Amigos,
Hoje recebi minha primeira visita de alguem de Israel. Estive lá em 1994, adorei alguns lugares como Jerusalém , São João do Acre e outros lugares históricos.
Estive também em na fortaleza de Massada, uma história interessante e onde até hoje o exército israelense faz o juramento de proteger o país.
A qualidade muito ruim das fotos é um longa história que por si só já mereceria um livro, um dia talvez escreva .
Mas o que eu fui fazer lá na época? pois é , fui ao Egito e como era do lado aproveitei para conhecer. Realmente vale a pena, Jerusalém é um dos lugares que gostaria de poder voltar um dia, quem sabe? se a crise passar….

Eu em Massada

Na porta do cemitério atrás de mim está enterrado o Oskar Schindler , o alemão que salvou muitos judeus em suas fábricas, e que virou até filme – A lista de Schindler
Dentro de Jerusalém, em frente a Mesquita de Omar

Eu e a Mesquita de Omar ao fundo
do site da WIkipédia
A Mesquita de Al-Aqsa situa-se na cidade de Jerusalém, mais concretamente na área da Cidade Antiga, na parte sul do Haram al-Sharif (o “Nobre Santuário”), terceiro local sagrado para o islão, depois de Meca e Medina (o judaísmo designa este espaço por Har ha-Bayit, Monte do Templo). É a maior mesquita de Jerusalém, tendo capacidade para receber cerca de cinco mil pessoas.
Nome
O nome Mesquita de Al-Aqsa traduz-se como “a mesquita distante” e alude a uma passagem do Alcorão na qual se descreve uma viagem nocturna do profeta Muhammad (Maomé) desde Meca à “mesquita distante” (al-masjid al-aqsa). Esta viagem é conhecida como Isra e embora não seja mencionada no Alcorão o nome de Jerusalém, as tradições islâmicas posteriores identificaram o local como o Monte do Templo em Jerusalém. De acordo a visão islâmica, a partir deste ponto Muhammad ascendeu ao céu (a Miraj) onde, dialogou com profetas como Moisés antes de se encontrar com Deus.
Estrutura
A estrutura actual da mesquita é no essencial do século XI. A planta corresponde a de uma basílica com uma nave central ladeada por seis naves laterais. Não possui o habitual pátio das mesquitas, onde se realizam as abluções. A cúpula do edíficio está folheada a prata.
História
A mesquita foi mandada construir pelo califa omíada Abd al-Malik ibn Marwan (quem também ordenou a construção da Cúpula da Rocha), no final do século VII. Sobre o local onde foi construída já existia uma pequena mesquita do tempo do califa Omar. Em 705, no tempo do califa al-Walid, a mesquita já se encontra pronta.
Em 748 um sismo destruiria a mesquita, que foi reconstruída pelos califas abássidas, al-Mansur e al-Mahdi. Um novo abalo de terra em 1033 danificou de novo a estrutura, que foi reconstruída dois anos depois pelo califa fatímida al-Zahir.
Durante o período do reino de Jerusalém, a estrutura serviu como palácio real e mais tarde como quartel general dos Cavaleiros Templários. Quando Saladino conquistou Jerusalém o espaço retornou às suas funções de mesquita. Saladino ofereceu à mesquita um mihrab (nicho das orações) ricamente decorado, assim como um minbar (púlpito) de madeira de cedro.
Entre 1938 e 1942 a mesquita foi alvo dos últimos grandes trabalhos de restauração. O italiano Benito Mussolini ofereceu colunas de mármore de Carrara. Em 1969 o turista cristão australiano Michael Dennis Rohan lançou fogo à mesquita, provocando grandes danos, como a destruição do minbar doado por Saladino .
Esta mesquita, bem como a Cúpula da Rocha, tornou-se um dos símbolos do movimento nacionalista palestiniano. Quando o estado de Israel conquistou Jerusalém Oriental em 1967, procedendo à reunificação da cidade, a administração da mesquita continuou nas mãos dos muçulmanos.
