Mais de 300 mil contra a política de direita, em PORTUGAL

do site do PCP

Mais de 300 mil pessoas ocuparam o centro de Lisboa contra a política de desastre nacional do PS e PSD. Com as avenidas Fontes Pereira de Melo, António Augusto Aguiar cheias, assim como a praça Marquês de Pombal, Avenida da Liberdade até aos Restauradores, uma massa imensa de indignação, protesto e luta, respondeu ao apelo da CGTP-IN.

Foi a maior manifestação das últimas décadas, uma clara demonstração da força, unidade e determinação da classe operária e de todos os trabalhadores, que contou com a solidariedade e empenho do PCP.

Esta impressionante jornada de luta, reforçou a convicção de que é possível
derrotar a política de desastre nacional, de abdicação dos interesses do
país, de agravamento da exploração que o PS, o PSD e CDS querem impor aos
trabalhadores e ao Povo.

Perante a escalada de medidas contra os trabalhadores, o Povo e o país
decididas nos últimos meses, esta foi a resposta do Povo português, às
pretensões dos grupos económicos e financeiros, do PS, do PSD e do CDS, uma
clara exigência de ruptura com a política de direita, de mudança na vida
nacional.

Uma jornada que ficará inscrita na história da luta do Povo português, uma
afirmação patriótica e de classe, um sinal de confiança e esperança que se
projectará no futuro. A luta continua!

 

A UE, Copenhaga e o Tratado de Lisboa

do blog de Renato Soeiro









Publicado em: O Gaiense

 
 
Sendo a cimeira de Copenhaga um evento da maior relevância mundial, interessa-nos ver como é que a União Europeia nele participou e tentou influenciar o mundo.  
A UE partiu para esta cimeira cheia de fôlego e de propostas que, apesar de insuficientes e apontarem falsas saídas, até se poderiam considerar menos más se comparadas com outras propostas e com a declaração final. 
Acrescentemos que a cimeira se realizou na UE, que portanto jogava em casa e era, de certa forma, a anfitriã dos líderes mundiais (coisa estranhamente pouco referida). 
Acrescentemos ainda que esta cimeira foi o primeiro grande evento mundial que teve o contributo da nova UE saída do Tratado de Lisboa, aquele tratado que iria finalmente permitir que uma União forte e unida tivesse um papel eficaz e uma voz clara na cena internacional: a voz e a liderança do novo Presidente do Conselho Europeu. 
Quem seguiu os relatos do dia-a-dia da cimeira, terá notado ao princípio uma certa vontade de liderança da UE, depois, com a evolução das negociações, apenas a esperança de poder desempenhar um papel de mediador, a seguir andamos aos papéis com propostas de última hora que não respeitavam o trabalho anterior e, no final, já nem sequer estivemos presentes na patética reunião que juntou EUA, China, Brasil, Índia e África do Sul para decidirem qual seria a declaração final. Dizem os jornalistas que alguns líderes europeus teriam recebido a deferência de um sms informando do decorrer da discussão.  
E alguém notou a presença de Herman Van Rompuy, o novo Presidente do Conselho Europeu, escolhido precisamente para ser a voz da UE neste tipo de negociações? Ou, pelo contrário, o rosto da UE continuou a ser Durão Barroso e, o que é ainda mais revelador do estado em que estamos, 27 equipas negociadoras nacionais, nem sempre com posições coincidentes, acompanhadas pelos seus chefes de Estado e de governo, sempre com a preponderância dos inevitáveis Sarkozy, Merkel e Brown?
A cimeira realizou-se na UE, mas a UE enquanto tal falhou na relevância e na eficácia. O Tratado de Lisboa acaba também de chumbar no seu primeiro teste da vida real. E Van Rompuy nem sequer chumbou no teste de liderança, faltou ao exame.

V Fórum Mundial da Água (FMA)

do site prensa latina

O V Fórum Mundial da Água (FMA) começou hoje nesta cidade com a participação a mais de 25 mil pessoas procedentes de uma centena de países, a maior desde suas inicios faz já 12 anos.

Convocado sob o lema “Tendendo pontes às divisões da água”, o Fórum foi inaugurado pelo presidente de Turquia, Abdullah Gül, ante Chefes de Estado e de Governo assistentes. Posteriormente, os líderes mantiveram uma reunião no Palácio de Ciragan na que discutiram sobre o modo de evitar uma crise global da água e facilitar a colaboração entre os estados sobre os recursos hídricos, informou a televisão estatal.

Enquanto, no Salão de Congressos de Sütlüce o presidente do Conselho Mundial da Água, Loic Fauchon, reconheceu em seu discurso inaugural o comportamento a cada vez mais “irreflexivo e inconsequente”, e a responsabilidade, ante as agressões cometidas contra a água e o clima.

Precisamente isso é algo que os críticos deste evento denunciam, o descarado interesse por comerciar com os recursos hídricos e o fato de não ter conseguido, depois de quatro fóruns, um acordo no que se reconheça o acesso à água como um direito humano básico.

Segundo os informes de Nações Unidas, quase a metade da população mundial viverá em áreas com limitações severas de acesso a água potável antes de 2030, e bilhões de pessoas carecerão por completo desta, bem como de saneamento.

Assim, ante a falta de acordos relevantes na anterior edição, celebrada na Cidade do México, foram os representantes da Argentina, Bolívia, Brasil, Cuba, Equador, Guatemala, México, Uruguai e Venezuela quem consensuaram sua própria declaração. Na mesma reconhecia-se a água como direito humano, a exigência de que seu gerenciamento fosse público, e a necessidade de que o FMA seja convocado pelos governos e a ONU, e não pelo Conselho Mundial da Água.

Nesta ocasião os protestos dos ecologistas contra o denominado fórum das multinacionais tentaram chegar até a porta do Centro de Congressos onde uma centena de ativistas exibiram cartazes contra a comercialização da água.

A contundente atuação policial impediu-o e, ademais, finalizou com 17 detentos. O Fórum Mundial da Água é um evento trienal cuja organização corre a cargo do Conselho Mundial da Água, uma instância cujos fundos provem de multinacionais com negócios no setor, além do Banco Mundial