Se me saísse a loteria….

Título passado para o português falado no Brasil

do blog cheira-me a revolução

Foi durante um jantar. Alguém se pôs a sonhar alto com o que faria caso ganhasse a Lotaria ou o Euromilhões. Casa, carro, férias, trabalhar menos, oferecer uma dentadura à mãe… E quando chegou a vez de um comunista dizer o que faria a tanto dinheiro, alguém diz

Ahhh!, tu não podes [ser rico], és comunista.

É tão frequente, que tenho uma frase pronta para responder em situações semelhantes. Respondi algo como isto:

Nós, comunistas, nada temos contra o ser-se rico, mas antes, com a forma como se fica rico: se por via da exploração de outra pessoa, ou se por via do próprio trabalho.

E, para que fique claro e rasgue com o preconceito, declaro

Adoraria ser rico.

A surpresa levanta a curiosidade, e lá tento explicar-me, dizendo entre muitas outras coisas que a separação mais importante não é entre pobres e ricos, mas entre explorados e exploradores. Mas assim que se usa o termo exploração surge um novo desafio.  É comum pensar-se que a exploração é um conceito meramente subjectivo, isto é, que se é ou não explorado caso se ache bem ou mal remunerado (!). Tinha que me fazer compreender melhor…

Entretanto, a televisão falava da guerra – a desgraça continua – mas o que capta a atenção dos presentes é o jantar estar insonso. Tento explicar aos mais curiosos de onde provem então a exploração (e que afinal de contas a exploração é algo objectivo, isto é, que existe para além de nós).

Não deu para explicar. Afinal, o jantar estava insonso. Isso tornou-se o mais importante. Mas, mais tarde, quase todos os presentes revelaram sentir que não eram remunerados devidamente. Era isso que lhes tinha tentado dizer, mas por outras palavras. Ali, naquele jantar, todos pertencíamos aos explorados, quer soubéssemos ou não disso.

Neste mundo, a exploração está sempre ai, quer se tenha consciência ou não dela. Quer alguma vez se tenha ouvido falar em conceitos de economia como Mais-Valia, ou não. E era este o conceito que queria ter chegado a mostrar. Fica para uma próxima, quando estiverem mais interessados nisto:

Era só pôr sal.

# por Bruno (do colectivo Leitura Capital)

Curso de Política Internacional do Cebrapaz – Para melhor entender o mundo de hoje – 19 a 21 de março de 2010

do portal do cebrapaz

 
25/02/2010
di_curso_politica_internacional_outubro_2010Crises, guerras, militarismo, armas nucleares cada vez mais fazem parte do cotidiano mundial, interferindo direta ou indiretamente na vida do nosso país. Para melhor entender estes fenômenos, venha participar do Primeiro Módulo do Curso de Política Internacional durante dois dias de conferências e debates sobre os temas:

 
Imperialismo e crise  

A luta pela Paz e o Socialismo

História da Guerra Fria (da Segunda Guerra Mundial à queda do Muro de Berlim)

Os conflitos internacionais da atualidade

Novas agendas de segurança internacional

A integração da América Latina e a Política Externa do governo Lula

A solidariedade internacional e o movimento pela paz

As conferências serão feitas por historiadores, estudiosos de política internacional, jornalistas e lideranças do movimento político e social.

Paulo Visentini, Socorro Gomes, José Reinaldo Carvalho, Umberto Martins, Daniel Sebastiani, Rubens Diniz e Ronaldo Carmona.    

Serão distribuídos certificados de participação e textos de teoria política, história e temas atuais. 

Início -  19 de março, às 19 horas

Término – 21 de março às 17 horas

Local  -  Hotel San Juan – Rua Aurora, 909, Metrô República,  São Paulo

Taxa de inscrição – R$50,00         

«O Capital – Livro Segundo» apresentado no Porto

do jornal avante

O Salão Nobre da Junta de Freguesia do Bonfim acolheu, sexta-feira, a apresentação da tradução portuguesa de «O Capital – Livro Segundo».
A iniciativa, promovida pela Direcção Regional do Porto do PCP, dirigida por Valdemar Madureira, membro daquela organização, contou com a participação de Francisco Melo, em representação da Editorial Avante, António Avelãs Nunes, professor catedrático da Faculdade de Direito e vice-reitor da Universidade de Coimbra e José Barata Moura, filósofo e professor universitário da Universidade de Lisboa.

