UFRJ aprova cotas e ingresso só pelo Enem

Enviado por email para mim pelo Prefeito da UFRJ – Prof. Hélio Mattos

Conselho aprovou reserva de vagas para alunos de baixa renda oriundos da rede pública
 A UFRJ vai adotar o sistema de cotas sociais já no próximo vestibular. A medida, aprovada ontem de manhã em reunião do Conselho Universitário (Consuni) — órgão máximo da instituição formado por alunos, professores e técnicos —, facilitará o ingresso de estudantes de baixa renda vindos do sistema público de ensino.

Aluno do Instituto de Educação, Thiago, 18, é a favor da mudança | Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia
Outra novidade que já valerá este ano é a adoção do Sistema de Seleção Unificada (SiSU) como forma de ingresso. A seleção será feita com base na nota obtida pelo candidato no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010.

Percentuais em aberto

No entanto, o Consuni não entrou em acordo em relação ao percentual de distribuição de vagas para as cotas e para o SiSU. A Reitoria quer reservar metade das vagas para o Enem; a outra metade seguiria o modelo de provas original da universidade. Já as cotas entrariam em 20% das vagas do Enem, ou 10% do total. A ideia não agradou a representantes de alunos e de funcionários, que defendem reserva de 50% das vagas às cotas sociais.

Outro motivo de discussão foi o critério para definir as famílias de baixa renda. A Reitoria sugeriu fixar renda mensal familiar de um salário mínimo e meio por pessoa (R$ 765). Parte do Consuni considerou o valor alto demais e propôs o piso de um salário (R$ 510).

Os pontos em aberto da adoção das cotas e do SiSU deverão ser decididos quinta-feira que vem, às 19h, em reunião extraordinária do Consuni.

O debate entre os conselheiros foi acompanhado por estudantes do Ensino Médio, membros da União Estadual dos Estudantes e movimentos étnicos. “Defendemos as cotas raciais, pois são uma forma de reparação ao povo brasileiro, que tem a maioria de sua população negra”, reiterou o coordenador da organização não-governamental Educafro, Wilson Dantas.

Já os pré-vestibulandos vindos de escolas públicas comemoravam ao saber das novas alternativas de ingresso. “Sou a favor, pois conheço muita gente boa na minha escola que não tem condições financeiras para competir de igual para igual”, argumenta Thiago Araújo, 18 anos, que estuda no Instituto de Educação do Rio de Janeiro e faz cursinho pré-vestibular à noite com o auxílio de uma bolsa de estudos.
 
UFRJ adota a política de cotas
Rio – A UFRJ vai adotar o sistema de cotas, para facilitar o ingresso de estudantes de baixa renda familiar e oriundos do sistema público de ensino. O benefício será válido, já para o ano de 2011. A proposta que foi aprovada na reunião do Conselho Universitário (Consuni) desta quinta-feira,  prevê ainda a manutenção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), como uma das formas de acesso, e a adesão da universidade ao Sistema de Seleção Unificada (SiSU).

As questões mais específicas, como o percentual de vagas destinadas ao regime de cotas e a política de assistência estudantil necessária à permanência dos estudantes pela política diferenciada de acesso, não chegaram a ser definidas e serão discutidas na próxima quinta-feira.

A proposta original, encaminhada pela Reitoria, previa que 50% das vagas da UFRJ seriam distribuídas de acordo com o SiSU e as notas do Enem, sendo a metade restante oferecida em uma prova discursiva, seguindo o modelo tradicional de avaliação da UFRJ. Dentre as vagas do Enem, 20% seriam destinadas e estudantes do sistema público de ensino e com renda familiar per capita inferior a um salário mínimo e meio, perfazendo 10% do total de vagas.

Quatro em cada cinco pessoas que concluem o ensino médio no Rio de Janeiro, são da rede pública de ensino, mas 54% dos inscritos no concurso da UFRJ são estudantes de escolas particulares, o que indica que muitos estudantes da rede pública não tentam ingressar na universidade, mesmo com a gratuidade do último exame.

Apenas 6,29% dos estudantes da rede estadual de ensino conseguiram ser aprovados no último concurso de acesso à graduação na UFRJ, 12,32% daqueles oriundos de escolas particulares e 17,31% da rede pública federal de ensino médio.Esse bom aproveitamento das escolas federais levou o professor Marcelo Paixão, representante do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE) a propor que as cotas sejam restritas às escolas estaduais.

O professor Marcos Cavalcanti, representante do Centro de Tecnologia (CT), argumentou que o critério proposto para o recorte por renda familiar deveria ser revisto. De acordo com Cavalcanti, apenas os 10% mais ricos do país têm renda familiar per capita acima de um salário-mínimo e meio. Segundo dados do professor, a renda que realmente divide o país é de 300 reais per capita. Metade dos brasileiros teria renda inferior a esse limite e a outra metade superior.

