Extraído do site do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé.
No dia 21 de setembro, das 18h30 às 20h30, com transmissão online pelo bate-papo do UOL, a seção carioca do Centro Cultural Banco do Brasil realiza o debate “Blogosfera: A Imprensa Alternativa do Século 21”, com os jornalistas Luiz Carlos Azenha, do blog Vi o Mundo, e Mauro Santayana.
A mediação do encontro será feita pelos também jornalistas Mauro Ventura e Oona Castro, que encaminhará as perguntas dos internautas aos debatedores. O objetivo do ciclo é o de pensar a Internet como suporte para a informação e as artes: música, literatura, teatro, artes plásticas, fotografia, num total de seis encontros.
O primeiro debate do ciclo foi dedicado à discussão da Web Arte e contou com a participação de Ivana Bentes e Giselle Beiguelman. No segundo, foi discutido o teatro que se faz na rede, com o diretor Jefferson Miranda e a atriz Renata Jesion.
Até novembro devem participar das discussões os fotógrafos Arthur Omar e Claudia Jaguaribe; os escritores Daniel Galera e João Paulo Cuenca; o tecladista do Skank, Henrique Portugal, e o jornalista Irineu Franco Perpétuo, autor do livro O Futuro da Música Depois da Morte do CD.
Repórter especial da TV Record e editor-chefe do blog Viomundo, Luiz Carlos Azenha começou a carreira em um jornal do interior de São Paulo, nos anos 70. Em 1980 tornou-se repórter de TV. Foi correspondente da Rede Manchete e da TV Globo em Nova York, cidade em que viveu durante mais de 15 anos. Acompanhou eventos internacionais importantes como a queda do muro de Berlim, o processo de dissolução da União Soviética e a crise que levou à invasão do Iraque. É colaborador de revista CartaCapital e mais recentemente dirigiu a série Nova África, da TV Brasil.
Mauro Santayana é jornalista, colunista político do JB Online. Trabalhou em todos os grandes jornais brasileiros (Diário de Minas, Última Hora, O Globo, Folha de S. Paulo, Gazeta Mercantil, Diário Popular e Jornal da Tarde), além das revistas Manchete, Mundo Ilustrado, Alterosa e Revista do Globo. Na imprensa alternativa e de resistência, trabalhou no Binômio, de Belo Horizonte, e Pasquim. Foi correspondente do JB (em Praga e em Bonn, de 1968 a 1973) e da Folha de São Paulo (na Península Ibérica e no Norte da África, de 1979 a 1982). Como correspondente do JB na Alemanha, ganhou o Prêmio Esso de Reportagem de 1971, com a matéria Assim Começou uma Guerra, sobre as relações entre o Brasil e Alemanha que levaram à Declaração de Guerra de 1942. Foi ainda consultor político de Tancredo Neves, secretário-executivo e membro da Comissão de Estudos Constitucionais da Presidência da República, que redigiu o ante-projeto da Constituição de 1988, e Adido Cultural do Brasil em Roma (entre 1987 e 1990). Entre os livros que escreveu estão A Tragédia Argentina, Poder e Violência, de Rosas a Perón; Dossiê da Guerra do Saara; Tancredo, o Verbo Republicano e A Política como Razão.
O debate Blogosfera: A Imprensa Alternativa do Século 21? acontece no Teatro II e as senhas para o evento podem ser retiradas com uma hora de antecedência, na bilheteria. O CCBB fica na Rua Primeiro de Março, 66, Centro. Outras informações podem ser obtidas no site www.bb.com.br/cultura
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IMPERDÍVEL, estarei lá – DIA 20/08 – SÃO PAULO

Debate analisa mudanças e perspectivas na América Latina
do portal vermelho
No encontro – promovido pelo Portal Vermelho, em parceria com a agência Carta Maior, a Boitempo Editorial e a Fundação Maurício Grabois – os palestrantes discorreram sobre os processos de resistência e busca de uma alternativa antineoliberal no continente.
De acordo com Emir Sader, para compreender o cenário de mudanças na América Latina, é preciso observar o quadro em que as transformações estão inseridas. O sociólogo explicou que esse foi um período de viradas regressivas. ”Saímos de um mundo bipolar, para um mundo unipolar, sob a hegemonia dos Estados Unidos. Passamos de um ciclo expansivo do capitalismo, para um recessivo. E deixamos o modelo regulador, keynesiano, para adotar um modelo neoliberal”, disse.
