do site prensa latina
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Ameaça de Guerra: Coreia do Norte Ameaça Responder às Manobras dos EUA
do blog defesa Brasil
Data : 23/07/2010
Coreia do Norte ameaça ‘resposta física’ a exercício dos EUA
Por Andrew Quinn e Ambika Ahuja
HANÓI (Reuters) — A secretária de Estados dos EUA, Hillary Clinton, fez um apelo nesta sexta-feira para que a Ásia implemente sanções duras contra a Coreia do Norte, que respondeu ameaçando uma “resposta física” aos planos de Washington de realizar exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul.
Falando em Hanói sobre o principal diálogo de segurança Ásia-Pacífico, Hillary também pediu que os vizinhos de Mianmar pressionem o regime militar do país na direção de reformas democráticas. Ela também afirmou que a Ásia tem de se juntar à comunidade global ao mandar um “sinal claro” para o Irã para que o país reduza suas ambições nucleares.
“Uma das medidas da força de uma comunidade de nações é como respondemos a ameaças para seus membros, vizinhos e região”, disse Hillary aos 27 membros do fórum regional ASEAN, que inclui as potências regionais China, Japão e Rússia, além dos EUA, da União Europeia e do Canadá.
Na quarta-feira, Hillary anunciou novas sanções contra a Coreia do Norte, que Washington e Seul responsabilizam pelo naufrágio de um navio de guerra sul-coreano, que matou 46 pessoas e aumentou as tensões em torno do programa nuclear de Pyongyang.
Um diplomata norte-coreano disse que as sanções e os planos para a realização de manobras militares conjuntas entre EUA e Coreia do Sul terá uma “resposta física”.
“Haverá resposta física aos passos impostos pelos Estados Unidos militarmente”, disse Ri Tong-il, integrante da delegação norte-coreana no fórum de segurança à repórteres. Segundo ele, os exercícios militares violam a soberania norte-coreana.
(Reportagem adicional de Kiyoshi Takenaka em Tóquio)
Nosso Comentário:
Ameaça de Guerra: Coreia do Norte Ameaça Responder às Manobras dos EUA
Além da escalada na América do Sul e de um possível ataque ao Irã, os EUA também precisavam mexer com mais uma colméia de abelhas perigosas por seu fanatismo, as da Coreia do Norte.
Vemos que o negócio de Hillary Clinton é apresentar mais sanções contra os inimigos principais do Império: Irã e Coreia do Norte. Parece que os EUA estão tão bem em sua economia que planejam abrir novas frentes simultâneas de guerra pelo mundo.
Por incrível que possa parecer, quem mais deve temer essas aventuras trilionárias dos beligerantes americanos são os chineses, os quais detêm mais de US$ 2 trilhões em títulos da dívida externa americana. Até quando suportarão este jogo ultra arriscado?
Coreia do Norte exige cancelamento de exercícios militares dos EUA – 22/07/2010:
Parallel Parking an Aircraft Carrier – 23/07/2010:
Cenas do CVN 73 USS George Washington chegando à cidade de Busan, Coreia do Sul,em 21 de julho de 2010, para os exercícios navais com a Marinha da Coreia do Sul.
