Tragédia em Angra dos Reis

No dia 1º de janeiro, todos acordamos com a triste notícia dos deslizamentos de terra ocorridos em Angra dos Reis, durante a madrugada, com a morte de dezenas de pessoas.
O mundo acompanhou as cenas duras de resgate das vítimas e dos corpos. A cidade, ao sul do estado, ainda está praticamente “ilhada” pois a estrada foi parcialmente aberta mas a qualquer momento pode ser fechada novamente, basta voltar a chover, a situação é calamitosa.
Como em qualquer tragédia não há o que falar, não há palavras para expressar a dor dos familiares que perderam parentes e amigos.

Este blog se solidariza com os que perderam seus entes queridos.

Márcia Silva

Ministério de Minas e Energia diz que apagão atingiu 18 estados brasileiros

do globo.com

Problema em três linhas de transmissão no PR e SP provocou o blecaute.
Técnicos fazem varredura em linhas de transmissão para checar causas.

Diego Abreu
Do G1, em Brasília

O Ministério de Minas e Energia (MME) informou ao G1 nesta quarta-feira (11) que o apagão ocorrido entre a noite de terça (10) e esta madrugada atingiu 18 estados brasileiros. Segundo nota técnica do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), quatro estados foram afetados na totalidade: São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Outros 14 estados foram parcialmente atingidos: Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Acre, Rondônia, Bahia, Sergipe, Paraíba, Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte. A princípio, havia relatos de que pelo menos dez estados haviam sido atingidos pelo apagão. Os números iniciais, no entanto, não eram oficiais.

O apagão provocou a interrupção na transmissão de 28.800 Megawatts de energia no Brasil e de 980 Megawatts no Paraguai. Segundo relatório da ONS, o desligamento ocorreu no sistema de transmissão entre Foz de Iguaçu (PR) e Tijuco Preto (SP), provocando um efeito cascata nos sistemas de transmissão e substransmissão de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Angra I e II

O relatório informa ainda que as usinas nucleares de Angra I e Angra II, no Rio de Janeiro, também foram desligadas na mesma sequencia de interrupções de energia que ocorreram em grande parte do país. “Angra II desligou automaticamente às 22h13 devido à perturbação geral no SIN [Sistema Interligado Nacional], conforme item ‘Ocorrência na rede de Operação’, permanecendo desligada. A UG [Unidade de Gerador] tem previsão de sincronismo para 17h do dia 11/11/09”, destaca a nota.

O mesmo informativo diz que Angra I também desligou automaticamente na noite de terça-feira. A usina, porém, permanece desligada e não tem previsão para voltar a operar.

O Ministério de Minas e Energia (MME) informou que técnicos do ONS fazem uma varredura desde a madrugada desta quarta-feira nas linhas de transmissão que teriam provocado o apagão que deixou no escuro boa parte do Brasil.

Os trabalhos estão concentrados no Paraná e São Paulo, onde ocorreram problemas em três linhas de transmissão. De acordo com o secretário-executivo do MME, Márcio Zimmermann, foram detectadas panes em duas linhas que ligam a cidade de Ivaiporã (PR) a Itaberá (SP) e em uma terceira que interliga as estações de Itaberá e Tijuco Preto (SP).

As causas do blecaute devem ser apresentadas nesta tarde, após a reunião emergencial do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, convocada pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Ele preside o comitê, que também tem como membros representantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), da Empresa de Pesquisa de Energética (EPE), do ONS, além de concessionárias do setor.

Entrevista

O secretário-executivo do MME disse mais cedo em entrevista coletiva que o problema, a princípio, teria ocorrido após o sistema acionar mecanismos de defesa. “Todo o sistema de transmissão cria uma situação que pode fazer o circuito desarmar uma linha e não causar nada. Nesse caso, tivemos três simultaneamente. O sistema para se proteger aciona uma série de mecanismos de proteção para salvaguardar. Prova disso é que quatro horas depois você tinha toda a carga religada no Brasil”, destacou.

Zimmermann também afastou a possibilidade de o problema ter sido causado por alguma sabotagem. Questionado se a falta de investimento no setor elétrico pode ter contribuído com o apagão, o secretário negou. Segundo ele, o sistema elétrico sempre está sujeito a essas perturbações. “O país hoje é o que tem o sistema mais interligado do mundo. O Brasil vem investindo pesadamente em um sistema de transmissão robusto. Aumentamos a interligação”, disse.

Apagão de 2001

Zimmermann descartou qualquer semelhança entre o apagão de 2001, que provocou o racionamento de energia no país, com o ocorrido na noite passada. “A situação que ocorreu em 2001 era falta de energia. O que se teve agora é uma situação que não tem problema de falta de energia, foi um problema elétrico que levou a essa perturbação”, explicou.

Segundo ele, há oito anos faltava investimento no setor elétrico brasileiro. “Não tinha o investimento necessário em transmissão e geração, o que levou àquela situação que o país teve que racionar. Era contínuo, porque não tinha geração para atender.”

Furnas

Na manhã desta quarta-feita, a empresa Furnas Centrais Elétricas informou que as linhas de transmissão que interligam a usina de Itaipu ao Sistema Interligado Nacional (SIN) estão operando normalmente e não foi identificado qualquer dano nos seus circuitos e torres de transmissão.

Imagens de radar mostram raios (em azul) e chuva na região de Itaberá (SP), às 22h15 de terça-feira (10) (Foto: Radar do Simepar)

Angra 1 volta a operar no Sistema Interligado Nacional

do monitor mercantil

A Eletronuclear divulgou nota ontem informando que a Usina Angra 1, no litoral sul do estado, voltou ao Sistema Interligado Nacional desde as 18h02 de sábado (7), mesmo dia em que foi retirada do sistema em razão de problemas no gerador elétrico principal.

O gerador estava apresentando vibrações “acima do normal”, o que levou a Eletronuclear a suspender a operação da usina.

Segundo a nota da empresa, no próprio sábado foi realizado o conserto na parte convencional da usina, não relacionada aos sistemas nucleares, permitindo que Angra 1 voltasse a operar ainda no mesmo dia.

A Eletronuclear informa que a unidade funciona normalmente e que às 7h de hoje estava operando com 520 megawatss (MW), conforme entendimentos com o Operador Nacional do Sistema (ONS). A capacidade de geração da usina é de 627 MW.

Agência Brasil

Eletronuclear: modelo brasileiro de energia é o mais seguro do mundo

O diretor-presidente da Eletrobrás Termonuclear (Eletronuclear), Othon Luiz Pinheiro, disse nesta quinta-feira em audiência pública na Câmara que o modelo brasileiro adotado para geração de energia elétrica é o mais seguro do mundo.

Para ele, o modelo recomendado atualmente é a alternativa da usina atômica, que, depois da força hidráulica, é a forma mais econômica para gerar energia elétrica. A concentração de 80% da população na área urbana exige a necessidade de usar a energia nuclear para geração de eletricidade, situação inversa do que acontecia nos anos 50, quando maior parte da população estava na zona rural.

Segundo Pinheiro, o Brasil adotou métodos de segurança mais eficazes, com a estruturação de sistemas de prevenção e pessoal treinado para emergência, sob a fiscalização da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) e da Agência Internacional de Energia Atômica. Ele diz que, do ponto de vista de segurança, “é mais fácil hoje o planeta ser atingido por um meteorito do que sofrer danos por um acidente nuclear”.

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