O sociólogo ressaltou também a regressão de fatores subjetivos do socialismo. Segundo ele, o mundo do trabalho perdeu sua capacidade articuladora. ”O emprego formal diminuiu significativamente. E a identidade comum do trabalho também. O nível de sindicalização baixou e a própria quantidade de gente que diz ‘eu sou trabalhador’, como primeira identidade, diminuiu. Até porque grande parte está na economia informal, passam de uma profissão a outra”.
Para Sader, essa regressão foi preenchida por aquilo em que a hegemonia imperialista é mais forte: pelo modo de vida americano. ”Houve a regressão de categorias que são fundamentais, como a organização coletiva, a política, o partido, o trabalho e o Estado. Isso foi substituído por uma cultura consumista, individualista”, avaliou.
O sociólogo afirmaou, então, que, se a América Latina foi o ”paraíso do neoliberalismo”, o local em que essa experiência foi mais radical, foi também onde as deficiências e o esgotamento do modelo apareceu mais precocemente. ”América Latina vive hoje uma ressaca do neoliberalismo”, colocou.
Emir Sader disse que, após o período de ditaduras e o neoliberalismo, o continente surpreendeu, com o início de uma resistência antiimperialista que, após a eleição de Hugo Chávez, na Venezuela, evoluiu para uma etapa à frente. ”Com Chávez, se passou da época de resistência à época da construção de uma alternativa”.
A nova esquerda
Segundo o debatedor, a esquerda latino-americana está em sua terceira fase de estratégias. A primeira, teria sido a das reformas, que foi seguida pela fase de guerrilha. Agora, as esquerdas estariam experimentanto um momento que combina a sublevação popular, a solução político-eleitoral e a reforma do Estado.
Ele defendeu que a nova esquerda atrela todos esses elementos. E que os movimentos sociais que, sob o discurso da autonomia em relação a governo, não se transformaram em forças políticas, ficaram para traz. ”Não há força social que resista muito tempo se não vira força política. Não há povo que fique na rua o tempo todo”, expôs, citando o exeplo da Bolívia, onde os movimentos se uniram para criar um partido.
Diferença entre os países
Reconhecendo que, na disputa pela hegemonia, a nova esquerda latino-americana não é igual, Sader defendeu que a linha divisória, nesse sentido, está entre os países que assinaram o Tratado de Livre Comérico com Estados Unidos e aqueles que valorizam a integração regional. E alertou que a tentativa de dividir os países, apontando uma ”boa” e uma ”má” esquerda no continente é um discurso que só interessa à direita.
”Tratado de Livre Comércio quer dizer vale tudo. Então a economia mais forte do mundo – um peso pesado – senta com México, Chile e Peru – pesos pena – e pode tudo. Esses países alienaram seu futuro”, avaliou.
Sader disse ainda que Equador, Bolívia e Venezuela estão em uma dinâmica de ruptura e construção de um modelo alternativo, antineoliberal, mais avançada.
Enquanto Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, vivem um processo contraditório.
”No Brasil, o governo está em disputa. Há a tentativa de retomada do desenvolvimento, avanços sociais, mas isso se choca com a autonomia do Banco Central, o modelo do agronegócio e a ditadura da mídia privada”, enumerou, prevendo que a crise exigirá uma mudança. ”A crise diminui a base material da economia. Não dá mais para continuar com a taxa de juros alta e fazer política social”, se antecipou.
Emir Sader encerrou, afirmando que o o momento é de recomposição das forças anticapitalistas. ”Pós-neoliberalismo não é uma fase histórica. A Venezuela, por exemplo, não é socialista hoje, mas segue esse objetivo”, finalizou.
A intervenção foi uma pequena mostra do conteúdo do novo livro do sociólogo, ”A nova toupeira – os caminhos da esquerda latino-americana”, lançado, ontem, após o debate. O autor faz um paralelo entre a toupeira e o capitalismo. ”Ela fica embaixo da terra, sem fazer alarde. Mas suas contradições estão todas lá. Aí de repente ela surge onde menos se espera, expondo as contradições”.