Francisco Melo chamou a atenção para a importância da publicação desta obra, a primeira traduzida para português, numa altura de profunda crise do capitalismo e que veio recobrar o ânimo pela leitura e conhecimento da teoria de Marx e Engels.
António Avelãs Nunes fez uma incursão pelas teorias económicas de Adam Smith a Marx, passando por David Ricardo. Referiu as evoluções que se verificaram no pensamento económico, as diferenças e as contradições. O liberalismo, a teoria do valor e a teoria do comércio internacional foram, entre outras questões, matérias salientadas, muitas vezes pontuadas com a situação actual. Concluiu que com Marx se constrói o socialismo científico, em que a luta de classes é o motor da história.
José Barata Moura iniciou a sua intervenção caracterizando os três livros de «O Capital». Quanto ao «Livro Segundo», salientou que ele contou com a intensa colaboração de Engels. Aliás o livro foi publicado depois da morte de Marx e tal só foi possível pelo trabalho intenso de Engels. Esta obra, recheada de observações, permite a interpretação da realidade e a sua transformação. Referiu aspectos importantes da leitura deste livro, concluindo que «O Capital», de Marx, é um instrumento na luta por um viver colectivo recheado de valores repletos de humanidade.

Acentuou que o marxismo, ao contrário do que alguns dizem, não é uma teoria morta. «A história continua, o estudo tem de continuar, a luta permanece também. Compreender e transformar deve estar sempre presente», sublinhou. Terminou referindo o papel que cabe aos comunistas na transformação da sociedade, na derrota do capitalismo e no triunfo do socialismo.

Formar, formadores e formadoras, um grande desafio!

do portal vermelho

Augusto César Petta *

O ano de 2009 marca um avanço significativo no trabalho de formação desenvolvido pelo Centro de Estudos Sindicais – CES. Fundado em 1985, o CES realiza cursos, debates, palestras, seminários inclusive relativos ao Planejamento Estratégico Situacional – PES, das entidades sindicais.

No final de 2008, o CES, presidido por Gilda Almeida , fez um convênio com a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB, presidido por Wagner Gomes e que tem como Secretária de Formação e Cultura, Celina Areas. Foi a concretização desse convênio que permitiu a realização de muitas atividades de formação sindical, pelo Brasil afora. Somando-se todas as atividades referentes ao convênio – inclusive os 16 cursos realizados abrangendo 23 Estados – atingimos cerca de 1600 sindicalistas. Somando-se a estes, as atividades de formação desenvolvidas pelo CES relativas a outras entidades, chegamos a atingir 2400 pessoas. Continue lendo

A reativação da Quarta Frota no atual contexto da América Latina

do site do CEBRAPAZ

Para fazer download do livro clique no link ao fim da apresentação

O Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz), imbuído em promover a luta pela paz, o debate de ideias e a análise sobre os principais acontecimentos internacionais, vem a público trazer mais uma edição da coleção dos Cadernos Cebrapaz, desta vez com uma coletânea de textos apresentados durante o Seminário “A reativação da Quarta Frota no atual contexto da América Latina”, realizado com o apoio da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), no mês de novembro de 2008, contando com a participação de vários especialistas no estudo das relações internacionais.

Os EUA reativam a Quarta Frota de sua marinha de Guerra num contexto em que a América Latina ruma para a consolidação de um bloco regional que se caracteriza pelas posturas solidárias e independentes, construindo fóruns regionais, como o Mercosul, Unasul, Alba e por último o Conselho de Defesa comum à região sul da América, afastando-se objetivamente da tutela estadunidense. O relançamento da Quarta Frota ocorre também no momento em que o Brasil realiza importantes descobertas petrolíferas na chamada Amazônia Azul, que o podem levar a ser um dos grandes produtores de petróleo do mundo.