Cúpula da Rocha ou Domo da Rocha que, segundo estimativas mais precisas, localiza-se exactamente a 31º46’40,95″ de latitude norte e – 35º 14’06,55″ de longitude, é um dos nomes atribuídos aos alicerces em que estão apoiadas as fundações localizadas no subsolo da Mesquita de Omar. Segundo as estimativas de historiadores mais minuciosos, sob essas fundações existe uma “rocha sagrada“, localizada exatamente sob a cúpula da mesquita de Omar. Ou seja, no cume de um altiplano denominado Monte Moriah existe uma construção que inscreve um altar usado em sacrifícios. Além do interesse religioso, a vistosa cúpula toda dourada é parte integrante da paisagem de Jerusalém e patrimônio da humanidade reconhecido pela UNESCO como interesse histórico, turístico e arquitetônico.
Animação mostrando o interior do Domo da Rocha.
O edifício é um santuário que guarnece o altar de sacrifícios usado por Abraão, Jacó e outros profetas que introduziram o holocausto nos rituais judaicos. Davi e Salomão também consideraram o local sagrado, mais tarde enquanto altar, a Cúpula da Rocha teria sido o lugar de partida da Al Miraaj (viagem aos céus realizada pelo profeta Maomé) permanece hoje como um um templo da fé islâmica.
A Cúpula da Rocha recebeu esse outro nome devido à grande rocha circunscrita a ela que foi usada em sacrificios — atualmente protegida no interior da Mesquita de Omar — e constitui uma das razões pelas quais a cidade de Jerusalém é considerada Cidade Santa por várias religiões.
Segundo a tradição judaica, foi nessa rocha que Abraão preparou o sacrifício do seu filho Isaac a Deus e onde, mil anos antes de Cristo, o rei Salomão construiu o primeiro templo.
MASSADA
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| Massada |
Parque nacional de Massada
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| Informações |
| Inscrição: |
2001 |
| Localização: |
31º18’49″N 35º21’10″E |
| Critérios: |
(iii) (iv) (vi) |
| Descrição UNESCO: |
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Massada (uma romanização do hebraico מצדה, “Metzada“, de מצודה, “metzuda“, com o significado de “fortaleza“), também grafado Masada, é um monte rochoso fortificado localizada no deserto da Judéia, vizinha ao Mar Morto, em Israel.
Atualmente constitui-se num símbolo da resistência do antigo reino da Judéia, como o reduto onde os últimos patriotas judeus na Antiguidade preferiram o auto-sacrifício à dominação pelo exército romano em 73, e é o local onde os recrutas das Forças de Defesa de Israel fazem o seu juramento de fidelidade: “Massada não cairá nunca mais”.
Constitui-se ainda num dos sítios turísticos mais visitados do país, não apenas pelo conjunto edificado, e beleza natural circundante, mas pelo seu passado lendário.
História
Antecedentes
A primitiva ocupação do local era de uma fortaleza da Judéia. O rei Herodes, o Grande, aproveitou as características do local, naturalmente inexpugnável, para construir, na sua extremidade ocidental, um palácio, reforçando e ampliando a antiga fortaleza. De acordo com Flavius Josephus:
- “Neste topo da colina, Jonathan, o grande sacerdote, construiu uma fortaleza que denominou Massada: depois disso a reconstrução do local foi realizada em grande parte pelo rei Herodes.” (A Guerra dos Judeus, Livro VII, capítulo VIII)
O cerco e queda de Masada
Masada, Israel: uma das salas na fortaleza.
A única fonte histórica para o episódio é a obra do judeu romanizado Flavius Josephus, “Guerra dos Judeus“. Entretanto, os historiadores modernos concordam que realmente um grupo de Zelotas matou a si e às próprias famílias e incendiou algumas construções em Masada.
Quando os zelotas tomaram a fortaleza em 66, após eliminar uma coorte da Legio III Gallica ali estacionada, encontraram um bem sortido estoque de armas, bem como quantidade de ferro, bronze e chumbo para o fabrico de armas e munição. Os armazéns estavam completos com grãos, óleos, tâmaras e vinho; as hortas forneciam alimentos frescos; os canais, escavados na pedra de calcário, coletavam e conduziam as águas pluviais para grandes cisternas subterrâneas, com capacidade superior a 200 mil galões.
Na Primavera de 73, a fortaleza encontrava-se ocupada por 960 zelotas, incluindo mulheres e crianças, sob o comando de Eleazar ben Yair. Outro comandante zelota, um dos envolvidos na defesa de Jerusalém, era Judas, que havia retirado para Masada após a queda de Jerusalém. A guarnição vinha resistindo por dois anos a um assédio das legiões romanas, constituindo-se no último foco de resistência judaica.
