Esta foto foi cedida por uma camarada do PCP ( partido Comunista Português), Isabel Lourenço, e compartilho com você pois retrata uma situação de exploração imperialista, onde pessoas são retiradas a força de sua pátria, no caso o Sahara Ocidental (abaixo do Marrocos) e acolhidas em acampamentos de refugiados (na Argélia) para que o capital possa agir de forma livre atendendo aos interesses dos mais poderosos, sem a menor preocupação com a vida humana.
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“A Festa que desenvolve a luta
Pela primeira vez em muitos anos não me pego reclamando que não fui a festa do avante, e hoje percebi que nem postei nada a respeito. Sabem o que significa? muito, mas muito trabalho, só isto justifica eu não comentar sobre uma festa que já há décadas torna, não só os camaradas do Partido Comunista Português mais felizes e unidos, como todos nós comunistas, que acreditamos que só com o fim desse modo de produçãõ em que estamos inseridos é que teremos condições de romper as amarras , tal qual fantoches, que nos impede de crescermos como humanos que somos e explorar todas nossas capacidades.
Espero estar presente a festa do avante de 2011, e quem sabe levar a” tiracolo” alguns camaradas daqui do Brasil. Sem dúvida é uma festa impar. Acabou ontem, mas até para desmontar tudo que é construído é uma festa.
Abaixo reproduzo matéria do jornal avante, que mostra o Secretário geral , Jerónimo de Sousa visitando as obras para o ínicio da festa.
No último fim-de-semana antes da abertura da 34.ª Festa do Avante!, o secretário-geral do PCP foi à Quinta da Atalaia saudar os construtores da maior iniciativa político-cultural nacional, lembrando que aquele é o espaço e o momento para aliar à Festa o desenvolvimento da luta e a afirmação do projecto comunista.
Quando Jerónimo de Sousa chegou à esplanada do bar de apoio já aquele espaço se encontrava completamente repleto de camaradas e amigos que, generosa e voluntariamente, iniciaram, manhã cedo, mais uma jornada de trabalho da Festa do Avante!.
O cenário repetia o que se havia passado ao longo dos últimos meses na Quinta da Atalaia. Militantes comunistas de todas as idades, trabalhadores e democratas que ainda não fizeram o caminho que os leva a assumir partido, ali estavam dizendo «presente!». Ali estavam dando o corpo ao manifesto como estiveram em tantos outros sábados, fins-de-semana inteiros, jornadas semanais e, até, períodos de férias especialmente reservados para contribuir na construção da iniciativa com maior índice de fraternidade por metro quadrado.
Na memória fica uma prática só possível de observar no grande colectivo que é o PCP. Operários e intelectuais, homens e mulheres, jovens e idosos, provenientes das zonas urbanas ou rurais, trabalharam lado a lado em cada uma das fases da implantação. Em cada uma delas – preparação do terreno; levantamento das estruturas; colocação das madeiras e toldos; fornecimento de água e electrificação dos pavilhões; pintura, decoração e colocação das exposições políticas –, os construtores da 34.ª Festa do Avante! mostraram uma outra forma de estar na vida e de encarar o presente e o futuro: valorizando quem trabalha e cria riqueza, passando saberes e experiências, resistindo e expressando solidariedade para com quem resiste, afirmando com alegria e confiança a luta contra a exploração como o caminho mais sólido na construção da política alternativa e do socialismo.
A participação de milhares de camaradas e amigos em milhares de horas de trabalho voluntário durante as jornadas de implantação confere à Festa do Avante! «uma carácter ímpar», faz dela um exemplo «praticamente único na Europa e no mundo» e reflecte o «grande colectivo partidário» que é o PCP, afirmou Jerónimo de Sousa na sua intervenção.
Mas, valorizando os que no terreno realizam sem complexos as mais diversas tarefas, «não seria justo esquecer os construtores que aqui não estão. Os camaradas que vendem a EP, organizam os transportes ou criam escalas de serviço para os dias da Festa», até porque, insistiu o Secretário-geral do Partido, «é tão valioso esse trabalho como este, aqui no terreno».
«E é por isso que nós temos um profundo orgulho em dizer que “não há Festa como esta”. Uma Festa que pela forma como é construída e realizada; pelo empenhamento e disponibilidade no quadro de uma sociedade onde os valores prevalecentes são o egoísmo, o individualismo, o salve-se quem puder, demonstra como queremos construir o nosso devir colectivo, o futuro do País, do povo e dos trabalhadores», continuou.
Irradiar os objectivos que nos animam
«Uma Festa que já vale só por este processo de construção e realização», frisou o dirigente comunista, mas que «é ainda um momento importante para irradiarmos os objectivos que nos animam no contexto de uma situação nacional tão complexa e perante a ofensiva em curso».
