Escrito por Bianka de Jesus
Beijing, 5 maio (Prensa Latina)

A economia chinesa promete crescer 7,0% no segundo trimestre de 2009, segundo previu hoje o Centro de Informação do Estado (CIE). Este e outros indicadores econômicos, a julgamento dos especialistas governamentais, parece confirmar a apreciação de que a nação asiática pode estar em via de recuperação dos efeitos da crise global.
Durante o primeiro trimestre (janeiro-março), China cresceu tão só 6,1%, uma baixa sensível em comparação com os 9,0% conseguido durante todo o ano 2008.
Este resultado foi atribuído à brusca queda das exportações devido à baixa da demanda externa.
Na sessão anual da Assembléia Popular Nacional (APN) em março passado, a governação avançou um estimado de 8,0% de crescimento para o presente ano 2009.
Um dos autores do relatório do CIE, o economista Zhu Baoliang, estima que a economia só se verá afetada levemente pelo alarme gerado pela gripe A/H1N1.
O vaticínio de Centro de Informação do Estado é bem mais otimista que os prognósticos do Banco Mundial (BM) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), que atribuem a China um possível crescimento dos 6,0 aos 6,5% neste ano.
Mas os analistas locais estimam que China já atravessou o pior, como a indicam as tendências ao alta da atividade econômica numa série de setores.
No entanto, outros asseguram que é demasiadamente cedo para sacar conclusões definitivas, já que muito dependerá da evolução da situação em outros países.
Em novembro passado o governo chinês decidiu pôr em prática um pacote de estímulo econômico de 586 bilhões de dólares para apoiar a reativação econômica, estimular a demanda interna e impulsionar as obras sociais e de infra-estrutura.
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