Esta foto foi cedida por uma camarada do PCP ( partido Comunista Português), Isabel Lourenço, e compartilho com você pois retrata uma situação de exploração imperialista, onde pessoas são retiradas a força de sua pátria, no caso o Sahara Ocidental (abaixo do Marrocos) e acolhidas em acampamentos de refugiados (na Argélia) para que o capital possa agir de forma livre atendendo aos interesses dos mais poderosos, sem a menor preocupação com a vida humana.
Arquivo da categoria: Massacre humano
Robert Fisk: EUA não se importam com injustiças no Oriente Médio

Quantidade imensa de literatura diplomática prova que o pilar da política dos EUA para o Oriente Médio é o alinhamento com Israel, que seu principal objetivo é encorajar os árabes a unir-se à aliança EUA-Israel contra o Irã, que a bússola da política dos EUA é a necessidade de domar e, por fim, destruir o Irã. O maravilhoso jornalista palestino Marwan Bishara acertou ao dizer, no fim-de-semana, que esses papéis diplomáticos dos EUA são mais interessantes para estudos antropológicos, que para estudos políticos; porque são documento de uma perversão do pensamento ocidental sobre o Oriente Médio.
Robert Fisk – The Independent
Aproximei-me desconfiadíssimo, do mais recente rumoroso episódio diplomático. E ontem, depois das eleições no Cairo – as eleições parlamentares egípcias foram, como sempre, mistura de farsa e fraude, o que, afinal de contas, sempre é melhor que choque e horror – mergulhei nos milhares de telegramas diplomáticos norte-americanos, sem absolutamente qualquer esperança. Como disse o presidente Hosni Mubarak, e lê-se num dos telegramas, “vocês sabem esquecer a tal de democracia”.
Não que os diplomatas dos EUA não entendam o Oriente Médio; é que eles já não sabem ver a injustiça. Quantidade imensa de literatura diplomática prova que o pilar da política dos EUA para o Oriente Médio é o alinhamento com Israel, que seu principal objetivo é encorajar os árabes a unir-se à aliança EUA-Israel contra o Irã, que a bússola da política dos EUA é a necessidade de domar e, por fim, destruir o Irã.
Não vazou praticamente (pelo menos até agora) nenhuma referência às colônias israelenses ilegais exclusivas para judeus na Cisjordânia, nem aos ‘postos de controle’ israelenses, aos colonos israelenses extremistas, cujas casas pintam como cicatrizes de varíola toda a Cisjordânia palestina ocupada – ao vasto sistema ilegal de roubo de terra que é o coração da guerra Israel-palestinos. O que se vê mais, por incrível que pareça, são os mais variados espécimes de importantes diplomatas norte-americanos acocorados e rendidos ante as exigências de Israel – vários deles visivelmente apoiadores ardentes de Israel. É como se os chefes do Mossad e os agentes militares de inteligência de Israel obrigassem os padrinhos ouvir e decorar as instruções dos apadrinhados.
Há maravilhosa passagem nos telegramas, quando o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu explica a uma delegação do Congresso dos EUA, dia 28/4/2009, que “Estado palestino, só se for desmilitarizado, sem controle sobre o espaço aéreo e campo eletromagnético [sic], sem poder assinar tratados nem controlar fronteiras”. Assim sendo, adeus ao Estado palestino “viável” (palavra de Lord Blair de Isfahan) que todos supostamente desejamos. Não há registro nos telegramas de que os rapazes e moças deputados e senadores dos EUA e que lá ouviam Netanyahu tenham discordado.
Em vez disso, o The New York Times procurou as melhores frases. Eis o rei Abdullah da Arábia Saudita, por seu embaixador em Washington (sempre amigo da imprensa), dizendo que Abdullah crê que os EUA devem “cortar a cabeça da serpente” – onde, em “a serpente”, leia-se “o Irã” ou “Ahmadinejad” ou “as instalações nucleares do Irã” ou qualquer um desses itens ou todos.
Mas os sauditas vivem ameaçando cortar a cabeça de serpentes. Em 1982, Yasser Arafat disse que deceparia o braço esquerdo de Israel (depois que Israel invadiu o Líbano) e o então primeiro-ministro de Israel Menachem Begin respondeu que deceparia o braço direito de Arafat. Acho que quando somos informados – como, desgraçadamente, agora, por Wikileaks – de que candidatos a visto norte-americano, mas que os EUA não queiram por perto, são chamados pelos diplomatas dos EUA de “víboras do visto” [ing. visa vipers], a única conclusão a que podemos chegar é que cresce em todo o mundo a demanda por ofídios.
