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DESENCANE – AME !!
Ana Carolina — Quem de nos dois
Momentos românticos
Sintomas de saudade – Marisa Monte
MOMENTO ROMÂNTICO
Geraldo Azevedo
MOMENTO ROMANTICO !!! Adoro o timbre da voz de Geraldo Azevedo! Viajo ……
sonhos
Há 104 anos – em 11/11/1905
Há 104 anos nascia uma linda menina, lourinha de olhos azuis, que foi chamada de Albina Cândida Sequeira, era uma homenagem a sua avó paterna que tinha este nome..
Portuguesa, da Freguesia de Ervões, Conselho de Valpaços, Trás-os-montes, nunca imaginou que sua vida mudaria tanto e que aos 30 anos embarcaria para o Brasil e só regressaria a Portugal 46 anos depois como turista.
Filha mais velha de um total de sete filhos, teve uma infância feliz. Sua família era muito ligada a Igreja, havia padres e bispos e inclusive seu pai , Luiz Sequeira tinha sido seminarista em Braga e desistiu de ser padre quando estava prestes a fazer os votos, para casar-se com sua mãe Maria Madureira.
Albina sempre ajudou as missas e era responsável pelo altar do Sagrado Coração de Jesus, sempre falava disto com muito orgulho. Sabia latim, afinal era esta a língua oficial da Igreja à época. Frequentava as aulas da Senhora Dona Rosinha, que ensinava não só ler,escrever, como bordar e fazer crochê, prendas que uma boa moça não poderia deixar de possuir. Usava botinhas abotoadas do lado e tinha até uma sombrinha pintada com macaquinhos que sua tia Candidinha trouxe uma vez de Fátima
Tudo mudou em sua vida quando em 1918, com a gripe espanhola, sua mãe e duas irmãs faleceram no mesmo dia. Seu pai, nunca mais se recuperou do choque, e ela,como mais velha assumiu a responsabilidade da educação dos irmãos, o mais novo com apenas três meses.
Durante 13 anos esta foi a vida de Albina, cuidou dos afazeres de casa, dos bordados, do crochê, da Igreja, mas sempre olhava para um rapaz, o João, porém tinha medo de casar pois não queria ter filhos, segundo ela, para não sofrer.
Claro que o “destino” fez sua parte e já com 26 anos Albina casou-se com João da Conceição Pires, um bom rapaz, de família humilde , mas trabalhador.
Logo tiveram sua primeira filha Olívia, depois a Izabel, neste meio tempo, duas tristeza marcaram Albina, o assassinato de seu irmão e a morte de seu pai, com pneumonia.
Embora houvesse ainda laços familiares fortes, como a tia Candidinha e também sua prima Artemira, a Mirinha, Albina, seu marido João e já suas três filhas, sim, nasceu a Maria de Fátima, vieram tentar a sorte no Brasil e aqui desembarcaram em 9 de novembro de 1935, na cidade do Rio de Janeiro.
Foram trabalhar em uma quitanda no Rio Comprido, de propriedade da tia de seu marido, Tia Piedade, mulher muito moderna para os padrões da época, principalmente para a conservadora Albina. Tia Piedade já era divorciada três vezes, e era espírita, havia deixado Ervões sozinha para trabalhar em Lisboa a vender verduras.
Esta mudança era muito grande para esta moça que até esta data não conhecia nem o rádio. Desta época, Albina sempre se recordou carinhosamente dos vizinhos, e principalmente de um médico,Dr. Dourado Lopes que assim que soube da chegada desta família ao Brasil veio conversar com eles e transformou-se não só no médico da família como em um grande amigo para sempre.
Assim foi, o tempo passou e as filhas cresceram, estudaram, trabalharam mas Albina sempre altiva se fez presente em todos os momentos da vida delas, como também a frente da quitanda que comandava com pulso firme.
As filhas casaram e todas tiveram filhos, menos uma, que teve uma filha, a única neta mulher de Albina e com quem desde a mais tenra idade participou ativamente de sua criação, principalmente de sua formação católica.
Albina achava que todas as mulheres nasceram para sofrer e que o único caminho era a resignação, isto era ensinado quase diariamente a sua neta que desde cedo demonstrava um não conformismo a este “destino” feminino e sempre falava que mudaria isto, pelo menos em sua vida.
Albina levava sua neta as missas, quase todos os dias, as segundas era para as almas, e uma vez por ano as duas subiam a escadaria da Igreja da Penha, no Rio de Janeiro, para pagar alguma promessa feita, sem contar a quantidade de terços que rezavam principalmente em maio e outubro, mês da aparição e da despedida de Maria em Fátima. E lá iam as duas, para as aulas de piano, para as aulas de balé, para as aulas de bordados , afinal, a neta teria que ser uma exímia dona de casa.
