Wikileaks: EUA foram informados por Israel sobre operação militar em Gaza

do site opera mundi

21/01/2011 – 14:43 | Daniella Cambaúva | Redação

Documentos diplomáticos dos EUA divulgados pelo Wikileaks mostram que o país foi informado pelo governo israelense sobre a operação “Chumbo Fundido”, investida militar na Faixa de Gaza, em 2008, que deixou mais de 1,4 mil palestinos mortos.

Os despachos, enviados pelo consulado norte-americano em Jerusalém e pelas embaixadas em Tel Aviv e Cairo, revelam também que, após o início dos ataques, realizados entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009, os EUA sabiam das mortes de civis.

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Entre os despachos, quase diários, revelados por um site de notícias independente dos EUA, o tenente-general Gabi Ashkenazi, Chefe das Forças Armadas de Israel, revela a uma delegação chefiada pelo democrata Ike Skelton, relatada por um funcionário da embaixada norte-americana em Tel Aviv, que o objetivo de Israel era travar uma “guerra de grande escala no Oriente Médio”.

“A ameaça de disparos de foguetes contra Israel é mais grave do que nunca. É por isso que Israel atribui tanta importância à defesa anti-mísseis”, acrescentou o militar em 17 de dezembro de 2008, explicando que o planejamento da ação militar havia começado seis meses antes, enquanto ainda se falava em renovar o cessar-fogo com o grupo islâmico Hamas, que controla Gaza.

Bloqueio a Gaza

Durante um almoço na mesma semana, Ashkenazi defendeu o bloqueio israelense na Faixa de Gaza para evitar que países como o Irã pudessem fornecer foguetes aos palestinos. Em 2008, militantes do Hamas lançaram mais de 1,7 mil foguetes e morteiros contra Israel – o dobro em relação a anos anteriores.

Nas mensagens enviadas em dezembro, quando a operação militar estava no início, o funcionário diplomático em Tel Aviv mencionou uma “crescente pressão sobre Israel” para que respondesse aos foguetes atirados pelos palestinos.

Os ataques aos territórios palestinos começaram no dia 27 de dezembro de 2008, dias após o o fim do cessar-fogo. Como Israel não suspendeu o bloqueio à Faixa de Gaza e não cessou os ataques ao território palestino, membros do movimento islâmico anunciaram o encerramento oficial da trégua e começaram a lançar foguetes caseiros em direção ao sul do território palestino.

Mortes de civis

Nos despachos do início de janeiro de 2009, diplomatas dos EUA mencionam as cidades de Gaza e de Rafah, na fronteira com o Egito, como alvo de disparos israelenses, incluindo hospitais, mesquitas e escolas. A única mensagem que faz alusão à morte de civis palestinos foi enviada pela diplomacia norte-americana no dia 2 de janeiro. “Enfatizando nossa preocupação com o bem-estar de civis palestinos inocentes e da disponibilidade dos EUA para fornecer ajuda humanitária de emergência”, diz o documento.

Na noite do dia 3 de janeiro de 2009, começou a ofensiva por terra, com tropas e tanques israelenses entrando no território palestino. No dia 17 de janeiro, o primeiro-ministro israelense Ehud Olmert anunciou uma trégua unilateral e o Hamas também anunciou um cessar-fogo imediato. Em 21 de janeiro, Israel completou a retirada de suas tropas da Faixa de Gaza

Petição contra a NATO e a cimeira

do jornal avante

 
Em debate amanhã no Parlamento
 A petição promovida pela Campanha «Paz Sim! NATO Não», e que foi subscrita por 13 mil pessoas, é discutida amanhã no plenário da Assembleia da República. O debate terá início às 10 horas.

No documento exige-se a retirada das forças portuguesas envolvidas em missões militares da NATO; o fim das bases militares estrangeiras e das instalações da NATO em território nacional; a recusa da militarização da União Europeia, que a transforma no pilar europeu da NATO; e a efectiva realização de uma política externa portuguesa em consonância com os princípios consagrados na Constituição da República Portuguesa e na Carta das Nações Unidas, incluindo a promoção de iniciativas em prol do desarmamento e da dissolução dos blocos político-militares.

A petição aborda ainda a preocupação dos seus promotores quanto aos objectivos da cimeira que a NATO realiza em Portugal em Novembro, nomeadamente a revisão do seu conceito estratégico no sentido de «alargar o seu campo de actuação geográfica, como já sucede nos Balcãs, no Afeganistão e no Paquistão e os pretextos de intervenção». A realização desta cimeira em Portugal significa, acrescentam, a «confirmação do envolvimento do País nos propósitos militaristas deste bloco político-militar, que constituem uma ameaça à paz e à segurança internacional».

O debate parlamentar desta petição é uma oportunidade para que se perceba as concepções dos partidos com representação parlamentar em questões tão fundamentais como a paz, o desarmamento e o respeito pela soberania dos povos.

PCdoB apoia Venezuela e defende a paz na América do Sul

do site do porta vermelho

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) divulgou nota neste sábado em apoio à República Bolivariana da Venezuela, em vista dos últimos acontecimentos entre o país e a Colômbia. A Venezuela cortou as relações com o vizinho sul-americano, cujo governo insiste em acusar a república bolivariana de abrigar guerrilheiros das Farc em seu território, acirrando as tensões na região.

Leia abaixo a íntegra da nota:

Diante dos recentes acontecimentos que envolveram a República Bolivariana da Venezuela e a Colômbia, o Partido Comunista do Brasil denuncia as agressões do governo colombiano e manifesta seu firme apoio ao presidente Hugo Chávez e à República Bolivariana da Venezuela.

As últimas semanas foram marcadas por gestos da parte do presidente Hugo Chávez na busca de entendimento com o país vizinho, o que incluía a possibilidade de participar da posse de seu novo presidente Juan Manuel Santos, no início de agosto. No entanto, o governo do ultradireitista Álvaro Uribe, em seus últimos dias de mandato, faz perigosas provocações para ampliar a tensão e criar obstáculos para a normalização das relações entre os dois países.