O reitor Aloísio Teixeira enfatizou que a proposta discutida terá caráter experimental, sendo adotada em 2011 e ensejando debates posteriores mais profundos. O reitor destacou que mesmo que a universidade como um todo tenha um percentual superior a 10% de estudantes dentro do perfil proposto, isso não se dá em cursos como medicina e direito, nos quais a adoção desse percentual já seria uma medida claramente democratizante.

Número de doutores no Brasil aumentou 278 % em 12 anos

DO PORTAL VERMELHO

O número de doutores no Brasil passou de 2.830 em 1996 para 10.705 em 2008, o que equivale a um aumento de 278% em 12 anos. Foram 87.063 pessoas tituladas nesse período. Nesses 12 anos houve um crescimento médio anual de 11,9 %.

Os dados são resultado da publicação da pesquisa Doutores 2010: Estudos da Demografia da Base Técnico-Científica Brasileira, apresentada hoje (11) no Ministério de Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, com dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), além de informações do Ministério do Trabalho. A pesquisa foi apresentada pelo presidente da Capes, Jorge Guimarães.

O estudo mostra um aumento na desconcentração dos cursos. O maior número de doutores foram titulados na Região Sudeste – 67.626 doutores, o que corresponde a 77,7% dos 87.063 dos titulados entre 1996 e 2008. Entretanto houve um crescimento nesse período na Região Nordeste de 2.487%. Em 2006 1,4% dos doutores estava no Nordeste e em 2006 este número passou para 9,7%

O ministro Sergio Rezende anunciou, em entrevista, que, nas próximas semanas, será criado o Programa Nacional de Integração da Pós-Graduação (Pronip). O programa será uma ampliação do chamado “Casadinho”, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), criado em 2003, que associa o programa de uma região menos desenvolvida ao de uma mais desenvolvida, por meio do intercâmbio dos seus profissionais. O Pronip será uma parceria entre o CNPq e a Capes.

A pesquisa aponta que a maior parte dos doutores brasileiros estão empregados na educação (76,77%), seguida pela administração pública (11,06%), pelas atividades profissionais de ciência e tecnologia (3,78%) e pela saúde (3%)

Segundo Sergio Rezende, apesar de os cursos de pós-graduação no Brasil serem recentes, muito se avançou nos últimos anos. “O primeiro título de doutorado no Brasil foi há 40 anos, mas a maior parte dos doutores formados nos últimos 15 anos está empregada. Grande parte está nas universidades, mas houve um aumento dos empregados nas indústrias de transformação”, destacou o ministro.

Outro ponto destacado na pesquisa é o aumento do número de mulheres que obtiveram o título de doutor. No período entre 1996 e 2008, 43.228 homens e 42.424 mulheres concluíram o doutorado, mas após 2004 as mulheres deixaram de ser minoria e ultrapassaram os homens. Em 2008, 51,5% das teses concluídas foram de mulheres, enquanto que 48,5% foram de homens.

“Este é um avanço muito grande considerando que, no Japão, as mulheres representam apenas 25% dos doutores formados e na Bélgica, que é um país desenvolvido, correspondem a 33%”, destacou o ministro de Ciência e Tecnologia.

Fonte: Agência Brasil

Universidades conquistam autonomia financeira e administrativa

DO PORTAL VERMELHO

Os 59 reitores das universidades federais brasileiras conquistaram, nesta segunda-feira (19), poderes para gerir os orçamentos e contratar profissional técnico sem passar pelo crivo do Ministério da Educação.

Esta antiga reivindicação foi atendida pelo presidente Lula em cerimônia da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) realizada no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília.

Em discurso, o presidente explicou que em certo momento chegou a indagar o ministro da Educação, Fernando Haddad, sobre o motivo de os seus antecessores não terem atendimento a demanda dos reitores.

“No fundo, talvez tenha sido o medo de vocês trazerem ideias novas. De pedirem mais dinheiro. Mas conseguimos quebrar preconceitos,” disse Lula ao assegurar que um governante não pode administrar o país sentado numa cadeira no gabinete.

O presidente disse que, “com a iniciativa de ouvir os diversos segmentos que representam a sociedade brasileira, foi possível conquistar muitos avanços”. Além de ter se reunido oito vezes com os reitores das universidades federais desde 2003, Lula também participou de oito marchas dos prefeitos.

“Assim conseguimos avançar em todos os segmentos da sociedade brasileira. Não é possível um governante achar que pode governar o País sentado numa cadeira. É preciso olhar a pessoas. Saber o que elas têm para dizer”, afirmou Lula.

De acordo com o presidente, as conquistas dos reitores transformaram-se num direito que não deve ser mudado por quem o suceder na Presidência da República. Ele também contou sobre as conferências nacionais realizadas em seu governo que tiveram por princípio o debate de questões de interesse dos mais diversos setores da sociedade.