Roberto Silva
Irã pede novamente aos EUA que cesse apoio ao terrorismo
do site prensa latina
EUA: ESTADOS UNIDOS DA AGRESSÃO
Ventos de guerra imperialista
| RPD da Coreia sob ameaça norte-americana |
| OS EUA colocaram as suas forças armadas de prontidão para um possível conflito com a RPD da Coreia, respondendo, assim, ao suposto afundamento de um vaso de guerra sul-coreano por parte da Coreia do Norte. Os norte-coreanos defendem que as provas apresentadas são falsas e exigem que os seus inspectores tenham acesso a elas. Num comunicado divulgado pela agências de notícias KCNA, o ministro das Forças Armadas da República Popular Democrática da Coreia (RPDC) exigiu que a equipa de Pyongyang tenha acesso aos elementos recolhidos pela homóloga de Seul. Este é um factor decisivo para que o mais grave incidente dos últimos anos entre as duas nações não degenere numa guerra, mas o governo sul-coreano rejeita a monitorização das alegadas provas que, supostamente, confirmam o envolvimento da Coreia do Norte no afundamento da corveta Cheonan. No passado dia 26 de Março, o vaso de guerra explodiu no Mar Oeste da península coreana provocando a morte a 46 marinheiros. Neste contexto, o governo norte-coreano acusa os vizinhos do Sul de má-fé e de levarem a cabo não uma investigação às causas do incidente mas uma campanha de provocação. Desde o início que a Coreia do Sul acusa a RPDC do naufrágio do Cheonan, sublinha o executivo norte-coreano, para quem, o não recebimento do seu grupo de inspectores não apenas viola o acordo de não-agressão entre as duas nações, como adensa as dúvidas sobre a objectividade dos exames periciais sul-coreanos. As únicas provas conhecidas publicamente são alguns pedaços de ferro e alumínio recolhidas pela Coreia do Sul, materiais que Pyongyang pretende analisar. A escalada da tensão já motivou o cancelamento da cooperação multilateral e dos canais de diálogo entre os dois países.Semear o conflito Face à situação na Península Coreana, o presidente dos EUA, Barack Obama, ordenou, segunda-feira, às forças armadas do país que estivessem prontas para um conflito no Extremo Oriente. Segundo informou o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, Obama apoia vigorosamente os planos do presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, de retaliação contra o vizinho do Norte. |
Serra tira os sapatinhos para os EUA
O presidenciável demotucano José Serra vai aos poucos soltando suas asinhas. Quando sua pré-candidatura foi oficializada, no início de abril, ele se fingiu de bonzinho. Evitando se confrontar com a alta popularidade do presidente Lula, afirmou que manteria o que há de positivo no atual governo e lançou o bordão adocicado “O Brasil pode mais” – que logo foi encampado pela TV Globo numa desastrada propaganda subliminar. Mas o “Serrinha paz e amor” não se sustenta. É pura estratégia eleitoral, coisa de marqueteiro esperto para embalar um produto falsificado.
Na semana passada, num evento com empresários de Minas Gerais, José Serra começou a fazer a demarcação dos projetos em disputa da eleição de outubro. Ele criticou o Plano de Aceleração do Crescimento, o que reforça a confissão à revista Veja do presidente do PSDB, Sérgio Guerra, de que o PAC será extinto. Também afirmou que irá “rever o papel” do BNDES. O que chamou a atenção no seu discurso, porém, foi o ataque ao Mercosul. Para ele, o bloco regional “atrapalha as relações comerciais do Brasil”. O discurso deve ter agradado aos seus amos dos EUA.
“Alinhamento automático” com o império
De há muito que a política externa do presidente Lula, mais altiva e ativa na defesa da soberania nacional, é motivo de duras críticas da oposição neoliberal-conservadora. Os demotucanos nunca engoliram a prioridade dada ao Mercosul e à integração regional; tentaram sabotar o ingresso da Venezuela no bloco regional e são inimigos declarados dos governos progressistas da região; não se pronunciaram contra o golpe militar em Honduras, mas condenaram o governo por dar abrigo ao presidente deposto. Para eles, como revela José Serra, a integração latino-americana atrapalha.
Presença nauseante nos telejornais da Globo e nas páginas dos jornalões e revistonas direitistas, os embaixadores tucanos Celso Lafer, Rubens Barbosa e Luiz Felipe Lampreia sempre pregaram o retorno à política de FHC do “alinhamento automático” com os EUA. No episódio recente da ameaça do governo Lula de retaliar produtos ianques em oposição ao seu protecionismo, alguns deles saíram em defesa dos EUA. Eles temem qualquer postura mais soberana diante do império. São contra a política de diversificação comercial do Brasil, contra a ênfase nas relações Sul-Sul.
Complexo de vira-lata dos demotucanos
Este é o time do candidato José Serra. Essa é a sua orientação para a política externa. Na prática, a oposição neoliberal-conservadora sonha com o retorno ao “alinhamento automático”. Mercosul e outras iniciativas visando quebrar o unilateralismo imperial seriam enterradas com a eleição do demotucano. O Brasil regrediria para o triste período de FHC, de total subserviência às potências capitalistas – do complexo de “vira-lata”. Serra tenta se afastar da imagem desgastada de FHC, mas sua política externa seria idêntica – não como farsa, mas como tragédia no mundo atual.