As acusações do governo Uribe são mais um pretexto para agredir e ameaçar a Venezuela. O conflito interno colombiano é utilizado pelos EUA no intuito de combater as forças revolucionárias e democráticas e os governos progressistas da América do Sul. Nesse sentido, o governo Uribe assume, na prática, o papel de instrumento do imperialismo estadunidense no continente.

Coincidentemente, os ataques do governo Uribe à Venezuela ocorrem durante as campanhas eleitorais no Brasil e na própria pátria de Bolívar. O mesmo discurso do embaixador colombiano na OEA foi repetido nos últimos dias pela candidatura de José Serra, no Brasil, e pela direita venezuelana, e orquestrado pela mídia monopolista e por todas as forças reacionárias da América Latina. Faz-se necessária uma ampla e contundente condenação dos povos latino-americanos à ação da ultradireita em nosso continente.

O Partido Comunista do Brasil defende que a saída para a crise deve se dar no âmbito dos espaços de articulação soberana dos países sul americanos, como são a União de Nações Sul Americanas (Unasul) e o Conselho Sulamericano de Defesa.

Em defesa da paz , da unidade e da emancipação latino- americana.

Renato Rabelo
Presidente Nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)

Ricardo Alemão Abreu
Secretário de Relações Internacionais do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)

Ameaça de Guerra: Coreia do Norte Ameaça Responder às Manobras dos EUA

do blog defesa Brasil

Mídia : O Globo

Data : 23/07/2010

Coreia do Norte ameaça ‘resposta física’ a exercício dos EUA

Por Andrew Quinn e Ambika Ahuja

HANÓI (Reuters) — A secretária de Estados dos EUA, Hillary Clinton, fez um apelo nesta sexta-feira para que a Ásia implemente sanções duras contra a Coreia do Norte, que respondeu ameaçando uma “resposta física” aos planos de Washington de realizar exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul.

Falando em Hanói sobre o principal diálogo de segurança Ásia-Pacífico, Hillary também pediu que os vizinhos de Mianmar pressionem o regime militar do país na direção de reformas democráticas. Ela também afirmou que a Ásia tem de se juntar à comunidade global ao mandar um “sinal claro” para o Irã para que o país reduza suas ambições nucleares.

“Uma das medidas da força de uma comunidade de nações é como respondemos a ameaças para seus membros, vizinhos e região”, disse Hillary aos 27 membros do fórum regional ASEAN, que inclui as potências regionais China, Japão e Rússia, além dos EUA, da União Europeia e do Canadá.

Na quarta-feira, Hillary anunciou novas sanções contra a Coreia do Norte, que Washington e Seul responsabilizam pelo naufrágio de um navio de guerra sul-coreano, que matou 46 pessoas e aumentou as tensões em torno do programa nuclear de Pyongyang.

Um diplomata norte-coreano disse que as sanções e os planos para a realização de manobras militares conjuntas entre EUA e Coreia do Sul terá uma “resposta física”.

“Haverá resposta física aos passos impostos pelos Estados Unidos militarmente”, disse Ri Tong-il, integrante da delegação norte-coreana no fórum de segurança à repórteres. Segundo ele, os exercícios militares violam a soberania norte-coreana.

(Reportagem adicional de Kiyoshi Takenaka em Tóquio)

Nosso Comentário:

Ameaça de Guerra: Coreia do Norte Ameaça Responder às Manobras dos EUA

Além da escalada na América do Sul e de um possível ataque ao Irã, os EUA também precisavam mexer com mais uma colméia de abelhas perigosas por seu fanatismo, as da Coreia do Norte.

Vemos que o negócio de Hillary Clinton é apresentar mais sanções contra os inimigos principais do Império: Irã e Coreia do Norte. Parece que os EUA estão tão bem em sua economia que planejam abrir novas frentes simultâneas de guerra pelo mundo.

Por incrível que possa parecer, quem mais deve temer essas aventuras trilionárias dos beligerantes americanos são os chineses, os quais detêm mais de US$ 2 trilhões em títulos da dívida externa americana. Até quando suportarão este jogo ultra arriscado?

Coreia do Norte exige cancelamento de exercícios militares dos EUA – 22/07/2010:

Parallel Parking an Aircraft Carrier – 23/07/2010:

Cenas do CVN 73 USS George Washington chegando à cidade de Busan, Coreia do Sul,em 21 de julho de 2010, para os exercícios navais com a Marinha da Coreia do Sul.

Roberto Silva

Irã , a guerra de Obama

do site correio da cidadania

Irã, a guerra de Obama
Escrito por Atilio A. Boron   
23-Jul-2010
 Amitai Eztioni é um dos sociólogos mais influentes do mundo. Nascido na Alemanha e emigrado a Israel nos anos fundacionais deste Estado, radicou-se tempo depois nos EUA, onde iniciou uma longa carreira acadêmica que o levou a transitar por várias das mais prestigiosas universidades do país: Berkeley, Columbia, Harvard, até culminar nos últimos anos em Washington D.C. como professor de Relações Internacionais da Universidade George Washington (GWU). Mas suas atividades não se limitaram a claustros universitários: foi um permanente homem de consulta de diversos presidentes norte-americanos, especialmente James Carter e Bill Clinton. E desde o 11 de setembro, com o auge do belicismo, sua voz ressoou com crescente força no establishment estadunidense. Há poucos dias ofereceu um novo exemplo disso.