Aproveitando a reunião com os reitores, o Ministério da Saúde anunciou a liberação, por meio de portaria, de R$ 100 milhões para os hospitais universitários. O Ministério da Educação anunciou que dentro de 30 dias o presidente Lula terá uma reunião com os reitores dos institutos federais.

Fonte: Blog do Planalto

Serra e o ProUni: 48% continuarão a ser negros ?

do site conversa afiada

Na foto, a simpatia com pobres do Paraná. Que gengivas !

José Serra anunciou que vai acabar com o ProUni e botar no lugar um tal Protécnico que os tucanos de São Paulo jamais botaram para funcionar.

Clique aqui para ler sobre essa idéia jenial.

No programa Entrevista Record Atualidade, que vai ao ar hoje às 22H na RecordNews, entrevistei a professora Paula Branco de Mello, diretora de políticas e programas de graduação do Ministerio da Educação.

Ela falou dos 350 estudantes de Medicina que se formarão, este ano, pelo ProUni.

No momento, há 704 mil estuantes de familias pobres (*) na faculdade, com bolsas do ProUni.

Desses 48% são negros: 400 mil estudantes.

Esse é o buzilis da questão.

O “Pirotécnico” do jenio abrigar 48% de estudantes negros ?

Ou seja, se a população brasileira é formada por 51% de negros, o ProUni consegue chegar perto.

E o “Pirotécnico” que os tucanos dizem que fazem mas não fazem ?

Quantos negros tem as escolas técnicas de São Paulo ?

Quantos nordestinos (“migrantes”) tem ?

O Governo Lula dobrou o numero de estudantes brasileiros em faculdades.

Passou de 114 mil em 2004 para 230 mil em 2010.

Clique aqui para ver a tabelinha que o Lula vai pendurar no pescoço do Serra: a comparação do Governo Lula com o o do Farol.

O ProUni e o FIES (que financia estudantes que não se qualificam para o ProUni) são “ação afirmativa” e “cotas” na veia.

“Ação afirmativa” e “cotas” são expressões que provocam reações incontroláveis nos Ali Kamel, Gilmar Dantas (**) e Demóstenes Torres.

Eles estremecem.

Pois, tremam ou não tremam, o Governo Lula põe os pobres para estudar.

E os negros também.

Esse é a perguntinha que um reporter deve fazer ao Serra: no substituto do ProUni, 48% dos alunos serão negros, de familias que não tem mais do que tres salários minimos de renda ?

 Ou é para os meninos louros de olhos azuis, hoje no Colégio Catarinense de Florianópolis ?

 Paulo Henrique Amorim

Palestina recebe Fórum Mundial da Educação

do site da revista Forum

Por Redação [Sexta-Feira, 11 de Junho de 2010 às 18:08hs]

Entre os dias 28 e 31 de outubro, a Palestina recebe o Fórum Mundial da Educação (FME). Como parte da programação estendida do Fórum Social Mundial (FSM) deste ano, o FME concentrará os debates sobre outras formas de educação para um novo mundo possível. Continue lendo

Conae: Aclamado, Lula destaca importância da participação popular

do portal vermelho

 Lula na Conae 2010 Lula: a sociedade civil é responsável pelas mudanças ocorridas no Brasil nos últimos anos

Aos gritos de “Lula, guerreiro do povo brasileiro”, os três mil participantes da 1ª Conferência Nacional da Educação (Conae) receberam, de pé, o Presidente Lula que chegou por volta de meio-dia, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília, nesta quinta-feira (1º), para o encerramento do evento. A plenária, que votava o documento final com quase 300 parágrafos, foi suspensa para receber o Presidente.

O presidente retribuiu a calorosa recepção, dizendo que a sociedade civil é responsável pelas mudanças ocorridas no Brasil nos últimos anos. E manifestou alegria de ver a sociedade comprometida com o debate sobre a educação. Lula disse que leria o seu discurso para evitar multas, referindo-se ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o multou por propaganda eleitoral antecipada.

Mas, ao final do discurso, tirou o microfone do púlpito e conversou descontraidamente com os participantes, andando pelo palco. Em tom de despedida do cargo, o Presidente Lula disse que não foi o Governo dele que deu início as conferências. Elas já são realizadas desde 1941, o mérito do Governo Lula foi realizar o maior número de conferências, que resultaram na criação de 61 conselhos nacionais com participação popular.

E, alfinetando a oposição, disse que “a democracia deve ser ampliada a aprofundada com participação popular, porque a oposição acha que democracia é um pacto de silêncio e nós achamos que é múltiplas manifestações da sociedade brasileira”, explicando porque ampliou a interlocução com a sociedade brasileira, realizando 66 conferência nacionais e mais cinco previstas para este semestre.

“Democracia quer dizer participação da sociedade nas decisões”, enfatizou, em meios a manifestações de aprovação, aplausos e gritos de “olé/olé-olé/olá/Lula-lá/Lula-lá”.