Para entender o que representaria este retrocesso vale a pena ler o livro “As relações perigosas: Brasil-Estados Unidos (de Collor a Lula, 1990-2004)”, do renomado historiador Luiz Alberto Moniz Bandeira. Ele comprova, como farta documentação, como a política externa regrediu nos oito anos de reinado de FHC. Neste período nefasto, o país só não aderiu ao tratado neocolonial dos EUA, a Área de Livre Comércio das Américas (Alca), devido à reação da sociedade. Esta resistência também evitou que Alcântara, no Maranhão, virasse uma base militar ianque.
Tratamento humilhante para o Brasil
Entre outros casos vexatórios da política de FHC, Moniz Bandeira relata a sumária exoneração do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (IPRI) do Itamaraty, por este ter alertado o governo para os graves riscos da Alca. Cita a atitude acovardada do ex-ministro Celso Lafer diante das pressões dos EUA para afastar o embaixador brasileiro José Maurício Bustani da direção da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), ligada à ONU, por este ter tentado evitar a guerra genocida no Iraque. Lembra ainda os discursos do ex-ministro de FHC propondo a participação do Brasil no genocídio no Iraque com base no draconiano Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR).
O ápice dessa postura subserviente se deu quando o diplomata aceitou tirar seus sapatinhos nos aeroportos dos EUA. “Em 31 de janeiro de 2002, Celso Lafer, ministro das Relações Exteriores do Brasil, sujeitou-se a tirar os sapatos e ficar descalço, a fim de ser revistado por seguranças do aeroporto, ao desembarcar em Miami. Esse desaire, ele novamente aceitou antes de tomar o avião para Washington, e mais uma vez desrespeitou a si próprio e desonrou não apenas o cargo de ministro, como também o governo ao qual servia. E, ao desembarcar em Nova York, voltou a tirar os sapatos, submetendo-se, pela terceira vez, ao mesmo tratamento humilhante”.
Subserviência ou soberania nacional?
Com base nas suas pesquisas, Moniz Bandeira garante que a eleição de Lula deu início a uma guinada na política externa, retomando a trajetória seguida por Vargas e outros nacionalistas. Ele lembra os discursos do então candidato contra a Alca, a indicação de Celso Amorim e de Samuel Pinheiro para o seu Ministério de Relações Exteriores, a prioridade às negociações do Mercosul, os esforços para a construção de um bloco regional sul-americano e a frenética investida na diversificação das relações com outros países em desenvolvimento – como China, Índia e Rússia. Cita ainda os duros discursos contra a ocupação do Iraque e o veto à base ianque em Alcântara.
Para o autor, após a longa fase de subserviência ao império, as relações do Brasil com os EUA voltaram a ficar tensas. Ele registra os vários discursos hidrófobos da direita estadunidense e não descarta manobras ardilosas e violentas para sabotar o atual projeto de autonomia nacional. Mas se mostra confiante na habilidade e ousadia da atual equipe do Itamaraty. Reproduzindo artigo do jornal O Globo, ele afirma que “há tempos (Celso Amorim) avisou a embaixadora dos EUA que não há força no mundo capaz de fazê-lo tirar os sapatos durante a revista de segurança dos aeroportos americanos. ‘Vou preso, mas não tiro o sapato’”. Conforme indica Moniz Bandeira, este é o dilema do Brasil na atualidade: subserviência ou soberania nacional?
Pela abolição das armas nucleares!