Nesse momento, o governador romano, general Flavius Silva, reassumiu as operações militares no sul da Judéia. Em fim de março, à frente da Legio X Fretensis[1], marchou de Jerusalém para o Mar Morto.
As tropas tomaram posição diante de Masada, passando a construir oito acampamentos de campanha na planície do lado Oeste da elevação[2] Foi principada ainda uma muralha de circunvalação ao redor de Masada, com cerca de três metros de altura, que se estendia por mais de duas milhas de comprimento, amparada por fortes e torres[3]
No lado Oeste, 137 metros abaixo do topo de Massada, e separado por um vale rochoso, havia um promontório chamado de Penhasco Branco. Os engenheiros militares romanos decidiram que, a partir desse promontório, seria construída uma única rampa para o topo do monte, iniciando-se a movimentação de terras.
A rampa assim construída, apresentava um gradiente de 1:3 e uma base de 210 metros. Em pouco tempo alvançou os 100 metros de altura e, em sua extremidade foi montada uma plataforma de 22 metros de altura por 22 de largura. Em seguida, uma torre de cerco de 28 metros de altura foi posicionada contra a muralha. Do seu alto, os artilheiros romanos faziam disparos com os escorpiões e balistas, enquanto que na sua base, um aríete golpeava a base da muralha.
Quando a muralha foi rompida, os legionários que penetraram pela brecha constataram a existência de uma segunda muralha, interna. Ao atacá-la, por sua vez, com o aríete, constatou-se que esta fora construída com vigas de madeira alternadas com pedra, técnica que absorvia os golpes de aríete. Desse modo, a 2 de Maio, promoveu-se o incêndio desta muralha, iniciando-se os preparativos para o assalto final no dia seguinte.
Enquanto isso, na fortaleza, os zelotas acompanhavam os preparativos romanos, constatando a iminência do assalto romano. Durante a noite, decidiram que preferiam morrer a ser escravizados ou mortos pelos romanos. Sacrificaram assim as mulheres e crianças, e depois os próprios defensores, até que restaram apenas dez e o comandante Eleazar ben Yair. Tiraram sortes para ver qual deles sacrificaria os demais. Após cumprir a sua tarefa, o último homem ateou fogo ao palácio, e lançou-se sobre a própria espada, ao lado da família morta.
Na manhã do dia 3 de Maio, os legionários ultrapassaram a brecha aberta na muralha interna, encontrando a fortaleza em silêncio. Chamando os rebeldes à luta, apresentou-se uma anciã seguida por uma mulher jovem, parente de Eleazar, e cinco crianças pequenas, que haviam se escondido em um dos condutos de água subterrâneos.
Estava encerrada assim a Primeira Revolta dos Judeus.
Do século V aos nossos dias
Casa-de-banhos em Massada.
No sítio de Masada foi erguida uma igreja ortodoxa no séculos V e VI. Depois disso, o local permaneceu em estado de abandono até à criação do Estado de Israel, após a Segunda Guerra Mundial.
O sítio foi objeto de uma extensa campanha arqueológica, entre os anos de 1963 e 1965, coordenada por Ygal Yadin, com a colaboração de centenas de voluntários provenientes não apenas de Israel, mas de todo o mundo.
Actualmente encontra-se aberto à visitação pública, com acesso pelo lado Sul, a partir da estrada de Bersheva. No local há estacionamento para veículos e um teleférico para acesso ao alto do monte. Para os mais aptos, a subida é gratuita pelo antigo “Caminho da Cobra”, a primitiva trilha que percorre a encosta.
Características
Massada é um monte rochoso, de topo achatado, que se eleva a cerca de 520 metros acima do Mar Morto, a cerca de dois quilômetros e meio de sua margem ocidental. Esse topo apresenta uma forma ovalada, com cerca de 200 metros de comprimento por 60 metros de largura.
O cume era alcançado por apenas dois caminhos: o do lado oriental, era denominado de “Caminho da Cobra”", tinha uma extensão de cerca de seis quilómetros e meio e era tão estreito que quem o percoria tinha de colocar exatamente um pé à frente do outro; o outro, no lado ocidental, era guarnecido por um forte, a 450 metros de altura, no topo.
O conjunto edificado é composto por um complexo de muralhas e palácio em estilo clássico, erguido por Herodes, o Grande (37 a.C. – 4 a.C.). Os acampamentos, fortificações e rampa para ataques que circundam o monumento constituem, em nossos dias, o mais completo conjunto-testemunho de cerco romano.