O Presidente Lula, como todos os demais oradores, destacou os avanços no setor de educação, citando a aprovação das emendas constitucionais que criou o Fundeb, que obriga a União a financiar a educação nos locais que não tem recursos para isso e ampliando esse financiamento da creche ao ensino médio; e o fim da desvinculação da DRU para educação, o que garante mais nove bilhões para o setor.

Ele lembrou que não fez universidade, mas foi quem mais investiu em educação, mas diz que não se orgulha disso, tem tristeza pelos os que não fizeram. E mais uma vez disse que quer que os que vierem depois deles faça mais do que ele fez.

No improviso, ele disse ainda que “vai quebrar a cara quem pensar que eu vou ser um ex-presidente, porque a minha luta não era só para ganhar a presidência, precisamos construir mais coisas nesse país”. E fazendo uma analogia com a travessia de um rio, disse que estamos no meio, não podemos voltar e nem morrer afogados.” Continue lendo

Reuni: universidades superam metas de criação de vagas

 da Assessoria de Comunicação Social do MEC

O Brasil superou a meta de criação de vagas de graduação em universidades federais, proposta entre 2007 e 2008. O objetivo era chegar a 146 mil vagas ofertadas em 2008, mas o número ultrapassou a meta e chegou a 147.277, em comparação às 132.451 de 2007.

 Este é um dos dados divulgados nesta sexta-feira, 27, no balanço do primeiro ano do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). Das 57 universidades federais existentes hoje, 53 integram o programa, criado em 2007. Cada uma delas elaborou um plano de metas, de acordo com suas necessidades específicas. O plano vai vigorar até o fim de 2012.

“A ampliação do acesso à educação superior é uma realidade, hoje”, disse a secretária de educação superior do Ministério da Educação, Maria Paula Dallari Bucci. Para ela, o Reuni trouxe a possibilidade efetiva da entrada de mais jovens nas instituições federais.

Desde a implantação do programa, somada a primeira fase da expansão da educação superior, foram contratados 17 mil funcionários, por meio de concursos públicos, para atuar nas universidades. Destes, 9.489 são professores e 6.355, técnicos. “A transformação da universidade federal está nesses profissionais. Eles vão aprimorar a qualidade do ensino, cujos efeitos serão sentidos daqui a quatro ou cinco anos”, destacou Maria Paula.

O número de cursos de graduação também cresceu. Foram de 2.326 em 2007 para 2.506 em 2008. A secretária explicou que o número ocorreu em função da reorganização dos cursos. “Uns foram criados; outros, extintos. Mas é importante destacar as inovações que surgiram nos currículos, como os bacharelados interdisciplinares.”

A interiorização das unidades de ensino é outro destaque do balanço. Foram implantados 104 campi desde 2003 — de 151 naquele ano para 255 em 2008. Com isso, as universidades federais chegaram, no ano passado, a 235 municípios atendidos. Em 2003, eram 114.

Pós-graduação — A pós-graduação também foi impulsionada a partir da instituição da Bolsa Reuni de Assistência ao Ensino, que prevê a distribuição de bolsas de mestrado e doutorado. Em 2008, foram concedidas 941 bolsas — 645 de mestrado e 296 de doutorado. A concessão é feita pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a partir de recursos da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do Ministério da Educação.

No primeiro ano de funcionamento, os recursos destinados ao Reuni foram de R$ 415 milhões. Somado à fase um da expansão, o investimento já realizado é de aproximadamente R$ 1,5 bilhão. Até 2012, devem ser investidos R$ 3,5 bilhões.

Escola Florestan Fernandes comemora cinco anos

do site do Brasil de Fato

Entre abraços, um churrasco, pacote de livros, cartazes e jornais, ao som das mil músicas o dia se encerrou com toso se programando para o décimo, o vigésimo e o centésimo aniversário

11/02/2010

Vito Giannotti

Sábado dia 6 de fevereiro a Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF) fez um grande encontro para comemorar os 5 anos de atividade. Havia mais de 500 pessoas presentes entre ex-alunos, jovens do MST e de outros movimentos sociais que passaram pela Escola e professores, apoiadores e formadores político-sociais de vários estados do País e do exterior.
O clima geral era de alegria e reafirmação das idéias político-pedagógicas da Escola. Desde a entrada do sítio onde estão os vários edifícios construidos em mutirão pelos alunos durante os cinco anos grandes estandartes mostravam aos quatro ventos a ideologia a política e os sonhos da Escola.
Bandeiras do MST se alternavam com banners de Rosa, Lenin, Agostinho Neto, José Mariategui, Che Guevara, Marighella, Frei Tito, Roseli Nunes, Mao, e pairando aicma de todos Florestan fernandes. Militantes do MST formavam cenas vivas, quase fossem estátuas representando o Trabalho da cidade e do Campo, o Estudo como valor central da Escola e de qualquer atividade política, a Produção um dos objetivos da Escola. Tudo isso vivido num clima de festa, com muitas músicas e cantoria dos inúmeros grupos de cantores que o MST desperta pelo Brasil afora.