O problema é que, por décadas, os potentados do Oriente Médio ameaçam decepar cabeças de cobras, serpentes, ratos e insetos iranianos – esses últimos preferidos de Saddam Hussein, que usou “inseticida” fornecido pelos EUA para a matança como bem se sabe –, enquanto os líderes israelenses chamaram os palestinos de “baratas” (Rafael Eitan), “crocodilos” (Ehud Barak) e “bestas de três patas” (Begin).
Tenho de confessar que gargalhei, de chorar de rir, ante um telegrama de diplomata dos EUA, em tom solene-ridículo, reportando do Bahrain, que o rei Hamad – ou “Sua Alteza Suprema Rei Hamad”, como faz questão de ser chamado, em sua ditadura de maioria xiita em reino pouco maior que a ilha de Wight – havia declarado que o perigo de deixar prosseguir o programa nuclear iraniano era “maior que o perigo de fazê-lo parar”.
O maravilhoso jornalista palestino Marwan Bishara acertou ao dizer, no fim-de-semana, que esses papéis diplomáticos dos EUA são mais interessantes para estudos antropológicos, que para estudos políticos; porque são documento de uma perversão do pensamento ocidental sobre o Oriente Médio. Se o rei Abdullah (versão saudita em ruínas, em oposição à versão Reizinho Valente da Jordânia) realmente chamou Ahmadinejad de Hitler, se o conselheiro de Sarkozy chamou o Irã de “Estado fascista”, então se prova, apenas, que o departamento de Estado dos EUA continua obcecado com a II Guerra Mundial.
Adorei o espantoso relato de alguém que visitou a embaixada dos EUA em Ancara e contou aos diplomatas que o Líder Supremo do Irã Ali Khamenei sofria de leucemia e estava à morte. Não porque o pobre velho sofra de câncer – é mentira –, mas porque é o mesmo tipo de descalabro sobre líderes do Oriente Médio recalcitrantes que se vê há muitos anos. Lembro de quando “fontes diplomáticas” norte-americanas ou britânicas inventaram que Gaddafi estaria morrendo de câncer, que Khomeini estaria morrendo de câncer (muito antes de ele morrer), que o matador de aluguel Abu Nidal estaria morrendo de câncer 20 anos antes de ser assassinado por Saddam. Até na Irlanda do Norte um miolo-mole britânico contou-nos que o líder protestante William Craig estaria morrendo de câncer. Claro que Craig sobreviveu, como o horrível Gaddafi, cuja enfermeira ucraniana é descrita nos documentos dos EUA como “voluptuosa”, o que ela é. Mas haverá alguma dama loura não “voluptuosa”, nesse tipo de novelão?
Uma das reflexões mais interessantes – atentamente ignorada pela maioria dos jornais pro-Wikileaks de ontem – aparece no relato de encontro entre uma delegação do Senado dos EUA e o presidente Bashar Assad da Síria, no início de 2010. Os EUA, disse Assad aos visitantes, possuem “gigantesco aparato de informação”, mas fracassam ao analisar essa informação. “Nós não temos as habilidades que os senhores têm”, disse em tom sinistro, mas “somos bem-sucedidos no combate aos extremistas porque contamos com melhores analistas. (…) Nos EUA vocês gostam de fuzilar [terroristas]. Sufocar as redes deles dá melhor resultado”. O Irã, concluiu Assad, era o mais importante país da região, seguido da Turquia e – número três – a Síria. O coitado velho Israel nem aparece no retrovisor.
Evidentemente, o presidente Hamid Karzai do Afeganistão é “movido à paranóia” – como todos os habitantes daquela terra, inclusive quase toda a OTAN e, sobretudo, os EUA – e naturalmente o presidente do Iêmen mente ao próprio povo que está matando representantes da al-Qa’ida, quando todos o mundo sabe que os verdadeiros culpados são os guerreiros do general David Petraeus. Líderes muçulmanos não fazem outra coisa além de mentir que as proezas militares dos EUA contra outros muçulmanos são proezas deles, não ‘nossas’.
Claro, não se pode ser tão cínico. Gostei muito do telegrama diplomático dos EUA (do Cairo, claro, não de Telavive) no qual se lê que Netanyahu seria “elegante e sedutor (…) mas nunca cumpre o que promete”. Ora! Não se aplica também a metade dos líderes árabes?