| por Pedro Guerreiro |
| Com a aproximação da Conferência do Tratado sobre a não proliferação das armas nucleares (TNP), que se reunirá sob os auspícios da ONU, em Nova Iorque, de 3 a 28 de Maio, os EUA ensaiam o que podemos apontar como uma grande manobra, tentando escamotear que, no fundamental, procuram afinar a táctica para melhor continuar a sua estratégia. O significado do acordo para a redução do número de ogivas nucleares entre os EUA e a Federação Russa, embora positivo se vier a ser efectivamente aplicado, não deverá ser descontextualizado dos seus pressupostos (a necessidade estratégica, as questões de segurança e os custos de manutenção que são colocados por vastos arsenais nucleares, recursos que poderiam ser usados para outros fins), do seu real alcance e da situação internacional em que tem lugar, caracterizada pela ofensiva imperialista.As declarações de Robert Gates, secretário da Defesa dos EUA, no preciso momento em que anunciava este novo tratado, são clarificadoras. Gates assegura que o arsenal nuclear continua a ser um pilar para os EUA e que a redução do número de ogivas não coloca em causa o poder da sua «tríade nuclear», isto é, das suas forças nucleares estratégicas (bombardeiros, submarinos e mísseis). Mais, Gates sublinha que o presente acordo com a Federação Russa em nada impedirá os EUA de desenvolver e instalar novos sistemas de mísseis ou de reforçar em milhões de dólares o orçamento para as infra-estruturas nucleares de modo a manter intacto todo o seu potencial de utilização. Deve ainda ser dada a devida atenção à anunciada revisão da estratégia nuclear norte-americana – o único país a ter utilizado a arma nuclear, em 1945, em Hiroshima e Nagasaki -, por exemplo, quanto à justificação da manutenção, à modernização, ao desenvolvimento e à definição das circunstâncias do recurso às armas nucleares (nomeadamente a doutrina de «primeiro ataque nuclear») e se, como é alertado, esta é acompanhada por «um maior papel das armas convencionais de dissuasão».O secretário-geral da NATO, Rasmussen, também não deixa o mal por mãos alheias. Antecipando a cimeira ministerial que se realizará dias 22 e 23 de Abril, na Estónia, Rasmussen declara que a NATO deverá (re)afirmar no seu «novo» conceito estratégico que continuará baseada em capacidades convencionais e nucleares (!), incluindo o desenvolvimento de um sistema míssil (que já dá os primeiros passos no Mediterrâneo, na Roménia e na Bulgária).Depois de clarificado o real (e delimitado) alcance do actual acordo de redução dnúmero de armas estratégicas nucleares, compreende-se melhor as intenções expressas pela secretária de Estado Hillary Clinton, quando declara que os EUA «aparecem agora com mais credibilidade» (?) para, por exemplo, melhor poderem exercer pressão sobre o Irão. É pois brandindo novos passos na escalada contra o Irão, com a tentativa de imposição de novas sanções a este país, que a Administração norte-americana promove a realização de uma «cimeira sobre segurança nuclear», dias 12 e 13 de Abril, em Washington, que antecipa a Conferência das Nações Unidas, prevista para Maio (que procurará condicionar, centrando na não proliferação e secundarizando o desarmamento nuclear, previsto no TNP). É pois de redobrada importância a exigência de uma efectiva política de desarmamento que, entre outros aspectos, assegure a não ameaça ou utilização das armas nucleares, que impulsione a plena e global aplicação do TNP e de outros tratados pertinentes – designadamente pelas potências nucleares -, que promova a segurança e a desmilitarização das relações internacionais, a abolição e destruição de todas as armas nucleares e uma política global de desarmamento. |
Urânio empobrecido: Um crime de guerra dentro de uma guerra criminosa
do sit
e Pátria Latina
Bombardeio de Bagda
Por William Bowles
Como se destruir um país e a sua cultura não fosse suficientemente mau, o que dizer acerca da destruição do seu futuro, dos seus filhos? Quero bradar isto de cima dos telhados! Somos cúmplices em crimes de tamanha enormidade que acho difícil encontrar as palavras para descrever o que sinto acerca deste crime cometido em meu nome! Em nome do mundo “civilizado”? “Esqueça-se do petróleo, da ocupação, do terrorismo ou mesmo da Al-Qaeda. O perigo real para os iraquianos destes dias é câncer. O câncer está a propagar-se rapidamente no Iraque. Milhares de bebês estão a nascer com deformidades. Os médicos dizem que estão a lutar para enfrentar o aumento do câncer e dos defeitos natos, especialmente em cidades sujeitas a pesado bombardeamento americano e britânico”. — Jalal Ghazi, para New America