«Num quadro de retrocessos económicos, de aumento das injustiças e das desigualdades sociais, em que até a própria Constituição da República se encontra ameaçada por esta política de direita – encabeçada pelo PS com a cumplicidade do PSD –, a Festa é a força motriz que pode irradiar os nossos objectivos», é o espaço e o tempo ideais para «afirmarmos o nosso Partido e a alternativa que defendemos» e reforçarmos «a necessidade objectiva do desenvolvimento da luta contra esta situação», expressou Jerónimo de Sousa, obtendo como resposta da multidão um convicto «a luta continua».
«Até há partidos que vão denunciando a situação, que a vão caracterizando e analisando», prosseguiu, «mas só há um Partido que não se limita à denuncia e à proposta, mas que se empenha na luta mobilizando os trabalhadores e o nosso povo», concluiu.
Não dar tréguas
Antes de terminar a sua intervenção, o Secretário-geral do PCP deixou um apelo final aos construtores da Festa. «Não descansemos sobre o trabalho já realizado neste constante fazer e refazer. Ainda há muitas tarefas que exigem esta dimensão solidária», disse. «Vamos fazê-lo, vamos contribuir para que esta Festa do Avante! seja de novo um grande sucesso», respondendo com vigor militante aos que «com ódio não suportam o seu êxito, o seu conteúdo político-cultural, de convívio popular, de abertura democrática, e tudo farão para comprometer a Festa».
«Francisco, avança, com toda a confiança!»
Ponto alto da saudação de Jerónimo de Sousa aos construtores da 34.ª Festa do Avante foi, ainda, a referência às eleições presidenciais que se aproximam a passos largos.
A candidatura de Francisco Lopes, apresentada a poucos dias da abertura das portas da Quinta da Atalaia, «não é um acto próprio, mas uma decisão colectiva que terá tanto mais êxito quanto mais cedo se transformar na candidatura do grande colectivo partidário, que é preciso mobilizar. Este é um factor determinante», frisou.
«Andam já por aí a dizer que esta é uma candidatura que fecha, uma candidatura sectária», sublinhou ainda o Secretário-geral do Partido. «Mas haverá outra candidatura capaz de responder, em primeiro lugar, ao desenvolvimento da luta?», questionou.
«Não, só esta candidatura do PCP assumida pelo Francisco Lopes é capaz de responder aos anseios e aspirações do povo», sobretudo porque os trabalhadores nela encontram «uma candidatura que não está em cima do muro, que não dá tanto para aqui como para acolá, que não é ambígua nem roída por indefinições».
«Esta candidatura, patriótica e de esquerda, assumindo os valores de Abril, é aquela que dá garantias aos trabalhadores e aos democratas. É o voto certo e seguro na procura da ruptura e da mudança».
Por isso, «empenhemo-nos também nesta batalha sem a dissociar das tarefas centrais que estão colocadas aos trabalhadores e ao nosso povo – o desenvolvimento da luta, a afirmação do nosso ideal, do nosso projecto, a defesa dos valores consagrados na Constituição da República», pois será «pela luta concreta em defesa dos interesses dos trabalhadores; no combate ao desemprego e pelo emprego com direitos; na defesa dos salários, das reformas e pensões; na defesa do Serviço Nacional de Saúde, da educação, da escola pública e da segurança social, que podemos enfrentar este desafio com a confiança que nos caracteriza».
Se assim o fizermos, bem podemos afirmar nesta pré-campanha e na campanha das presidenciais, «Francisco avança, com toda a confiança», lembrou Jerónimo de Sousa
Samuel Pinheiro: A América do Sul (e o Brasil) em 2022
CONVITE.SEMINÁRIO SOBRE A REVISÃO DO TNP
Dirigentes do PCdoB recebem comunistas do PC do Japão
do portal do PCdoB
Conhecer melhor as experiências antiimperialistas latino-americanas para melhor implantá-las em seu país. Esse tem sido um dos principais objetivos do Partido Comunista do Japão. O país oriental concentra hoje o maior número de bases estadunidenses; são 90, com cerca de 40 mil soldados ao todo. Nesta quarta-feira (24), dois dirigentes japoneses visitaram a sede do PCdoB em São Paulo.
Kanda e Matsushima na sede do PCdoB
“Nosso partido tem prestado muita atenção ao que tem acontecido na América Latina, sobretudo no Brasil, porque os países da América Latina passaram por uma longa história de dominação dos Estados Unidos e nos últimos anos têm vivido um movimento independente de busca por um caminho próprio”, disse Yonezo Kanda, vice-diretor do Departamento Internacional do PCJ.
