Consideram na Rússia sem precedentes revelações do Wikileaks

da prensa latina

Escrito por Erica Soares   
martes, 30 de noviembre de 2010
Imagen de muestra30 de noviembre de 2010, 07:13Moscou, 30 nov (Prensa Latina) A Rússia qualificou hoje de caso sem precedentes a publicação pelo site Wikileaks de intercâmbios de mensagens diplomáticos nas missões estadunidenses em todo o mundo, assinala a imprensa local.  Nada tem de particular que os estados leiam textos diplomáticos uns dos outros, mas outra coisa é quando essas informações se fazem públicas e de conhecimento de todas as nações interessadas, declarou uma fonte da Chancelaria, citada pela imprensa capitalina.O governo estadunidense foi incapaz de manter a confidência em tarefas que encomendou a sua própria diplomacia, assegurou a fonte.

Com respeito à Rússia, os referidos documentos (cerca de 251 mil materiais) não constituem nenhum problema, pois nada de novo revelam com respeito à imagem deste país e de sua situação atual, assinala o diplomata, que preferiu o anonimato.

Tal imagem é uma fusão dos instintos e preconceitos muito difundidos a diversos níveis no “establishment” do serviço exterior, político-militar e de inteligência estadunidense com respeito a esta nação e tudo relacionado à ela, agregou a fonte.

O ministro russo do Exterior, Serguei Lavrov, considerou ontem que as relações com os sócios de seu país se guiará por ações concretas e não precisamente pelo conteúdo de supostos documentos confidenciais da diplomacia norte-americana.

As revelações do Wikileaks demonstram as avaliações de diplomatas estadunidenses sobre as relações entre o presidente russo, Dmitri Medvedev, e o premiê Vladimir Putin, bem como caracterizações de ambos e outros servidores públicos do estado.

Além disso, os vazamentos estão referidos a comentários realizados por especialistas russos durante as negociações com a parte norte-americana no ano passado em Genebra em torno do Tratado de Redução e Limitação de Armas estratégicas (START-3).

mv/to/es

Modificado el ( martes, 30 de noviembre de 2010 )

Equador oferece residência ao fundador do Wikileaks, Julian Assange

site opera mundi

 O governo equatoriano está disposto a acolher e a conceder residência ao fundador do site Wikileaks, Julian Assange, informou o vice-ministro de relações exteriores equatoriano,  Kintto Lucas, segundo a agência pública de notícias equatoriana Andes. 

“Estamos prontos para lhe dar um autorização de residência no Equador, sem problemas nem condições”, disse Lucas. “Vamos convidá-lo para vir ao Equador para que possa expor livremente, não apenas na internet, mas também em diferentes instâncias públicas as informações que possui e toda a documentação”, acrescentou o equatoriano.

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No último domingo (28/11), a organização Wikileaks divulgou por meio da imprensa mais de 251 mil mensagens secretas enviadas por diplomatas a Washington. O vazamento foi criticado pelo Departamento de Estado dos EUA, já que os relatórios tratam de temas polêmicos da política externa mundial e expõe a desconfiança da Casa Branca em relação a líderes de diversos países, como a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, o ex-secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Samuel Pinheiro Guimarães, o presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad e o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, entre outras personalidades políticas.

Horas depois da repercussão das mensagens, o procurador-geral dos Estados Unidos, Eric Holder, ordenou a abertura de uma investigação criminal sobre o vazamento. Ontem, a secretária de Estado, Hillary Clinton, condenou a atitude do Wikileaks que, segundo ela, são uma ameça à diplomacia internacional.

Assange é um jornalista australiano, programador e ativista de internet. Sua primeira divulgação de dados secretos relevantes ocorreu em 25 de julho de 2005: 92 mil documentos sobre a guerra do Afeganistão, que continham informações sobre mortes de civis por militares norte-americanos. Sobre ele não pesam apenas as críticas dos EUA por conta da divulgação do material, mas também uma acusação feita pela Justiça suíça de abuso sexual.

Na quinta-feira (18/11), a Suíça manteve a ordem de prisão contra o jornalista, que por morar na Suécia, é tratado como foragido. A Suécia já pediu à Interpol que ajude em sua captura. O advogado de Assange na Suécia, Björn Hurtig, declarou que recorrerá a decisão ao Tribunal Superior.

Por Márcia Silva Postado em EUA

Robert Fisk: EUA não se importam com injustiças no Oriente Médio

do site Carta Maior

Quantidade imensa de literatura diplomática prova que o pilar da política dos EUA para o Oriente Médio é o alinhamento com Israel, que seu principal objetivo é encorajar os árabes a unir-se à aliança EUA-Israel contra o Irã, que a bússola da política dos EUA é a necessidade de domar e, por fim, destruir o Irã. O maravilhoso jornalista palestino Marwan Bishara acertou ao dizer, no fim-de-semana, que esses papéis diplomáticos dos EUA são mais interessantes para estudos antropológicos, que para estudos políticos; porque são documento de uma perversão do pensamento ocidental sobre o Oriente Médio.

Robert Fisk – The Independent

Aproximei-me desconfiadíssimo, do mais recente rumoroso episódio diplomático. E ontem, depois das eleições no Cairo – as eleições parlamentares egípcias foram, como sempre, mistura de farsa e fraude, o que, afinal de contas, sempre é melhor que choque e horror – mergulhei nos milhares de telegramas diplomáticos norte-americanos, sem absolutamente qualquer esperança. Como disse o presidente Hosni Mubarak, e lê-se num dos telegramas, “vocês sabem esquecer a tal de democracia”.

Não que os diplomatas dos EUA não entendam o Oriente Médio; é que eles já não sabem ver a injustiça. Quantidade imensa de literatura diplomática prova que o pilar da política dos EUA para o Oriente Médio é o alinhamento com Israel, que seu principal objetivo é encorajar os árabes a unir-se à aliança EUA-Israel contra o Irã, que a bússola da política dos EUA é a necessidade de domar e, por fim, destruir o Irã.

Não vazou praticamente (pelo menos até agora) nenhuma referência às colônias israelenses ilegais exclusivas para judeus na Cisjordânia, nem aos ‘postos de controle’ israelenses, aos colonos israelenses extremistas, cujas casas pintam como cicatrizes de varíola toda a Cisjordânia palestina ocupada – ao vasto sistema ilegal de roubo de terra que é o coração da guerra Israel-palestinos. O que se vê mais, por incrível que pareça, são os mais variados espécimes de importantes diplomatas norte-americanos acocorados e rendidos ante as exigências de Israel – vários deles visivelmente apoiadores ardentes de Israel. É como se os chefes do Mossad e os agentes militares de inteligência de Israel obrigassem os padrinhos ouvir e decorar as instruções dos apadrinhados.

Há maravilhosa passagem nos telegramas, quando o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu explica a uma delegação do Congresso dos EUA, dia 28/4/2009, que “Estado palestino, só se for desmilitarizado, sem controle sobre o espaço aéreo e campo eletromagnético [sic], sem poder assinar tratados nem controlar fronteiras”. Assim sendo, adeus ao Estado palestino “viável” (palavra de Lord Blair de Isfahan) que todos supostamente desejamos. Não há registro nos telegramas de que os rapazes e moças deputados e senadores dos EUA e que lá ouviam Netanyahu tenham discordado.

