do site correio da cidadania
Escrito por Gabriel Brito
Iniciado no México, o surto da gripe suína (ou A H1N1) acabou de fato chegando ao Brasil, registrando 275 mortes até o dia 12 de agosto. Em matéria veiculada à época inicial do surto, o Correio já havia apurado com servidores da ANVISA a insuficiência da fiscalização sobre as entradas de pessoas e mercadorias no país. Nesta entrevista, a servidora da ANVISA Sueli Dias concorda que uma maior ação preventiva do Ministério da Saúde poderia atenuar os efeitos do surto.
Para ela, a saída para o governo no controle da gripe é de educar em massa a população, de forma acessível, e também equipar hospitais e funcionários de material nesse sentido. Com relação às vacinas, Sueli é taxativa: “O caminho para o governo é buscar a quebra de patentes”. Dessa forma, evitar-se-ia que a população saísse em busca desesperada pelo remédio contra a gripe e se automedicasse, o que também é altamente prejudicial. Segundo a servidora, já há muitos brasileiros em busca do genérico La Porcina, vendido no Paraguai.
Em resumo, as soluções passariam por práticas há muito abandonadas pelo governo, no caso, investimentos em saúde pública. E por outras nunca sequer cogitadas, como o seria a quebra de patente de uma gigante da indústria farmacêutica – a Roche, ‘dona’ do Tamiflu, anti-viral mais recomendado contra a gripe. Uma gripe, cuja mudança de nome, aliás, deve-se acima de tudo às empresas criadoras de porcos, em cujos terrenos se disseminou o vírus. Continue lendo