E assim chegamos ao apimentado e assustador relato de encontro entre Andrew Shapiro, “Secretário Assistente de Estado do Gabinete Político-militar dos EUA” e espiões israelenses há quase exatamente um ano. Israel não pode proteger seus Cessna Caravan e Raven aviões-robôs não pilotados no sul do Líbano, reconheceu o Mossad (o Hezbollah deve ao Mossad essa preciosa informação). Um coronel israelense “J5”, coronel Shimon Arad gorjeia sobre os perigos do “Hezbollahstão” e do “Hamastão” e sobre “o impasse político interno” no Líbano – naquele momento não havia; agora, há – e sobre o Líbano como “arena militar volátil” e a “suscetibilidade do Líbano a influências externas, inclusive da Síria, do Irã e da Arábia Saudita”.
E – claro, apesar de o coronel Arad não ter falado sobre isso – também suscetível à influência de norte-americanos, israelenses, franceses, britânicos, além, também de o Líbano também ser suscetível à influência dos turcos. Shapiro “citou a necessidade de oferecer alternativa ao Hezbollah” – talvez… os policiais da Costa Rica? – e sugeriu que o exército libanês poderia defender o Hezbollah (improvável, nas atuais circunstâncias).
Há uma inestimável rejeição-negação do relatório Goldstone da ONU sobre as atrocidades em Gaza em 2008-09, pelo major-general da reserva Amos Gilad, que diz que os documentos em que se critica Israel são “sem fundamento, porque os militares israelenses fizeram 300 mil chamadas telefônicas para as residências em Gaza antes dos ataques aéreos (…) para evitar baixas entre os civis.” O infeliz, pobre Shapiro, dado que o telegrama não registra resposta dele, manteve-se em silêncio. Teria sido apenas uma, de cada cinco famílias palestinas, avisadas por telefone, se se considera a população palestina total de Gaza, crianças, bebês, todos. E mesmo assim os israelenses mataram 1.300 palestinos, a maioria dos quais civis. Claro que a Autoridade Palestina do insípido Mahmoud Abbas não quis assumir esse campo de morticínio depois que os israelenses venceram – como Israel propôs-lhe, com aprovação dos EUA – porque Israel não venceu em Gaza. Sequer conseguiram localizar nos túneis de Gaza o soldado israelense que o Hamás mantêm preso há anos.
Há um momento simbólico quando o Xeque Mohamed bin Zayed al-Nahyan de Abu Dhabi – sem comparação possível com o personagem “distante e sem carisma” de seu irmão Califa – preocupa-se com o Irã na presença do embaixador dos EUA Richard Olsen o qual, então, comenta que o Xeque “manifesta visão estratégica sobre a Região curiosamente semelhante à visão israelense”. Mas é claro que manifesta! São idênticos. Todos rezam em suas mesquitas de ouro, reis e emires e generais, comprando mais e mais armas dos EUA para protegerem-se contra “o Hitler” de Teerã – melhor Hitler, acho eu, que o Hitler do Tigre em 2003, que o Hitler do Nilo de 1956 – e praza a Deus Todo Poderoso que sejam salvos pelos santificados EUA e Israel. Fico, em suspense, à espera do próximo capítulo dessa farsa.
Tradução: Vila Vudu
EUA: ESTADOS UNIDOS DA AGRESSÃO
Israel: novo massacre humanitário?
do blog do EMIR
Os capítulos da história são tão claros, quanto dramáticos. Primeiro os judeus obtêm a aprovação da ONU para a construção do Estado de Israel. Para isso expulsam milhões de palestinos que ocupavam a região. Em seguida, aliados aos EUA, impedem que o mesmo direito, reconhecido igualmente pela ONU, seja estendido aos palestinos, com a construção de um Estado soberano tal qual goza Israel.
Depois, ocupação dos territórios palestinos, militarmente, seguida da instalação de assentamentos com judeus chegados especialmente dos países do leste europeu, recortando os territórios palestinos.
Não contentes com esse esquartejamento dos territórios palestinos, veio a construção de muros que dividem esses territórios, buscando não apenas tornar inviável a vida e a sustentabilidade econômica da Palestina, mas humilhar a população que lá resiste.
Há um ano e meio, o massacre de Gaza. A maior densidade populacional do mundo, cercada e afogada na sua possibilidade de sobrevivência, é atacada de forma brutal pelas tropas israelenses, com as ordens de que “não há inocentes em Gaza”, provocando dezenas de milhares de mortos na população civil, em um dos piores massacres que o mundo conheceu nos últimos tempos.