 Incondicional apologista do Estado de Israel, acaba de publicar na Military Review, uma revista especializada do Exército dos Estados Unidos, um artigo que põe em evidência o “clima de opinião” que prevalece na direita norte-americana, no complexo militar-industrial e nos mais altos escalões da administração, muito especialmente no Pentágono. O título do artigo diz tudo: “Um Irã com armas nucleares pode ser dissuadido?” A resposta, folga esclarecer, é negativa. Tal publicação não poderia chegar em momento mais oportuno para os guerreiristas estadunidenses, quando reiteradas informações – silenciadas pela imprensa que se autodenomina ‘livre’ ou ‘independente’ – falam do deslocamento de navios de guerra norte-americanos e israelenses através do Canal de Suez e em direção ao Irã, o que faz temer pela iminência de uma guerra.

 Em várias de suas últimas “Reflexões”, o Comandante Fidel Castro havia advertido, com sua habitual lucidez, sobre as sombrias implicações da escalada desatada por Washington contra os iranianos, cuja pauta não difere em seu caráter anedótico daquela utilizada para justificar a agressão ao Iraque: assédio diplomático, denúncias à ONU, sanções cada vez mais rigorosas do Conselho de Segurança, “desobediência” de Teerã e o inevitável desenlace militar.

 As sombrias previsões do Comandante parecem otimistas em relação ao que propõe este tenebroso ideólogo dos falcões norte-americanos. Em uma entrevista concedida na terça-feira passada a Natasha Mozgovaya, correspondente do jornal israelense Haaretz nos EUA, Etzioni ratifica o que foi expressado na Military Review, a saber: o Irã pretende construir um arsenal nuclear e isso é inaceitável. A única opção é um exemplar ataque militar e é preferível desatá-lo um mês antes e não dez dias depois de que o satanizado Irã disponha da bomba atômica.

 Em seu artigo, o professor da GWU insiste em assinalar que qualquer outra alternativa deve ser descartada: a diplomacia fracassou; as sanções da ONU carecem de eficácia; bombardear as instalações nucleares não mudaria muito as coisas porque, segundo declarações do Secretário de Defesa Robert Gates, só se conseguiria atrasar o avanço do projeto atômico iraniano por três anos; e, por último, a dissuasão não funciona com “atores não racionais” como o atual governo do Irã, dominado pelo irracionalismo fundamentalista que contrasta com a moderação e racionalidade de governantes israelenses que assassinam ativistas humanitários em pleno Mediterrâneo. Por conseguinte, a única coisa realmente eficaz é destruir a infra-estrutura do Irã a fim de impossibilitar a continuidade de seu programa nuclear.

 Esse ataque, agrega, “poderia ser interpretado por Teerã como uma declaração de guerra total”, mas como as tentativas de diálogo ensaiadas por Obama fracassaram é urgente e imprescindível adotar medidas drásticas se os EUA não quiserem perder seu predomínio no Oriente Médio para o país persa. Por suas grandes reservas petrolíferas – superadas somente pelas da Arábia Saudita e Canadá e muito superiores às do Iraque, Kuwait e Emirados Árabes – o Irã excita a ânsia de rapinagem do imperialismo norte-americano, que com 3% da população mundial consome 25% da produção global de petróleo.

 Além do mais, não há que se esquecer que a guerra é o principal negócio do complexo militar-industrial, de modo que para sustentar seus lucros é preciso utilizar e destruir aviões, foguetes, helicópteros etc. Assim, a diabólica dupla formada pela “guerra preventiva” e a “guerra infinita” continua desabalada em seu curso, agora sob a presidência de um Prêmio Nobel da Paz, cujo servilismo a interesses tão obscuros unido à sua falta de coragem para honrar tal distinção coloca a humanidade à beira de um abismo.

 Atilio A. Boron é diretor do PLED, Programa Latinoamericano de Educación a Distancia em Ciências Sociais, Buenos Aires, Argentina.  

Website: http://www.atilioboron.com/.

 Traduzido por Gabriel Brito, jornalista.

Irã pede novamente aos EUA que cesse apoio ao terrorismo

do site prensa latina

 
20 de julio de 2010, 09:31Teerã, 20 jul (Prensa Latina) Irã pediu novamente hoje aos Estados Unidos e aos países europeus que cessem o apoio ao terrorismo, uma prática que -assegurou- contradiz os próprios princípios que defendem aqueles que se autoproclamam defensores da paz.

  O porta-voz do Ministério iraniano de Relações Exteriores, Ramin Mehmanparast, aconselhou as potências ocidentais dizendo que é “melhor deixarem de respaldar os terroristas, em vez de lhes dar proteção em seus territórios e os fortalecer”.

Durante seu habitual briefing semanal com a imprensa creditada em Teerã, o porta-voz reiterou as acusações do presidente Mahmoud Ahmadinejad e de outras autoridades persas sobre a responsabilidade de Washington e seus aliados no duplo atentado de Zahedan.

Ahmadinejad, o líder supremo do Irã, ayatolah Ali Khamenei, e o titular do parlamento, Ali Larijani, afirmaram que os Estados Unidos promoveu e realizou os bombardeios, tendo em conta seus velhos vínculos com o grupo radical sunita Jundullah, que reivindicou o ataque.

Na quinta-feira passada morreram 27 pessoas e outras 270 ficaram feridas pela detonação de duas bombas em frente à Grande Mesquita de Zahedan, capital da província de Sistan-Baluchestan, fronteiriça com o Paquistão e Afeganistão.

A referida milícia é uma das mais ativas que opera a partir do Paquistão para desestabilizar o Irã com apoio de militares norte-americanos e da Agência Central de Inteligência (CIA), segundo confissões de seus próprios líderes e documentos do governo iraniano.

Apesar da Casa Branca negar esses vínculos, Abdolmalek Rigi, líder de Jundullah executado em junho passado, reconheceu que tinha recebido financiamento do governo estadunidense e, de fato, foi capturado em fevereiro depois de se reunir em Dubai com agentes da CIA.