Media Segundo Dahr Jamail, “Os militares americanos e britânicos utilizaram mais de 1700 toneladas de urânio empobrecido (depleted uranium, DU) no Iraque durante a invasão de 2003 (Jane’s Defence News, 4/2/04) acima da 320 toneladas utilizadas na Guerra do Golfo de 1991 (Inter Press Service, 3/25/03). Literalmente, todas as pessoas com quem falei no Iraque durante os meus nove meses de reportagem ali sabem de alguém que sofre ou morreu de câncer. (…) Ghazi cobriu Faluja, a qual absorveu a carga de duas maciças operações militares dos EUA em 2004, até 25 por cento dos nascituros têm sérias anormalidades físicas. As taxas de câncer em Babil, uma área a Sul de Bagdá, elevaram-se de 500 casos em 2004 para mais de 9000 em 2009. O Dr. Jawad al-Ali, diretor do Centro de Oncologia em Bassorá, disse à Al Jazeera English (10/12/09) que houve 1885 casos de câncer no ano de 2005, agora de 1250 a 1500 pacientes visitam o seu centro a cada mês. — ‘The New ‘Forgotten’ War’ By Dahr Jamail, 15 March, 2010 Mesmo a BBC foi forçada a reconhecer a realidade (Ouçam: ‘Child deformities ‘increasing’ in Falluja’ 4 March, 2010). Mas é verdade que pesquisei o sítio web da BBC em busca do vídeo clip que havia visto na semana passada, de modo que fui poupado às cenas horrorosas que testemunhara, registradas no hospital principal de Faluja. Se isto tivesse sido uma herança de Saddam, teríamos visto imagens como aquelas acima repetidas infindavelmente nos meios de comunicações, completadas com resoluções da ONU e tudo o mais. Esta peça curta colocada no sítio web da BBC finalizava assim: “Numa declaração, o Pentágono disse que “Nenhum estudo até a data indicou questões ambientais que resultassem em questões específicas da saúde. “Munições não explodidas, incluindo dispositivos explosivos improvisados, são um perigo reconhecido”. Fim da história, tanto quanto o que preocupa a BBC. Assim, como é que isto não é uma manchete? Mesmo a Coligação Travem a Guerra (Stop the War Coalition) mal menciona o assunto, mais preocupada aparentemente com os apuros dos guerreiros do imperialismo, dos guerreiros britânicos que dispararam esta coisa imunda não só contra inocentes iraquianos como também contra inocentes da antiga Jugoslávia e do Afeganistão. Mas então somos os cidadãos do Império, o que explica porque Stop the War tem pouco ou nada a dizer sobre o assunto. “Quando disseram que o urânio empobrecido era a arma preferida do império norte-americano, eles mentiam. A palavra ‘empobrecido’ é um truque de relações públicas. Ela faz parece que o material nuclear está esgotado. Não está. É urânio. Vamos chamá-lo urânio. Por outras palavras, DU é o resíduo nuclear de baixo nível. O DU também pode conter traços significativos de “neptúnio, plutônio, amerício, tecnícium-99 e urânio-236″. – http://tuberose.com/ As declarações do governo britânico e americano de que o Depleted Uranium é uma arma “convencional” são contraditadas pelos fatos: O armamento com urânio empobrecido (DU) cumpre a definição de armas de destruição em massa em duas de três categorias sob o U.S. Federal Code Title 50 Chapter 40 Section 2302. Desde 1991, os EUA libertaram atomicidade equivalente a pelo menos 400 mil bombas de Nagasaki na atmosfera global. Isto é 10 vezes a quantidade libertada durante testes atmosféricos, a qual era o equivalente a 40 mil bombas de Hiroshima. Os EUA contaminaram permanentemente a atmosfera global com poluição radioativa que tem uma semi-vida de 2,5 mil milhões de anos. Os EUA conduziram ilegalmente quatro guerras nucleares na Jugoslávia, Afeganistão e duas vezes no Iraque desde 1991, chamando o DU de armamento “convencional” quando de fato é armamento nuclear. O DU no campo de batalha tem três efeitos sobre sistemas vivos: é um veneno químico como metal pesado, um veneno “radioativo” e tem um efeito de “partícula” devido à dimensão das partículas que é de 0,1 mícrons ou mais pequeno. Os planos para o DU como armamento são de um memorando de 1943 do Gen. L. Groves, do Projeto Manhattan, que recomendou o desenvolvimento de materiais radioativos como armas de gás venenoso – bombas sujas, mísseis sujos e balas sujas. As armas com DU são penetradoras com energia cinética muito efetiva, ainda mais efetiva do que as bio-armas uma vez que o urânio tem uma forte afinidade química para estruturas de fosfato concentradas no DNA. O DU é o Cavalo de Tróia da guerra nuclear – ele mantém-se presente e continua a matar. Não há maneira de limpá-lo e nenhuma maneira de anulá-lo porque ele continua a desintegrar-se em outros isótopos radioativos em mais de 20 passos. Terry Jemison do U.S. Department of Veterans