O Cebrapaz, como expressão organizada da sociedade brasileira na luta em defesa da soberania e da paz, vem a público debater este tema de grande interesse na atual conjuntura nacional e regional. A realização deste seminário faz parte do esforço para ampliar o debate sobre um tema que afeta o conjunto da sociedade brasileira. Os textos refletem a opinião de seus autores, encontram-se em linguagem Apresentação clara e direta, tendo como núcleo de sua análise as dimensões históricas e os distintos elementos geopolíticos que fazem com que os Estados Unidos depois de mais 50 anos reativem a Quarta Frota nos mares e rios da América Latina e Caribe, para assegurar seus interesses imperialistas, numa clara e perigosa ameaça à soberania dos povos e países da região.

Ao organizar o Seminário, dialogando com acadêmicos especialistas em política internacional e lançar esta publicação, o Cebrapaz faz um esforço militante, aprofundando a análise dos acontecimentos para fortalecer a atuação organizada diante das ameaças que pairam sobre nosso continente e o Brasil. Para o Cebrapaz, somente a mobilização dos povos e das nações, a organização de uma ampla campanha no Brasil e na América Latina pode frear as ações expansionistas do imperialismo estadunidense.

Fortalecer a corrente cultural pela Paz e contra a militarização e as guerras é o grande desafio dos militantes da Paz e de todos que lutam por construir um mundo justo e mais humano.

Diretoria do Cebrapaz

Clique aqui para fazer o download do Livro – formato pdf

Imperdível

cultura

PROGRAMAÇÃO

14 de agosto (sexta-feira)

18h45-Abertura: Adalberto Monteiro, presidente da Fundação Maurício Grabois
Das 19h às 22h: Políticas públicas para a cultura
Expositores: Juca Ferreira, Ministro da Cultura (a confirmar); Jandira Feghali, Secretária de Cultura do Município do Rio de Janeiro; e Guti Fraga, Coordenador do Grupo Nós do Morro.
Coordenação: Felipe Maia, diretor de cultura da Fundação Maurício Grabois
15 de agosto (sábado)
Das 9h às 13h: A cultura e o programa socialista
Expositores: Renato Rabelo, Presidente Nacional do PCdoB; Manoel Rangel, Diretor da Ancine; e Héctor Soto, Ministro de Cultura da República Bolivariana da Venezuela (a confirmar).
Coordenação: Augusto Buonicore, secretário-geral da Fundação Maurício Grabois
Das 14h30 às 19h: Painel com Experiências de Gestão Pública em Cultura
Expositores: Célio Turino, Secretário Nacional de Programas e Projetos do Ministério da Cultura; Eduardo Bonfim, Secretário de Cultura de Maceió; e Márcia Souto, Secretária de Cultura de Olinda.
Coordenação: Ronald Freitas, diretor de políticas públicas da Fundação Maurício Grabois
Noite: Atividade Cultural
16 de agosto (domingo)
Das 9h às 13h: Discussão sobre a participação dos comunistas nos movimentos de cultura e formação do coletivo nacional de cultura do PCdoB
Expositores: Walter Sorrentino, Secretário Nacional de Organização do PCdoB; Teotônio José Roque, Pleno da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura; e Alexandre Santini, Coordenador do CUCA – Circuito Universitário de Cultura e Arte.
Coordenação: Ana Cristina Petta, atriz

Curso CES /CTB foi sucesso no Rio de Janeiro

Realizado no último final de semana, dias 18 e 19 de julho, no sindicato dos metalúrgicos do municipio do Rio de Janeiro, o curso de formação sindical da CTB em convênio com o CES reuniu mais de 50 sindicalistas.

Este foi o módulo 1 do currículo de formação sindical que a CTB implementa como política de formação, pois “sindicalista que não se forma se deforma” como diz o Prof. Augusto Petta, coordenador técnico do Centro de Estudos Sindicais (CES)e professor de concepções sindicais.

As aulas foram dadas pelo Prof. Augusto Petta, São Paulo, ProfªCelina Areas, diretora da Contee Minas Gerais e secretaria nacional de formação da CTB e ProfªMsc. Márcia Silva,socióloga.

A turma se mostrou muito interessada ao longo dos dois dias de curso, e bem participativa.

segue algumas fotos para registro

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Os professores: Márcia Silva, Augusto Petta e Celina Areas

Os professores: Márcia Silva, Augusto Petta e Celina Areas

Celina

Eu

Eu

A importância do ”Planejamento Estratégico Situacional”

do portal vermelho

por Augusto César Petta*

No ano passado, minha filha Renata – juntamente com outros dirigentes do PCdoB – visitou a China. Quando voltou, perguntei a ela quais os aspectos da política chinesa que mais lhe chamaram a atenção. Prontamente, ela destacou alguns aspectos, incluindo o planejamento.

