La Batalla de Copenhague

da agência bolivariana de Notícias

Foto: Prensa Presidencial.

Caracas, 20 Dic. ABN (por Hugo Chávez Frías).

I

Copenhague fue el escenario de una batalla histórica en el marco de la XV Conferencia del Convenio Marco de las Naciones Unidas sobre el Cambio Climático. Mejor dicho: en la bella y nevada capital de Dinamarca, comenzó una batalla que no concluyó el viernes 18 de diciembre de 2009. Quiero reiterarlo: Copenhague fue apenas el comienzo de la batalla decisiva por la salvación del planeta. Batalla en el terreno de las ideas y en el de la praxis.

El brasileño Leonardo Boff, gran teólogo de la liberación y una de las voces más autorizadas en materia ecológica, en un artículo medular, titulado Lo que está en juego en Copenhague, dejó escritas estas palabras plenas de lucidez y valentía: ¿Qué podríamos esperar de Copenhague? Apenas esta sencilla confesión: así como estamos no podemos continuar. Y un propósito simple: Vamos a cambiar de rumbo.

A eso fuimos, precisamente, a Copenhague: a batallar por un cambio de rumbo en nombre de Venezuela y en nombre de la Alianza Bolivariana. Y más aún: en defensa de la causa de la humanidad y, para decirlo con el Presidente Evo Morales, en defensa de los derechos de la Pachamama, de la Madre Tierra.

Sabiamente lo dijo el mismo Evo, quien junto a este servidor, le tocó asumir la vocería de la Alianza Bolivariana: Aquí está en debate, si vamos a vivir o vamos a morir. Continue lendo

Vermelho apresenta sete propostas democráticas para a Confecom

DO PORTAL VERMELHO

A realização da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), nos dias 14, 15 e 16 de dezembro, já representa uma expressiva vitória dos setores sociais que entendem que não haverá avanços na democracia sem a democratização dos meios de comunicação. Na reta final da sua preparação, as etapas municipais e estaduais mobilizam milhares de pessoas em todo o país, num processo pedagógico sem precedentes na história. O direito à comunicação é encarado como uma questão estratégica.

Além da crítica à mídia hegemônica, altamente concentrada e perigosamente manipuladora, os envolvidos neste processo avançam em propostas concretas para democratizar o setor. O que se debate é como garantir a diversidade e a pluralidade informativas, fazendo com que floresçam e se fortaleçam os veículos alternativos. Mais do que isso, os setores engajados nesta luta propõem a adoção de políticas públicas e regulamentações que permitam enfrentar o monopólio midiático.

Comunicação como direito humano

O esforço, agora, é para agregar estas propostas, unificando o campo democrático e popular com indicações que garantam avanços no futuro, num processo cumulativo que dependerá da correlação política de forças no país. A 1ª Confecom será uma etapa desta batalha. E, apesar dos entraves e sabotagens, ela poderá sinalizar importantes mudanças. Bebendo de inúmeras fontes, o Portal Vermelho, que tem participado ativamente deste movimento unitário e promoveu vários eventos para discutir o tema, apresenta sete propostas democráticas para a Confecom.

Esta plataforma parte da premissa de que a comunicação deve ser encarada como direito humano essencial na atua­lidade. Sem políticas públicas e normas legais, deixada à selvageria do deus-mercado, a mídia privada manipula as informações e deforma os comportamentos. A liberdade de expressão, pela qual sempre lutamos, não deve ser confundida com “liberdade de empresa”. Além disso, a comunicação é requisito da democracia. Não haverá avanços na democracia sem a democratização do setor. Estas duas premissas básicas norteiam as sete propostas aqui apresentadas:

1- Pelo fortalecimento do sistema público de comunicação:

- Regulamentar o artigo 223 da Constituição Federal, que fixa a complementaridade dos sistemas privado, estatal e público, garantindo um terço do espectro das emissoras de radiodifusão para cada setor; viabilizar que as TVs públicas sejam transmitidas em canal aberto;