Mehmanparast desafiou as nações ocidentais a explicarem por que fornecem assistência financeira, logística e treinamento a grupos terroristas como Jundullah (Soldados de Deus), se dizem que realmente se opõem ao terrorismo.

Depois de definir a República Islâmica como a maior vítima do terrorismo, o porta-voz da chancelaria opinou que se necessita de um “sério trabalho” para erradicar esse flagelo e o extremismo, e para isso estão em marcha conversas com o Paquistão, afirmou.

Recordou que Teerã exortou em várias ocasiões Islamabab a tomar medidas para impedir a entrada neste país persa de irregulares armados com a missão de executar ataques violentos.

mv/ucl/es

Modificado el ( martes, 20 de julio de 2010 )

Capital investe milhões contra a Venezuela

do blog tirem as mãos da Venezuela

Relatório da FRIDE confirma

A grande burguesia internacional investe milhões de dólares contra a revolução bolivariana, revela o relatório de um instituto com sede no Estado Espanhol.

Os dados apurados pela advogada e investigadora Eva Golinger mostram que nos últimos oito anos o grande capital já canalizou para as mãos dos grupos contra-revolucionários venezuelanos cerca de 50 milhões de dólares.

Em artigo recentemente publicado, Golinger escalpeliza as informações constantes num relatório da Fundação para as Relações Internacionais e o Diálogo Exterior (FRIDE). No texto, admite-se que a assistência política e financeira prestada a partidos venezuelanos como o Primero Justicia, Un Nuevo Tiempo e Copei iniciou-se em 2002, isto é, após a derrota do golpe de Estado que tentou arredar Hugo Chávez da presidencia da República substituindo-o pelo testa-de-ferro dos patrões venezuelanos, Manuel Rosales.

No documento, o executivo bolivariano é classificado como «autoritário», «ditatorial» e «violador dos direitos humanos», palavreado que serve para justificar o apoio aos referidos grupos com o fim de «restaurar a democracia».

O Instituto FRIDE de Espanha confirma ainda que a «assistência» é prestada por um conjunto de agências internacionais, com a norte-americana National Endowment for Democracy (NED) a assumir um papel de destaque.

Mais se explica que devido aos «perigos» que enfrentam os grupos venezuelanos bafejados pela «ajuda», foi constituída uma rede de organizações internacionais sediadas, por exemplo, no Canadá, em Espanha e na Alemanha, através das quais se procura ocultar o rasto dos fundos.

Muitas das organizações venezuelanas que recebem as quantias, na prática, não existem, sendo apenas um nome, uma fachada através das quais o dinheiro é canalizado para os partidos políticos, explica Eva Golinger.

Áreas de influência

No artigo, a investigadora sintetiza as áreas de influência das agências envolvidas neste processo contra-revolucionário. A Development Alternatives Inc (DAI) entrega dinheiro a ONG’s para formar e descobrir «líderes políticos», apoiar «movimentos estudantis», campanhas mediáticas e «assuntos sociais», área em que a NED também actua financiando temas como a «democracia» ou a «liberdade de expressão».

Do âmbito dos «direitos humanos» ocupa-se a Freedom House, ao passo que a Pan-American Development Foundation (PADF) trata do «fortalecimento da sociedade civil».

O National Democratic Institute (NDI) e o International Republican Institute (IRI) entregam somas directamente aos já citados partidos Copei, Primero Justicia e Un Nuevo Tiempo, e a Open Society Institute ocupa-se da promoção de organizações com foco eleitoral, desde a publicação de pesquisas e estudos de opinião, à monitorização de sufrágios.

Milhões em 2010

A campanha que desde 2002 se desenvolve prevê, para 2010, um «orçamento» de 6 milhões de dólares, diz Golinger, distribuídos «generosamente» pela United States Agency for International Development (USAID), NED, Carter Center, IRI, NDI, Freedom House, PADF e OSI.

Esta última, propriedade do especulador George Soros, ficou conhecida por financiar as chamadas «revoluções coloridas» na Sérvia, Ucrânia ou Georgia.

Direitos humanos?

A promoção dos «direitos humanos» é um dos argumentos da campanha suja movida pela grande burguesia nacional e estrangeira através das suas agências. Antes do início do processo bolivariano, pouco ou nada se falava de direitos humanos na Venezuela. Tudo era aparentemente democrático, aberto, livre e assegurado. Tudo natural como o ar que se respira.

A realidade das profundas transformações que ocorrem actualmente na Venezuela e as conquistas revolucionárias mostram, no entanto, todos os dias, que não era assim. Um simples exemplo ilustra tal facto.

Uma das chamadas Metas do Milénio definidas pelas Nações Unidas é garantir o acesso da esmagadora maioria da população a água potável. Somente em 2006, e por iniciativa do governo bolivariano liderado por Hugo Chávez, a Venezuela alcançou esse objectivo.

A semana passada, o ministro do Poder Popular para o Ambiente anunciou que, neste momento, já 96 por cento do povo venezuelano tem garantido o acesso a água potável em sua casa.

Um humano direito conquistado pela revolução bolivariana que nada interessa ao grande capital multinacional.

Fonte: Jornal Avante

Quem pode deter Israel

do site outraspalavras

 Quem pode deter Israel

Por Robert Fisk, no The Independent | Tradução: Caia Fittipaldi, de Vila Vudu

Israel perdeu? As guerras de Gaza em 2008-09 (com 1,3 mil mortos) e do Líbano, em 2006 (com 1.006 mortos); todas as outras guerras; e, agora, a matança da madrugada de segunda-feira significam que o mundo decidiu rejeitar os atos de Telavive? Não se deve esperar tanto. Mas algo novo certamente aconteceu.

Basta ler a desfibrada declaração da Casa Branca – segundo a qual o governo Obama estaria “trabalhando para entender as circunstâncias que cercam a tragédia”. Condenação? Nem uma palavra. E pronto. Nove mortos. Mais uma estatística, na matança no Oriente Médio.