Disse que os dirigentes políticos chineses têm visão estratégica de que é fundamental – mesmo com o país se abrindo à economia capitalista – a manutenção da construção do socialismo, e, como decorrência, define metas muito claras para serem atingidas daqui a um, dois, dez, vinte, cinquenta anos.

 Muitos sindicalistas admiram essa capacidade que os chineses e outros povos de países socialistas têm, de planejar a curto, médio e longo prazo. Mas poucos são os que conseguem imprimir nas entidades que dirigem um planejamento com objetivos estratégicos definidos nas mais variadas conjunturas. Em geral, a maioria das diretorias das entidades sindicais procura dar respostas imediatas às demandas das categorias, sem  ter um plano estratégico com objetivos e metas claras a serem atingidas. Ao não definirem os projetos prioritários, acabam frequentemente dando maior ênfase a aspectos secundários em detrimento das questões essenciais.

 No caso dos sindicalistas classistas que precisam atuar considerando a luta econômica por melhores salários e condições de trabalho, a luta política pela transformação profunda do poder e a luta ideológica enfrentando os valores das classes dominantes, fica extremamente difícil ter êxito sem estabelecer um planejamento adequado, no qual as questões prioritárias se tornem evidentes dentro das necessidades e possibilidades de cada momento conjuntural. Dificilmente encontraremos um dirigente sindical afirmar que planejar não é necessário. A importância teórica do planejamento vai cada vez mais se tornando lugar-comum entre aqueles que dirigem instituições dos mais variados tipos.

 O Centro de Estudos Sindicais-CES e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil-CTB, ao firmarem convênio para a realização de atividades de formação dos sindicalistas, incluíram o Curso de Formação de Facilitadores do Planejamento e Estratégico Situacional – PES. 

 Realizado no final de abril de 2009, o referido curso contou com a participação de sindicalistas de cinco Estados. Tendo à frente as professoras Viviana Lima e  Liliana Lima o curso contou com uma parte teórica que se referiu às bases fundamentais do PES e uma parte prática com simulação de um planejamento de em uma  entidade sindical. As aulas referentes ao PES foram precedidas por um debate conduzido pelo assessor de comunicação da CTB, Umberto Martins, tendo como tema ”A Crise na Conjuntura Atual”. O curso destinou-se a dirigentes e assessores sindicais que, ao receber os ensinamentos necessários, se dispuseram a colaborar na aplicação do PES nas entidades sindicais, nos seus Estados de origem e, em outros, havendo necessidade. É fundamental a necessidade da formação de dirigentes e assessores sindicais capacitados na aplicação do PES.

 Para Carlos Matus, chileno e ex-ministro de economia do Governo Allende – elaborador da proposta metodológica do Planejamento Estratégico Situacional – o planejamento ”é o cálculo situacional sistemático que relaciona o presente com o futuro e o conhecimento com a ação. A reflexão imediatista tecnocrática e parcial não é planejamento, e tampouco é planejamento a reflexão que se isola da ação e torna-se uma mera pesquisa para o futuro”.

 Sabemos que há outras formas de planejamento, inclusive a mais usual e tradicional. No artigo publicado na Revista Debate Sindical nº 53 (dezembro de 2006), Viviana Lima e Liliana Lima afirmam que ”diferentemente do planejamento tradicional que se concentra em setores, o PES tem seu centro de atenção nos problemas. Processá-lo implica num esforço para que sua explicação seja totalizante, abordando-o política, econômica, ideológica e culturalmente, construindo a rede causal dos problemas elencados”.

 Na condição de Coordenador-Técnico do CES, tenho participado de Seminários de PES de entidades sindicais. Uma das características que mais me impressiona positivamente é o fato de que todos que irão executar, necessariamente participam da elaboração do planejamento. Não se trata de uma metodologia em que um ou dois elaboram e os outros seguem. Ela é participativa, o que evidentemente contribui para todos se envolverem na execução dos projetos elaborados. E, no meu entendimento, é essa a forma que pretendemos que se expanda na construção de uma sociedade justa e democrática, na qual todos os seres humanos deverão desenvolver sua criatividade e sua capacidade crítica.