Mas não foi só festa. Durante quase quatro horas os 500 presentes ouviram trê palestras de avaliação/comemoração dos cinco anos, mas que na verdade foram três aulas de ideologia e formação política concentrada. Os três palestrantes foram: Isabel Monal, revolucionária, filosofa e formadora na Universidade de Cuba, Luiz Carlos de Freitas, professor da UNICAMP e um dos fundadores e apoiadores desde sempre da Escola, e Ademar Bogo, da Direção do MST.

Participaram militantes de vários movimentos, do Tocantins ao Rio Grande do Sul, passando por quase todos nossos estados. Houve delegados internacionais mostrando o reconhecimento que a ENFF tem no mundo e seu valor de exemplo.

Ao final, José Arbex, intimamente ligado à Escola concretizou a proposta de se criar uma rede de apoio à ENFF. O objetivo é garantir a vida econômica da Escola e o primeiro passo é criar um rede de Amigos da ENFF que contribuam mensalmente com a quantia básica de R$ 20,00. Entre abraços, um churrasco, pacote de livros, cartazes e jornais, ao som das mil músicas o dia se encerrou com toso se programando para o décimo, o vigésimo e o centésimo aniversário.

Vito Giannotti é membro do conselho editorial do Brasil de Fato e coordenador do Núcleo Piratininga de Comunicação

Ranking de melhores universidades do mundo favorece Reino Unido e EUA

http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4778135,00.html

Cambridge, no Reino Unido, é a segunda colocada no ranking

Cambridge, no Reino Unido, é a segunda colocada no ranking

Cambridge, no Reino Unido, é a segunda colocada no rankingTabelas das melhores universidades do mundo, como a do jornal londrino “The Times”, favorecem as instituições de ensino superior de língua inglesa e levam União Europeia a propor alternativa.

As instituições de ensino superior dos Estados Unidos e do Reino Unido dominam o ranking das 200 melhores universidades do mundo publicado nesta quinta-feira (08/10) pelo jornal londrino The Times. Entre as 20 melhores, apenas uma não fica em um desses dois países.

O ranking do Higher Education, suplemento do jornal, basicamente repetiu o top 10 de 2008. Harvard veio em primeiro lugar, como nos últimos seis anos, enquanto a inglesa Cambridge University ultrapassou Yale e ocupa agora o segundo lugar.

A Universidade Nacional Australiana, a Universidade McGill, do Canadá, e o Instituto Federal Suíço de Tecnologia, em Zurique, são as únicas instituições fora dos dois países a integrar o top 20 – uma situação desconfortável para universidades que não têm o inglês como idioma padrão e lutam por reconhecimento internacional.

“Na verdade o resultado não é nenhuma surpresa”, disse Petra Giebisch, do Centro de Desenvolvimento do Ensino Superior (CHE), na Alemanha. Ela lidera um projeto que propõe um sistema melhor de classificação, que não favoreça as instituições de língua inglesa. “Essa é uma das ideias por trás do nosso projeto piloto”, conta.

A Alemanha teve pouco a mostrar sobre seus esforços recentes em estabelecer centros de ensino de elite. A melhor universidade alemã foi a Universidade Técnica de Munique, que ocupou a posição 55 no ranking, duas à frente da Universidade de Heidelberg.

As outras duas únicas que entraram na lista das 100 melhores foram a Universidade Livre de Berlim (94º lugar) e a Universidade Ludwig-Maximilian (98º lugar), de Munique. O Brasil não teve nenhuma representante no ranking deste ano.

Inglês em vantagem

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Universidade Técnica de Munique é a melhor alemãO novo ranking registra uma ligeira melhora para universidades europeias e particularmente asiáticas em relação às norte-americanas. Instituições de ensino na Suíça, na Holanda, no Japão, em Hong Kong, na Coréia do Sul e na Malásia mostraram melhores resultados do que nos anos anteriores.

No entanto, os Estados Unidos continuam sendo de longe a nação que mais aparece no ranking, com 54 representantes entre as 200 melhores universidades, e a lista reabriu o debate sobre o favorecimento e a efetividade dos sistemas internacionais de classificação de universidades.

Como a maioria dos rankings internacionais, a lista do Times – publicada em parceria com a empresa de serviços em ensino superior Quacquarelli Symonds – favorece fortemente as instituições de língua inglesa.

Isso porque um dos critérios de classificação é o desempenho da pesquisa no centro de ensino, medido pelo número de artigos científicos publicados em jornais acadêmicos. Como a maioria das publicações científicas no mundo é em inglês, as universidades de língua inglesa levam vantagem.

O Higher Education inclusive admitiu isso no artigo que acompanhou os resultados de 2008: “Reconhecemos que todos esses dados têm alguma tendência inerente, especialmente a favor de quem publica em inglês.”

Na avaliação dos resultados neste ano, o Times também sugeriu que o maior número de publicações em inglês melhorou a pontuação das universidades asiáticas: “Essas universidades também reforçaram a importância de seus professores publicarem artigos em jornais internacionais, o que sem dúvida elevou a visibilidade de sua pesquisa”.

O número de citações científicas compõe 20% da pontuação final. Os outros critérios são peer review (revisão por pares), que corresponde a 40%, recruiter review (10 %), abertura para professores de renome internacional (5 %) e para estudantes internacionais (5 %) e a relação entre instituição e alunos (20%).

A ênfase no peer review levou alguns críticos a sugerir que o questionário do Times, que neste ano foi respondido por mais de 9,3 mil pesquisadores e 3,2 mil funcionários, conduz a análises pouco objetivas.

UE encabeça classificação com novos critérios

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Classificação do CHE busca agrupar universidades de acordo com fatores comunsO sistema de classificação que está em fase de desenvolvimento desde junho deste ano pelo CHE, do qual a União Europeia está encarregada, é apenas em parte uma reação ao favorecimento às instituições de língua inglesa em tabelas como a do Times.

Muitos especialistas criticam, antes de mais nada, a utilidade de tais tabelas de classificação. “Nós queremos desenvolver um novo conceito para uma comparação internacional entre universidades”, diz Giebisch.

Esse conceito não será baseado em uma tabela monolítica que compara cada instituição com outra em todos os aspectos, mas vai agrupar universidades por fatores individuais e comparar critérios individuais.

“A ideia é descobrir se podemos desenvolver indicadores apropriados para saber se as comparações são possíveis entre determinados tipos de centros de educação superior”, explica Giebisch.

No momento, o projeto piloto está limitado a duas áreas – economia e engenharia – e a selecionar universidades em todo o mundo. Os primeiros resultados devem estar disponíveis em junho de 2011.

O CHE espera que o novo método leve a uma ferramenta interativa que dê aos estudantes uma ideia mais flexível – e mais voltada às suas necessidades – de qual universidade escolher do que a ajuda que pode ser dada por uma simples tabela.

Autor: Ben Knight (ff)
Revisão: Alexandre Schossler

Os 12 de “O Globo” e os “pelegos” da UNE

do site Pátria Latina

 

 
 

 

Uma dúzia de alunos de escolas particulares da Zona Sul do Rio, “apartidários” e “apolíticos”, lançam um “novíssimo movimento estudantil” pela reforma do ensino. Os leitores, eu e a torcida do Flamengo temos visto muitas fraudes no passado recente. Sabemos que às vezes elas nascem assim. Por que uma dúzia de moças e rapazes bonitos e bem vestidos, do Leblon, Ipanema, Gávea e adjacências, tornam-se notícia dessa forma em “O Globo” – quase sempre amplificada depois por outros veículos audiovisuais do mesmo império Globo de mídia? O artigo é de Argemiro Ferreira.
 
Argemiro Ferreira
Agencia Carta Maior
 
Ao deparar na internet – aqui na Argentina, onde estou hoje – com a primeira página de “O Globo” de quarta-feira, 7, enfeitada pela foto a cores de uma dúzia de graciosos alunos de escolas particulares da Zona Sul do Rio, “apartidários” e “apolíticos”, a lançar “novíssimo movimento estudantil” pela reforma do ensino, não resisti à tentação de questionar outra vez esse jornalismo.
 
Os leitores, eu e a torcida do Flamengo temos visto muitas fraudes no passado recente. Sabemos que às vezes elas nascem assim. Por que uma dúzia de moças e rapazes bonitos e bem vestidos, do Leblon, Ipanema, Gávea e adjacências, tornam-se notícia dessa forma em “O Globo” – quase sempre amplificada depois por outros veículos audiovisuais do mesmo império Globo de mídia?
 
Pergunto, em primeiro lugar, se jornalisticamente aquela reuniãozinha de adolescentes bem nascidos merece tal espaço na mídia nacional. Que diabo, como filhos do privilégio representam muito menos do que, por exemplo, um grupo de adolescentes sofridos do Nordeste, tão afetados como eles pelo adiamento da prova do Enem – o pretexto invocado em “O Globo”.
 
A aristocracia da elite branca
 
A diferença entre alunos do Nordeste e os de escolas particulares da Zona do Sul do Rio começa nos sobrenomes. Se prevalecem lá os Silva, como a família do atual presidente, os reunidos em “O Globo” são De Lamare, Di Célio, Bevilacqua, Lontra, Bustamante, Bekken, Glatt e outros de igual linhagem – famílias talvez afinadas com a ideologia dos irmãos Marinho.
 
A foto posada (com grande angular) da primeira página, feita em condomínio da Gávea, permite a suposição de que o tal “novíssimo movimento estudantil” anunciado pela sigla Nove (de “Nova Organização Voluntária Estudantil”) pode ter nascido na própria redação de “O Globo” e tem entre suas causas até o repúdio à ação afirmativa. São todos brancos, se não de sangue azul.
 