Acompanhado por Yoshisha Matsushima, membro do mesmo departamento, ele foi recebido por Ricardo Abreu “Alemão”, secretário de Relações Internacionais e Ronaldo Carmona, membro da SRI.
“Essa experiência é um exemplo para nós porque nosso país também é ocupado pelos EUA há muito tempo. Ou seja, também precisamos conquistar nossa autodeterminação, retirando os estadunidenses de nosso território”, completou Kanda.
Fundado também no ano de 1922, o PCJ tem hoje 400 mil membros e, nas eleições parlamentares de setembro de 2009 conseguiu 7,5% dos votos, ou 4,5 milhões do total, figurando hoje como o quarto partido mais importante do país.
Desde o final da Segunda Guerra, o Partido Liberal Democrata, conservador, estava no poder. A grave crise capitalista – que teve efeitos ainda mais nefastos sobre a economia japonesa – acabou ajudando a chegar ao poder o Partido Democrata que, embora seja originário de uma cisão do PLD, se propôs a fazer um governo diferente, inclusive tratando da retirada das bases estadunidenses.
“O novo governo continua sendo pró-EUA e pró-interesse dos grandes monopólios. Se continuar seguindo este caminho, não poderá fazer mudanças profundas em nosso país. Mas, essas mudanças nossa sociedade têm aberto mais espaço para que possamos introduzir algumas transformações, mesmo que pontuais”, disse Kanda. “Por isso, nos colocamos como um partido de oposição construtiva”, completou.
“A luta dos comunistas japoneses pela paz e contra as bases estadunidenses é muito importante; é um dos principais símbolos da luta antiimperialista. Valorizamos e nos solidarizamos com essa causa e com a atuação do PCJ em prol da autodeterminação de seu país”, finalizou Alemão.
Representante do TKP no Rio de Janeiro
Ontem passei um dia muio agradável. O repesentante do Partido comunista Turco , Yigit Günay, que veio para o congresso do PCdoB estava aqui no Rio de Janeiro e eu e Carlos fomos mostrar as belezas naturais de nossa cidade afinal, não é a toa que é conhecida como “CIDADE MARAVILHOSA”.
Pena que o tempo foi muito curto e o passeio se resumiu ao dia de ontem mas acho que o camarada Yigit gostou , pois é a primeira vez que vem ao Brasil.
Algumas fotos para registro.



O internacionalismo de massas na resistência ao imperialismo
Por José Reinaldo Carvalho*
Um dos aspectos fundamentais da atuação do PCdoB é a luta antiimperialista, essência de sua linha política. Mesmo quando estão na ordem do dia lutas estritamente internas – como a questão nacional, a ampliação da democracia, as melhorias sociais e os processos internos de reivindicação popular -, ainda que se analise o cenário apenas do ponto de vista brasileiro, a questão antiimperialista está presente. Isso porque não se pode conceber a questão nacional desligada de um sistema de dominação imperialista que foi montado secularmente no Brasil e cujo desmonte é uma obra que depende de medidas muito complexas resultantes de um processo revolucionário.
Ademais, a luta antiimperialista está intrinsecamente ligada ao combate cotidiano do povo brasileiro contra o sistema de dominação da grande burguesia monopolista e financeira, entrelaçadas com os potentados internacionais que tentam subjugar o país ou mantê-lo em sua órbita de poder geopolítico. Para as forças democráticas, patrióticas e populares brasileiras, isto significa que não há uma “muralha da China” a separar a questão nacional das questões democrática e social.
A luta contra sistema de dominação imperialista em nosso país só pode ser conduzida vitoriosamente se se tomar isto em consideração, pois esta consciência terá como corolário a fixação de alvos e tarefas ajustados à realidade, à correlação de forças, ao nível da batalha em suas distintas etapas. Não haverá fórmulas simples, mas a luta antiimperialista se favorecerá de formulações programáticas corretas, métodos amplos e políticas de alianças que correspondam ao propósito de unir, organizar e mobilizar ponderáveis forças sociais e políticas. Continue lendo
O eixo do caos – Emir Sader
da agência Carta maior
A exportação dos seus problemas é uma das características da estratégia imperial dos EUA. É o complemento indispensável da “missão civilizadora” que se atribui como potência pelo mundo afora. Não houvesse um mundo selvagem fora, não se poderia justificar a ação “civilizatória” que os EUA reivindicam.
Em janeiro de 2002, George W. Bush, então presidente dos EUA, anunciou a existência de um “eixo do mal”, que promoveria o terrorismo, os ajudaria a obter armas de destruição em massa, etc., etc. Três países seriam os membros mais importantes desse eixo: Irã, Iraque e Coréia do Norte. As duas “guerras infinitas” a que se meteu os EUA se fundavam nesse enfoque: invasões do Afeganistão e do Iraque.