Affairs declarou em Agosto de 2004 que mais de 518 mil veteranos do Golfo (período de 14 anos) estão agora com incapacidade médica e que 7.039 foram feridos no campo de batalha naqueles mesmo período. Mais de 500 mil veteranos dos EUA estão sem casa. Em alguns estudos de solados que tiveram bebês normais antes da guerra, 67 por cento dos bebês pós-guerra nasceram com defeitos graves – com falta de cérebro, olhos, órgãos, pernas e braços e doenças do sangue. No Sul do Iraque, cientistas estão a relatar níveis de radiação gama no ar cinco vezes mais elevados, o que aumenta a carga corporal diária dos habitantes. De fato, o Iraque, a Iugoslávia e o Afeganistão são inabitáveis. O câncer começa com uma partícula alfa sob as condições certas. Um grama de DU é da dimensão de um ponto nesta sentença e liberta 12 mil partículas alfa por segundo. – http://tuberose.com/ De modo que todas vocês, pessoas alegadamente civilizadas, o que estão a fazer acerca disto? PS: Oh, esqueci-me das armas com DU fornecidas a Israel pelos EUA, também lançadas sobre o povo de Gaza. O original encontra-se em www.creative-i.info e em http://www.countercurrents.org/bowles210310.htm Este artigo encontra-se em http://resistir.info e www.patrialatina.com.br
Crise e armamentismo
Já postei este artigo aqui. Contudo, nunca é demais para que todos compreendam o porque de cada vez mais, ser importante que os EUA invada e destrua os países.
Este artigo de Sérgio Ribeiro está muito elucidativo e bem didático .
da revista O militante , de agosto de 2009
| Escrito por Sérgio Ribeiro | |
| 06-Jul-2009 | |
| Poucas frases serão tão clarificadoras como «tempo de crise é tempo de oportunidades» (e em português poderá dizer-se de… novas oportunidades).
Poucas frases serão tão clarificadoras do cinismo brutal de um sistema, de uma formação social, do capitalismo, quando dita com a intenção de dizer que tempo de crise é tempo de mais acumular, de mais concentrar e, por isso mesmo, de mais explorar, de mais desempregar, de mais excluir socialmente.
Mas, também, poucas frases serão tão clarificadoras por trazer à discussão política questões de fundo, do que possa contribuir para o esclarecimento e a tomada de consciência, indispensáveis nesta fase da luta de classes em que a vertente ideológica se impõe como imprescindível para mobilizar para a luta.
De uma outra/mesma maneira «tempo de crise é tempo de negócios». E sendo a crise, na nossa leitura da História, uma constante que atravessa os tempos do capitalismo, porque este tem, no seu bojo, os germens da sua destruição, logo acrescento que todo o tempo do capitalismo é tempo de crise, com explosões periódicas da mesma crise que transporta consigo ao longo do seu tempo, não o fim da História mas, apenas, o seu tempo. Histórico, finito, efémero.
A crise do capitalismo resulta do seu próprio, intrínseco, funcionamento, que parte, no circuito económico, da aplicação de capital sob a forma de dinheiro, se alimenta da criação de valor que apropria e que, depois, é incapaz de realizar, no final do circuito, incapaz de transformar em mais dinheiro todo o valor criado, pelo que as «saídas» dos períodos de explosão da crise inerente ao sistema estão na destruição de forças produtivas, do que produz, sobretudo do que cria valor, do trabalho, dos homens possuidores da mercadoria força de trabalho.
Por isso, serão as armas a mercadoria mais natural do capitalismo pois, ao ser consumida, destrói-se, como o consumo deve fazer das mercadorias, e, ademais, tem a virtualidade de destruir forças produtivas!
Por isso, a inevitável militarização da economia capitalista.
Por isso, a decisiva importância do complexo industrial-armamentista, no imperialismo – e no espaço e na sua organização cupulares.
Segundo o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz (SIPRI), os gastos militares a nível mundial aumentaram 45% entre 1998 e 2007, sendo também de 45% a percentagem das despesas dos Estados Unidos nesse total. Só em 2007 esse aumento foi de 6%, e não encontrei dados para 2008 embora seja evidente que o crescente aumento acompanha os sinais de explosão de crise.
E o relatório do SIPRI sublinhava que em território estado-unidense as despesas militares alcançaram, nesse ano de 2007, nível que ultrapassava o da Segunda Guerra Mundial, e lembre-se a propósito, que a actualmente tão referida «crise de 1929-30» antecedeu o surto de radicalismo de direita (e de diversão radical esquerdista de fachada socialista), e culminou com a guerra de 1939-45 com o resultante enormíssimo salto na indústria armamentista e as «experiências» de bombas atómicas em Hiroshima e Nagasaki.