Em vez disso, o The New York Times procurou as melhores frases. Eis o rei Abdullah da Arábia Saudita, por seu embaixador em Washington (sempre amigo da imprensa), dizendo que Abdullah crê que os EUA devem “cortar a cabeça da serpente” – onde, em “a serpente”, leia-se “o Irã” ou “Ahmadinejad” ou “as instalações nucleares do Irã” ou qualquer um desses itens ou todos.

Mas os sauditas vivem ameaçando cortar a cabeça de serpentes. Em 1982, Yasser Arafat disse que deceparia o braço esquerdo de Israel (depois que Israel invadiu o Líbano) e o então primeiro-ministro de Israel Menachem Begin respondeu que deceparia o braço direito de Arafat. Acho que quando somos informados – como, desgraçadamente, agora, por Wikileaks – de que candidatos a visto norte-americano, mas que os EUA não queiram por perto, são chamados pelos diplomatas dos EUA de “víboras do visto” [ing. visa vipers], a única conclusão a que podemos chegar é que cresce em todo o mundo a demanda por ofídios.

O problema é que, por décadas, os potentados do Oriente Médio ameaçam decepar cabeças de cobras, serpentes, ratos e insetos iranianos – esses últimos preferidos de Saddam Hussein, que usou “inseticida” fornecido pelos EUA para a matança como bem se sabe –, enquanto os líderes israelenses chamaram os palestinos de “baratas” (Rafael Eitan), “crocodilos” (Ehud Barak) e “bestas de três patas” (Begin).

Tenho de confessar que gargalhei, de chorar de rir, ante um telegrama de diplomata dos EUA, em tom solene-ridículo, reportando do Bahrain, que o rei Hamad – ou “Sua Alteza Suprema Rei Hamad”, como faz questão de ser chamado, em sua ditadura de maioria xiita em reino pouco maior que a ilha de Wight – havia declarado que o perigo de deixar prosseguir o programa nuclear iraniano era “maior que o perigo de fazê-lo parar”.

O maravilhoso jornalista palestino Marwan Bishara acertou ao dizer, no fim-de-semana, que esses papéis diplomáticos dos EUA são mais interessantes para estudos antropológicos, que para estudos políticos; porque são documento de uma perversão do pensamento ocidental sobre o Oriente Médio. Se o rei Abdullah (versão saudita em ruínas, em oposição à versão Reizinho Valente da Jordânia) realmente chamou Ahmadinejad de Hitler, se o conselheiro de Sarkozy chamou o Irã de “Estado fascista”, então se prova, apenas, que o departamento de Estado dos EUA continua obcecado com a II Guerra Mundial.

Adorei o espantoso relato de alguém que visitou a embaixada dos EUA em Ancara e contou aos diplomatas que o Líder Supremo do Irã Ali Khamenei sofria de leucemia e estava à morte. Não porque o pobre velho sofra de câncer – é mentira –, mas porque é o mesmo tipo de descalabro sobre líderes do Oriente Médio recalcitrantes que se vê há muitos anos. Lembro de quando “fontes diplomáticas” norte-americanas ou britânicas inventaram que Gaddafi estaria morrendo de câncer, que Khomeini estaria morrendo de câncer (muito antes de ele morrer), que o matador de aluguel Abu Nidal estaria morrendo de câncer 20 anos antes de ser assassinado por Saddam. Até na Irlanda do Norte um miolo-mole britânico contou-nos que o líder protestante William Craig estaria morrendo de câncer. Claro que Craig sobreviveu, como o horrível Gaddafi, cuja enfermeira ucraniana é descrita nos documentos dos EUA como “voluptuosa”, o que ela é. Mas haverá alguma dama loura não “voluptuosa”, nesse tipo de novelão?

Uma das reflexões mais interessantes – atentamente ignorada pela maioria dos jornais pro-Wikileaks de ontem – aparece no relato de encontro entre uma delegação do Senado dos EUA e o presidente Bashar Assad da Síria, no início de 2010. Os EUA, disse Assad aos visitantes, possuem “gigantesco aparato de informação”, mas fracassam ao analisar essa informação. “Nós não temos as habilidades que os senhores têm”, disse em tom sinistro, mas “somos bem-sucedidos no combate aos extremistas porque contamos com melhores analistas. (…) Nos EUA vocês gostam de fuzilar [terroristas]. Sufocar as redes deles dá melhor resultado”. O Irã, concluiu Assad, era o mais importante país da região, seguido da Turquia e – número três – a Síria. O coitado velho Israel nem aparece no retrovisor.

Evidentemente, o presidente Hamid Karzai do Afeganistão é “movido à paranóia” – como todos os habitantes daquela terra, inclusive quase toda a OTAN e, sobretudo, os EUA – e naturalmente o presidente do Iêmen mente ao próprio povo que está matando representantes da al-Qa’ida, quando todos o mundo sabe que os verdadeiros culpados são os guerreiros do general David Petraeus. Líderes muçulmanos não fazem outra coisa além de mentir que as proezas militares dos EUA contra outros muçulmanos são proezas deles, não ‘nossas’.

Claro, não se pode ser tão cínico. Gostei muito do telegrama diplomático dos EUA (do Cairo, claro, não de Telavive) no qual se lê que Netanyahu seria “elegante e sedutor (…) mas nunca cumpre o que promete”. Ora! Não se aplica também a metade dos líderes árabes?

E assim chegamos ao apimentado e assustador relato de encontro entre Andrew Shapiro, “Secretário Assistente de Estado do Gabinete Político-militar dos EUA” e espiões israelenses há quase exatamente um ano. Israel não pode proteger seus Cessna Caravan e Raven aviões-robôs não pilotados no sul do Líbano, reconheceu o Mossad (o Hezbollah deve ao Mossad essa preciosa informação). Um coronel israelense “J5”, coronel Shimon Arad gorjeia sobre os perigos do “Hezbollahstão” e do “Hamastão” e sobre “o impasse político interno” no Líbano – naquele momento não havia; agora, há – e sobre o Líbano como “arena militar volátil” e a “suscetibilidade do Líbano a influências externas, inclusive da Síria, do Irã e da Arábia Saudita”.

E – claro, apesar de o coronel Arad não ter falado sobre isso – também suscetível à influência de norte-americanos, israelenses, franceses, britânicos, além, também de o Líbano também ser suscetível à influência dos turcos. Shapiro “citou a necessidade de oferecer alternativa ao Hezbollah” – talvez… os policiais da Costa Rica? – e sugeriu que o exército libanês poderia defender o Hezbollah (improvável, nas atuais circunstâncias).

