Iraque: o drama de uma ocupação

O PORTAL VERMELHO
por Lejeune Mirhan*

Há duas questões centrais para certa estabilização no Oriente Médio: a retirada das tropas de ocupação no Iraque e a paz na Palestina – paz justa e duradoura.

Militares

Militares americanos patrulham ruas de Bagdá

Claro que a questão global mesmo é que os árabes recuperem para si o controle de seus países e saiam completamente da órbita estadunidense, mas isso deve demorar ainda alguns anos. Por ora, queria tratar da ocupação do Iraque, que há tempos não abordo nesta coluna.

A retirada das tropas no Iraque

Já são duas semanas que as forças armadas dos Estados Unidos e da Inglaterra, deixaram o policiamento ostensivo nas ruas das cidades iraquianas. Uma leitura de outra forma pode ser entendida como recuo das tropas de ocupação ante a ofensiva do povo iraquiano contra as tropas invasoras. Fala-se na imprensa local e mundial que a forças policiais iraquianas, treinadas pelos EUA já estariam em condições de fazer esse trabalho. Na verdade não teem. No mesmo dia em que os americanos deixaram as ruas uma onda de atentados, matando quase duas centenas de pessoas , ocorreu no Iraque e vários deles eram soldados da ocupação.

Nesta semana a Grã Bretanha anuncia que retira, até sexta-feira dia 31 de julho, todas as suas tropas que ainda restaram no Iraque, no Sul do país, onde ficavam acantonadas próximas a uma cidade xiita chamada Basra. Chegaram a ter quatro mil soldados. Hoje restam apenas 400. Mas, mesmo esses poucos, segundo anunciou Gordon Brown, serão deslocados para o Kuwait. Os motivos da retirada não são tanto por convicção do governo inglês, mas pelo simples fato de que o parlamento britânico entrou em recesso sem ter votado a prorrogação da permanência das tropas. Continue lendo

Por Márcia Silva Postado em Iraque

Iraque ratifica prazos para retirada de tropas estadunidense, apesar de violência

pátria latina

Bagdá (Prensa Latina) Iraque ratificou nesta segunda (04) seu compromisso com os prazos para a retirada das tropas estadunidenses, apesar da crescente violência no país, cuja capital foi sacudida nesta segunda-feira por uma explosão que provocou sete vítimas.

O porta-voz do governo iraquiano, Ali al-Dabbagh, assegurou que no próximo 30 de junho os ocupantes norte-americanos sairão de todas as cidades e aldeias, em base ao controversial Acordo para o Status das Forças, subscrito em novembro de 2008.

Dito pacto contempla igualmente que no final de 2011 abandonem esta nação árabe todo o contingente ao serviço de Washington que liderou a invasão estrangeira, em março de 2003.

“Essas datas não podem ser extendidas e eles (os estadunidenses) estão por manter o processo de transição e traspasso de responsabilidades às forças de segurança iraquianas, de acordo ao que se lembrou nesse sentido”, declarou o porta-voz Al-Dabbagh.

Os comentários fizeram-se a raiz de que alguns comandantes norte-americanos e iraquianos têm insinuado que as tropas pudessem permanecer em áreas especialmente voláteis após junho, o qual recusam os opositores à ocupação estrangeira.

Outra preocupação é a persistencia da violência, basicamente em Mosul, a segunda cidade do país, e em Bagdá, a capital, lugares que contribuíram a maioria dos 355 mortos reportados pela polícia em abril passado como conseqüência de vários atentados com bombas.

Nesta segunda-feira, duas pessoas perderam a vida e outras cinco resultaram feridas em duas explosões, uma delas com um carro bomba, ocorridas antes do meio dia em um estacionamento do Ministério de Petróleos, oeste de Bagdá, segundo fontes de segurança.

Igualmente, outro artefato foi detonado contra um dos veículos de uma patrulha militar estadunidense na cidade xiita de Basora, o segundo feito desse tipo em menos de uma semana, ainda que sem causar vítimas nem danos de consideração.

No domingo, o comando militar dos Estados Unidos aqui confirmou que dois soldados pereceram e outros cinco sofreram lesões ao cair sob fogo de armas ligeiras em uma frente de combate no sul de Mosul, cabeceira da setentrional demarcação de Nínive.

Segundo as notícias, um homem vestido com uniforme do exército iraquiano abriu fogo contra as forças estrangeiras antes de ser abatido por efetivos regulares. Em base ao monitoreamento de autoridades estadunidenses, os recentes decesos elevaram a quatro mil 283 o número de soldados mortos desde março de 2003.

Por outro lado, militares subordinados a Washington informaram hoje da detenção de Nadhim Al-Jubouri, chefe dos paramilitares Conselhos Sahwa ou Acordar, milícias financiadas pelos Estados Unidos e o governo local para combater à resistência.

Al-Jubouri e seus dois irmãos caíram em uma redada conjunta iraquiana-estadunidense que os buscava por supostamente ter cometido atos terroristas, ao que parece em tempos em que os Conselhos Sahwa combatiam contra os ocupamtes estrangeiros (até 2006)
Texto: Prensa Latina / Postado em 05/05/2009 ás 01:00

Por Márcia Silva Postado em Iraque