do portal vermelho
Após a participação no Fórum Social Mundial de Belém, ocorrido entre 27 de janeiro e 1º de fevereiro, a secretaria de Relações Internacionais do PCdoB fez um balanço das atividades que, ao mesmo tempo, servirá de guia para as ações do partido nesta área. Na avaliação do secretário José Reinaldo Carvalho, o PCdoB colocou em prática o internacionalismo, um dos pilares da atuação dos comunistas. O Vermelho reproduz a seguir a íntegra dessa avaliação.

José Reinaldo Carvalho no FSM-2009
Na avaliação de José Reinaldo Carvalho, titular da agremiação comunista na área internacional, “foi um fórum politizado”. Ele ressalta a realização de conferências e debates sobre a crise do capitalismo, a luta pela alternativa socialista e de ações contra o militarismo e a guerra imperialista, estas empreendidas pelo Cebrapaz, o Conselho Mundial da Paz e duas dezenas de entidades congêneres, a maioria delas filiadas ao CMP.
O dirigente comunista destacou “o elevado grau de participação popular e juvenil no FSM, numa demonstração de que os caboclos paraenses e a juventude brasileira estão ávidos por conhecimento e orientação e disponíveis para integrar movimentos e lutas por um mundo alternativo à barbárie que estamos presenciando”. Para ele, avançou também a luta contra os preconceitos e discriminações. Os partidos políticos realizaram importantes atividades com grande afluência de público.
Comunistas no Fórum
Foi o caso da conferência “A crise do capitalismo e a nova luta pelo socialismo”, organizada pela Secretaria de Relações Internacionais do PCdoB em parceria com mais de uma dezena de fundações, institutos de investigação teórica e publicações marxistas ligadas a partidos comunistas*, numa das principais salas de reuniões do FSM, no Centro de Convenções do Hangar de Belém. Perante mais de 500 pessoas que formavam delegações de vários estados do país e dezenas de visitantes latinoamericanos, europeus e asiáticos, tomaram a palavra, além do PCdoB, representantes do Partido Comunista da Argentina, Partido Comunista Chileno, Partido Comunista Espanhol, Partido Comunista Francês, Partido Comunista Grego, Partido da Refundação Comunista da Itália, Partido Comunista Português, Partido Comunista Uruguaio, Partido Comunista do Vietnã, Associação Punto Rosso (Itália) e Autoridade Nacional Palestina.
Num quadro de unidade na ação e diversidade de opiniões, os partidos presentes marcaram suas posições, convergindo em que a crise do capitalismo é uma das mais graves da história e que suas manifestações socialmente nefastas evidenciam os limites históricos desse sistema. Independentemente das visões sobre os caminhos para alcançar e construir o socialismo, todos realçaram ser esta a alternativa para tirar a humanidade dos impasses atuais. A Conferência promovida pelo PCdoB agregou ao lema do FSM “Um outro mundo é possível” a convicção de que “Outro mundo –socialista- é possível”.
Encruzilhada trágica
José Reinaldo Carvalho, secretário de Relações Internacionais do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) abriu as intervenções citando um discurso do ex-presidente norte-americano, George Bush pai, pronunciado em janeiro de 1992, no auge da embriaguês triunfalista, quando proclamou a instauração da nova era de domínio unipolar pelos Estados Unidos, para na seqüência fazer o contraste com a situação presente, em que tal domínio é crescentemente contestado pelos povos em luta e quando se tornam evidentes os sinais do declínio histórico da superpotência.
O dirigente fez uma digressão histórica para demonstrar que o domínio unipolar do imperialismo norte-americano é uma época de terror infinito para os povos, que se traduziu na política de “guerra permanente” e “guerras preventivas”. O conferencista do PCdoB referiu-se também aos mandatos de Clinton como um período em que, sob o signo do “multilateralismo assertivo”, os Estados Unidos fizeram uma política agressiva. O dirigente comunista realçou que naquele período surgiram muitas ilusões oportunistas sobre a “restauração” de uma “hegemonia benigna” e a capacidade do sistema capitalista, liderado pelos Estados Unidos, para promover o renascimento dos “anos dourados”.
Carvalho afirmou que “com a crise e as guerras de agressão, a humanidade está vivendo uma situação de encruzilhada trágica”. E fez um diagnóstico agudo sobre a crise. “A atual crise é a mais global e a mais grave desde a grande depressão dos anos 30 do século passado, uma crise que, tendo os Estados Unidos como epicentro, irradia-se para todo o mundo”. E denunciou: “já se fazem sentir as duras consequências para os trabalhadores e os povos, com as demissões em massa, a erosão do poder de compra e o anúncio de medidas anti-operárias pelos governos que, sendo neoliberais impenitentes, posam de ‘neokeynesianos’ e atuam como verdadeiros comitês de salvação do grande capital”.