Há uma inestimável rejeição-negação do relatório Goldstone da ONU sobre as atrocidades em Gaza em 2008-09, pelo major-general da reserva Amos Gilad, que diz que os documentos em que se critica Israel são “sem fundamento, porque os militares israelenses fizeram 300 mil chamadas telefônicas para as residências em Gaza antes dos ataques aéreos (…) para evitar baixas entre os civis.” O infeliz, pobre Shapiro, dado que o telegrama não registra resposta dele, manteve-se em silêncio. Teria sido apenas uma, de cada cinco famílias palestinas, avisadas por telefone, se se considera a população palestina total de Gaza, crianças, bebês, todos. E mesmo assim os israelenses mataram 1.300 palestinos, a maioria dos quais civis. Claro que a Autoridade Palestina do insípido Mahmoud Abbas não quis assumir esse campo de morticínio depois que os israelenses venceram – como Israel propôs-lhe, com aprovação dos EUA – porque Israel não venceu em Gaza. Sequer conseguiram localizar nos túneis de Gaza o soldado israelense que o Hamás mantêm preso há anos.

Há um momento simbólico quando o Xeque Mohamed bin Zayed al-Nahyan de Abu Dhabi – sem comparação possível com o personagem “distante e sem carisma” de seu irmão Califa – preocupa-se com o Irã na presença do embaixador dos EUA Richard Olsen o qual, então, comenta que o Xeque “manifesta visão estratégica sobre a Região curiosamente semelhante à visão israelense”. Mas é claro que manifesta! São idênticos. Todos rezam em suas mesquitas de ouro, reis e emires e generais, comprando mais e mais armas dos EUA para protegerem-se contra “o Hitler” de Teerã – melhor Hitler, acho eu, que o Hitler do Tigre em 2003, que o Hitler do Nilo de 1956 – e praza a Deus Todo Poderoso que sejam salvos pelos santificados EUA e Israel. Fico, em suspense, à espera do próximo capítulo dessa farsa.

Tradução: Vila Vudu

Comando militar sul-coreano começa simulacro de guerra naval

do site prensa latina

 
Escrito por michel   
jueves, 05 de agosto de 2010
05 de agosto de 2010, 13:10Seul, 5 ago (Prensa Latina) O Comando Naval sul-coreano deu início hoje a um exercício de combate antisubmarino de cinco dias no mar do Oeste, que a República Popular Democrática da Coréia (RPDC) qualificou de provocação militar deliberada dirigida à invadí-la.

  Nesses exercícios navais em grande escala, do 5 ao 9 de agosto intervêm uns 20 navios, 50 aviões, guardacostas e quatro mil 500 marines, que realizarão disparos reais na zona marítima na que se afundou em março a corbeta sofisticada Cheonan, em águas da ilha surcoreana de Baengnyeong, de acordo com a agência de notícias Yonhap.

Essas manobras desenvolvem-se após uns exercícios navais e aéreos conjuntos entre Surcorea e Estados Unidos em águas ao leste da península (mar do Japão) celebrados em julho.

Com anterioridade, a RPDC advertiu sobre uma potente represália física contra o simulacro, que se efetua nas cercanias da disputada fronteira marítima na costa oeste da península.

Também adotou uma resolução decisiva para enfrentar com duras represálias físicas os imprudentes disparos navais projetados pelo exército sul-coreano e advertiu às embarcações civis que não se acerquem às zonas próximas à fronteira marítima.

De acordo com um comunicado do Comitê para a Reunificação Pacífica da Pátria, o povo e Exército coreanos deterão aos autores dessa provocação com a mais contundente tática de guerra e meios de ataque para além da imaginação em caso que as manobras desatem um conflito.

A parte ocidental da limitação marítima constitui um ponto de fricção bilateral porque desconhece a linha traçada unilateralmente pelas Nações Unidas ao termo da guerra de 1950 a 1953.

mgt/mne

es

Modificado el ( jueves, 05 de agosto de 2010 )

Nos EUA a crise não é para todosTrabalhadores pagam e capital embolsa

do jornal avante

A Reserva Federal dos EUA admitiu, quinta-feira, 29, que a economia norte-americana permanece praticamente estagnada. As consequências fazem-se sentir com violência no país e os dados mostram não só que a crise não é para todos como é endémica ao sistema baseado na exploração de classe.De acordo com o relatório da Reserva Federal, o nível de consumo voltou a cair (0,8 por cento) pelo segundo mês consecutivo, arrastando o índice para o pior resultado do ano de 2010. A crescer apenas o segmento da aquisição de géneros de primeira necessidade, ao passo que a transacção de bens duráveis e particularmente de imóveis continua a cair, adianta a entidade responsável por emissão de moeda nos EUA.

Segundo a Associação Nacional de Corretores de Imóveis, no mês de Junho o total de casas vendidas baixou 26 por cento face ao ponto mais alto do volume de transacções, registado em Setembro de 2005.

A Reserva já admite voltar a forçar os apoios à chamada recuperação da economia, isto é, equaciona voltar a verter milhões de dólares, às expensas do erário público, sobre um modo de produção anárquico, depredador e sorvedor de recursos, caracterizado pela antagonia entre o carácter privado da propriedade e o carácter social da produção.


Longa agonia do sistema

A par dos indicadores de conjuntura, a crise capitalista revela com crueza as suas consequências. Os principais atingidos são os trabalhadores. Só no ano de 2009, mais de 20 por cento das famílias norte-americanas sofreram uma perda de rendimento disponível na ordem dos 25 por cento, diz um relatório elaborado pela insuspeita Fundação Rockefeller.

O documento, intitulado «Segurança económica em risco», adianta ainda que, desde 1985, o total de famílias que perderam um quarto dos respectivos rendimentos cresceu quase 50 por cento quando se comparam os dados dos últimos 25 anos com os registados entre 1960 e 1985.

Quando o período é o de 1966 a 2006, o total de norte-americanos que perderam pelo menos 25 por cento dos rendimentos ascende a 60 por cento do total da população.

Estes dados confirmam não apenas que a crise capitalista é de natureza sistémica – a delapidação dos rendimentos do trabalho (necessária para manter a taxa de rentabilidade do capital) agudizou a crise de sobreprodução empurrando a burguesia para mecanismos de reprodução do capital acumulado não ligados aos sectores transformadores (bolsa, futuros, etc.) –, como se iniciou muito antes do dobrar do século XXI.

Com efeito, a escalada da crise e as suas consequências iniciou-se, pelo menos, em 1985. O número estimado de trabalhadores «economicamente inseguros» nesse ano era de 28 milhões. Em 2007, ascendia já a 46 milhões, informa igualmente a Fundação Rockefeller (FR).

O referido texto não inclui dados relativos a 2010, quando todos os indicadores apontam para a transformação do desemprego de longa duração num problema estrutural. Não obstante, o quadro estatístico observado permite à FR afirmar que 2010 será muito pior que 2009.


Os ricos mais ricos

Outro dado interessante deste estudo é o que resulta da evolução dos rendimentos por «estratos sociais». Diz a FR que entre 1979 e 2006 a restrita classe média dos EUA viu a sua renda crescer 21 por cento, ao passo que os 10 por cento mais ricos incrementaram os respectivos rendimentos em 112 por cento e os 1 por cento obscenamente abastados bateram todos os recordes, com um aumento de 256 por cento.