A mudança de cenário
O dirigente do Cebrapaz e secretário de relações internacionais do PCdoB, José Reinaldo, comparou a situação do mundo até meados da década de 90, com os dias de hoje. Lembrou o auge do neoliberalismo, resgatando um discurso do ex-presidente dos EUA, George Bush, no qual ele proclamava a ”novíssima ordem do mundo”, sob a hegemonia norte-americana.
”Estanos em um momento muito distinto. Há exemplos de insurgências populares, vitórias eleitorais, adoção de políticas de resistências e a tentativa de implementar um novo modelo. Há vários exercícios de resistência ao neoliberalismo, como a criação da Unasul, da Alba, do Conselho de Defesa Sul-americano”, enumerou José Reinaldo.
Ele citou como exemplo máximo desse movimento a realização da Cúpula da América Latina e do Caribe, realizada na Bahia. ”Foi a primeira reunião de chefes de estado, com presença de Cuba e sem as superpotências imperialistas. Segundo José Reinaldo, em outros períodos da história, um encontro destes ”geraria um golpe”.
Herança e perspectivas
Para José Reinaldo, a análise do que antecedeu o atual cenário da América Latina leva em conta a as contradições do modelo neoliberal, o levaram a se deteriorar, e a emergência de movimentos populares. ”O que vemos é o resultado de uma acumulação de forças. O novo ciclo é fruto das lutas contra a ditadura e o neoliberalismo, que o antecederam”.
José Reinaldo concordou com Emir Sader sobre a necessidade de não confrontar as esquerdas dos países latino-americanos, as classificando como boas ou más, uma vez que existem diferenças de condicionamentos políticos, históricos e de correlação de forças em cada lugar. Mas destacou que o grau de avanços em cada país também depende de uma questão de ”vontade política, convicção e horizonte”.
O fator Obama
O debatedor do Cebrapaz mencionou que o novo presidente americano, Barak Obama, faz acenos para uma nova relação com a América Latina, mas tem uma postura contraditória. Como exemplo, citou a comemoração dos 60 anos da OTAN, a manutenção da Quarta Frota e as declarações de Obama de que esperava um gesto de Cuba para encerrar o bloqueio à ilha.
”Ele vai emitindo sinais na retórica, que precisam ser acompanhados por gestos. Se há uma política não intervencionista, que se revogue a Quarta Frota”, opinou.Para José Reinaldo, Obama tenta não se isolar e melhorar a imagem do seu país, se aproximando do presidente Lula, uma figura popular e com prestígio.
Caminhos para as esquerdas
O representante do cebrapaz propôs alguns caminhos para a esquerda latino-americana avançar. Entre eles, continuar perseguindo a unidade política, expandir a cooperação e a integração na região – não só entre governos, mas entre atores políticos e sociais -, e definir pontos programáticos que possam servir de idéias-força para organizar o movimento de esquerda no continente. Ou seja, encontrar um denominador comum, idéias que poissam desencadear um movimento mudancista.
José Reinaldo enumerou, como elemento para essa discussão, a questão nacional, em perspectiva antiimperialista, e ligada os fatores da luta social e democrática e à defesa de estruturas sociais mais justas.
Reprise do debate sobre a Questão Palestina
do blog do cebrapaznucleorio
O Cebrapaz comunica que o programa Nação Brasil da TVeducativa do Paraná deste último domingo, dia 12 de abril, que apresentou o debate sobre a questão da palestina será reapresentado.
data: dia 17 de abril de 2009 – sexta-feira
Horário: 22:10h
Emissora: TV Educativa do Paraná

Transmissão do programa:
O programa Brasil Nação, produzido pela TV Educativa do Paraná é exibido
em todo o país, por meio do sinal de Parabólica 1320MHZ, polarização
horizontal, transmitido em sinal aberto VHF em todo o Paraná, e também
por meio da emissora Cidade Livre de Brasília, canal 8 da NET e canal
115 da SKY.
Além de ser uma rede estadual, a Paraná Educativa pode ser
sintonizada em toda a América Latina por antena parabólica, e também em
outras partes do mundo, através da exibição simultânea via internet
http://www.pr.gov.br/rtve
Além disso, o programa também é
transmitido simultaneamente pelas Rádios Paraná Educativa AM e FM.