Para o jornalista Ali Kamel, guardião zeloso da doutrina da fé empenhado em uniformizar o discurso ideológico nos veículos do império Globo, “não somos racistas” no Brasil. A partir dessa tese nossa elite rejeita em nome da igualdade racial quotas destinadas a favorecer o ingresso na universidade de não brancos – talvez para perpetuar os privilégios atuais até o final dos tempos.
 
Nas páginas internas da mesma edição impressa de “O Globo”, conforme tive o cuidado de conferir na versão digital que a reproduziu, a reportagem foi estrategicamente colocada ao lado da coluna de Merval Pereira – a que abraça com fidelidade canina as ordens da cúpula do império de mídia mais arrogante do país e ostensivamente dedicado desde 2005 à derrubada do presidente.
 
A tradição coerente do golpismo
 
Os 12 (ou Nove) de “O Globo” parecem representar exatamente a tradição desse jornal (e dos Marinho), que ao longo dos anos, em matéria de educação, foi sempre retrógrado e antidemocrático – em especial quando a UNE e as entidades estaduais filiadas a ela lutavam contra o golpismo militar e na subseqüente ditadura que torturou, matou, censurou a imprensa e perseguiu o movimento estudantil.
 
Não por acaso o império Globo floresceu à sombra da ditadura por aplaudir os generais. Orgulha-se hoje – ao lado do “El Mercúrio”, pinochetista do Chile, e do “Clarín” argentino – de estar entre as maiores corporações de mídia do continente, premiadas pelos algozes da democracia e pelos interesses externos porque sempre ficaram contra os dos respectivos países.
 
Em texto posterior, publicado na quinta-feira, 8, e motivado pela reação do presidente da União Nacional dos Estudantes, Augusto Chagas, o jornal condescendeu em expor a resposta deste aos 12 de “O Globo”. Mas além de ter tido o cuidado de minimizá-lo e situá-lo ao pé de outra página, ainda aduziu minieditorial no qual acusa a UNE de “peleguização”.
 
Contra os interesses nacionais
 
Fica claro que “pelegos”, na visão dos irmãos Marinho, são os líderes da UNE, criada corajosamente na década de 1940 para defender os interesses do país contra o avanço do Eixo nazifascista. De nada importa ao jornal a explicação de que os fóruns da entidade não são gatos pingados da elite; reúnem mais de 1.500 centros acadêmicos do país, nos quais atuam centenas ou milhares de estudantes.
 
Como Chagas, também o presidente da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES), Ismael Cardoso, tentou informar ao império Globo de mídia que as entidades realmente representativas dos estudantes há muito debatem a questão do Enem e até fizeram críticas à pressa para implantar a nova prova – pressa que pode ter contribuído para o vazamento.
 
A motivação dos 12 de “O Globo” é outra. Se não foram escolhidos por ninguém, representam quem – ou o que? Têm só de se submeter à ideologia golpista do jornal, na contramão da história e do aperfeiçoamento democrático. É o que basta para sairem na primeira página. Resta agora guiarem-se pelos editoriais. Por exemplo, aplaudindo a Colômbia submissa, sob ocupação militar dos EUA, e a Honduras do golpe, repudiada no mundo inteiro.
 
Blog de Argemiro Ferreira

Privatização fracassa na educação

do site Pátria Latina

 

 

 
 

 

César Fonseca
 
As estatísticas divulgadas pelo Ministério da Educação , nessa quinta feira, 03, demonstram o fracasso da privatização da educação no Brasil. A avaliação da qualidade dos cursos universitários em 149 amostras acompanhadas pelos técnicos do MEC concluiu que entre a nota mínima , 1, e a nota máxima, 5, a média está entre 2 e 3. Fracasso total da educação privatizada. A educação pública não está nada boa das pernas, por falta de recursos orçamentários, na era em que a prioridade constitucional é cumprir com o pagamento dos juros da dívida externa, mas a nota média dela está entre 3 e 4.
 
A educação, na era neoliberal, a partir dos anos de 1980, virou puro mercado financeiro. Arapuca especulativa. O empresário, nesse período, lança capital na circulação para comprar professores e instalações e joga propaganda para pegar alunos, cobrando caro. Com a renda, aplica nos títulos do governo – a taxa selic, na Era FHC, chegou a 49%! – , triplicando o faturamento. As escolas particulares, sob neoliberalismo, viraram grandes negócios, para investidores em alta escala.
 
A finalidade das empresas educacionais, salvo honrosas exceçõe, não é a educação, mas o lucro. Continue lendo

A importância do ”Planejamento Estratégico Situacional”

do portal vermelho

por Augusto César Petta*

No ano passado, minha filha Renata – juntamente com outros dirigentes do PCdoB – visitou a China. Quando voltou, perguntei a ela quais os aspectos da política chinesa que mais lhe chamaram a atenção. Prontamente, ela destacou alguns aspectos, incluindo o planejamento.