A actual fase da crise é, ainda, uma enorme oportunidade para continuar a acumular capital e consolidar a posição cimeira arrasando a concorrência. Um exemplo: só durante o primeiro semestre de 2010 mais de 100 pequenos e médios bancos fecharam as portas em consequência da crise. A esmagadora maioria destas instituições, ao contrário das congéneres monopolistas, não recebeu qualquer tipo de apoio estatal. Os seus negócios foram, na quase totalidade, absorvidos pelos grandes conglomerados financeiros.

Em 2009, 140 bancos pequenos e médios já haviam encerrado nos EUA. No mesmo sentido, o The New York Times informou recentemente que os lucros das multinancionais cresceram 40 por cento entre o final de 2008 e o primeiro semestre de 2010. Entre as empresas que relataram ganhos no segundo trimestre deste ano, os lucros subiram 42,3 por cento.

Para o próximo trimestre de 2010, as empresas esperam aumentos dos lucros em 19,3 por cento face a 2009, e para 2011 as corporações almejam atingir um recorde de crescimento das margens de lucro na ordem dos 8,9 por cento, difundiu também o diário nova-iorquino.

Como se constata, a quebra observada nas vendas não significa necessariamente uma perda de lucros. Factores como a delapidação de milhares de postos de trabalho e o aumento da exploração sobre os trabalhadores – quer pela retirada de regalias quer pela supressão de parte do salário quer ainda pelo aumento da jornada e a flexibilização dos horários – contabilizam milhões em bolsa.

Tal é o caso da Harley Davidson (cortou 1/5 da sua força de trabalho e planeia cortar mais 1500 empregos apresentando o triplo dos lucros de 2009), da General Electric, JPMorgan Chase ou Ford (que desde 2005 já cortou quase metade da sua força de trabalho nos EUA), diz o NYT.

O Wall Street Journal explica a aparente contradição. Os mercados financeiros estão a premiar todas as empresas que planeiam despedir mais ou, pelo menos, não voltar a contratar.

Flagelo nacional

Do outro lado da barricada ficam os milhões de desempregados norte-americanos. Na última semana de Julho, o total registado pelo Departamento do Trabalho caiu 2,4 por cento, mas esta quebra pode estar relacionada com a suspensão dos despedimentos em fábricas automóveis do Michigan e Nova Iorque. Nada que deixe grandes ânimos, já que no total pediram protecção social ao Estado outros 457 mil trabalhadores norte-americanos neste período.

A taxa de desemprego oficial mantém-se alta, a rondar os 10 por cento. Entre os jovens dos 16 aos 25 anos, a taxa ascende a 20 por cento. A 10 de Julho, 8,3 milhões de norte-americanos recebiam algum tipo de ajuda. Milhões pura e simplesmente desistiram da inscrição nos departamentos de emprego.

Milhões para a guerra

 Entretanto, o Congresso dos EUA aprovou, por 308 votos a favor e 114 contra, o projecto de lei, anteriormente sufragado pelo Senado, que destina outros 33 mil milhões de dólares para custear o envio de mais 30 mil soldados para a guerra do Afeganistão. Mais 4 mil milhões de dólares serão destinados a propósito de programas de «ajuda» naquele território, no Paquistão e Iraque.

A aprovação ocorreu quando a Wikileaks divulgou milhares de relatórios sobre a guerra do Afeganistão e o site Democracy Now denunciou que rádios e outros meios de comunicação afegãos recebiam dinheiro para divulgarem propaganda dos EUA. Os serviços de inteligência, as unidades de guerra psicológica e alguns oficiais das forças armadas norte-americanas referem-se a jornalistas afegãos como «os nossos jornalistas».

O Pentágono já se tinha envolvido numa operação semelhante no Iraque, tendo mesmo contratado para o efeito a Lincoln Group, responsável pelos pagamentos a jornalistas iraquianos dispostos a publicar informação favorável aos ocupantes

Ameaça de Guerra: Coreia do Norte Ameaça Responder às Manobras dos EUA

do blog defesa Brasil

Mídia : O Globo

Data : 23/07/2010

Coreia do Norte ameaça ‘resposta física’ a exercício dos EUA

Por Andrew Quinn e Ambika Ahuja

HANÓI (Reuters) — A secretária de Estados dos EUA, Hillary Clinton, fez um apelo nesta sexta-feira para que a Ásia implemente sanções duras contra a Coreia do Norte, que respondeu ameaçando uma “resposta física” aos planos de Washington de realizar exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul.

Falando em Hanói sobre o principal diálogo de segurança Ásia-Pacífico, Hillary também pediu que os vizinhos de Mianmar pressionem o regime militar do país na direção de reformas democráticas. Ela também afirmou que a Ásia tem de se juntar à comunidade global ao mandar um “sinal claro” para o Irã para que o país reduza suas ambições nucleares.

“Uma das medidas da força de uma comunidade de nações é como respondemos a ameaças para seus membros, vizinhos e região”, disse Hillary aos 27 membros do fórum regional ASEAN, que inclui as potências regionais China, Japão e Rússia, além dos EUA, da União Europeia e do Canadá.

Na quarta-feira, Hillary anunciou novas sanções contra a Coreia do Norte, que Washington e Seul responsabilizam pelo naufrágio de um navio de guerra sul-coreano, que matou 46 pessoas e aumentou as tensões em torno do programa nuclear de Pyongyang.

Um diplomata norte-coreano disse que as sanções e os planos para a realização de manobras militares conjuntas entre EUA e Coreia do Sul terá uma “resposta física”.

“Haverá resposta física aos passos impostos pelos Estados Unidos militarmente”, disse Ri Tong-il, integrante da delegação norte-coreana no fórum de segurança à repórteres. Segundo ele, os exercícios militares violam a soberania norte-coreana.

(Reportagem adicional de Kiyoshi Takenaka em Tóquio)

Nosso Comentário:

Ameaça de Guerra: Coreia do Norte Ameaça Responder às Manobras dos EUA

Além da escalada na América do Sul e de um possível ataque ao Irã, os EUA também precisavam mexer com mais uma colméia de abelhas perigosas por seu fanatismo, as da Coreia do Norte.

Vemos que o negócio de Hillary Clinton é apresentar mais sanções contra os inimigos principais do Império: Irã e Coreia do Norte. Parece que os EUA estão tão bem em sua economia que planejam abrir novas frentes simultâneas de guerra pelo mundo.

Por incrível que possa parecer, quem mais deve temer essas aventuras trilionárias dos beligerantes americanos são os chineses, os quais detêm mais de US$ 2 trilhões em títulos da dívida externa americana. Até quando suportarão este jogo ultra arriscado?

Coreia do Norte exige cancelamento de exercícios militares dos EUA – 22/07/2010:

Parallel Parking an Aircraft Carrier – 23/07/2010:

Cenas do CVN 73 USS George Washington chegando à cidade de Busan, Coreia do Sul,em 21 de julho de 2010, para os exercícios navais com a Marinha da Coreia do Sul.