Agora, sem que se tenha fechado esse período, os ideólogos da doutrinas das “guerras preventivas” apontam para um novo eixo: o “eixo do caos”. É o que anuncia Niall Ferguson, intelectual orgânico da estratégia norte-americana, na edição espanhola do Foreign Policy. Esse novo eixo contaria com “pelo menos nove membros e talvez mais”. Estariam unidos “pela perversidade de suas intenções assim como por sua instabilidade, que a crise financeira só faz piorar a cada dia”.
Segundo Ferguson, a “turbulência brutal” que caracterizaria o mundo atual teria três causas primárias: a desintegração étnica, a volatilidade econômica e o declínio dos impérios. No Oriente Médio os três fatores estaria fortemente concentrados, justificando, segundo ele, sua situação explosiva.
A revista seleciona três casos dessa lista “caótica”: Somália (“a anarquia interminável”), Rússia (“o novo estilo agressivo) e México (“as misérias causadas pela guerra do narcotráfico”). São três casos de uma lista de nove membros do suposto eixo do caos.
Gaza, a partir da frustrada ofensiva militar de Israel, viu piorar suas condições econômicas e sociais, ao mesmo tempo que fortaleceu o Hamas e enfraqueceu as forças consideradas moderadas – como o Fatah e o Egito, ao mesmo tempo que favoreciam a eleição de um governo de direita radical em Israel, dificultando mais ainda qualquer nova iniciativa de paz na região.
Claro que o Irã faz parte também desta lista, porque apoiaria às forças desestabilizadoras na região – Hezbolah no Libano, Hamas na Palestina -, possuindo armamento nuclear, enquanto sofre os efeitos da crise econômica internacional e da baixa do preço do petróleo.
O Afeganistão, evidentemente, seria outro pivô do eixo do caos, agora fazendo um casal inseparável com Paquistão. Os governos dos dois países estariam “entre os mais fracos que existem”, envolvidos entre taliban e armamento nuclear.
Outros membros do eixo seriam a Indonésia, a Turquia e a Tailândia, onde a crise exacerba os conflitos internos. Mas usar estes critérios permite estender a lista muito mais, então se fala da pirataria na Somália, na guerra na República Democrática do Congo, na violência em Darfur e em Zimbabwe. E se ameaça: “Não é arriscado dizer que a lista vai aumentar ainda este ano.” O diagnóstico remeteria a três fatores, que se articulariam entre si: “a volatilidade econômica, mais a desintegração étnica, mais um império em declive: a combinação mais letal que existe em geopolítica.” O que apontaria para o inicio de uma “era do caos”.
Os casos escolhidos servem como exemplos. A Somália seria “o lugar mais perigoso do mundo”, um “Estado governado pela anarquia, um cemitério de fracassos em política exterior que só conheceu seis meses de paz nos últimos vinte anos”, onde “o caos interminável do país ameaça devorar toda uma região.”
Na Rússia, “Putin baseou seu apoio popular em um Estado autoritário que fez crescer as rendas mais altas e devolveu à Rússia o orgulho de grande potência. Mas a crise está ameaçando tudo. E o que se avizinha pode ser pior.” Já o México estaria em um “estado de guerra”, em que os narcotraficantes “se converteram em uma autêntica insurgência. Só no ano passado a violência cobrou mais vidas do que estadunidenses mortos no Iraque. E o fim parece próximo.”
Da mesma forma que ocorria quando se anunciou “o eixo do mal”, nenhum diagnóstico global para definir o que tem a ver a globalização, a dominação imperial estadunidense, os modelos econômicos neoliberais tem a ver com isso. Se naturaliza o caos. Ele não seria uma das conseqüências da “ordem global”, da “ordem imperial”, da “ordem estadunidense” no mundo.
O terror se combatia com “guerras infinitas”. E esse suposto “caos”, quando os centros do sistema, eles mesmos, geram caos, insegurança, instabilidade, miséria, concentração ainda maior de pode e riqueza, industrias bélicas em crescente expansão? Somente outra ordem, outro mundo, pode diagnosticar e superar o caos – tanto nas periferias, quanto nos centros agonizantes do sistema financeiro global.
Frase de Álvaro Cunhal
” Por isso, quando se fala hoje do movimento comunista internacional, não se pode, como em tempos se fez, colocar uma fronteira entre partidos comunistas e quaisquer outros partidos revolucionários. O movimento comunista passou a ter em movimento uma nova composição e novos limites” .