Adorava quando os netos se reuniam nos dias das mães, na páscoa, quando fazia o Folar (Pão típico de trás-os-montes) e claro tudo devidamente ensinado à sua neta, no São João, no Natal, e em outras datas, eram tantas…
Todo dia 11 de novembro era comemorado, com muita comida e bebida, típica casa lusitana, mesmo estando no Brasil o ambiente era de uma autentica casa portuguesa, com certeza (como já dizia a música) e ao apagar a vela sempre fazia um pedido _ mais um aninho, não quero muito, apenas mais um.
Pois é, de um em um Albina chegou aos cem e hoje há quatro anos estávamos comemorando os cem anos de minha avó tão querida!
Que saudade! Ela sempre disse que quando não mais estivesse aqui que teríamos muitas lembranças , e se a saudade apertasse era só olhar os pontinhos de crochê nos paninhos que lembraríamos dela, e aí teríamos que rezar uma Ave Maria por sua alminha, palavras de minha avó.
Como dói a perda de um ente tão querido, mais é um fato inevitável, hoje em especial estou a lembrar de cada palavrinha , dos ditados que dizia nas horas certas e nesta época , perto do natal parece que tudo lembra a vovó, as castanhas, as nozes, as filhoses (que ninguém mais faz) nem eu, a neta que depois se transformou no grande orgulho dela, até por não ter seguido o caminho que ela julgava ser o único para as mulheres.
Embora todos os netos tenham feito faculdade e se destacam em seus trabalhos eu fui a única que segui o caminho da luta, prinicpalmente a das idéias, as que verdadeiramente libertam o ser humano e talvez este tenha sido o motivo do grande orgulho de minha avó.
O fato também de ser engenheira foi uma vitória para vovó, ela falava: “só tu, és esperta” mas também : “profissão de homem”, e “mesmo assim ter conseguido casar, com um santo homem”, e eu lhe dizia, _ O vó que papo de santo, já viu algum homem santo? E ela ria, aquele riso que só as avós sabem dar as netas.
É bom lembrar, mas dói, faz parte da vida!

Djavan – Faltando um pedaço
Ao Amor Antigo – Drummond
O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.
O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.
Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
a antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.
Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.
Dia das mães
À todas as mães,

Parabéns pelo dia das Mães !!
Mais uma de Vanessa da Matta
Já deu para reparar que gosto muito da voz da Vanessa da Matta, e também percebo que todas as músicas que postei dela são bem procuradas pelos leitores, então aqui vai mais uma música que quase todo dia ouço no engarrafamento.
Aliás, outra coisa que já falei e que são muito porcuradas são as poesias do Drummond, nada melhor que ter leitores ligados em economia, política e ainda serem romanticos.
A Flor Máis Grande do Mundo (José Saramago)
Meu aniversário e a Páscoa
Aniversário !!!
É um ano mais velha , que bom! ano que vem chego aos 40.
O dia foi tranquilo, com minha família, almoço de Páscoa com meus pais, nada de mais.
Muitas muitas muitas ligações telefonicas e não vou nem contar quantas mensagens recebi pelo ORKUT. Claro que fiquei feliz com as lembranças de amigos queridos.
Obrigada a todos e
Não comam muito chocolate heim!!!
Parabéns cidade maravilhosa !!!!!
do site globo.com
Tudo começou aos pés do Morro Cara de Cão, pelas mãos do português Estácio de Sá e aos pés do Pão de Açúcar. Localizado na margem direita da barra da Baía de Guanabara, o morro foi o endereço das primeiras palhoças erguidas.
O então pequeno arraial foi formado sob a invocação de São Sebastião, padroeiro do Rio de Janeiro. Depois da conquista do território, foi construída uma pequena fortificação, o embrião da Fortaleza de São João.
Em 1567, a cidade foi transferida para o Morro do Castelo, extinto em 1922. A ligação da cidade com o mar é mais do que justificada.
Segunda maior metrópole do Brasil, o Rio tem um litoral com 197 quilômetros de extensão e nada menos do que cem ilhas.
Com população estimada pelo IBGE de 6.161.047 habitantes, a cidade é ainda hoje considerada um espelho do Brasil.
Hoje o Rio está fazendo aniversário, minha linda e violenta cidade !
Nesta data , em 1565 ,Estácio de Sá, sobrinho de Mem de Sá, fundou a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, na praia de Fora, onde hoje fica o bairro da Urca, aos pés do Pão de Açúcar e o morro Cara de Cão.
No Local temos hoje o forte São João.
Parabéns Rio de janeiro, Parabéns cariocas !!
Amar – Drummond
Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.