Roberto Silva

Irã , a guerra de Obama

do site correio da cidadania

Irã, a guerra de Obama
Escrito por Atilio A. Boron   
23-Jul-2010
 Amitai Eztioni é um dos sociólogos mais influentes do mundo. Nascido na Alemanha e emigrado a Israel nos anos fundacionais deste Estado, radicou-se tempo depois nos EUA, onde iniciou uma longa carreira acadêmica que o levou a transitar por várias das mais prestigiosas universidades do país: Berkeley, Columbia, Harvard, até culminar nos últimos anos em Washington D.C. como professor de Relações Internacionais da Universidade George Washington (GWU). Mas suas atividades não se limitaram a claustros universitários: foi um permanente homem de consulta de diversos presidentes norte-americanos, especialmente James Carter e Bill Clinton. E desde o 11 de setembro, com o auge do belicismo, sua voz ressoou com crescente força no establishment estadunidense. Há poucos dias ofereceu um novo exemplo disso.

 Incondicional apologista do Estado de Israel, acaba de publicar na Military Review, uma revista especializada do Exército dos Estados Unidos, um artigo que põe em evidência o “clima de opinião” que prevalece na direita norte-americana, no complexo militar-industrial e nos mais altos escalões da administração, muito especialmente no Pentágono. O título do artigo diz tudo: “Um Irã com armas nucleares pode ser dissuadido?” A resposta, folga esclarecer, é negativa. Tal publicação não poderia chegar em momento mais oportuno para os guerreiristas estadunidenses, quando reiteradas informações – silenciadas pela imprensa que se autodenomina ‘livre’ ou ‘independente’ – falam do deslocamento de navios de guerra norte-americanos e israelenses através do Canal de Suez e em direção ao Irã, o que faz temer pela iminência de uma guerra.

 Em várias de suas últimas “Reflexões”, o Comandante Fidel Castro havia advertido, com sua habitual lucidez, sobre as sombrias implicações da escalada desatada por Washington contra os iranianos, cuja pauta não difere em seu caráter anedótico daquela utilizada para justificar a agressão ao Iraque: assédio diplomático, denúncias à ONU, sanções cada vez mais rigorosas do Conselho de Segurança, “desobediência” de Teerã e o inevitável desenlace militar.

 As sombrias previsões do Comandante parecem otimistas em relação ao que propõe este tenebroso ideólogo dos falcões norte-americanos. Em uma entrevista concedida na terça-feira passada a Natasha Mozgovaya, correspondente do jornal israelense Haaretz nos EUA, Etzioni ratifica o que foi expressado na Military Review, a saber: o Irã pretende construir um arsenal nuclear e isso é inaceitável. A única opção é um exemplar ataque militar e é preferível desatá-lo um mês antes e não dez dias depois de que o satanizado Irã disponha da bomba atômica.

 Em seu artigo, o professor da GWU insiste em assinalar que qualquer outra alternativa deve ser descartada: a diplomacia fracassou; as sanções da ONU carecem de eficácia; bombardear as instalações nucleares não mudaria muito as coisas porque, segundo declarações do Secretário de Defesa Robert Gates, só se conseguiria atrasar o avanço do projeto atômico iraniano por três anos; e, por último, a dissuasão não funciona com “atores não racionais” como o atual governo do Irã, dominado pelo irracionalismo fundamentalista que contrasta com a moderação e racionalidade de governantes israelenses que assassinam ativistas humanitários em pleno Mediterrâneo. Por conseguinte, a única coisa realmente eficaz é destruir a infra-estrutura do Irã a fim de impossibilitar a continuidade de seu programa nuclear.

 Esse ataque, agrega, “poderia ser interpretado por Teerã como uma declaração de guerra total”, mas como as tentativas de diálogo ensaiadas por Obama fracassaram é urgente e imprescindível adotar medidas drásticas se os EUA não quiserem perder seu predomínio no Oriente Médio para o país persa. Por suas grandes reservas petrolíferas – superadas somente pelas da Arábia Saudita e Canadá e muito superiores às do Iraque, Kuwait e Emirados Árabes – o Irã excita a ânsia de rapinagem do imperialismo norte-americano, que com 3% da população mundial consome 25% da produção global de petróleo.

 Além do mais, não há que se esquecer que a guerra é o principal negócio do complexo militar-industrial, de modo que para sustentar seus lucros é preciso utilizar e destruir aviões, foguetes, helicópteros etc. Assim, a diabólica dupla formada pela “guerra preventiva” e a “guerra infinita” continua desabalada em seu curso, agora sob a presidência de um Prêmio Nobel da Paz, cujo servilismo a interesses tão obscuros unido à sua falta de coragem para honrar tal distinção coloca a humanidade à beira de um abismo.

 Atilio A. Boron é diretor do PLED, Programa Latinoamericano de Educación a Distancia em Ciências Sociais, Buenos Aires, Argentina.  

Website: http://www.atilioboron.com/.

 Traduzido por Gabriel Brito, jornalista.

Irã pede novamente aos EUA que cesse apoio ao terrorismo

do site prensa latina

 
20 de julio de 2010, 09:31Teerã, 20 jul (Prensa Latina) Irã pediu novamente hoje aos Estados Unidos e aos países europeus que cessem o apoio ao terrorismo, uma prática que -assegurou- contradiz os próprios princípios que defendem aqueles que se autoproclamam defensores da paz.

  O porta-voz do Ministério iraniano de Relações Exteriores, Ramin Mehmanparast, aconselhou as potências ocidentais dizendo que é “melhor deixarem de respaldar os terroristas, em vez de lhes dar proteção em seus territórios e os fortalecer”.

Durante seu habitual briefing semanal com a imprensa creditada em Teerã, o porta-voz reiterou as acusações do presidente Mahmoud Ahmadinejad e de outras autoridades persas sobre a responsabilidade de Washington e seus aliados no duplo atentado de Zahedan.

Ahmadinejad, o líder supremo do Irã, ayatolah Ali Khamenei, e o titular do parlamento, Ali Larijani, afirmaram que os Estados Unidos promoveu e realizou os bombardeios, tendo em conta seus velhos vínculos com o grupo radical sunita Jundullah, que reivindicou o ataque.

Na quinta-feira passada morreram 27 pessoas e outras 270 ficaram feridas pela detonação de duas bombas em frente à Grande Mesquita de Zahedan, capital da província de Sistan-Baluchestan, fronteiriça com o Paquistão e Afeganistão.

A referida milícia é uma das mais ativas que opera a partir do Paquistão para desestabilizar o Irã com apoio de militares norte-americanos e da Agência Central de Inteligência (CIA), segundo confissões de seus próprios líderes e documentos do governo iraniano.

Apesar da Casa Branca negar esses vínculos, Abdolmalek Rigi, líder de Jundullah executado em junho passado, reconheceu que tinha recebido financiamento do governo estadunidense e, de fato, foi capturado em fevereiro depois de se reunir em Dubai com agentes da CIA.

Mehmanparast desafiou as nações ocidentais a explicarem por que fornecem assistência financeira, logística e treinamento a grupos terroristas como Jundullah (Soldados de Deus), se dizem que realmente se opõem ao terrorismo.