 Os seres humanos para se realizarem  necessitam  ser sujeitos ativos, participando das diversas atividades, ajudando a planejá-las adequadamente e realizando-as plenamente. Não é gratuitamente que quando nos referimos às sociedades socialistas nos referimos a sociedades planejadas com o Estado estabelecendo objetivos e metas claras a serem atingidas a curto, médio e longo prazo. Certamente o governo cubano não teria conseguido enfrentar a poderosa elite estadunidense, durante os últimos 50 anos, se não houvesse um planejamento sério e consequente, com a participação da grande maioria do povo.


 *Augusto César Petta, professor, coordenador- técnico do Centro de Estudos Sindicais (CES) e membro da Comissão Sindical Nacional do PCdoB.

CAPITALISMO DEPENDENTE: APENAS 3,7% DOS DOUTORES DO PAÍS ESTÃO EM EMPRESAS PRIVADAS

do blog Educação Política

Destino dos Doutores

Estudo pioneiro mostra que os mais qualificados profissionais do País se empregam no setor público

Da Unicamp

Um estudo que cruzou, pela primeira vez, dados do sistema de pós-graduação com dados da área econômica do governo apresenta informações inéditas sobre o destino dos doutores formados no Brasil. Os autores do estudo, denominado de “Características do Emprego dos Doutores Brasileiros” são os consultores Eduardo Viotti e Adriano Baessa.

Segundo o relatório, dos quase 26 mil doutores com vínculo formal de emprego em 2004, 66% trabalhavam em instituições de ensino; 18% para os diversos níveis de governo; 4% em associações — como ONGs, por exemplo. Na indústria de transformação, a porcentagem ficou em torno de um ponto: 1,2%. Nas instituições “típicas de pesquisa e desenvolvimento” — como institutos privados de pesquisa —, trabalham 2,5% dos doutores formalmente empregados (a soma desses dois itens dá 3,7%). Como a maior parte das instituições de ensino que empregam titulados são as universidades públicas, pode-se concluir que quatro em quase cinco doutores são absorvidos pelo setor público. A agricultura é setor que praticamente não emprega doutores.

Os resultados do estudo mostram que 36,14% dos 40.271 doutores titulados no período 1996-2003 não estavam formalmente empregados no final de 2004. Entre os outros 63,86%, o principal empregador era o setor público, e não o privado. O estudo mostra também que São Paulo é o celeiro de doutores do País; que as ciências da saúde são as que mais formam doutores e a área que concentra a maior parte dos empregos formais; e que o salário médio de um doutor oscilava, em 31 de dezembro de 2004, entre R$ 5 mil e R$ 6 mil mensais.

O levantamento feito por eles concentra-se no período 1996-2003 e apóia-se em dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e dos Ministérios do Trabalho e Emprego (MTE) e da Previdência Social (MPS). A íntegra do estudo, coordenado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), está em nossa página de Íntegras. (Texto original e integral de Rachel Bueno e Giovanny Gerolla)

Lula: escolas técnicas estimulam jovens a ter uma profissão

do portal vermelho

9 DE MARÇO DE 2009 – 09h36

Lula: escolas técnicas estimulam jovens a ter uma profissão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (9) que os investimentos no ensino técnico estimulam os jovens a ter uma profissão. Ao comentar a inauguração de três escolas profissionalizantes no Rio de Janeiro e quatro no Espírito Santo, na semana passada, ele reforçou que mais 92 unidades devem ser entregues até o final deste ano.

Durante participação no programa Café com o Presidente, o ministro da Educação, Fernando Haddad, lembrou que em 2009 é comemorado o centenário da Rede Federal de Educação Profissional.

De 1909 até pouco antes do início do primeiro mandato de Lula, foram criadas 140 escolas técnicas. A expectativa do atual governo é, em oito anos, entregar 214.

“Vamos fazer, em oito anos, uma vez e meia o que foi feito ao longo de praticamente 100 anos de história da rede federal”, disse Haddad.

Para Lula, a expansão do ensino profissionalizante é uma forma de manter o jovem no interior, porque ele não precisará se deslocar para as capitais na tentativa de conseguir um diploma, além de contribuir para a qualificação da mão-de-obra.

