Brasil caminha para índice inédito de emprego formal, diz Marcio Pochmann

do portal da CTB

19/07/2010
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O Brasil criou cerca de 1,5 milhão de empregos formais nos primeiros seis meses de 2010. A estimativa é do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que divulgou, na última quinta-feira (15), em Brasília, os números relativos a junho do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Na análise do presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, o desempenho do primeiro semestre, considerado histórico, sinaliza, em primeiro lugar, que o País conseguiu sair mais forte da crise financeira internacional, que atingiu o mundo entre 2008 e 2009.

“Em segundo lugar, significa que os empregos estão não apenas sendo impulsionados pela capacidade instalada, que havia sido reduzida em função da crise. Mais do que isso: vêm sendo puxados pelos novos investimentos”, afirmou.

Sobre as projeções do ministro Lupi, que espera fechar 2010 com 2,5 milhões de contratações com carteira assinada, Pochmann considera a estimativa factível.

“Nós trabalhamos na passagem do ano passado para este, com o número de 2 milhões, mas a expectativa de crescimento da economia nacional não era como está agora. Portanto, dada a evolução até o momento, esse novo ritmo, é bastante provável que nós tenhamos um universo de empregos gerados acima de 2 milhões, aproximando-se dos 2,5 milhões”, disse.

Mais do que expressivo, segundo o economista, o número é inédito na história do Brasil. Na prática, significa dizer que, a cada dez postos de trabalhos gerados, nove já são formais, conforme explica o presidente do Ipea.

“Desde a introdução da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que não havia se registrado experiência como essa. Isso acontece depois de toda a avalanche de argumentos, nos anos 90, de que o Brasil não geraria empregos com carteira assinada porque a CLT estava ultrapassada e impossibilitava isso”, destacou o presidente do Ipea.

Para Pochmann, a alta dos juros deve cessar já, pois a inflação recuou nos últimos meses, o IPCA não se manifesta como um perigo forte no curto prazo e adicionais elevações da Selic podem prejudicar os investimentos, que já são baixos.
De acordo com o IBGE, a Formação Bruta de Capital Fixo atingiu 18% do PIB no primeiro trimestre, patamar bem inferior à marca de 23% do Produto Interno Bruto vista por vários especialistas como necessária para que o potencial de crescimento do País saía de uma marca ao redor de 4,5% para um patamar mais próximo a 5,5%.

Na avaliação de Rafael Bacciotti e Luiza Rodrigues, os juros precisam ficar acima de 11,75% neste ano para que a inflação fique mais próxima da meta de 4,5% em 2011.

Para atingir aquele objetivo, a Tendências acredita que a Selic deve subir mais 0,50 ponto porcentual em outubro, enquanto o Santander avalia que será necessário mais um incremento de 0,50 ponto porcentual também em dezembro, o que levaria a taxa para 12,75%.

Mesmo com tais aumentos de juros, a consultoria acredita que o IPCA deve variar de uma alta de 5,4% em 2010 para 4,7% no ano que vem, enquanto o banco espanhol pondera que o índice chegará este ano em 5,5% e atingirá 5% no ano que vem.

“O ritmo de atividade está muito intenso e é preciso reduzir sua velocidade para que a inflação atinja um patamar mais sustentável no ano que vem”, disse Luiza.

Com informações do Terra Magazine

Lula defende redução da jornada de trabalho para aumentar geração de empregos

Vinicius Konchinski
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje (1º) a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Segundo ele, a mudança geraria empregos no país.

“É preciso reduzir a jornada para 40 horas para que a gente possa colocar mais pessoas no mercado de trabalho”, disse, em festa promovida pela União Geral dos Trabalhadores (UGT), pela Central Geral dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e pela Nova Central (NCST).

As centrais organizaram o evento na Avenida Marques de São Vicente, região oeste de São Paulo, em comemoração ao Dia do Trabalho.

O discurso de Lula foi o segundo em festas de comemoração ao Dia do Trabalho neste sábado. Antes, ele esteve no evento promovido pela Força Sindical e pela Central Geral dos Trabalhadores do Brasil. O presidente ainda deve participar de mais dois atos políticos nesta tarde: um promovido pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o outro, pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Em todos os eventos, Lula estará acompanhado da pré-candidatada do PT à Presidência da República, a ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff.

Edição: Juliana Andrade

Fiesp divulga índice de emprego: alta de 0,8% em abril

do monitor mercantil

Pelo segundo mês consecutivo, o emprego na indústria paulista subiu: em abril, a alta foi de 0,8% em relação a março, representando a contratação de 19 mil trabalhadores.

Os dados foram apresentados nesta quinta-feira pelo diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), o economista Paulo Francini (Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr).

Pelo levantamento da Federação, esse resultado está totalmente relacionado ao setor de açúcar e álcool, uma vez que o saldo positivo de contratações reflete a admissão, principalmente, de 28.207 pessoas nesse setor, enquanto houve 9.207 demissões nos demais segmentos industriais. No total, dos 22 setores nos quais a Fiesp divide a indústria para realizar a pesquisa, 17 demitiram e cinco contrataram. Continue lendo

Por Márcia Silva Postado em emprego