Depois de definir a República Islâmica como a maior vítima do terrorismo, o porta-voz da chancelaria opinou que se necessita de um “sério trabalho” para erradicar esse flagelo e o extremismo, e para isso estão em marcha conversas com o Paquistão, afirmou.

Recordou que Teerã exortou em várias ocasiões Islamabab a tomar medidas para impedir a entrada neste país persa de irregulares armados com a missão de executar ataques violentos.

mv/ucl/es

Modificado el ( martes, 20 de julio de 2010 )

EUA revelam ter mais de 5.000 ogivas nucleares

do uol notícias

Em São Paulo

O Departamento de Defesa norte-americano divulgou na tarde desta segunda-feira (3) a informação de que os Estados Unidos possuem 5.133 ogivas nucleares ativas e milhares de armas nucleares desativadas, aguardando desmontagem. Os dados sobre o arsenal nuclear do país estavam mantidos em sigilo por mais de 50 anos.

Um oficial da defesa que não quis se identificar disse, em entrevista à agência de notícias Associated Press, que o tamanho atual das reservas nucleares é 75% menor em comparação ao ano de 1989.

A divulgação foi feita em Washington, instantes depois de a secretária de Estado, Hillary Clinton, ter anunciado, durante o encontro sobre o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), em Nova York, que o país tomaria esta medida.

Além do anúncio, a chanceler afirmou que o governo norte-americano buscará no Senado a ratificação dos protocolos internacionais que dispõem sobre os testes e o uso de armas nucleares. Além disso, Hillary prometeu que os EUA contribuirão com US$ 50 milhões para um fundo administrado pela agência nuclear da ONU.

Ahmadinejad quer EUA fora da AIEA
Mais cedo, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, pediu que os Estados Unidos sejam punidos por ameaçar o país do Oriente Médio. Ahmadinejad negou que o Irã desenvolva seu programa nuclear com fins militares. Além disso, o iraniano pediu a suspensão dos Estados Unidos da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão responsável por supervisionar e regulamentar as atividades nucleares no mundo.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que o discurso de Ahmadinejad já era esperado e que o Irã está cada vez mais isolado na comunidade internacional.

Ainda nas críticas aos Estados Unidos durante seu discurso de 35 minutos, Ahmadinejad lembrou as bombas atômicas americanas contra o Japão no final da Segunda Guerra Mundial e acusou Washington de usar armas com urânio enriquecido durante a guerra do Iraque.

O presidente iraniano exigiu ainda que um organismo independente fixe um calendário preciso para a eliminação de todas as armas nucleares.

Para Hillary, o Irã vai fazer de tudo para desviar a atenção da comunidade internacional da sua produção de armamentos nucleares. “O Irã vai fazer o que for possível para desviar a atenção do seu recorde [de enriquecimento de urânio], na tentativa de fugir da responsabilidade.”

O programa nuclear do Irã, que o Ocidente suspeita de acobertar o desenvolvimento de armas atômicas, é um dos assuntos mais debatidos nos corredores da conferência de revisão do TNP, que vai durar um mês. Realizado a cada cinco anos, esse evento avalia a adesão ao tratado e os problemas que ele sofre.

Por Márcia Silva Postado em EUA Tagged

Paladinos da Paz…

do jornal avante

por Angelo Alves

 
 

As atenções da imprensa mundial estão centradas na cimeira em torno da questão nuclear promovida pela Administração Norte-Americana em Washington que se sucede à assinatura entre EUA e Federação Russa do novo acordo START.
Da reunião de Washington – um conclave com convites dirigidos e que deixa de fora vários países – sairão sonantes proclamações, mas até os mais insuspeitos «analistas» apontam para uma «agenda restrita» e conclusões «não vinculativas». O principal mote da cimeira foi dado na véspera por Barack Obama: ir-se-á centrar no «facto de a maior ameaça à segurança dos Estados Unidos – a curto, médio e longo prazo – ser a possibilidade de uma organização terrorista vir a obter uma arma nuclear»(1). Mas as preocupações de Washington são outras e estão directamente relacionadas com o complexo processo de rearrumação de forças que está em curso no plano mundial.
Como bem assinalado na Crónica Internacional deste número do «Avante!» os tempos próximos dirão qual o real alcance do tratado já assinado entre EUA e Federação Russa e quais as reais intenções da administração norte-americana nesta sua «ofensiva» diplomática. Se um real interesse na não proliferação e redução ou se um ajuste táctico visando a manutenção da sua avassaladora supremacia militar que pode passar pelo desenvolvimento de uma ainda mais forte escalada armamentista convencional, pelo desenvolvimento de mais sofisticadas armas e sistemas míssil ou mesmo pela militarização do cosmos.
Entretanto, no meio de uma agenda mediática intensa que tenta mais uma vez apresentar Obama como o paladino da paz mundial, ficam submersos e são ocultados os acontecimentos e denúncias que revelam muito das intenções e práticas dos EUA e seus aliados. O ataque das tropas norte-americanas a um autocarro civil em Kandahar provocando cinco mortos e dezenas de feridos nas vésperas de uma nova matança nesta região do Afeganistão, o decreto militar israelita para a expulsão de dezenas de milhares de palestinianos da Cisjordânia e o recente vídeo de um massacre de civis e crianças no Iraque(2), trazido a
público por duas das vítimas serem dois jornalistas da Reuters, são apenas três dos inúmeros exemplos de crimes daqueles que agora são apresentados como os paladinos da paz e da contenção.
___________________
(1) Jornal Público – 13 Abril 2010
(2) http://wikileaks.org/

Reunião nuclear termina e Obama acha “mundo mais seguro”

do portal vermelho

13 de Abril de 2010 – 20h07

Com um comunicado final distribuído aos 47 participantes e com um discurso do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi encerrada nesta terça-feira (13), em Washington, a Cúpula de Segurança Nuclear, convocada pelo anfitrião e que terminou com a apresentação de um documento e de um plano de trabalho, enfatizando a necessidade de trabalhar com urgência por ações e medidas concretas para que a tecnologia nuclear não “caia em mãos erradas”.

Líderes de 47 países, inclusive os Estados Unidos, e representantes das Nações Unidas, da União Europeia e da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) se reuniram no Centro de Convenções de Washington por dois dias, para discutir meios de prevenir que materiais nucleares caiam nas mãos de terroristas ou de “atores não estatais”.

“O terrorismo nuclear é uma dos desafios mais pungentes à segurança internacional, e fortes medidas de segurança nuclear são os meios mais efetivos de conter terroristas, criminosos ou outros atores não autorizados da aquisição de materiais nucleares” afirma o comunicado.

Obama afirmou que “o mundo está agora mais seguro”, com os compromissos assumidos pelos 47 países presentes à cúpula. “Fizemos um progresso real na direção de um mundo mais seguro”, afirmou o presidente americano em declarações à imprensa após o encerramento da cúpula.

Agitando o espantalho

Mais cedo, durante o encontro, Obama chegou a citar a al-Qaida como um “ator” interessado em ter acesso a materiais nucleares, alegando a necessidade de ação imediata para evitar o que chamou de “catástrofe”.

“Duas décadas depois do fim da Guerra Fria, enfrentamos uma cruel ironia da história – o risco de confronto nuclear entre nações diminuiu, mas o risco de um ataque nuclear aumentou”, acredita Obama.

Brasil pede eliminação de arsenal

Em seu discurso, o presidente Lula pediu que todos os países eliminem o arsenal nuclear para neutralizar a possibilidade de que organizações terroristas tenham acesso à bombas atômicas.

“O modo mais eficaz de se reduzir os riscos de que agentes não-estatais utilizem explosivos nucleares é a eliminação total e irreversível de todos os arsenais nucleares”, disse o presidente, em reunião fechada com os líderes de outras 46 nações que participaram do encontro.

O presidente Lula aproveitou o discurso para reafirmar a necessidade de se reformar o formato do Conselho de Segurança das Nações Unidos, conservado desde a criação do organismo, em 1945. O governo defende a ampliação do Conselho, além de postular uma cadeira permanente no órgão máximo de deliberação das Nações Unidas.

“A ONU vem perdendo credibilidade. Ao não contar com um conselho de segurança mais representativo e com mais legitimidade — e cada vez mais descompassado com a realidade atual —, as Nações Unidas perdem espaço na governança da segurança internacional. Isso não interessa a ninguém”, afirmou.

EUA e Rússia

Ao mesmo tempo que a Cúpula encerrava seus trabalhos, os Estados Unidos e a Rússia assinavam um novo protocolo para a eliminação de 34 toneladas de plutônio cada um, material suficiente para produzir ao todo 17.000 bombas atômicas.

“Esta assinatura é um passo essencial, que leva ao cumprimento da obrigação dos dois países de eliminar em segurança e com transparência o plutônio militar em excesso”, disse o Departamento de Estado em um comunicado.

Washington e Moscou já tinham assinado, na última semana, um novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas, no qual se se comprometem em reduzir seus respectivos arsenais para 1.550 ogivas e 800 vetores nos próximos sete anos – um corte de cerca de 30% no total que as duas potências dispõem atualmente.

Israel não foi

Em uma atitude interpretada pela mídia como de “desafio e impunidade”, a maior potência militar do Oriente Médio se negou a participar da cúpula realizada pelos EUA. Desta maneira, o Estado sionista evitou revelar seu poderoso arsenal nuclear não declarado nem sujeito a qualquer controle internacional.

Ao manter-se fora do Tratado de Não Proliferação Nuclear, de 1970, Israel evitou ter de se comprometer a não fabricar armas nucleares e a permitir que seus inspetores acessem seu reator de Dimona, do qual sabe-se que produziu o único arsenal atômico da região.

A presença do premiê Benjamim Netanyahu em Washington na cúpula seria inédita, já que os hierarcas israelenses sempre eludiram esse tipo de reuniões, para evitar revelar e expor suas políticas nucleares secretas

Rouba-se de quem tem

Atualmente existem oito países que detonaram satisfatoriamente armas nucleares. Cinco deles são considerados “Estados nuclearmente armados”, um status reconhecido internacionalmente outorgado pelo Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP).

Na ordem da criação de armas nucleares estão os seguintes países: os Estados Unidos, a Rússia (posição herdada da URSS), o Reino Unido, a França e a China.

Desde que o tratado foi assinado outros três países realizaram provas nucleares. A Índia, que jamais o assinou, o Paquistão, no mesmo caso e a República Popular Democrática da Coreia, que se retirou do TNP neste século.

Além disso, existem amplos informes oficiais dos Estados Unidos e da Europa que confirmam que Israel possui um arsenal com armas nucleares, nunca declarado nem desmentido pelo estado sionista.

Atualmente existem 23 mil ogivas nucleares em prontidão no planeta, a maioria delas pertence a Estados Unidos e Rússia.

De acordo com a própria lista do Pentágono (em formato .pdf), existem cerca de 865 bases militares americanas espalhadas pelo planeta em 2007, mas se incluirmos as novas bases no Iraque e no Afeganistão o resultado ultrapassa mil. Estas mil bases constituem 95% de todas as bases militares que todos os países do mundo mantém em território de outro país.

Irã questiona intenções

O porta-voz do Ministério das Relações Externas do Irã, Ramin Mehman-Parast, questionou nesta terça-feira as intenções ocultas no encontro realizado nos Estados Unidos. Em entrevista coletiva em Teerã, Mehman-Parast lançou dúvidas sobre as reais intenções do evento hospedado por Obama.

A cúpula é um “show” destinado a “invocar uma ameaça irreal”, ao mesmo tempo que procura tirar a atenção da comunidade internacional para os motivos reais de preocupação, afirmou Mehman-Parast aos jornalistas da Press TV, emissora iraniana de televisão.

“Os Estados Unidos não podem falar sobre desarmamento nuclear enquanto ameaçam usar tais armas contra outras nações”, disse Mehman-Parast, lembrando da nova doutrina nuclear americana, anunciada na semana passada

“Um país que possui armas nucleares, que já as utilizou contra centenas de milhares de pessoas inocentes e ainda ameaça nações com tais armas não deveria jamais sediar tais conferências”, afirmou Mehman-Parast, agregando que tem sérias dúvidas quanto às intenções reais dos Estados Unidos com a realização da Cúpula.

Obama pressiona Brasil e Turquia

Obama se reuniu nesta terça-feira com Lula e com o premiê da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, para pressionar os dois países a aderirem às sanções que os Estados Unidos querem impor contra o Irã, de acordo com fontes ligadas ao governo do Brasil.

Mais cedo, o representante americano na reunião afirmou que “é o momento de aprovar sanções contra o Irã”, apesar da oposição de vários países, entre eles o Brasil, a China e o Irã. “Achamos que é a hora de agir”, afirmou o porta-voz do departamento de Estado, P.J. Crowley em relação às sanções.

A proposta do Brasil e da Turquia é que o Irã envie parte de seu urânio levemente enriquecido à Turquia e que este país o troque por combustível nuclear que receberia dos países ocidentais e que depois mandaria a Teerã, explicou hoje um alto funcionário do Ministério de Assuntos Exteriores do Brasil.

Os principais pontos relacionados pelo comunicado são:

  1. Fortalecer a segurança nuclear e reduzir a ameaça do terrorismo nuclear;
  2. Realizar ações nacionais e impulsionar a cooperação internacional para evitar o terrorismo nuclear;
  3. Apoiar as iniciativas do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de dar mais segurança aos materiais nucleares vulneráveis nos próximos quatro anos;
  4. Evitar que “atores não-estatais” obtenham tecnologias para usar materiais nucleares;
  5. Promover medidas para garantir a segurança do urânio altamente enriquecido e do plutônio, materiais básicos usados na construção de armas nucleares;
  6. Reafirmar o papel central da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) no cenário global de segurança nuclear;
  7. Cooperar para evitar e responder ao tráfico nuclear ilegal;
  8. Apoiar práticas de segurança nuclear fortes que não infrinjam os direitos dos estados de desenvolver e utilizar a energia nuclear.
Por Márcia Silva Postado em EUA

Os motivos ocultos da visita de Michelle Obama

Prensa Latina

Escrito por Beatriz Quintana Valle
miércoles, 14 de abril de 2010

 A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, continua hoje sua visita ao México, após passar “sorpresivamente” a véspera por esta capital para dizer o que todo o mundo sabe, que Haiti necessita ajuda.