Disse que os dirigentes políticos chineses têm visão estratégica de que é fundamental – mesmo com o país se abrindo à economia capitalista – a manutenção da construção do socialismo, e, como decorrência, define metas muito claras para serem atingidas daqui a um, dois, dez, vinte, cinquenta anos.

 Muitos sindicalistas admiram essa capacidade que os chineses e outros povos de países socialistas têm, de planejar a curto, médio e longo prazo. Mas poucos são os que conseguem imprimir nas entidades que dirigem um planejamento com objetivos estratégicos definidos nas mais variadas conjunturas. Em geral, a maioria das diretorias das entidades sindicais procura dar respostas imediatas às demandas das categorias, sem  ter um plano estratégico com objetivos e metas claras a serem atingidas. Ao não definirem os projetos prioritários, acabam frequentemente dando maior ênfase a aspectos secundários em detrimento das questões essenciais.

 No caso dos sindicalistas classistas que precisam atuar considerando a luta econômica por melhores salários e condições de trabalho, a luta política pela transformação profunda do poder e a luta ideológica enfrentando os valores das classes dominantes, fica extremamente difícil ter êxito sem estabelecer um planejamento adequado, no qual as questões prioritárias se tornem evidentes dentro das necessidades e possibilidades de cada momento conjuntural. Dificilmente encontraremos um dirigente sindical afirmar que planejar não é necessário. A importância teórica do planejamento vai cada vez mais se tornando lugar-comum entre aqueles que dirigem instituições dos mais variados tipos.

 O Centro de Estudos Sindicais-CES e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil-CTB, ao firmarem convênio para a realização de atividades de formação dos sindicalistas, incluíram o Curso de Formação de Facilitadores do Planejamento e Estratégico Situacional – PES. 

 Realizado no final de abril de 2009, o referido curso contou com a participação de sindicalistas de cinco Estados. Tendo à frente as professoras Viviana Lima e  Liliana Lima o curso contou com uma parte teórica que se referiu às bases fundamentais do PES e uma parte prática com simulação de um planejamento de em uma  entidade sindical. As aulas referentes ao PES foram precedidas por um debate conduzido pelo assessor de comunicação da CTB, Umberto Martins, tendo como tema ”A Crise na Conjuntura Atual”. O curso destinou-se a dirigentes e assessores sindicais que, ao receber os ensinamentos necessários, se dispuseram a colaborar na aplicação do PES nas entidades sindicais, nos seus Estados de origem e, em outros, havendo necessidade. É fundamental a necessidade da formação de dirigentes e assessores sindicais capacitados na aplicação do PES.

 Para Carlos Matus, chileno e ex-ministro de economia do Governo Allende – elaborador da proposta metodológica do Planejamento Estratégico Situacional – o planejamento ”é o cálculo situacional sistemático que relaciona o presente com o futuro e o conhecimento com a ação. A reflexão imediatista tecnocrática e parcial não é planejamento, e tampouco é planejamento a reflexão que se isola da ação e torna-se uma mera pesquisa para o futuro”.

 Sabemos que há outras formas de planejamento, inclusive a mais usual e tradicional. No artigo publicado na Revista Debate Sindical nº 53 (dezembro de 2006), Viviana Lima e Liliana Lima afirmam que ”diferentemente do planejamento tradicional que se concentra em setores, o PES tem seu centro de atenção nos problemas. Processá-lo implica num esforço para que sua explicação seja totalizante, abordando-o política, econômica, ideológica e culturalmente, construindo a rede causal dos problemas elencados”.

 Na condição de Coordenador-Técnico do CES, tenho participado de Seminários de PES de entidades sindicais. Uma das características que mais me impressiona positivamente é o fato de que todos que irão executar, necessariamente participam da elaboração do planejamento. Não se trata de uma metodologia em que um ou dois elaboram e os outros seguem. Ela é participativa, o que evidentemente contribui para todos se envolverem na execução dos projetos elaborados. E, no meu entendimento, é essa a forma que pretendemos que se expanda na construção de uma sociedade justa e democrática, na qual todos os seres humanos deverão desenvolver sua criatividade e sua capacidade crítica.

 Os seres humanos para se realizarem  necessitam  ser sujeitos ativos, participando das diversas atividades, ajudando a planejá-las adequadamente e realizando-as plenamente. Não é gratuitamente que quando nos referimos às sociedades socialistas nos referimos a sociedades planejadas com o Estado estabelecendo objetivos e metas claras a serem atingidas a curto, médio e longo prazo. Certamente o governo cubano não teria conseguido enfrentar a poderosa elite estadunidense, durante os últimos 50 anos, se não houvesse um planejamento sério e consequente, com a participação da grande maioria do povo.


 *Augusto César Petta, professor, coordenador- técnico do Centro de Estudos Sindicais (CES) e membro da Comissão Sindical Nacional do PCdoB.