“Um jovem que entra em uma escola e aprende uma profissão tem possibilidade de ter um emprego em qualquer lugar do país”, afirmou o presidente.

Leia abaixo a íntegra do programa Café com o Presidente desta segunda-feira:


Apresentador: Olá você em todo o Brasil. Eu sou Luciano Seixas e nós estamos começando agora o programa de rádio do presidente Lula, o Café com o Presidente. OLá presidente, como vai, tudo bem?

Presidente: Tudo bem Luciano.

Apresentador: Presidente, o senhor dedicou uma parte da semana passada ao ensino técnico profissionalizante. Foram feitas inaugurações, três escolas profissionalizantes no Rio de Janeiro e quatro no Espírito Santo. Como é que está a questão do ensino técnico no país?

Presidente: Olha, apenas para avisar para os nossos ouvintes que nós inauguramos já este ano oito escolas. Inauguramos uma aqui em Brasília, três no Rio, quatro no Espírito Santo. E temos que inaugurar até o final do ano noventa e duas escolas porque esse ano nós vamos inaugurar cem escolas técnicas.

Mas é importante para falar sobre isso, Luciano, algúem que é o responsável pelo sucesso da educação no nosso país, que é o nosso convidado especial de hoje, o ministro da Educação, Fernando Haddad. É importante, Fernando, que você possa explicar para os nossos ouvintes o que que está acontecendo na educação no Brasil neste momento.

Ministro da Educação: Presidente Lula, Luciano. É importante registrar, Luciano, que 2009 é o centenário da Rede Federal de Educação Profissional.

O primeiro presidente que inaugurou escolas técnicas federais foi Nilo Peçanha em 1909. Foi o começo de uma trajetória que , infelizmente, foi abortada ao longo da história da República no Brasil.

Mas o presidente Lula vai inaugurar nos seus dois mandatos duzentas e catorze escolas. E a soma de todas as escolas feitas desde 1909 somam cento e quarenta. Portanto, nós vamos fazer uma vez e meia, em oito anos, o que foi feito ao longo de praticamente cem anos de história da rede federal.

Apresentador: Presidente o que que significa para o cidadão, a cidadã ter perto deles uma escola técnica profissional ?

Presidente: Duas coisas importantes: primeiro que o jovem não tem que viajar normalmente da cidade do interior para a capital.

Ele vai ter ou na sua cidade ou na própria região uma escola em que ele pode estudar.

A segunda coisa é qualificar a mão-de-obra no Brasil, ou seja, um jovem que entra numa escola e aprende uma profissão, esse jovem tem possibilidade de ter emprego em qualquer lugar do país.

Eu toda vez que vou inaugurar uma escola, eu dou o exemplo da minha vida. Graças a um curso de torneiro mecânico que eu fiz no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial — Senai, eu pude me qualificar melhor, pude arrumar um emprego melhor, pude trabalhar numa empresa melhor.

Por conta disso, eu fui ao sindicato e eu ainda brinco com os meninos, que por conta disso eu virei presidente da República.

Mas o que é importante é a coisa sagrada de alguém ter uma profissão. Quem já procurou emprego sabe o que eu estou falando. Uma coisa é você ir procurar emprego com o diploma na mão dizendo eu sei fazer tal coisa.

Outra coisa é você procurar emprego sem ter nenhuma profissão e quando alguém pergunta para você o que você sabe fazer, você diz nada.

Ou seja, quem tem uma formação profissional, essa pessoa quando chegar num lugar qualquer para trabalhar, no mínimo, as pessoas vão pegar o currículo dele porque interessa aos empresários ter o currículo daqueles brasileiros ou brasileiras que têm uma boa formação profissional.

Essa é a coisa mais sagrada, ou seja, o orgulho de uma mãe ou de um pai de colocar o filho numa escola técnica.

Apresentador: Você está ouvindo o Café com o Presidente, o programa de rádio do presidente Lula. Nós estamos falando sobre a importância da escola técnica no país, presidente , mas vou aproveitar a presença do ministro e dirigir a ele essa pergunta porque não foi só o ensino técnico que teve a atenção do governo, o ensino superior recebeu um reforço significativo, não é isso ministro Fernando Haddad?