A imprensa internacional tomou a visita da esposa do presidente de Estados Unidos, Barack Obama, como surpreendente, mesmo que o diário digital Haiti Press Network assegurou desde o domingo anterior que a terça-feira estaria em Porto Príncipe para uma estadia com menos de um dia.

No entanto, desde a Casa Branca se empenharam em advertir que Obama iniciaria pelo México seu primeiro percurso internacional sozinho, talvez para distrair a atenção sobre sua presença neste país, devastado por um terremoto no dia 12 de janeiro passado.

Michelle Obama, quem esteve acompanhada por Jill Biden, esposa do vice-presidente Joe Biden, advertiu que “a atenção do mundo -sobre Haiti- começa a reduzir-se”, mas não especificou se ocorre o mesmo com os interesses de seu país na nação caribenha.

A primeira-dama sobrevoou em helicóptero a capital haitiana e depois desceu nos jardins do [semidestruido] Palácio Nacional, principal símbolo da destruição do país pelo terremoto de janeiro, que deixou mais de 220 mil mortos.

Mas a visitante não presenciou as cenas que continuamente se observam frente da sede do Executivo, porque os danificados que pululam pelos arredores da mesma foram obrigados a ir embora muitas horas antes.

Em cima disso, centenas de soldados norte-americanos cercaram diferentes zonas da cidade e proibiram o trânsito de veículos nos arredores do Palácio de Governo, apoiados por Missão das Nações Unidas para a Estabilização de Haiti (Minustah).

Para muitos haitianos, a fugazes presença Michelle Obama poderia ser um sinal esperançadora, mesmo que pensam o mesmo cada vez que uma personalidade internacional põe pés na sua terra.

Outros acham que é uma forma de ratificar a influência norte-americana e até imaginam que as tropas acantonadas aqui pretendem manter-se por muito tempo, a julgar pelas obras que constroem onde hoje estão assentados.

Segundo estes, Haiti se transformou em um lugar estratégico para os Estados Unidos, só que não têm a certeza absoluta do motivo.

Alguns como o professor de secundário Didier Lebrere acha possíveis certas versões segundo as quais Haiti conta com uma grande reserva de petróleo e por isso há tantos soldados aqui.

Para Lebrere, não é preciso ser muito inteligente para dar-se conta que algo buscam e se é certo que há petróleo ou gás, eles -os Estados Unidos- quererão ter sua parte.

Outros pensam que algum mineral de importância deve esconder o subsolo haitiano quando há tantos norte-americanos na sua terra, e asseguram que não só os Estados Unidos procura se potenciar, porque o Canadá também anda no mesmo.

No final, Michelle Obama se reuniu com Elizabeth Debrosse, sua homóloga haitiana e visitou alguns lugares antes de tomar um avião e partir para o México, mas sua visita deixou a impressão que buscava algo mais que brindar o habitual apoio das personalidades ao povo haitiano.

Talvez ainda seja muito em breve, mas em poucos meses ou mais um pouco, se conhecerão os verdadeiros interesses de Estados Unidos em Haiti e até o motivo da “surpreendente” visita da esposa de Barack Obama.

Pela abolição das armas nucleares!

do jornal Avante

por Pedro Guerreiro
Com a aproximação da Conferência do Tratado sobre a não proliferação das armas nucleares (TNP), que se reunirá sob os auspícios da ONU, em Nova Iorque, de 3 a 28 de Maio, os EUA ensaiam o que podemos apontar como uma grande manobra, tentando escamotear que, no fundamental, procuram afinar a táctica para melhor continuar a sua estratégia.
O significado do acordo para a redução do número de ogivas nucleares entre os EUA e a Federação Russa, embora positivo se vier a ser efectivamente aplicado, não deverá ser descontextualizado dos seus pressupostos (a necessidade estratégica, as questões de segurança e os custos de manutenção que são colocados por vastos arsenais nucleares, recursos que poderiam ser usados para outros fins), do seu real alcance e da situação internacional em que tem lugar, caracterizada pela ofensiva imperialista.As declarações de Robert Gates, secretário da Defesa dos EUA, no preciso momento em que anunciava este novo tratado, são clarificadoras. Gates assegura que o arsenal nuclear continua a ser um pilar para os EUA e que a redução do número de ogivas não coloca em causa o poder da sua «tríade nuclear», isto é, das suas forças nucleares estratégicas (bombardeiros, submarinos e mísseis). Mais, Gates sublinha que o presente acordo com a Federação Russa em nada impedirá os EUA de desenvolver e instalar novos sistemas de mísseis ou de reforçar em milhões de dólares o orçamento para as infra-estruturas nucleares de modo a manter intacto todo o seu potencial de utilização.
Deve ainda ser dada a devida atenção à anunciada revisão da estratégia nuclear norte-americana – o único país a ter utilizado a arma nuclear, em 1945, em Hiroshima e Nagasaki -, por exemplo, quanto à justificação da manutenção, à modernização, ao desenvolvimento e à definição das circunstâncias do recurso às armas nucleares (nomeadamente a doutrina de «primeiro ataque nuclear») e se, como é alertado, esta é acompanhada por «um maior papel das armas convencionais de dissuasão».O secretário-geral da NATO, Rasmussen, também não deixa o mal por mãos alheias. Antecipando a cimeira ministerial que se realizará dias 22 e 23 de Abril, na Estónia, Rasmussen declara que a NATO deverá (re)afirmar no seu «novo» conceito estratégico que continuará baseada em capacidades convencionais e nucleares (!), incluindo o desenvolvimento de um sistema míssil (que já dá os primeiros passos no Mediterrâneo, na Roménia e na Bulgária).Depois de clarificado o real (e delimitado) alcance do actual acordo de redução dnúmero de armas estratégicas nucleares, compreende-se melhor as intenções expressas pela secretária de Estado Hillary Clinton, quando declara que os EUA «aparecem agora com mais credibilidade» (?) para, por exemplo, melhor poderem exercer pressão sobre o Irão. É pois brandindo novos passos na escalada contra o Irão, com a tentativa de imposição de novas sanções a este país, que a Administração norte-americana promove a realização de uma «cimeira sobre segurança nuclear», dias 12 e 13 de Abril, em Washington, que antecipa a Conferência das Nações Unidas, prevista para Maio (que procurará condicionar, centrando na não proliferação e secundarizando o desarmamento nuclear, previsto no TNP).
É pois de redobrada importância a exigência de uma efectiva política de desarmamento que, entre outros aspectos, assegure a não ameaça ou utilização das armas nucleares, que impulsione a plena e global aplicação do TNP e de outros tratados pertinentes – designadamente pelas potências nucleares -, que promova a segurança e a desmilitarização das relações internacionais, a abolição e destruição de todas as armas nucleares e uma política global de desarmamento.