Carvalho alertou que não se deve ter uma visão restrita sobre a crise. Em sua opinião, “definir os fenômenos econômicos atuais apenas como uma crise da ‘financeirização’ é incorrer em unilateralismo, pois a crise não é só financeira, apesar da relevância dos fenômenos nesta esfera”. Trata-se, segundo ele, “de uma crise no processo global de produção capitalista”. O dirigente do PCdoB ressalta ainda que o capitalismo gerou uma profunda crise alimentar, energética e ambiental.
Superação revolucionária do capitalismo
Projetando sua análise para o terreno estratégico, o secretário internacional do PCdoB declarou: “A crise faz parte da natureza do capitalismo e agrava as contradições de classes e geopolíticas fundamentais, põe a descoberto os limites históricos do sistema e as suas mazelas estruturais. É preciso enxergar a crise no contexto histórico e em sua interligação com a crise da hegemonia dos Estados Unidos”.
Segundo ele, “uma das características mais relevantes do atual contexto mundial é o progressivo deslocamento do eixo dinâmico da industrialização e do poder econômico mundial dos Estados Unidos e da Europa para a Ásia, cabendo destacar, no interior desta, a extraordinária ascensão da China. Este movimento da história foi realçado pela crise econômica internacional, irradiada dos Estados Unidos, e tende a ser acelerado por ela na medida em que desperta a consciência da necessidade de uma nova ordem mundial”.
José Reinaldo Carvalho enfatizou a opinião dos comunistas de que “não há saída capitalista para a crise do capitalismo”. Defendeu a estratégia de luta pela “superação revolucionária do capitalismo, a luta pelo socialismo”. Reafirmando o marxismo-leninismo, o diretor do departamento internacional do PCdoB ressaltou que o socialismo em nossa época não seguirá modelos nem do passado nem do presente e que o caminho que leva ao socialismo não é uma linha reta, mas uma via acidentada que comporta um prolongado processo de acumulação revolucionária de forças.
Esse caminho, diz, “no caso do Brasil passa pela luta contra o regime das classes dominantes, que se revelaram incapazes de promover a democracia, defender a soberania nacional, e fomentar o desenvolvimento do país com justiça social e valorização do trabalho”. Ele realça que o caminho para o socialismo no Brasil será percorrido pelo povo através do justo equacionamento das lutas por democracia, soberania nacional e progresso social, nele comportando a multiplicação de experiências de luta social, luta eleitoral, luta teórica, ideológica e cultural, assim como a participação em instâncias de governo quando se criam as condições para tal.
Imperialismo é guerra
A Conferência do representante do PCdoB deteve-se ainda na análise da conjuntura política internacional marcada pela guerra de agressão de Israel contra o povo mártir e heróico da Palestina. Disse que “tal como a crise, a guerra de agressão faz parte da essência do capitalismo na época do imperialismo”. Sobre o recém-empossado presidente dos EUA, Barak Obama, disse: “Independentemente das boas intenções anunciadas, é estreitíssima a margem de manobra e nula a vontade de quem realmente decide para alterar o rumo agressivo do imperialismo estadunidense. Para os que fazem leitura apressada do que sai publicado na mídia, vale o alerta de que Obama tanto na campanha eleitoral como depois da posse já deu várias declarações de que pretende agir para recompor a hegemonia dos EUA e não trabalhar para uma situação de multipolaridade em que Washington teria de se conformar em redistribuir o poder”.
Fez parte da palestra do representante do PCdoB o debate sobre a luta pela nova ordem mundial. Ele destacou: “É fato que o desenvolvimento das economias provoca mudanças no sentido da multipolaridade, ao promover a ascensão de novos países à condição de potências econômicas. Mas isto não significa necessariamente que esteja naturalmente em curso uma transformação democrática das relações internacionais,porquanto permanece intacto o poder do imperialismo e não há sinais de que os EUA estejam dispostos a ceder poder seja aos povos e nações que lutam por soberania e progresso social, seja às potências concorrentes. É ilusão supor que o mundo avança espontaneamente no rumo de uma transição da unipolaridade estadunidense para a multipolaridade e do unilateralismo ao multilateralismo, do império da força bruta para a primazia do direito internacional. As iniciativas do imperialismo vão noutra direção. A paz e a democracia não constituem a vocação do imperialismo estadunidense”.
Finalmente, o dirigente comunista discorreu sobre a nova situação criada na América Latina e Caribe, região que se tornou um dos polos mais dinâmicos da luta antiimperialista na atualidade, a partir da intensificação das lutas democráticas e populares e da eleição de governos progressistas, entre eles o do Brasil, liderado pelo presidente Lula e que conta com o apoio do PCdoB e outros partidos da esquerda brasileira. Ele concluiu sua palestra afirmando que “a união do povo brasileiro e dos povos latino-americanos e caribenhos é a mais poderosa arma para enfrentar o poder do inimigo”.