Não contente com isso, Israel continua cercando Gaza. Um ano e meio depois nem foi iniciado o processo de reconstrução, apesar dos recursos recolhidos pela comunidade internacional, porque a população continua cercada da mesma maneira que antes do massacre de dezembro 2008/janeiro 2009. As epidemias se propagam, enquanto remédios e comida apodrecem no deserto, do lado de fora de Gaza, cercada como se fosse um campo de concentração pelas tropas do holocausto contemporâneo.
Periodicamente navios tentavam levar comida e remédios à população de Gaza, chegando por mar, de forma pacífica, mas sistematicamente eram atacados pelas tropas israelenses. Desta vez a maior comitiva internacional de paz, com cerca de 750 pessoas de vários países, se aproximou de Gaza para tentar romper o bloqueio cruel que Israel mantêm sobre a população palestina. Foi atacada pelas tropas israelenses, provocando pelo menos 19 mortos e várias de dezenas de feridos.
Quem representa perigo para a paz na região e para a paz mundial? O Irã ou Israel? Quem perpetra massacres após massacres contra a indefesa população palestina? Quem impede que a decisão da ONU seja colocada em prática, senão Israel e os EUA, bloqueando a única via de solução política e pacifica para a região – o reconhecimento do direito palestino de ter seu Estado? Quem comete os piores massacres no mundo de hoje, senão aqueles que foram vítimas do holocausto no século passado e que se transformaram de vítimas em verdugos?
Hamas: Não é razoável continuar com as negociações
da euronews
O Hamas já reagiu oficialmente, ao ataque ao comboio marítimo que devia chegar a Gaza, com ajuda humanitária.
O Primeiro-Ministro da Faixa de Gaza apelou à comunidade internacional, para que condene o ataque que é considerado um crime.
Ismail Haniyeh foi duro e reclamou o fim das negociações de paz:
“O Governo apela ao povo palestiniano, residente na pátria e na diáspora para marchar, numa forte demonstração de protesto, contra este hediondo crime e, ao mesmo tempo, que manifeste solidariedade, para com os tripulantes do navio. Em segundo lugar, apelamos à Autoridade Palestiniana para parar imediatamente com as negociações, tanto directas como indirectas. Não é razoável continuar com as negociações, depois deste crime que excedeu todos os limites”.
Israel ataca navio turco com ajuda internacional a Gaza
da euronews
Uma operação sangrenta que causou dois mortos e mais de 30 feridos
Até ao momento ainda não foram identificadas as nacionalidades dos activistas abatidos mas as autoridades turcas condenaram ja este bombardeamento atraves do ministro dos negocios estrangeiros.
Também na madrugada do ultimo sabado seis ataques foram lançados pela aviação israelita na Faixa de Gaza, sem causar vítimas
Os aparelhos visaram a parte sul da Faixa de Gaza, perto de Rafah e da fronteira egípcia. Um sexto ataque aconteceu num bairro situado a leste da cidade palestiniana
Revendo a história, a razão está com os palestinos – Por Antonio Barreto
do portal do CEBRAPAZ
Síntese da história da Palestina e da luta do seu povo que nos últimos 50 anos viu sua pátria ser invadida e dominada pelo império colonial Israel/Estados Unidos.
A questão palestina precisa ser entendida não apenas pelas pendências religiosas e limites territoriais geográficos, mas principalmente pela trajetória histórica do seu povo. Vista por esse ângulo, caem por terra todas as justificativas israelenses para a invasão do território e o massacre dos palestinos.
Com 27 mil quilômetros quadrados incrustados no cruzamento de três continentes – Europa, Ásia e África – a Palestina é um ponto estratégico do ponto de vista militar, comercial e político.
Apesar de vários povos terem passado pela Palestina em seus 10 mil anos de história, apenas três povos se destacaram nessa região e deixaram as marcas da sua cultura. Foram os cananeus, os filisteus e os israelitas.
Os cananeus são os mais antigos na Palestina, tendo ali se instalado há cerca de 3.000 anos a..C. Foram eles que deram ao país o nome histórico de “terra de Canaã”. Entre suas cidades, encontra-se Jerusalém, nascida há 1800 a.C.
Os israelitas que vagaram pelo deserto depois do seu êxodo do Egito, chegaram à parte oriental de Canaã cerca de 1.200 a.C. e iniciaram o processo de colonização com as 12 tribos de Israel, unidas por Saul que fundou o primeiro reino israelita na Palestina em 1030 a.C., que durou até 587 a.C., quando o reino de Judá foi destruído pelos babilônios. A partir daí, sai de cena o governo israelita na Palestina, situação essa que durou até meados do século XX. Continue lendo
Campo de concentração, sim
Peru: congresso apenas suspende lei que gerou protesto
do portal vermelho
O Congresso do Peru aprovou, nesta quarta-feira (10), por maioria, a suspensão por 90 dias de um dos controvertidos decretos do governo, que permitia a exploração dos recursos naturais na região amazônica do país. Populações indígenas locais manifestavam pela revogação dessas leis quando, na última sexta-feira (05), um violento confronto com a polícia terminou em diversas mortes.