A esquerda na América Latina é tema de 2º debate do Vermelho
do portal vermelho
A esquerda na América Latina é tema de 2º debate do Vermelho
No próximo dia 16, quinta-feira, o portal Vermelho, em parceria com a agência Carta Maior, a Boitempo Editorial e a Fundação Maurício Grabois, realiza em São Paulo o debate “Os caminhos das esquerdas na América Latina”. O evento terá como debatedores Emir Sader, secretário-geral do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso) e de José Reinaldo Carvalho, dirigente do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz).

Sader é um dos debatedores
Marcado para as 19h, o debate será seguido de coquetel de lançamento do novo livro de Sader, A nova toupeira, que retrata as mudanças em curso na América Latina e os desafios da esquerda no continente, entre eles a superação das falidas políticas do neoliberalismo.
O nome do livro faz um paralelo entre a toupeira – animal com problemas de visão, que circula embaixo da terra sem fazer alarde e surge onde menos se espera – e o capitalismo. Segundo Sader, ”tal imagem remete às incessantes contradições intrínsecas do capitalismo, que não deixam de operar, mesmo quando a ‘paz social’ – a das baionetas, a dos cemitérios ou a da alienação – parece prevalecer”.
A nova toupeira procura entender em que medida o neoliberalismo permanece hegemônico, analisando a natureza dos atuais governos latino-americanos e propondo um debate fundamental para a compreensão das questões políticas de nosso tempo.
Conforme trecho do livro, “o continente americano é o de maior grau de desigualdade no mundo – e, portanto, de injustiça –, situação que só se acentuou com a década neoliberal, mas os duros golpes sofridos pelo campo popular, tanto com as ditaduras quanto com as políticas neoliberais, não faziam pressagiar uma mudança tão rápida e profunda. Buscaremos compreender as condições que permitiram uma virada tão radical e transformaram o paraíso neoliberal em oásis antineoliberal num mundo ainda dominado pelo modelo neoliberal, assim como o potencial e os limites dessa virada, num marco continental e mundial”.
Sobre os debatedores
Emir Sader é cientista político e professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), secretário-executivo do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso) e coordenador-geral do Laboratório de Políticas Públicas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Entre outras publicações, organizou ao lado de Ivana Jinkings, Carlos Eduardo Martins e Rodrigo Nobile a Latinoamericana – enciclopédia contemporânea da América Latina e do Caribe, vencedora do 49º Prêmio Jabuti, na categoria livro de não-ficção e publicou o livro Contraversões – civilização ou barbárie na virada do século, em co-autoria com Frei Betto.
José Reinaldo Carvalho é jornalista, secretário de Relações Internacionais do PCdoB e dirigente do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz). Entidade da sociedade civil, de caráter plural, democrático, patriótico, solidário e humanista, o Cebrapaz, criado em 2004, tem como uma de suas prioridades a defesa da paz mundial, com justiça social, distribuição de renda e de riqueza, democracia, soberania nacional e desenvolvimento. Em 2003, José Reinaldo lançou, em parceria com o sociólogo Lejeune Mato Grosso, o livro Conflitos internacionais num mundo globalizado – Palestina, Iraque, Venezuela e hegemonia americana e foi um dos responsáveis pela organização, em 2008, do 10º Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários, ocorrido em São Paulo.
Convidamos você para um Debate histórico!!!

01 DE ABRIL
Local:CREA–R. Buenos Aires, 40-Auditório 5° andar-Centro/RJ
Horário: 18 horas
Na mesa:
- Dois representantes da Esquerda Palestina
- Nabil Khalil da FDLP e membro da OLP e,
- Jadalla Safa da FPLP
- MST
Pauta de discussão:
· Fortalecimento da OLP – Organização pela Libertação da Palestina;
· O papel da ANP;
· A natureza e o caráter do Estado de Israel;
· A perspectiva da Resistência Palestina e da luta pela terra no Brasil e na Palestina;
· GAZA;
· Terrorismo de Estado;
Pela primeira vez em nosso Estado, teremos a oportunidade de debater com representantes de organizações da Esquerda Palestina os rumos atuais da luta para livrar sua terra da ocupação por um Estado terrorista, racista e teocrático e as diferentes perspectivas e discussões existentes na OLP.
O debate contribuirá para estreitar os laços de solidariedade internacionalista daquelas forças com as organizações políticas e sociais dos trabalhadores brasileiros.
Participe e nos ajude na divulgação deste evento!
Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino
CEBRAPAZ-Núcleo Rio