A integração na América Latina
O Partido Comunista do Brasil participou ainda do seminário sobre a integração latino-americana e caribenha na tenda dedicada aos 50 anos da Revolução Cubana patrocinada pelo Partido dos Trabalhadores (Brasil). O seminário foi organizado pelos dois partidos e suas respectivas fundações – Maurício Grabois (PCdoB) e Perseu Abramo (PT) e contou com a presença dos secretários de Relações Internacionais José Reinaldo Carvalho (PCdoB) e Valter Pomar (PT). Também participaram um representante da Venezuela no Parlamento Latino-americano, do Partido Comunista de Cuba,do Ministério das Relações Exteriores da Argentina, do Grupo Comuna da Bolívia, da Frente Ampla do Uruguai e da Central Única dos Trabalhadores do Brasil.
Visita de parlamentares
O secretário internacional do PCdoB visitou o Fórum de Parlamentares, onde, ao lado dos parlamentares comunistas brasileiros, senador Inácio Arruda e deputados estaduais Álvaro Gomes (Bahia) e Lula Moraes (Ceará) manteve contatos com as delegações parlamentares de vários países. Em especial, o PCdoB reuniu-se com a Esquerda Unida Européia (GUE) (grupo parlamentar que reúne as bancadas de esquerda no Parlamento Europeu). A reunião entre o PCdoB e o GUE contou, pela parte brasileira, além de Reinaldo, com a presença do senador Inácio Arruda, que é também membro da Comissão Política e do Comitê Central do PCdoB. A parte européia foi representada pelo eurodeputado Roberto Muzacchio, da Refundação Comunista italiana, o membro do secretariado da bancada do Partido Comunista Português no Parlamento Europeu, Maurício Miguel, e pelo assessor especial do GUE, Paul Emmily. Durante o encontro, as delegações intercambiaram impressões sobre a situação política no Brasil, na América Latina e na Europa. Em particular, o deputado Muzzachio informou sobre a contenda eleitoral européia marcada para o início de junho.
Fórum de São Paulo
Durante o Fórum Social Mundial, teve lugar a reunião do Grupo de Trabalho do Fórum de São Paulo, articulação de partidos de esquerda latino-americanos e caribenhos. Coordenada em sua parte inicial pelo PCdoB e integralmente pelo PT, que exerce a Secretaria Executiva do Fórum, o GT decidiu marcar o 15º Encontro para os dias 20 a 23 de agosto próximo, na cidade do México.
O Grupo de Trabalho do Fórum de São Paulo decidiu ainda preparar um dossiê com as posições dos partidos membros sobre a crise do capitalismo.
A reunião se posicionou sobre a agressão de Israel na Faixa de Gaza, manifestando solidariedade ao povo Palestino. Foi adotada a resolução de enviar uma delegação de partidos do Fórum de São Paulo à Palestina.
O GT enviará observadores às eleições salvadorenhas, apoiará um seminário da Frente Sandinista de Libertação Nacional sobre os 30 anos da Revolução Nicaragüense e realizará um Encontro de Juventude nos marcos do 15º Encontro do FSP.
Por fim, o GT aprovou a indicação do Partido Tekojoja do Paraguai como membro do Fórum de São Paulo.
Pela paz
Os militantes do Partido Comunista do Brasil dedicaram a melhor parte da sua intervenção no Fórum Social Mundial à solidariedade antiimperialista, na luta pela paz, contra o militarismo e as guerras de agressão promovidas pelos Estados Unidos e por Israel.
O Cebrapaz, organização membro do Conselho Mundial da Paz, teve destacada presença no Fórum Social Mundial, realizado em Belém de 27 de janeiro a 01 de fevereiro, confirmando-se como uma importante referência da luta antiimperialista no Brasil e na América Latina.
Este ano a Tenda da Paz foi dedicada à solidariedade ao povo mártir e heróico da Palestina. Uma exposição fotográfica mostrou os horrores do massacre perpetrado pelo Estado de Israel contra a Faixa de Gaza. Lado a lado com as chocantes fotos do genocídio em curso, foram expostas também imagens do holocausto dos judeus pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), revelando que sionismo e fascismo são faces da mesma moeda.
A Tenda do Cebrapaz foi visitada por dezenas de milhares de pessoas. Durante os dias do Fórum Social Mundial o Cebrapaz recolheu neste espaço milhares de assinaturas para uma petição endereçada ao Tribunal Penal Internacional para que Israel seja punido por crimes de guerra contra a humanidade.Um ato público com a presença de centenas de pessoas foi realizado na Tenda, com a presença de Socorro Gomes, presidente do Cebrapaz e do Conselho Mundial da Paz, do embaixador da Palestina Ibrahim Al Zeben e lideranças do movimento sindical e social.