Ministro da Educação: O investimento em educação no governo Lula é da creche até a pós-graduação, sem queimar nenhuma etapa.

Nós estamos trabalhando a expansão da creche e da pré-escola com o PróInfância [Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos da Rede Escolar Pública de Educação Infantil] do ensino fundamental e médio com o FUNDEB [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação] e as escolas técnicas e você fez referência a educação superior.

Só no que diz respeito a educação superior, nós temos vários programas de atendimento a população. Um exemplo, o REUNI [Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais], que é a expansão das universidades federais, já em 2009 na comparação com 2003, dobrou as vagas de ingresso.

Eram 113 mil vagas oferecidas por 42 universidades federais em 2003 hoje são 227 mil vagas oferecidas por 55 universidades federais porque o governo Lula criou doze novas universidades no país.

O PROUNI [Programa Universidade para Todos] , por exemplo, o jovem de baixa renda que não conseguia uma vaga numa universidade pública tinha dificuldade de pagar evidentemente, a mensalidade numa escola particular , numa universidade particular.

Hoje, ele conta com um programa de bolsas que oferece mais de 150 mil bolsas ao ano, sendo que 70% dessas bolsas são bolsas integrais, ou seja, ele não paga absolutamente nada de mensalidade.

E quando o curso é de tempo integral, como é o caso de medicina, ele ainda recebe uma bolsa permanência para arcar com despesas como transporte e alimentação. Então , eu estou lhe dando alguns exemplos dessa nova visão de educação, que nós chamamos de visão sistêmica.

Presidente: Eu acho que é importante, Luciano, a gente valorizar as pessoas que querem estudar e que não podem estudar. Ou seja, no governo nós decidimos que era proibido falar em gasto quando nós discutíamos educação. Educação é investimento!

Apresentador: Obrigado ministro Fernando Haddad por sua presença aqui no Café com o Presidente.

Ministro da Educação:  Obrigado Luciano.

Apresentador: Muito obrigado presidente Lula até a semana que vem.

Presidente: Obrigado a você Luciano e até a próxima semana.

Apresentador: O Café com o Presidente volta na próxima segunda-feira. Até lá…


Agência Brasil

Formação de formadores – CES / CTB

do portal da CTB

Augusto Petta
Dificilmente encontraremos um dirigente sindical que diga abertamente que formação sindical não é importante . Quase todos afirmam , com toda ênfase, que os sindicalistas precisam participar do processo de formação, envolvendo desde as questões técnicas para a gestão sindical até as questões mais diretamente políticas. No entanto, quando observamos qual é o percentual de recursos financeiros  que a entidade destina à formação, geralmente é muito pequeno em relação a muitas outras atividades que a entidade promove. Assim, o que podemos afirmar , em geral, é que o discurso não tem correspondido à prática.

No entanto, tenho também observado que algumas entidad es têm buscado, com maior intensidade, realizar cursos, seminários, palestras, planejar estrategicamente suas ações e organizar departamentos que cuidem especificamente do processo de formação. Penso que se trata de uma tendência decorrente da necessidade, que o movimento sindical tem,de enfrentar os grandes desafios provenientes do avanço do neoliberalismo , da reestruturação produtiva e das novas técnicas gerenciais. E como enfrentar sem conhecer mais profudamente todo o mecanismo de exploração montado pelo sistema capitalista? Como enfrentar as profundas mudanças que atingem fortemente a materialidade e a subjetividade da classe ? Esses desafios constantes impõem aos dirigentes sindicais, se quiserem ser bem sucedidos, a necessidade da reflexão, do estudo, dos debates, da participação em cursos, de atuar de forma planejada.

Por outro lado, na medida que cresce a demanda por atividades de formação, cresce também a necessidade de termos formadores com condições adequadas para transmitir conhecimentos históricos, econômicos, políticos, e sociológicos . Por isso , o Centro de Estudos Sindicais-CES presidido por Gilda Almeida e a Secretaria de Formação e Cultura da CTB coordenada por Celina Areas realizaram, em janeiro de 2009, o 1º Curso Nacional de Formação de Formadores. Durante 5 dias, 35 sindicalistas, de 14 Estados brasileiros  -  a maioria deles indicada pelas CTBs Estaduais  -  estiveram reunidos em Itapecerica da Serra -SP – para se capacitarem a ministrar aulas em cursos de formação a serem realizados pelo Brasil afora. 

As CTBs Estaduais indicaram companheiros e companheiras capacitados e com o compromisso de assumir a responsabilidade da condução de aulas, principalmente em seus respectivos Estados. Trata-se de uma experiência piloto que inclui, por uma lado, metodologia e técnicas pedagógicas, e por outro, conteúdos relativos a temas fundamentais, tais como Transformações no Mundo do Trabalho apresentado pelo Jornalista Altamiro Borges e Método Dialético e Análise da Realidade desenvolvido pela Professora Madalena Guasco. Em relação às técnicas pedagógicas, três professores , com larga experiência na profissão, foram os responsáveis pelas aulas: Roselene dos Anjos discorreu sobre análise de textos e seqüência didática, Liliana Lima sobre dinâmica de grupo e Arnaldo Lemos Filho sobre a utilização de filmes em sala de aula. Todos os participantes do curso participaram de reuniões de grupo com o objetivo de elaborar uma sequência didática que, posteriormente ,foi apresentada para todos, com posterior debate.

No final do curso, realizou-se uma reunião com todos os participantes e , cada um deles, se responsabilizou pelo estudo de temas  que compõem o currículo básico do CES. Esses temas são: Origem e Papel dos Sindicatos e História do Movimento Sindical Brasileiro, Concepções Sindicais, Transformações no Mu ndo do Trabalho e Análise de Conjuntura:como fazer. O convênio CES – CTb prevê para o primeiro semestre desse ano, a realização de cursos, em vários Estados, cuja programação inclui os temas referidos. Já, para esses cursos, contaremos, na condição de formador, com alguns dos participantes do 1º Curso Nacional de Formação de Formadores. A necessidade de multiplicar o número de formadores é um indicador importante do crescimento da importância da formação, na consciência e prática dos dirigentes sindicais. 

Através de um grupo virtual, continuamos o processo de comunicação entre os participantes do curso. Pretendemos que essa continuidade se estenda por muito tempo para que as experiências, as pesquisas, os estudos, as avaliações  dos cursos ministrados sejam compartilhadas entre todos os participantes.Há, entre os participantes do curso , o firme propósito de, daqui a um ano, realizarmos o 2º Curso Nacional de Formação de Formado res !

Augusto César Petta é professor, coordenador-técnico do Centro de Estudos Sindicais – CES e membro da Comissão Sindical Nacional do PCdoB.

EXEMPLO A SEGUIR – PARABÉNS FORTALEZA

do portal vermelho

 28 DE JANEIRO DE 2009 – 12h52

PCdoB de Fortaleza reedita as ”Quartas Vermelhas”

Experiência bem sucedida no ano de 2008, o ciclo de palestras promovido pela Comissão de Formação do PCdoB de Fortaleza, ganha novo nome, Quartas Vermelhas, e reinicia suas atividades em fevereiro deste ano realizando duas palestras.

A primeira acontece no próximo dia 4 de fevereiro, quando será discutido o tema: “O Conflito na Faixa de Gaza”, com palestra de Luis Carlos Paes, presidente do PCdoB de Fortaleza.

Já no dia 18 de fevereiro a palestra será sobre “Os 50 anos da Revolução Cubana” e será proferida pelo professor e historiador Evaldo Lima. O Ciclo de Palestras acontece sempre às 19h, no auditório César Uchoa, na sede municipal do PCdoB de Fortaleza.

O calendário do evento inclui ainda os temas: “O encontro dos Partidos Comunistas do Brasil” e “A história do PCdoB no Ceará”, que ocorrerão no mês de março e “Movimentos Sociais, O Partido e O Governo” e “Os Impactos da Crise econômica no município de Fortaleza”, que estão marcados para o mês de abril.
Segundo o secretário de Formação, Vicente Carneiro, as Quartas Vermelhas têm como objetivo atualizar os comunistas fortalezenses em discussões importantes para o país. “A formação política é, sem dúvida, um importante instrumento para o fortalecimento orgânico e teórico do Partido Comunista e de seus militantes” afirma o dirigente.

 Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (85) 3281-9217.

 De Fortaleza,
Daniele Cavalcante