- Criação de um Fundo Nacional de Fomento à Rede Pública, constituído a partir dos recursos do Fistel (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações), das verbas do Orçamento da União e da taxação da receita em publicidade veiculada nas redes privadas;

- Garantir autonomia de gestão e financiamento para as emissoras públicas, instituindo conselhos formados por setores eleitos da sociedade para orientar seu conteúdo e programação;

- Estender os princípios contidos na Lei nº 11.652, que criou a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a todas as emissoras educativas estaduais, viabilizando a sua sustentação financeira;

2- Regulamentar as concessões públicas ao setor privado:

- Garantir transparência e participação da sociedade na concessão das outorgas e renovações das concessões para as emissoras de rádio e televisão; instituir audiências públicas e revelar o atual estágio da concentração e monopolização do setor;

- Exigir que as empresas de radiodifusão cumpram o artigo 221 da Constituição, regulamentando patamares mínimos de 30% para os conteúdos regionais e produções independentes, e garantindo que a programação tenha finalidades informativas, educativas, culturais e artísticas;

- Instituir novos critérios para outorgas e renovações, fixando normas para inibir a concentração do setor, estimular a criação de novas empresas de radiodifusão e garantir que as concessionárias contribuam para a diversidade e pluralidade informativas. Garantir a aplicação do artigo 54 da Constituição, que veda aos detentores de cargos públicos as concessões de radiodifusão;

- Garantir o direito de antena aos movimentos sociais; aprovar os projetos de lei dos deputados Vicentinho (PT/SP) e Manuela D-Ávila (PCdoB/RS) de criação do horário sindical gratuito;

3- Programa nacional de incentivo à radiodifusão comunitária:

- Combater a criminalização do movimento de rádios comunitárias; cessar de imediato as ações repressivas da Anatel e da Polícia Federal; garantir a indenização dos equipamentos apreendidos e a reparação e anistia para os comunicadores sociais processados e punidos;

- Agilizar o processo de concessão de outorgas das rádios comunitárias, eliminando as barreiras burocráticas e discriminatórias; garantir a transmissão das TVs comunitárias em canal aberto;

- Reformar a Lei 9.612/1998, garantido aumento da potência e da área de difusão; reserva de mais canais dentro do espectro destinado ao sistema público; previsão de recursos do orçamento para apoiar financeiramente a radiodifusão comunitária; permissão da montagem de redes; definição do modelo de transmissão digital que utilize tecnologia nacional, amplie o número de estações e garanta a interatividade;

4- Políticas públicas de inclusão digital – banda larga para todos:

- Contra o AI-5 digital do senador Eduardo Azeredo (PSDB/MG) e por direitos civis na internet, garantindo um ambiente legal e regulatório que respeite o caráter aberto da rede, o direito à privacidade e às liberdades;

- Universalização do acesso à banda larga como serviço público, com o uso dos R$ 7,3 bilhões do Fundo de Universalização do Sistema de Telecomunicações (Fust); estímulo aos programas federal, estaduais e municipais de internet gratuita; criação de novos telecentros;

- Garantir a infra-estrutura pública para a banda larga a partir dos parques de fibras óticas da Petrobras, Furnas, Chesf e Eletronet, com gestão centralizada da Telebrás;

5- Revisão dos critérios da publicidade oficial:

- Reserva de no mínimo 20% das verbas da publicidade oficial para os veículos alternativos e comunitários, visando estimular a pluralidade e diversidade informativas e inibir os monopólios;

- Instituição de um comitê de ética, no interior do Conselho Nacional de Comunicação Social, para fiscalizar a publicidade e coibir abusos, em especial contra o público infanto-juvenil;

6- Participação democrática da sociedade:

- Criação do Conselho Nacional de Comunicação Social, vinculado diretamente à Presidência da República, com a finalidade de propor a regulamentação específica do setor, o processamento das outorgas relativas aos serviços de concessão, a fiscalização e as políticas de fomento;