A Tenda do Cebrapaz foi um espaço de congraçamento entre os núcleos estaduais, destacadamente o do Paraná, que distribuiu materiais, participou da coordenação dos trabalhos e vendeu camisetas com belas estampas com motivos da luta pela paz e contra o imperialismo, o do Ceará, que compareceu com milhares de folhetos publicados pelo senador comunista Inácio Arruda sobre a Conferência Mundial da Paz realizada em Caracas em abril do ano passado, e o de Belém do Pará, cujos abnegados militantes organizaram a Tenda da Paz.
O Cebrapaz distribuiu também na Tenda e em outros espaços do Fórum Social Mundial milhares de cópias de um folheto denunciando a Quarta Frota da Marinha de Guerra dos Estados Unidos na América Latina e Caribe.
A Tenda da Paz foi também um permanente ponto de encontro de militantes e organizações de luta pela paz e outros movimentos sociais brasileiros, latino-americanos e mundiais, destacadamente: União Brasileira de Mulheres, União de Negros pela Igualdade, União da Juventude Socialista, Federação Democrática Internacional das Mulheres, Federação Mundial das Juventudes Democráticas, Conselho Mundial da Paz.
Atos combativos
Além do ato em solidariedade à luta do povo palestino, o Cebrapaz protagonizou dois outros importantes atos antiimperialistas durante o Fórum Social Mundial em espaços na Universidade Federal do Pará, onde se realizaram muitas das atividades do FSM de Belém. O mais importante deles foi organizado pelo próprio Cebrapaz e o Conselho Mundial da Paz sobre a luta contra a militarização, as bases militares e a Quarta Frota.
Diante de centenas de pessoas que superlotaram um dos auditórios da Universidade, tomaram a palavra sobre este candente tema, além da presidente e do secretário geral do Conselho Mundial da Paz, a brasileira Socorro Gomes e o grego Athanasios Phafilis, representantes do Movimento pela Paz (MOVPAZ) de Cuba, do Conselho pela Paz dos Estados Unidos, do Movimento pela Paz e a Solidariedade da Argentina (MOPASSOL), do Conselho da Paz do Vietnã, da Rede Mundial Não às Bases (NO BASES) – representada por seu coordenador-geral e seu dirigente africano – da Campanha pela Desmilitarização das Américas e Movimento contra as Bases Militares no Equador e da Campanha Estadunidense contra a Escola das Américas (centro de formação baseado na ideologia militarista do imperialismo norte-americano), da ACJ Equador e do Movimento pela Paz da Grécia (EEDYE). Também neste ato esteve presente uma representação da Autoridade Nacional Palestina.
O outro ato em que o Cebrapaz teve destacada presença foi dedicado ao tema ”A Luta pela Paz na Colômbia”, realizado na Tenda dedicada aos 50 Anos da Revolução Cubana, sob os auspícios da Secretaria de Relações Internacionais do Partido dos Trabalhadores do Brasil. O ato foi organizado pelo Cebrapaz e o Fórum de São Paulo e contou com as presenças da presidente do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes, do dirigente do MOPASSOL da Argentina, Juan Roque, e da senadora colombiana Glória Inês, do Polo Democrático Alternativo.
A presença do Cebrapaz e do Conselho Mundial da Paz no Fórum Social Mundial foi marcante. Propiciou o contato com milhares de pessoas, a distribuição de materiais e a unidade de ação com outros movimentos. Foi mais um passo para a consolidação do Cebrapaz e a implantação do Conselho Mundial da Paz na América Latina.
*Fundação Maurício Grabois (Brasil), Revista “O Militante” (Portugal); Revista “Cuadernos Marxistas” (Argentina); Fundação La ComunaCultural (Paraguai); Instituto de Estudos Sociais Joshi-Adhikari (India); Escola Indiana de Ciências Sociais (Índia); Academia SEM (Índia); Revista “Marxismo Militante” (Bolívia); Jornal “Pátria Roja” (Peru); Centro de Investigação e Educação Popular “Tekojoja” (Paraguai); Jornal “Liberazione” (Itália); Revista “Estúdios” (Uruguai);Jornal “Unidad” (Peru); Associação “Puntocrítico” (Itália); Observatório Sociocultural da Mundialização (Colômbia); Associação Cultural “Punto Rosso” (Itália); Fundação Obrera de Investigação e Cultura (Espanha).
Fonte: Secretaria de Relações Internacionais do PCdoB
Durante o Fórum, o Cebrapaz está recolhendo assinaturas para uma petição que pretende pedir ao Tribunal Internacional das Organizações das Nações Unidas (ONU) que julgue o Estado de Israel pela prática de crimes de guerra diante da ofensiva contra o povo palestino.