Entretanto, o negócio das armas nunca sofreu hiatos, embora de quando em vez dê saltos. Se entre 1996 e 2005 o comércio mundial de armas parecia estabilizado, em torno de 55 mil milhões de euros, em 2006 (segundo artigo de Michel Chabrol) deu um salto de 22% para 67 mil milhões de euros, continuado em 2007, ano que, segundo a Thales, antiga Thomson-CSF, sociedade de electrónica especializada em aéro-espacial, defesa e tecnologias de informação… «foi um bom ano».
Este mercado é apenas partilhado por um escasso número de países, pois 5 países – Estados Unidos, Reino Unido, Rússia, França e Israel – realizam 90% das vendas mundiais, com os EUA a terem uma quota de 55%. No momento deste artigo (Fevereiro de 2008) afirmava-se que «os observadores prevêem que o mercado do armamento vai continuar numa rampa ascendente». Previsão para que não eram indiferentes os primeiros sinais de explosão de crise.
E merecerá destaque, talvez, que nestes dez anos de referência, a Rússia aumentou em quase 1000% (965%) as suas despesas militares, segundo dados do Forecast International, prevendo-se que atinja 46,6 mil milhões de dólares em 2010 (mais de 35 mil milhões de euros).
Ora as mercadorias que o sistema produz e de que faz negócio não são produzidas e comercializadas para ficarem em armazém. São produzidas e comercializadas para serem utilizadas, consumidas. E a mercadoria-armas mais ainda que quaisquer outras. Os momentos de explosão de crise, a necessidade de destruir forças produtivas para abater capacidades de produção, e para incentivar novos negócios, são oportunidades a aproveitar, acumulando e concentrando mais capital financeiro.
Como escrevia Istvan Meszaros, Professor Emérito de Filosofia e Teoria Política na Universidade de Sussex (Reino Unido), «Não é a primeira vez na História, nos nossos dias, que o militarismo pesa na consciência dos povos como um pesadelo. (…) Basta remontar ao século XIX, quando o militarismo como importante instrumento da tomada de decisões políticas se afirmou, com a erupção do imperialismo moderno à escala mundial, em contraste com as suas variedades iniciais, muito mais limitadas».
Mas, neste processo histórico, em que se desenvolvem as forças produtivas capazes de libertar os seres humanos do jugo da natureza mas também capazes de criar instrumentos (por vezes os mesmos) de destruição e morte, as armas de hoje não são as do começo da guerra de 1939-45, nem mesmo as que, no final dessa guerra, já tanto tinham evoluído tecnicamente.
Como ainda sublinha Meszaros, antes, os intervenientes nas guerras eram os Estados nacionais; não importava quão monstruosos fossem os danos provocados, a racionalidade da acção militar estaria assegurada se a guerra viesse a ter vencedores e vencidos.
Agora, com a evolução tecnológica e as correspondentes transformações nas relações sociais internacionais, a situação é qualitativamente diferente.
O objectivo da guerra possível na fase actual de desenvolvimento histórico, em conformidade com os requisitos do imperialismo, passou a ser não vencível (como escreveu Meszaros), não o de fazer vencedores e vencidos mas o de destruir, e tanto!, que pode dela (ou delas) resultar a destruição da Humanidade, o que de nenhum modo se poderá considerar como racional, mas teria de se qualificar como irracionalidade total.
As armas já disponíveis neste começo do século XXI existem pela primeira vez na História e a sua capacidade de destruição é capaz de exterminar não apenas o adversário, e não importa se este é real ou se foi criado para combater o inimigo de classe ou, apenas, para ser o alvo consumidor da mercadoria-armas, mas toda a Humanidade. E não se pode ter a ilusão de que estas armas serão as últimas a serem desenvolvidas. Outras, ainda mais eficazmente destruidoras, poderão surgir. Tem de se afirmar, sem ambiguidades, que a ameaça de utilização das armas como instrumento estratégico, até para impedir que outros tenham acesso a conquistas que são da Humanidade, é humanamente inaceitável.
A luta por rupturas, por uma verdadeira alternativa ao actual curso da História, pelo socialismo, é – também e por isso – uma luta pela Paz, uma luta pela Humanidade.
