministro cubano de Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, quem pouco antes recebeu na Chancelaria a seu homólogo norte-coreano.

No encontro, assinaram um acordo inter-chancelarias que senta as bases para a cooperação futura, que amplie a já existente em fóruns como o Movimento de Países Não Alinhados (MNOAL). Pak encabeçou a delegação norte-coreana que na passada semana participou aqui na reunião ministerial do Burô de Coordenação do MNOAL, preparatória para a Cúpula do Egito.

Cuba e a RPDC estabeleceram relações diplomáticas em 29 de agosto de 1960.

lma/cmv/bj

do site prensa latina

martes, 05 de mayo de 2009
05 de mayo de 2009, 11:00

Havana, 5 maio (Prensa Latina) O presidente de Cuba, Raúl Castro, conversou ontem com Pak Ui Chun, ministro de Relações Exteriores da República Popular Democrática da Coréia (RPDC), informou hoje o diário Granma. Pak, de visita oficial, transmitiu ao presidente cubano um saúdo do líder norte-coreano, Kim Jong Il, e a ratificação do sentimento de amizade e solidariedade de seu povo para a ilha.

A conversa abordou a marcha das relações bilaterais e diversos temas da agenda internacional.

No encontro participou ademais o ministro cubano de Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, quem pouco antes recebeu na Chancelaria a seu homólogo norte-coreano.

No encontro, assinaram um acordo inter-chancelarias que senta as bases para a cooperação futura, que amplie a já existente em fóruns como o Movimento de Países Não Alinhados (MNOAL). Pak encabeçou a delegação norte-coreana que na passada semana participou aqui na reunião ministerial do Burô de Coordenação do MNOAL, preparatória para a Cúpula do Egito.

Cuba e a RPDC estabeleceram relações diplomáticas em 29 de agosto de 1960.

lma/cmv/bj

CHICO BRUNO: A visita de Ahmadinejad era pragmática

do site Pátria Latina

O Itamaraty estava dando à visita do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad um caráter estritamente econômico no que fazia muito bem, principalmente porque já havia se manifestado publicamente sobre as diferenças entre Irã e Israel.
Apesar da nota oficial brasileira, condenando o discurso de Ahmadinejad em Genebra, aconteceram duas manifestações contra a visita do iraniano ao Brasil no domingo, 3.
As manifestações foram uma iniciativa de associações que reúnem jovens judeus brasileiros com a adesão de ONGs que representam homossexuais, mulheres, ciganos e seguidores de religiões afro-brasileiras e evangélicas.
Uma manifestação ocorreu no Rio de Janeiro, em Ipanema, e outra em São Paulo, na Avenida Paulista. As duas juntas não reuniram muita gente, mas fizeram um bom barulho na mídia.
O que precisa ser entendido é que o Brasil e o Irã são soberanos. O que está em questão não são as relações políticas dos dois países com Israel, que são sobejamente conhecidas.
O que está em jogo é o aumento das relações comerciais entre os dois países.
Para que isso aconteça é preciso contornar a recusa dos bancos brasileiros em aceitar cartas de crédito de bancos iranianos.
Para quebrar essa resistência, Ahmadinejad deveria anunciar uma linha de crédito de US$ 200 milhões para exportações ao Brasil e investimentos em volume que podem chegar a US$ 20 bilhões, segundo informações extra-oficiais dos iranianos.
Não custa lembrar que o Irã é Importador de grande parte do que consome em alimentos e quer apoiar investimentos no Brasil para produção e exportação ao seu mercado de produtos como milho e óleo de soja.
Os iranianos, que começaram em 2007 um processo de privatização, querem, ainda, atrair investimentos brasileiros, concedendo incentivos fiscais para empresas siderúrgicas, petrolíferas e petroquímicas. Para que isso se torne realidade, é preciso quebrar as resistências existentes nas companhias desses setores.
Por isso, é importante tratar com pragmatismo essas negociações, deixando de lado a carga ideológica, como fazem outros países que mantêm fortes relações comerciais com os iranianos.
O Brasil, nono parceiro em comércio dos iranianos, tem naquele país seu maior mercado para exportação de milho em grão, o segundo nas vendas de açúcar refinado, o terceiro maior, de óleo de soja e o quarto mercado comprador de carnes.
Os interesses em jogo são muito grandes. Os empresários brasileiros precisam separar às posições políticas do presidente iraniano do esforço para o crescimento dos negócios entre Brasil e Irã.
Lula não convidou pessoalmente Ahmadinejad para passar-lhe um pito pelas suas posições ideológicas, como querem os que se manifestaram contra a visita do iraniano. Lula o convidou para aumentar as exportações brasileiras para o Irã.
O mais interessante, é que enquanto os manifestantes contra o Irã protestavam em Ipanema e na Avenida Paulista, o Aeroporto de Guarulhos recebia, no mesmo domingo, 3, o primeiro voo da empresa israelense El AL com destino ao Brasil vindo direto de Israel com todos os assentos vendidos e a perspectiva de que em um ano esses voos diretos duplicarão o fluxo de turistas entre os dois países.
Infelizmente, o presidente do Irã cancelou a visita que faria a América do Sul (Brasil, Venezuela e Equador).
Antes que alguém imagine que a viagem foi cancelada por causa das manifestações contra Ahmadinejad, o governo do Irã esclareceu o motivo.
Ahmadinejad não quer que prevaleça o discurso que a viagem seria para angariar credibilidade para sua reeleição, mas anunciou que virá depois da eleição de junho.

Texto: Chico Bruno / Postado em 05/05/2009 ás 02:09