A votação pela suspensão do decreto 1.090 aconteceu durante uma sessão extraordinária do Congresso, composto apenas por uma câmara. A iniciativa obteve 57 votos a favor, 47 contra e uma abstenção. A decisão representa uma solução intermediária, voltada para abrir um canal de diálogo em meio ao conflito, que começou em 9 de abril passado e teve seu ápice na última sexta-feira.
Na ocasião, um violento confronto foi deflagrado quando forças oficiais desocuparam a estrada Fernando Belaunde Terry, bloqueada havia mais de dez dias por indígenas. Segundo o governo peruano, 24 policiais perderam a vida, além de nove civis. As comunidades locais, porém, denunciam uma forte repressão que culminou em pelo menos 40 assassinatos e 100 desaparecimentos.
A votação no Congresso se deu sob protestos de legisladores de oposição e de um grupo de indígenas, que se mostraram insatisfeito com o resultado, já que o que vinham solicitando os indígenas era a derrubada definitiva dos decretos.
A decisão ocorreu na véspera de uma jornada nacional de protestos convocada para esta quita-feira pela Confederação Geral dos Trabalhadores do Peru (CGTP) e organizações amazônicas. A ideia é promover mobilizações em Lima e nas principais cidades do país.
O movimento protagonizado por cerca de 65 etnias de indígenas peruanos tem como motivo justamente derrubar os decretos aprovados pelo governo que permitem a exploração de madeira, minérios e hidrocarbonetos na zona.
Reposta do governo
Mais cedo, o presidente do Peru, Alan García, havia afirmado que seu governo não deve ceder às chantagens de ”pequenos grupos que não representam o que há de mais avançado no país”. Em declaração a jornalistas, ele disse: ”É importante escutar opiniões, mas o país não deve em nenhum caso ceder a chantagens nem a posicionamentos de força”.
”Um país que está caminhando bem, se se deixa vencer por pequenos grupos que não representam o que há de mais avançado, é uma nação que está condenada a estagnar-se ou retroceder”, completou.
García negou que seu gabinete esteja debilitado, após as críticas de opositores e sindicalistas – que denunciaram a ”má administração” frente aos prolongados protestos – e à renúncia da ministra da Mulher e Desenvolvimento Social, Carmen Vildoso.
Fontes da assessoria de Carmen disseram que a sua saída se deve à postura do governo diante do confronto com indígenas e à falta de autocrítica da gestão Alan García, que foi à televisão e aos jornais culpando os interesses externos de insuflar os manifestantes contra o país.
A campanha de televisão fala de ”22 humildes policiais assassinados de forma feroz e selvagem”, afirma que ”não houve conflitos” e que ”extremistas com ideologia estrangeira querem deter o Peru, querem nos impedir de desfrutar do nosso petróleo”.
”Não existe gabinete debilitado…as renúncias são simplesmente para nomear novos ministros e isso fortifica o gabinete”, disse García.
Segundo ele, o acontecido ”é um crime que não pode ser esquecido nem ficar impune”. Ele chamou de ”mártires” os policiais mortos e defendeu a decisão do governo de difundir fotografias dos cadáveres dos agentes em comerciais televisivos.
Com agências
Questão Palestina – Programa da rede tv educativa do Paraná
No dia 12 de abril, às 21h30, a rede pública Paraná Educativa, através do programa Brasil Nação, apresentou um excelente debate sobre a questão palestina.
Participantes do programa:
- Beto Almeida,
Jornalista e apresentador
-
Omar Nasser,
Jornalista e membro da Associação Beneficiente Muçulmana do Paraná (Editor do Jornal Assiráj)
-
Prof. Lejeune Mirhan,
Presidente do Sindicato dos Sociólogos do Estado de São Paulo – Sociólogo, Escritor, Arabista e Professor, Conselheiro do CEBRAPAZ (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz)
- José Reinaldo Carvalho,
Jornalista e diretor de comunicação do CEBRAPAZ (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz)
- Ualid Rabah ,
Membro da Federação Árabe Palestina do Brasil (FEPAL)
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5
Parte 6
Parte 7
Parte 8
Parte 9
Parte 10