(*) Intervenção no Seminário Internacional «Não ao militarismo e ao Tratado de Lisboa!», promovido pelo PCP em 22 de Maio.
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A Guerra no Século XXI ou a terceirização da guerra
da agência Carta Maior

Em entrevista ao jornal argentino Página 12, Dario Azzelini, pesquisador italiano das novas guerras, defende que “a guerra não é mais para instalar outro modelo econômico; ela é o modelo”. “O sentido da guerra mudou. Tradicionalmente era para trocar as elites e o controle das economias, ou introduzir outro modelo de domínio econômico ou político. Agora, em muitos casos as guerras são permanentes. Não se faz a guerra para implementar outro modelo econômico, mas a guerra mesmo é o mecanismo de lucros”, afirma o historiador.
Natália Aruguete e Walter Isaía – Página 12
A idéia do conflito permanente cria condições para o surgimento de um modelo econômico que seria impossível de instalar em condições de paz. Ao mesmo tempo, é cada vez mais importante a intervenção de Companhias Militares Privadas (CMPs) em todo o mundo, do Iraque até a Colômbia.
Que significa a denominação de novas guerras que o senhor usa no livro O Negócio da Guerra?
Azzelini: No debate acadêmico e − em parte − o político, a expressão novas guerras foi introduzida para denominar o fato que mais e mais guerras não se dão entre países mas no interior dos países ou, pelo menos, entre um exército regular e um irregular. A expressão, porém poderia se ampliada porque com as modificações de estratégias de sua condução, vemos que até os países com exércitos regulares estão transferindo a violência para empresas privadas ou estruturas paramilitares: atores que não são os tradicionais nas guerras comuns.
Acabaram as guerras entre Estados?
Azzelini: Não é que tenham acabado. Pelo contrário, na última década também houve um aumento das guerras entre países, mas se apresentaram de outra maneira. Os ataques ao Afeganistão ou Iraque foram guerras entre países, mas a porcentagem das guerras irregulares em comparação com as regulares está aumentando.
Isso obedece à lógica neoliberal? Continue lendo
James Petras: Guerras maiores e mais sangrentas igual à paz e justiça
do site pátria latina
| Artigo |
“Os Deltas são loucos… É preciso ser um psicopata certificado para aderir à Delta Force…”, disse-me certa vez na década de 1980 um coronel do Exército dos EUA em Fort Bragg. Agora o presidente Obama promoveu o mais infame dos psicopatas, o general Stanley McChrystal (foto)
, a chefe do comando militar dos EUA e da OTAN no Afeganistão. A elevação de McChrystal à liderança é assinalada pelo seu papel central na direção de equipes de operações especiais empenhadas em assassínios extrajudiciais, tortura sistemática, bombardeamento de comunidades civis e missões de busca e destruição. Ele é a própria corporificação da brutalidade e do sangue que acompanha a construção do império conduzida pelos militares. Entre Setembro de 2003 e Agosto de 2008, McChrystal dirigiu a Joint Special Operations (JSO) do Pentágono, comando que opera equipes especializadas em assassínios no estrangeiro. |
Questão Palestina – Programa da rede tv educativa do Paraná
No dia 12 de abril, às 21h30, a rede pública Paraná Educativa, através do programa Brasil Nação, apresentou um excelente debate sobre a questão palestina.
Participantes do programa:
- Beto Almeida,
Jornalista e apresentador
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Omar Nasser,
Jornalista e membro da Associação Beneficiente Muçulmana do Paraná (Editor do Jornal Assiráj)
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Prof. Lejeune Mirhan,
Presidente do Sindicato dos Sociólogos do Estado de São Paulo – Sociólogo, Escritor, Arabista e Professor, Conselheiro do CEBRAPAZ (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz)
- José Reinaldo Carvalho,
Jornalista e diretor de comunicação do CEBRAPAZ (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz)
- Ualid Rabah ,
Membro da Federação Árabe Palestina do Brasil (FEPAL)
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5
Parte 6
Parte 7
Parte 8
Parte 9
Parte 10
05 de agosto de 2010, 13:10Seul, 5 ago (Prensa Latina) O Comando Naval sul-coreano deu início hoje a um exercício de combate antisubmarino de cinco dias no mar do Oeste, que a República Popular Democrática da Coréia (RPDC) qualificou de provocação militar deliberada dirigida à invadí-la.