- Estimular a existência de congêneres em todos os estados e municípios; eles devem seguir a composição do Conselho Nacional de Saúde, com 50% das cadeiras para os representantes dos usuários; 25% aos trabalhadores do setor; e 25% para os prestadores do serviço;

- Criação dos fóruns permanentes de comunicação, de ouvidorias e observatórios de mídia, com o objetivo de refletir sobre o conteúdo da programação, de receber denúncias de desrespeito aos direitos humanos e discriminações e de fiscalizar os veículos de comunicação;

- Estimulo à adoção nas escolas públicas de observatórios de mídia, visando a educação crítica sobre os conteúdos difundidos pela mídia;

7- Por um novo marco regulatório para o setor:

- Deflagrar o debate no Executivo e Legislativo com vistas a regulamentar o setor, tendo como ponto de partida os princípios da Constituição de 1988 e como perspectiva a nova conformação da comunicação decorrente da convergência digital;

- O Conselho Nacional de Comunicação Social terá o papel de órgão regulador, fazendo indicações para o aperfeiçoamento do setor e viabilização do novo marco regulatório;

- Garantir espaço no espectro para emissoras de televisão dos movimentos sociais no processo da convergência digital.

- Altamiro Borges: diretor-presidente da Associação Vermelho;
- Renata Mielli: diretora de comunicação da Associação Vermelho;
- Bernardo Joffily: editor do Portal Vermelho.

Comissão Organizadora Nacional vai auxiliar estados que não convocaram suas etapas

do portal da CTB

29/09/2009
A Comissão Organizadora da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) definiu nesta quarta (23) que criará condições para que o processo se estenda aos sete estados que ainda não convocaram as etapas locais. A comissão indicará as entidades empresarias e sociais que farão parte das comissões que devem dirigir os trabalhos nos estados.

A região Norte é a que possui mais estados desmobilizados para a Confecom. Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia e Tocantins ainda não convocaram suas etapas do processo. Na mesma situação que eles estão Maranhão e Santa Catarina. O Governo Federal deverá repassar às comissões a verba para a realização dessas conferências e também preparar uma minuta de convocação para cada uma delas. Já os estados que convocaram suas etapas pelo Executivo ou Legislativo não receberão repasses de recursos.

A Comissão Organizadora Nacional (CON) também discutiu a reivindicação dos empresários para que se aumentasse a quantidade de delegados natos desse setor. Todos os titulares e suplentes da CON vão poder votar na etapa nacional sem passar por processo de eleição nos estados. As sete organizações não empresariais somam 21 natos (cada titular tem dois suplentes). As duas associações dos empresários que ainda estão no processo (Telebrasil e Abra) argumentam que essa definição também deveria respeitar a divisão feita para a eleição dos delegados no país, que é de 40% para representantes empresariais, 40% para segmentos não empresariais e 20% para o Poder Público.

Os representantes dos movimentos sociais foram contra a proposta, justificando que a divisão não vale para as decisões tomadas dentro da CON. O impasse não foi resolvido e a decisão final caberá ao representantes do Executivo Federal. Os empresários ganharão mais 15 delegados natos se levarem vantagem nessa pequena batalha.

Outra decisão importante tomada nesta quarta foi em relação ao prazo de realização das etapas preparatórias. No regimento aprovado, consta que elas deverão acontecer até 20 dias antes das etapas estaduais eletivas. A CON flexibilizou essa resolução, deixando para as comissões estaduais resolverem a questão.

A Comissão Nacional também fará uma recomendação aos estados para que as comissões locais tenham representantes dos três setores de forma equilibrada. Além disso, foi eleito um grupo dentro da CON para construir uma proposta de um documento de referência. A idéia é que ele contribua com orientações gerais sobre o processo para a realização correta das etapas pelo país.