Não: não é só mais uma estatística.

Em 1948, nossos políticos – norte-americanos e britânicos – estabeleceram uma ponte aérea para abastecer Berlim. Uma população faminta (nossos inimigos, havia apenas três anos) estava cercados por um exército brutal, os russos, que havia sitiado a cidade. O levante do cerco de Berlim foi um dos momentos altos da Guerra Fria. Nossos soldados e aviadores arriscaram e deram a vida por aqueles alemães mortos de fome.

Parece incrível, não é? Naqueles dias, nossos políticos decidiam; muitas vezes decidiram salvar vidas. O primeiro-ministro bitânico, Clement Attlee, e o presidente dos EUA, Harry Truman, sabiam que Berlim importava, tanto em termos morais e humanos quanto em termos políticos.

Hoje é gente comum quem decide viajar até Gaza. Europeus, norte-americanos, sobreviventes do Holocausto. Viajaram porque seus políticos e governantes os abandonaram. Falharam. Fracassaram.

Onde estavam os políticos e governantes na madrugada da segunda-feira? OK, ok, apareceram o ridículo Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, a declaração patética da Casa Branca e o caríssimo Tony Blair, com cara de “profunda lástima e choque ante a tragédia de tantas mortes”. Mas… E o premiê britânico, James Cameron? E o ministro Nick Clegg, seu pareceiro de coligação?

Em 1948, claro, teriam ignorado os palestinos, não resta dúvida. Há aí, afinal, uma terrível ironia: o levante do cerco de Berlim coincidiu exatamente com a destruição da Palestina árabe.

Mas é fato irrecusável de que a multidão — gente comum, ativistas, deem-lhes o nome que quiserem — é hoje quem toma as decisões que mudam o curso dos acontecimentos. Nossos políticos são desfibrados, sem espinha dorsal, covardes demais, para decidir as decisões que salvam vidas. Por que? Como chegamos a isso? Por que, ontem, não se ouviu palavra saída da boca de Cameron e Clegg (dentre outros, claro)?

Claro, também, sim, que se fossem outros europeus (ora essa! Os turcos são europeus, não são?) os metralhados naqueles barcos, por outro exército árabe (ora essa! O exército de Israel é exército árabe!), então, sim, haveria ondas e ondas de indignação e ultraje.

E o que tudo isso diz sobre Israel? A Turquia não é aliada muito próxima de Israel? E, de Israel, os turcos recebem o que receberam? Hoje, o único aliado que restava a Israel, no mundo muçulmano, fala de “massacre” – e Israel parece não dar qualquer importância ao que diga a Turquia.

Israel tampouco deu qualquer importância quando Londres e Canberra expulsaram os diplomatas israelenses, depois de Israel forjar passaportes britânicos e australianos, para, com eles, perpetrar o assassinato do comandante Mahmoud al-Mabhouh do Hamás. Tampouco deu qualquer importância aos EUA e ao mundo, quando anunciaram a construção de novas colônias exclusivas para judeus em terra ocupada em Jerusalém Leste, durante visita de Joe Biden, vice-presidente dos EUA, aliado-supremo de Israel. Se Israel não deu qualquer importância a esses aliados, por que daria alguma importância a alguém, hoje?

Como chegamos a esse ponto? Talvez porque já nos tenhamos habituado a ver israelenses matando árabes; talvez os próprios israelenses tenham-se viciado em matar árabes, até cansarem. Agora, matam turcos. E europeus.

Alguma coisa mudou no Oriente Médio, nas últimas 24 horas – e os israelenses, se se considera a resposta política extraordinariamente estúpida, pós-matança, não dão qualquer sinal de ter percebido a mudança. O que mudou é que o mundo, afinal, cansou-se das matanças israelenses. Só os políticos ocidentais não têm o que dizer, hoje. Só eles estão calados.

Ventos de guerra imperialista

do jornal avante

RPD da Coreia sob ameaça norte-americana
OS EUA colocaram as suas forças armadas de prontidão para um possível conflito com a RPD da Coreia, respondendo, assim, ao suposto afundamento de um vaso de guerra sul-coreano por parte da Coreia do Norte. Os norte-coreanos defendem que as provas apresentadas são falsas e exigem que os seus inspectores tenham acesso a elas.

Num comunicado divulgado pela agências de notícias KCNA, o ministro das Forças Armadas da República Popular Democrática da Coreia (RPDC) exigiu que a equipa de Pyongyang tenha acesso aos elementos recolhidos pela homóloga de Seul.
Este é um factor decisivo para que o mais grave incidente dos últimos anos entre as duas nações não degenere numa guerra, mas o governo sul-coreano rejeita a monitorização das alegadas provas que, supostamente, confirmam o envolvimento da Coreia do Norte no afundamento da corveta Cheonan. No passado dia 26 de Março, o vaso de guerra explodiu no Mar Oeste da península coreana provocando a morte a 46 marinheiros.
Neste contexto, o governo norte-coreano acusa os vizinhos do Sul de má-fé e de levarem a cabo não uma investigação às causas do incidente mas uma campanha de provocação. Desde o início que a Coreia do Sul acusa a RPDC do naufrágio do Cheonan, sublinha o executivo norte-coreano, para quem, o não recebimento do seu grupo de inspectores não apenas viola o acordo de não-agressão entre as duas nações, como adensa as dúvidas sobre a objectividade dos exames periciais sul-coreanos.
As únicas provas conhecidas publicamente são alguns pedaços de ferro e alumínio recolhidas pela Coreia do Sul, materiais que Pyongyang pretende analisar.
A escalada da tensão já motivou o cancelamento da cooperação multilateral e dos canais de diálogo entre os dois países.Semear o conflito

Face à situação na Península Coreana, o presidente dos EUA, Barack Obama, ordenou, segunda-feira, às forças armadas do país que estivessem prontas para um conflito no Extremo Oriente. Segundo informou o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, Obama apoia vigorosamente os planos do presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, de retaliação contra o vizinho do Norte.
Evidentemente, o discurso da Casa Branca é o da «prontidão para responder a futuras agressões», mas a verdade é que não existem provas inequívocas de que a Coreia do Norte tenha atacado um navio da marinha de guerra sul-coreano.
Mais, foram os EUA e a Coreia do Sul que anunciaram, terça-feira, por intermédio do porta-voz do Departamento da Defesa norte-americano, Bryan Whitman, o início de manobras militares na região, decisão que em nada contribui para a resolução pacífica do diferendo.
Acresce que, para além do contingente que os norte-americanos mantêm na Coreia do Sul – quase 30 mil soldados e vários vasos de guerra incluindo sbmarinos nucleares –, no campo diplomático Washington dá mostras de desejar uma guerra contra a Coreia do Norte.
A secretária de Estado Hillary Clinton encontra-se em visita oficial a Pequim acompanhada pelo chefe da região militar do Pacífico, Robert Willard, e nas declarações proferidas, antes e depois de chegar ao território, o tom ameaçador é claro. «Haverá consequências», disse a responsável na sequência das insídias lançadas pelos sul-coreanos, e pediu mesmo uma «resposta internacional» ao problema.
Antes de viajar para a China, Clinton, ladeada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros do Japão, já havia afirmado que as provas do afundamento do Cheonan por parte da RPDC «são arrasadoras» e qualificou imediatamente o acto como «de agressão».

Serra tira os sapatinhos para os EUA

do blog do Altamiro Borges

O presidenciável demotucano José Serra vai aos poucos soltando suas asinhas. Quando sua pré-candidatura foi oficializada, no início de abril, ele se fingiu de bonzinho. Evitando se confrontar com a alta popularidade do presidente Lula, afirmou que manteria o que há de positivo no atual governo e lançou o bordão adocicado “O Brasil pode mais” – que logo foi encampado pela TV Globo numa desastrada propaganda subliminar. Mas o “Serrinha paz e amor” não se sustenta. É pura estratégia eleitoral, coisa de marqueteiro esperto para embalar um produto falsificado.

Na semana passada, num evento com empresários de Minas Gerais, José Serra começou a fazer a demarcação dos projetos em disputa da eleição de outubro. Ele criticou o Plano de Aceleração do Crescimento, o que reforça a confissão à revista Veja do presidente do PSDB, Sérgio Guerra, de que o PAC será extinto. Também afirmou que irá “rever o papel” do BNDES. O que chamou a atenção no seu discurso, porém, foi o ataque ao Mercosul. Para ele, o bloco regional “atrapalha as relações comerciais do Brasil”. O discurso deve ter agradado aos seus amos dos EUA.

“Alinhamento automático” com o império

De há muito que a política externa do presidente Lula, mais altiva e ativa na defesa da soberania nacional, é motivo de duras críticas da oposição neoliberal-conservadora. Os demotucanos nunca engoliram a prioridade dada ao Mercosul e à integração regional; tentaram sabotar o ingresso da Venezuela no bloco regional e são inimigos declarados dos governos progressistas da região; não se pronunciaram contra o golpe militar em Honduras, mas condenaram o governo por dar abrigo ao presidente deposto. Para eles, como revela José Serra, a integração latino-americana atrapalha.

Presença nauseante nos telejornais da Globo e nas páginas dos jornalões e revistonas direitistas, os embaixadores tucanos Celso Lafer, Rubens Barbosa e Luiz Felipe Lampreia sempre pregaram o retorno à política de FHC do “alinhamento automático” com os EUA. No episódio recente da ameaça do governo Lula de retaliar produtos ianques em oposição ao seu protecionismo, alguns deles saíram em defesa dos EUA. Eles temem qualquer postura mais soberana diante do império. São contra a política de diversificação comercial do Brasil, contra a ênfase nas relações Sul-Sul.

Complexo de vira-lata dos demotucanos

Este é o time do candidato José Serra. Essa é a sua orientação para a política externa. Na prática, a oposição neoliberal-conservadora sonha com o retorno ao “alinhamento automático”. Mercosul e outras iniciativas visando quebrar o unilateralismo imperial seriam enterradas com a eleição do demotucano. O Brasil regrediria para o triste período de FHC, de total subserviência às potências capitalistas – do complexo de “vira-lata”. Serra tenta se afastar da imagem desgastada de FHC, mas sua política externa seria idêntica – não como farsa, mas como tragédia no mundo atual.

Para entender o que representaria este retrocesso vale a pena ler o livro “As relações perigosas: Brasil-Estados Unidos (de Collor a Lula, 1990-2004)”, do renomado historiador Luiz Alberto Moniz Bandeira. Ele comprova, como farta documentação, como a política externa regrediu nos oito anos de reinado de FHC. Neste período nefasto, o país só não aderiu ao tratado neocolonial dos EUA, a Área de Livre Comércio das Américas (Alca), devido à reação da sociedade. Esta resistência também evitou que Alcântara, no Maranhão, virasse uma base militar ianque.

Tratamento humilhante para o Brasil

Entre outros casos vexatórios da política de FHC, Moniz Bandeira relata a sumária exoneração do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (IPRI) do Itamaraty, por este ter alertado o governo para os graves riscos da Alca. Cita a atitude acovardada do ex-ministro Celso Lafer diante das pressões dos EUA para afastar o embaixador brasileiro José Maurício Bustani da direção da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), ligada à ONU, por este ter tentado evitar a guerra genocida no Iraque. Lembra ainda os discursos do ex-ministro de FHC propondo a participação do Brasil no genocídio no Iraque com base no draconiano Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR).

O ápice dessa postura subserviente se deu quando o diplomata aceitou tirar seus sapatinhos nos aeroportos dos EUA. “Em 31 de janeiro de 2002, Celso Lafer, ministro das Relações Exteriores do Brasil, sujeitou-se a tirar os sapatos e ficar descalço, a fim de ser revistado por seguranças do aeroporto, ao desembarcar em Miami. Esse desaire, ele novamente aceitou antes de tomar o avião para Washington, e mais uma vez desrespeitou a si próprio e desonrou não apenas o cargo de ministro, como também o governo ao qual servia. E, ao desembarcar em Nova York, voltou a tirar os sapatos, submetendo-se, pela terceira vez, ao mesmo tratamento humilhante”.

Subserviência ou soberania nacional?

Com base nas suas pesquisas, Moniz Bandeira garante que a eleição de Lula deu início a uma guinada na política externa, retomando a trajetória seguida por Vargas e outros nacionalistas. Ele lembra os discursos do então candidato contra a Alca, a indicação de Celso Amorim e de Samuel Pinheiro para o seu Ministério de Relações Exteriores, a prioridade às negociações do Mercosul, os esforços para a construção de um bloco regional sul-americano e a frenética investida na diversificação das relações com outros países em desenvolvimento – como China, Índia e Rússia. Cita ainda os duros discursos contra a ocupação do Iraque e o veto à base ianque em Alcântara.

Para o autor, após a longa fase de subserviência ao império, as relações do Brasil com os EUA voltaram a ficar tensas. Ele registra os vários discursos hidrófobos da direita estadunidense e não descarta manobras ardilosas e violentas para sabotar o atual projeto de autonomia nacional. Mas se mostra confiante na habilidade e ousadia da atual equipe do Itamaraty. Reproduzindo artigo do jornal O Globo, ele afirma que “há tempos (Celso Amorim) avisou a embaixadora dos EUA que não há força no mundo capaz de fazê-lo tirar os sapatos durante a revista de segurança dos aeroportos americanos. ‘Vou preso, mas não tiro o sapato’”. Conforme indica Moniz Bandeira, este é o dilema do Brasil na atualidade: subserviência ou soberania nacional?

Informações sobre a saúde dos prisioneiros políticos Saharaui em greve de fome

Enviado por Emiliano Gómez – Frente Posário

*71.081 FIRMAS EN AMNISTIA INTERNACIONAL POR LOS DEFENSORES SAHARAUIS DE DERECHOS HUMANOS. Firmar aquí

 
PÚBLICO – MADRID – 21/04/2010 – La vida del activista saharaui Ali Salem Tamek se apaga por momentos. Inició una huelga de hambre hace 34 días y desde hace tres está hospitalizado y se teme por su vida, según fuentes cercanas. El 8 de octubre de 2009, Tamek fue arrestado junto a otros seis activistas que regresaban de un viaje a los campos de refugiados en Tinduf (Argelia) nada más aterrizar en Casablanca.

Allí se reunieron con familiares a los que llevaban décadas sin ver, pero las autoridades marroquíes les acusaron “de atentar contra la seguridad de la nación” y les encarcelaron.

En un futuro inmediato podrían ser llevados ante un tribunal militar y ser condenados a muerte. Pero pasa el tiempo y su fecha de juicio sigue sin fijarse. Por eso, el mes pasado, hartos de estar en la versión marroquí del limbo decidieron iniciar una protesta definitiva: estarían en huelga de hambre hasta que fueran juzgados o puestos en libertad.

Complicaciones médicas

Desde entonces ha pasado más de un mes y han logrado que otros 30 presos saharauis se hayan unido a su huelga añadiendo la petición de mejoras en sus condiciones carcelarias.

“Todos tienen problemas para moverse y van en silla de ruedas. Han perdido entre 7 y 14 kilos en la última semana. Son comunes los dolores estomacales, de articulaciones, las fiebres y las alteraciones en el ritmo cardiaco”, informó a Público desde Marruecos el allegado de uno de los huelguistas.

Las autoridades marroquíes les acusan de “atentar contra la seguridad de la nación”
La situación de Tamek, de 36 años, es especialmente delicada porque su cuerpo está ya muy debilitado por las 21 huelgas de hambre previas y las duras condiciones de las cárceles marroquíes. Sufre complicaciones gastrointestinales, asma y reuma.

Su compañero Brahim Dahan, otro de los defensores de derechos humanos más conocidos del Sáhara Occidental, padece una grave úlcera.

Pese a todo, han decidido llevar su protesta hasta las última consecuencias. “Se sienten bien moralmente al tratarse de una lucha justa y legal y no tienen miedo a que les trate un tribunal militar porque tienen la conciencia tranquila. Creen que son ahora los marroquíes los que tienen miedo”, dice el allegado entrevistado.

También cuentan que los médicos que les atienden intentan quitar importancia a los problemas de salud que padecen, ya que los atribuyen “a que tienen hambre”, añade.

El Frente Polisario cree que el Gobierno marroquí ha cambiado de estrategia y ahora aplica un nuevo castigo por temor a que más presos en sus cárceles se sumen a la huelga de hambre.

Su delegado en España, Bucharaya Beyún, denunció ayer que los últimos grupos que han regresado desde Tinduf “no han sido detenidos al aterrizar en Casablanca como el Grupo de los siete, pero en cambio han sufrido palizas a su llegada a El Aaiún”.

Así sucedió, según Beyún, con el grupo que llegó el mes pasado, formado por 12 personas, y el de la semana pasada, de 16 integrantes. Beyún teme que los 10 saharauis que salieron ayer rumbo a Tinduf desde Casablanca sean represaliados del mismo modo.

Piden un juicio con garantías

“Lo único que piden es un juicio con garantías o que les pongan en libertad”, cuenta el delegado del Frente Polisario. “Llevan más de seis meses detenidos esperando juicio”, añade. “El que peor está es Ali Salem Tamek, que ya lleva tres días en el hospital”, confirma Beyún.

Pela abolição das armas nucleares!

do jornal Avante

por Pedro Guerreiro
Com a aproximação da Conferência do Tratado sobre a não proliferação das armas nucleares (TNP), que se reunirá sob os auspícios da ONU, em Nova Iorque, de 3 a 28 de Maio, os EUA ensaiam o que podemos apontar como uma grande manobra, tentando escamotear que, no fundamental, procuram afinar a táctica para melhor continuar a sua estratégia.
O significado do acordo para a redução do número de ogivas nucleares entre os EUA e a Federação Russa, embora positivo se vier a ser efectivamente aplicado, não deverá ser descontextualizado dos seus pressupostos (a necessidade estratégica, as questões de segurança e os custos de manutenção que são colocados por vastos arsenais nucleares, recursos que poderiam ser usados para outros fins), do seu real alcance e da situação internacional em que tem lugar, caracterizada pela ofensiva imperialista.As declarações de Robert Gates, secretário da Defesa dos EUA, no preciso momento em que anunciava este novo tratado, são clarificadoras. Gates assegura que o arsenal nuclear continua a ser um pilar para os EUA e que a redução do número de ogivas não coloca em causa o poder da sua «tríade nuclear», isto é, das suas forças nucleares estratégicas (bombardeiros, submarinos e mísseis). Mais, Gates sublinha que o presente acordo com a Federação Russa em nada impedirá os EUA de desenvolver e instalar novos sistemas de mísseis ou de reforçar em milhões de dólares o orçamento para as infra-estruturas nucleares de modo a manter intacto todo o seu potencial de utilização.
Deve ainda ser dada a devida atenção à anunciada revisão da estratégia nuclear norte-americana – o único país a ter utilizado a arma nuclear, em 1945, em Hiroshima e Nagasaki -, por exemplo, quanto à justificação da manutenção, à modernização, ao desenvolvimento e à definição das circunstâncias do recurso às armas nucleares (nomeadamente a doutrina de «primeiro ataque nuclear») e se, como é alertado, esta é acompanhada por «um maior papel das armas convencionais de dissuasão».O secretário-geral da NATO, Rasmussen, também não deixa o mal por mãos alheias. Antecipando a cimeira ministerial que se realizará dias 22 e 23 de Abril, na Estónia, Rasmussen declara que a NATO deverá (re)afirmar no seu «novo» conceito estratégico que continuará baseada em capacidades convencionais e nucleares (!), incluindo o desenvolvimento de um sistema míssil (que já dá os primeiros passos no Mediterrâneo, na Roménia e na Bulgária).Depois de clarificado o real (e delimitado) alcance do actual acordo de redução dnúmero de armas estratégicas nucleares, compreende-se melhor as intenções expressas pela secretária de Estado Hillary Clinton, quando declara que os EUA «aparecem agora com mais credibilidade» (?) para, por exemplo, melhor poderem exercer pressão sobre o Irão. É pois brandindo novos passos na escalada contra o Irão, com a tentativa de imposição de novas sanções a este país, que a Administração norte-americana promove a realização de uma «cimeira sobre segurança nuclear», dias 12 e 13 de Abril, em Washington, que antecipa a Conferência das Nações Unidas, prevista para Maio (que procurará condicionar, centrando na não proliferação e secundarizando o desarmamento nuclear, previsto no TNP).
É pois de redobrada importância a exigência de uma efectiva política de desarmamento que, entre outros aspectos, assegure a não ameaça ou utilização das armas nucleares, que impulsione a plena e global aplicação do TNP e de outros tratados pertinentes – designadamente pelas potências nucleares -, que promova a segurança e a desmilitarização das relações internacionais, a abolição e destruição de todas as armas nucleares e uma política global de desarmamento.

Cinco motivos para a soberania argentina sobre as Malvinas

do portal vermelho

O anúncio dos trabalhos de prospecção petrolífera inglesa na placa continental das Ilhas Malvinas reacendeu o debate sobre a posse do arquipélago. O Reino Unido recusa-se a negociar com os argentinos e, apesar de descartar um conflito armado, a presidente argentina Cristina Kirchner busca o apoio internacional para pressionar a Grã-Bretanha.

Por Cláudia Macedo, em Opera Mundi
Trinta e dois países da América Latina e do Caribe, inclusive o Brasil, apóiam o país vizinho. Há diversos motivos para que a Argentina recupere a soberania sobre a região. Para resumir as razões pelas quais os argentinos têm direito sobre o território, seguem cinco argumentos:

1 – É inadmissível haver, nos dias de hoje, um território colonial. O arquipélago malvino, chamado pelos ingleses de Falkland Islands, não é mais do que a negação do direito soberano de um povo. Quando a Inglaterra se apossou das ilhas, em 1833, a Argentina era um país recém-independente. Não tinha como enfrentar um Estado tão poderoso, ainda mais por haver uma dependência econômica em relação a ele. Contudo, desde a ocupação inglesa, o vizinho sul-americano, sistematicamente, reivindicou seus direitos sobre o território.

Alega-se que, devido ao princípio de autodeterminação dos povos, os habitantes do local deveriam escolher a que país ficar atrelados. Tenta-se demonstrar que a Inglaterra está no seu direito, apoiada pelo povo, e a Argentina tem pretensões expansionistas. Contudo, os ingleses, desde a ocupação à força, enviaram colonos para povoar as terras, negaram-se ao longo dos anos a dialogar e, dessa forma, puderam cada vez mais utilizar o argumento que compete a eles governar a região, visto que os habitantes assim o querem. É uma inversão de papéis.

Com todos os avanços promovidos na década de 1960, como os movimentos de independência das nações africanas, a consolidação internacional do princípio da não intervenção e o crescimento da participação das nações menos desenvolvidas nas instituições internacionais, como é possível ainda existirem colônias no mundo? Continue lendo