Fonte: Observatório do Direito à Comunicação

Conferência amplia participação da sociedade na educação

da agência senado-notícias

A Conferência Nacional de Educação (Conae), que será realizada de 23 a 27 de abril de 2010, é definida pelo Ministério da Educação, em sua página eletrônica, como “um espaço democrático aberto pelo Poder Público para que todos possam participar do desenvolvimento da educação nacional”. É organizada por uma comissão nacional integrada por representantes das secretarias do Ministério da Educação, da Câmara dos Deputados, do Senado, do Conselho Nacional de Educação, das entidades dos dirigentes federais, estaduais e municipais da educação e de todas as entidades que atuam direta ou indiretamente na área.

A conferência nacional reunirá os setores público e privado, da educação infantil até a pós-graduação, para um grande debate e terá como tema “Construindo um sistema nacional articulado de educação: o Plano Nacional de Educação, diretrizes e estratégias de ação”.

Até a data do evento, serão realizadas conferências municipais ou intermunicipais no primeiro semestre de 2009, e estaduais e do Distrito Federal, no segundo semestre deste ano. Um documento elaborado pelo Ministério da Educação orientará as discussões. A ideia é a de que sejam debatidas e apresentadas propostas para a Educação Básica, a Educação Superior, a Educação Profissional e Tecnológica e demais modalidades de ensino.

A Conae terá seis eixos temáticos. O primeiro intitula-se “Papel do Estado na garantia do direito à educação de qualidade: organização e regulação da educação nacional”, e terá colóquios sobre, entre outras questões, as responsabilidades de cada sistema de educação e os indicadores para o monitoramento público do efetivo direito à educação; a autonomia universitária; e o setor privado e a educação: participação, regulação e papel social.

O segundo eixo temático – “Qualidade da educação, gestão democrática e avaliação” – inclui discussões sobre padrões de qualidade para a educação básica e superior; concepções curriculares e a consolidação político-pedagógica da prática educativa; e indissociabilidade, na educação superior, entre ensino, pesquisa e extensão. “Democratização do acesso, permanência e sucesso escolar” é o terceiro eixo temático da Conae, que prevê colóquios sobre educação integral; desafios, expectativas e possibilidades da educação infantil; expansão do ensino médio; tecnologias da informação e comunicação; perspectivas da educação de jovens e adultos.

“Formação e valorização dos profissionais da educação” é o quarto eixo temático, que discutirá, entre outros temas, piso salarial e melhoria das condições de trabalho na educação escolar; políticas e desafios da formação inicial e continuada de professores; e avaliação e instrumentos de valorização.

O quinto eixo temático – “Financiamento da educação e controle social” – será tratado por meio de colóquios sobre novas fontes de recurso; e vinculação e subvinculação dos recursos financeiros à manutenção e desenvolvimento da educação na perspectiva do custo-aluno-qualidade (CAQ).

“Justiça social, educação e trabalho: inclusão, diversidade e igualdade” é o sexto eixo temático da conferência nacional, que tratará da política de ações afirmativas para estudantes; de estratégias de superação da violência no ambiente educacional; das relações etnorraciais e multiculturais; da educação ambiental, do campo e escolar indígena, entre outros assuntos.

Parcerias

A Conae deverá propor diretrizes para a construção do Sistema Nacional Articulado de Educação e para o Plano Nacional de Educação e formular estratégias para sua implementação.Espera-se ainda que a conferência forneça as bases para a consolidação de um trabalho convergente e permanente entre Estado e sociedade, por meio do regime de colaboração entre as unidades da Federação, os sistemas de ensino, os movimentos sociais e as instituições educativas, com os objetivos de democratização da gestão, ampliação do acesso, garantia da permanência de crianças, jovens e adultos, promoção da inclusão social e valorização das diversidades cultural e étnica, constitutivas da formação do povo brasileiro.Rita Nardelli/Agência Senado
Fonte: Ministério da Educação

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado