As bancadas do Espírito Santo e do Rio de Janeiro entraram em greve no plenário e, com a ajuda da oposição, tiraram do governo o sonho de aprovar em tempo recorde o coração do marco regulatório da exploração de petróleo da área do pré-sal: o projeto que institui o sistema de partilha da produção. A guerra, anunciada há duas semanas pelo Correio, foi provocada pela insistência dos estados não produtores em distribuir os royalties da área já licitada do pré-sal entre todas as unidades da Federação.
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, esbravejou, socando a mesa do plenário 10 da Câmara, onde ele e o capixaba Paulo Hartung conclamaram as bancadas à rebelião: “Não aceito. Isso é inadmissível e absurdo! Como querem que realizemos as Olimpíadas em 2016 se querem levar nossos recursos?”, questionou Cabral para, em seguida, mencionar o fato de a União subsidiar os serviços de saúde, segurança e educação no DF: “Brasília leva cerca de R$ 5 bilhões por ano, mais do que o Rio recebe de royalties. E a Zona Franca de Manaus? Também é subsidiada”, afirmou.
Os dois governadores chegaram a Brasília logo cedo para tentar evitar que os demais estados avançassem sobre os recursos da área do pré-sal já licitada, que são distribuídos hoje em sua maior parte aos estados e municípios produtores (leia quadro).
Num almoço na casa do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), os governadores e líderes chegaram a estudar um acordo para mudar o texto do relator, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). A alteração mexeria nos royalties da União nas áreas já licitadas e também nos dos municípios produtores. (mais…)
O historiador inglês Perry Anderson fala em São Paulo sobre as peculiaridades do império capitalista
Eduardo Fonseca
Na última terça-feira (19/11), centenas de estudantes se espremiam no auditório e no salão de entrada da Casa de Cultura Japonesa da USP para ouvir as palavras do historiador marxista inglês Perry Anderson sobre as peculiaridades que cercam a hegemonia do “Império Capitalista”. Tamanho interesse se justifica na medida em que o editor da revista New Left Review e professor de história da UCLA, nos Estados Unidos, é um dos expoentes intelectuais da esquerda mais respeitados no mundo, tendo publicado diversos livros no Brasil, entre os quais Afinidades Seletivas (2002) e Considerações sobre o marxismo ocidental: nas trilhas do materialismo histórico (2004), ambos lançados pela Boitempo.
No debate, intitulado “A crise capitalista atual e suas conseqüências para a luta hegemônica”, Anderson aponta para um fim da ideologia. Este fim se apresenta como uma doutrina consolidada por mecanismos sofisticados que permitem com que ela se molde nos mais diversos locais. Dessa forma, a doutrina se globaliza sem necessariamente guerrear para expandir. Segundo suas palavras, “o fim da Guerra-fria deslocou as ações militares para campos isolados. Agora, os exércitos combatem Estados rebeldes que não mais representam uma segunda via ideológica, mas, sim, um modelo considerado falido, um ruído. Temos assim a ação da China no Tibet, da Rússia na Tchechênia e dos EUA no Oriente Médio”
O historiador marxista inglês Perry Anderson:
“é significativo que Índia e Brasil resistiram à crise
e não tiveram que se endividar como a China
e os demais países da pentarquia” (mais…)
A reunião das centrais sindicais na sede da CTB segunda-feira (23) reunificou a posição do movimento sindical brasileiro em relação a dois temas sensíveis e polêmicos associados à Previdência: o reajuste das aposentadorias e pensões com valor superior a um salário mínimo e o famigerado fator previdenciário.
CTB, CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central e CGTB reivindicam uma política permanente de recomposição do valor das aposentadorias e pensões, baseado na correção do valor desses benefícios através do INPC mais um aumento real equivalente a 80% do crescimento do PIB nos dois anos anteriores ao da concessão do reajuste.
Cobap apoia
As centrais definiram uma posição comum contra o fator previdenciário, pondo fim à polêmica criada com o malfadado “acordão” ensaiado por autoridades do governo Lula com três centrais (CUT, Força Sindical e CGTB), que previa apoio ao chamado fator 85-95, proposto pelo deputado Pepe Vargas, rechaçado pela CTB, Nova Central e UGT, além da Cobap (Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas) e FST (Fórum Sindical dos Trabalhadores).
A Cobap participou e subscreveu a nota das centrais, que também defende a imediata aprovação de uma política permanente de recuperação do salário mínimo, até 2023, com base no INPC do ano antereior acrescido da variação do PIB de dois anos anteriores, conforme preconiza Projeto de Lei encaminhado pelo governo Lula ao Congresso Nacional.
Coerência
Durante a reunião na CTB os sindicalistas afinaram os instrumentos e harmonizaram as vozes, o que é uma boa notícia para o movimento social. A vida tem mostrado que a unidade fortalece o sindicalismo e eleva o protagonismo da classe trabalhadora nas lutas políticas nacionais.
A CTB, que desde o princípio manteve uma posição autônoma e coerente pelo fim puro e simples do fator previdenciário, desempenhou um papel proeminente na reunificação das centrais em torno do tema. A prática comprova que a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil veio para unir e não para dividir.
Herança maldita
O fator previdenciário é na verdade uma fórmula ardilosa inventada no governo FHC para reduzir (em cerca de 40%) o valor das aposentadorias, obtendo-se por este meio uma economia perversa que, no final das contas, é usada para incrementar o superávit primário e amortizar os pesados encargos da dívida pública.
Renunciar a esta herança maldita do neoliberalismo tupiniquim é uma questão de justiça social e um dever indeclinável do movimento sindical e das forças políticas progressistas. Há um meio mais proveitoso à economia nacional e justo do ponto de vista político de buscar um maior equilíbrio das contas do governo: o corte das despesas com juros, que pode ser obtido através de uma redução substancial da taxa de juros que ancora o rendimento dos títulos públicos (Selic) e o fim do superávit primário.
É preciso cortar nos lucros da oligarquia financeira e não na carne dos trabalhadores e trabalhadoras que, após dezenas de anos na labuta, usufruem o sagrado e suado direito à aposentadoria.
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Umberto Martins é jornalista e editor do Portal CTB
O ano de 2009 marca um avanço significativo no trabalho de formação desenvolvido pelo Centro de Estudos Sindicais – CES. Fundado em 1985, o CES realiza cursos, debates, palestras, seminários inclusive relativos ao Planejamento Estratégico Situacional – PES, das entidades sindicais.
No final de 2008, o CES, presidido por Gilda Almeida , fez um convênio com a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB, presidido por Wagner Gomes e que tem como Secretária de Formação e Cultura, Celina Areas. Foi a concretização desse convênio que permitiu a realização de muitas atividades de formação sindical, pelo Brasil afora. Somando-se todas as atividades referentes ao convênio – inclusive os 16 cursos realizados abrangendo 23 Estados – atingimos cerca de 1600 sindicalistas. Somando-se a estes, as atividades de formação desenvolvidas pelo CES relativas a outras entidades, chegamos a atingir 2400 pessoas. (mais…)
Caracas, 23 Nov. ABN.- “Queremos advertir sobre el peligro que representa el gobierno de Colombia con esa gente que pretende con cinismo, con sonrisitas, con frases elegantes y con falsos llamados al diálogo, encubrir que están detrás de un proceso guerrerista contra nuestro país y contra América Latina”.
La advertencia pertenece al Ministro del Poder Popular para las Relaciones Exteriores, Nicolás Maduro Moros, en referencia a las últimas declaraciones del presidente colombiano Álvaro Uribe, quien indicó que ‘no producirá gestos de guerra’ con Venezuela.
Las declaraciones del mandatario colombiano se produjeron luego que Venezuela dinamitara dos pasos fronterizos ilegales, que eran utilizados por grupos irregulares vinculados con el narcotráfico.
Sin embargo, la operación de rutina y de total soberanía del gobierno venezolano fue calificada de “muy grave” por Bogotá, cuya administración firmó un acuerdo con los Estados Unidos que permite la instalación de siete bases militares en su territorio, que serán utilizadas únicamente por funcionarios norteamericanos con total inmunidad y quienes no requerirán presentar pasaporte para entrar o salir del vecino país. (mais…)
por Michelle Amaral da Silva última modificação 23/11/2009 15:18
Em entrevista, Alexander Mosquera, professor da Universidade de Zulia, Venezuela, alerta para o crescente tensionamento entre os dois países, especialmente fomentado pelos meios de comunicação
23/11/2009
Alexander Mosquera professor do Departamento de Ciências Humanas da Universidade de Zulia, Venezuela, tem nas análises de discurso político seu tema de pesquisa. Em entrevista ao Brasil de Fato o professor venezuelano da cidade de Maracaibo alerta para o crescente tensionamento entre Colômbia e Venezuela, especialmente fomentado pelos meios de comunicação.
“Uribe se alinhou à política dos Estados Unidos, tanto que Chávez se manifestou contra a política bélica, terrorista e intervencionista dos norteamericanos, e juntamente afirma a soberania da Venezuela e a construção de um mundo multipolar, onde há espaço para todos e acabam-se as exclusões. Essa é a razão pela qual um terceiro mandato de Uribe é visto com muito bons olhos pela imprensa do norte”, afirma o professor.
Você acredita que há um aumento das tensões entre Venezuela e Colômbia nos últimos anos?
Alexander Mosquera: Acredito que nos últimos anos tem se acentuado a tensão entre ambos os países, sobretudo desde que a Colômbia embarcou nessa aventura com os Estados Unidos que chamam de “Plano Colômbia”, através da qual se fez mais evidente a entrega da soberania neogranadina aos norteamericanos, sob a desculpa de combater a guerrilha, o terrorismo e o narcotráfico. (mais…)
Em tom diplomático, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou nesta segunda (23) que sua política é baseada na defesa dos direitos humanos, da paz e da produção de energia nuclear para fins pacíficos. E o Brasil pode cooperar com o Irã como um interlocutor capacitado na América Latina, disse Ahmadinejad, durante declaração conjunta feita ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Itamaraty.
“A presença do Brasil pode levar ao aperfeiçoamento. Acreditamos que o Brasil pode atuar como um elo entre o Irã e a América Latina”, ressaltou Ahmadinejad.
No discurso de 17 minutos, Ahmadinejad negou as suspeitas de que o Irã esteja produzindo armas nucleares. “Os dois países [Irã e Brasil] buscam um mundo livre de armas nucleares e de destruição em massa”, disse ele. “São dois países que decidiram desempenhar um papel ativo (no cenário internacional).” (mais…)
O colonialismo europeu demonstrou a sua face prepotente e cruel em um dos países mais representativo da pujança histórica e esplendor cultural, desde a Antiguidade ao presente. As grandes potências européias, a Inglaterra, a Alemanha e a Rússia czarista disputaram a hegemonia do Irã, atraídas pelo petróleo que já despontava como enorme riqueza para a vida civil e, sobremaneira, para os confrontos militares na disputa pela supremacia internacional.
No século 20, pouco antes da descoberta e início da exploração petrolífera, a Inglaterra e a Rússia czasta, após resolverem as suas diferenças no Afeganistão, no Tibete e no Irã, no dia 31 de agosto de 1907, concluíram singular tratado de divisão do Irã em duas áreas de predomínio e uma neutra. No sul, na região do Golfo, dominavam os britânicos, ao norte, os russos, incluindo as cidades de Teerã e Ispahan. Os ingleses ficaram nas proximidades da zona neutra onde, em 1908, foi descoberto petróleo.
Os objetivos anglo-russos, para alguns autores, seriam fundamentalmente estratégicos, ou seja, conservar as suas posições na área de manutenção das fronteiras e, ao mesmo tempo, impedir a hegemonia de uma ou outra potência, acautelando-se ambas de terceiros. Os caminhos de dominação do Irã ficavam assegurados, ao Sul, os ingleses fechavam a penetração pelo Golfo Pérsico. Os interesses econômicos estavam envolvidos nesses acordos para preservar uma área de intercâmbio garantida para as partes contratantes. Ambos os impérios, observa Fieldhouse (1978, p.195), sentiram-se arrastados por um medo patológico de deixar um vazio político que pudesse ser preenchido pelo outro, ficaram aliviados ao descobrir que era perfeitamente viável delimitar suas esferas de influência sem novos perigos. (mais…)
Está quase pronto o Museu do Mar da UFRJ. A iniciativa partiu do Professor e engenheiro naval Fernando Amorim, que coordena o núcleo interdisciplinar UFRJmar.
O objetivo principal é criar um pólo de referência da cultura marítima brasileira por meio de um centro de educação e divulgação científica de ponta, especializado nas áreas da preservação ambiental, ecologia e biologia marinha.
O projeto constituirá mais um dos nós da rede de Preservação da Memória Marítima brasileira, criada pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – que já conta com dois museus: o Museu Nacional do Mar, em São Francisco do Sul, e o CVT Estaleiro Escola, em São Luis do Maranhão.
Além de disponibilizar para o público modelos e réplicas de embarcações típicas da tradição marítima brasileira, sobretudo em pesca artesanal e serviços diversos, o Museu do Mar pretende reunir um acervo de vídeos e documentários científicos, nacionais e internacionais, com material audiovisual produzido pelas equipes da UFRJ e também de instituições e organizações parceiras. Será criada também uma biblioteca com livros didáticos e de literatura sobre os temas da tradição marítima, da pesca e da construção de embarcações.
O Museu está localizado no Hangar do Catalão, na Ilha do Fundão, um lugar de grande riqueza natural, mas também muito impactado pela poluição da Bahia de Guanabara. Esse ambiente é favorável para a realização de atividades interativas, palestras e oficinas relativas à preservação do ambiente marinho e ao impacto da poluição, propiciando a atuação direta dos alunos com o objeto de estudo. Essas atividades incluirão a observação de criaturas marinhas em aquários e pelo microscópio, passeio e pesquisa no mangue ao redor do Hangar, oficinas de biologia marinha e aqüicultura e vários jogos interativos.
O Museu do Mar oferecerá também várias atividades relacionadas à construção naval, à pesca e à vida no mar. Nele estarão organizadas, de forma permanente, as oficinas tradicionalmente desenvolvidas para o Festival UFRJ Mar – um evento de interdisciplinar que há 9 anos leva a produção acadêmica da universidade para as comunidades do interior do estado e se configura como o maior evento de extensão da UFRJ.
O Museu do Mar pretende atender alunos de escolas da rede pública de ensino do Rio de Janeiro, do pré-escolar ao ensino médio. A equipe que atualmente trabalha na criação do Museu do Mar inclui biólogos, engenheiros, cenógrafos, arquitetos e especialistas em comunicação científica.
Um blog de um amigo- Palavras ao Tempo- tem uma sessão que se chama arqueologia musical, a qual costumo frenquentar inclusive com comentários.
Normalmente me sinto fazendo parte da escavação pois somos quase da mesma idade, acho que a diferença são 5 anos, o que faz com que nossos gostos tenham sido parecidos principalmente na década de 80.
Hoje me vi um pouco mais assustada com o rápido passar do tempo quando ouvi a música postada por ele e segundo o qual já tinha 27 anos, e disse , comigo mesma, aquela frase que as pessoas “mais velhas” dizem: parace que foi ontem !! rs rs rs
Seguindo nesta linha de pensamento constatei que , pasmem rs rs rs, estou ficando velha (ainda bem que junto com todos rs rs rs) e comecei a pensar nas músicas daquela época. Quando percebi que tinha ido ao Rock in Rio 1 , isto mesmo, ao primeiro.
Lembrei-me das músicas, da confusão, da lama, do tenis novinho que foi pro lixo, e lembrei principalmente da alegria daquele ambiente. Os portões abriam por volta das 14:00 e o show terminava no meio da madrugada, embaixo de forte sol de janeiro, calor de mais de 40º C e depois chuva incessante e eu feliz, tem que ser jovem para ser feliz assim .
Resolvi copiar a idéia da garimpagem arqueológica e colocar dois vídeos de duas bandas que assisti lá , em 1985, e parece que foi ontem…..
Amigos,
Hoje acessei um blog muito bom e especializado em petróleo.
Vale a pena dar uma lida pois o organizador deste blog é um especialista no assunto e está de parabéns na construção do espaço. Lá, podemos encontrar as leis do novo marco regulatório , bibliografia sobre o tema e sua relevância na geo-política mundial, vídeos com entrevistas, enfim, o acervo sobre o pré-sal da melhor qualidade.
por Michelle Amaral da Silva última modificação 18/11/2009 12:02
Mesmo após receber 823 emendas, alterações até o momento não tocam nos eixos centrais de projeto do governo
18/11/2009
Pedro Carrano
da Redação
A resposta da Câmara dos Deputados para os quatro projetos de lei enviados pelo governo sobre a exploração do petróleo abaixo da camada pré-sal foi nada menos do que 823 emendas, 301 delas apenas para o projeto do Fundo Social. Os números dão uma dimensão do interesse que o destino da renda petrolífera desperta nos diferentes setores da sociedade, tanto que o parecer dos relatores teve a sua votação adiada na comissão encarregada pelos trabalhos. A Câmara tem até o dia 10 para votar, independentemente de se os pareceres tiverem sido aprovados ou não.
Além do projeto do Fundo Social, as demais propostas enviadas pelo governo tratam da criação de uma nova estatal, do novo marco regulatório para exploração do pré-sal e da capitalização da Petrobras. Os PLs foram anunciados no dia 31 de agosto, com forte tonalidade nacionalista. A partir daí, o debate político do último trimestre elevou-se acima da disputa real no Congresso, uma vez que a mídia corporativa assumiu a defesa do marco regulatório anterior (Lei 9478, de 1997) e apresentou os atuais projetos como “estatizantes” – cenário que encobriu reais pontos populares e anti-populares da proposta governamental. (mais…)
Conflito entre os dois países evidencia a existência de diferentes projetos para a América Latina
por Michelle Amaral da Silva última modificação 18/11/2009 14:54
O conflito latente nos últimos anos, com altos e baixos, entre Colômbia e Venezuela, ganhou ares mais sérios e belicistas recentemente. A tensão na fronteira aumentou, com diversos relatos de prisões e assassinatos dos dois lados. O pano de fundo foi a oficialização do acordo militar entre Colômbia e Estados Unidos, no dia 30 de outubro, segundo qual o primeiro autoriza o segundo a utilizar bases militares em seu território.
Para Alexander Mosquera, professor da Universidade de Zula, em Maracaibo, Venezuela, o novo fato “fez tocar o alarme não somente na Venezuela, mas em toda América Latina, tendo em vista o perigo que historicamente significou esse intervencionismo estadunidense em nossas nações”. O venezuelano aponta ainda que a aliança Colômbia-EUA não é exatamente uma novidade, já que se iniciou com o Plano Colômbia. (mais…)
Chávez e Evo Morales com representantes de partidos de esquerda reunidos em Caracas
do portal vermelho
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, convocou neste sábado (21) a 5ª Internacional Socialista em um encontro com representantes de mais de 50 partidos de esquerda reunidos em um evento realizado em Caracas desde quinta-feira (19). “Atrevo-me a convocar a 5ª Internacional para retomar a 1ª, a 2ª, a 3ª, a 4ª”, disse Chávez, entre aplausos dos participantes.
Chávez recordou que passaram 145 anos da convocação de Karl Marx da 1ª Internacional; 120 anos da 2ª Internacional convocada por Friedrich Engels; 90 anos da convocação de Lenin da 3ª Internacional e 71 anos da convocação de Trotsky da 4ª Internacional.
Na opinião do mandatário, o mundo novo, necessário e possível, nasceu só que o império estadunidense e seus aliados o querem liquidar antes de que cresça. (mais…)
A América Latina deve controlar a entrada de capitais para evitar uma excessiva apreciação de suas moedas e para se preparar para um fraco crescimento em 2010 por causa da lenta recuperação global, disse na terça-feira o economista Nouriel Roubini.
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, revelou, em palestra em Nova York, que, no auge da crise, a direção do Citibank ofereceu as operações do banco no Brasil. Ainda segundo Lobão, o Brasil quase comprou o Citibank.
Reitor da UFRJ, Presidente da ANP e Petrobras quinta dia 19/11 12 horas no CT da UFRJ fundão debatem Pre SAL e recursos Educacao todos lá!tweeted1 week ago
-Só sabe o que vai no convento quem vive lá dentro
- Quem tudo quer tudo perde
- Quem dá o que tem a pedir vem
- A morte é certa, a hora é que é incerta
- Mais vale um pássaro na mão que dois voando
- Tu que sabes, eu que sei, cala-te tu que eu me calarei
- Só percebemos o valor da água depois que a fonte seca
- Se quiser conhecer verdadeiramente um homem, dê-lhe poder
-Não existe nada tão ruim, que não possa ficar pior!
- O que não tem remédio, remediado está
- Censura teus amigos na intimidade e elogia-os em público
- O lobo pode perder os dentes, porém sua natureza jamais
- A galinha da vizinha é sempre melhor que a minha
- Água mole em pedra dura, tando bate até que fura
- Águas passadas não movem Moinhos
- Barriga cheia, companhia desfeita
- Cão que ladra não morde
- A Vingança é um prato que se come frio
- Os olhos são a janela da alma
- Quem desdenha quer comprar
- Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo
- Quem quer faz , quem não quer manda
- Mais vale só, que mal acompanhado
- Mãos frias, coração quente, amor para sempre.
- Muito falar, pouco acertar
- Mulher e sardinha querem-se da pequenina.
- Mais vale prevenir, que remediar.
- De pequenino se torce o pepino.
- De boas intenções, está o Inferno cheio.
- Depois da tempestade vem a bonança.
- Depois de casa roubada trancas à porta.
-Deus escreve direito, por linhas tortas.
- Devagar se vai ao longe
-Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és.
A INTERNACIONAL
(L. Eugéne PottierIM. Pierre
Degeyter)
De pé. o vítimas da fome
De pé, famélicos da terra
Da idéia a chama já consome
A crosta bruta que a soterra
Cortai o mal bem pelo fundo
De pé, de pé, não mais senhores
Se nada somos em tal mundo
Sejamos tudo produtores
/:Bem unidos, façamos nesta luta final
uma terra sem amos a Internacional:/
Senhores, patrões, chefes supremos
Nada esperemos de nenhum
Sejamos nós que conquistemos
A terra mãe, livre, comum
Para não ter protestos vãos
Para sair deste antro estreito
Façamos nós com nossas mãos
Tudo o que a nós nos diz respeito
O crime do rico a lei o cobre
O Estado esmaga o oprimido
Não há direito para o pobre
Ao rico tudo é permitido
À opressão não mais sujeitos
Somos iguais todos os seres
Não mais deveres sem direitos
Não mais direitos sem deveres
Abomináveis na grandeza
Os reis da mina e da fornalha
Edificaram a riqueza
Sobre o suor de quem trabalha
Todo o produto de quem sua
A corja rica o recolheu
Querendo que ela o restitua
O povo quer só o que é seu
Nós fomos de fumo embriagados
Paz entre nós, guerra aos senhores
Façamos greve de soldados
Somos irmãos trabalhadores
Se a raça vil cheia de galas
Nos quer à força canibais
Logo verá que nossas balas
São para os nossos generais
Pois somos do povo os ativos
Trabalhador forte e fecundo
Pertence a terra aos produtivos
ó parasita deixa o mundo
ó parasita que te nutres
Do nosso sangue a gotejar
Se nos faltarem os abutres
Não deixa o sol de fulgurar
O ANALFABETO POLÍTICO
Bertolt Brecht
"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."
AS MARGENS
Bertold Brecht
Do rio que tudo arrasta se diz que é violento.
Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem.
Não cultives a fraqueza
Vive o fraco na fraqueza
o bom na sua bondade
vive o firme na firmeza
lutando por liberdade.
Não cultives a fraqueza,
procura sempre ser forte,
que o homem que tem firmeza
não se rende nem à morte.
Educa a tua vontade
faz-te firme: em decisões,
que não terá liberdade
quem não fizer revoluções.
Se queres o mundo melhor
vem cá pôr a tua pedra,
quem da luta fica fora
neste jogo nunca medra.
Francisco Miguel Duarte,
Poeta popular nascido no Alentejo,
Operário sapateiro, filho de camponeses
A INJUSTIÇA PASSEIA PELAS RUAS COM PASSOS SEGUROS
Berthold Brecht
A injustiça passeia pelas ruas com passos seguros.
Os dominadores fazem planos para dez mil anos.
O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são
Nenhuma voz se levanta além da dos que mandam
E em todos os mercados se proclama a exploração;
Isto é apenas o começo.
E entre os oprimidos muitos dizem:
Não se realizará jamais o que queremos!
O que ainda vive não diga: jamais!
O seguro não é seguro. Como está não ficará.
Quando os dominadores falarem
falarão também os dominados.
Quem se atreve a dizer: jamais?
De quem depende a continuação desse domínio?
De nós!
De quem depende a sua destruição?
Igualmente de nós.
Os caídos que se levantem!
Os que estão perdidos que lutem!
Quem reconhece a situação como pode calar-se?
Os vencidos de agora serão os vencedores de amanhã.
Os dominadores fazem planos para dez mil anos.
O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são
Nenhuma voz se levanta além da dos que mandam
E em todos os mercados se proclama a exploração;
Isto é apenas o começo.
E entre os oprimidos muitos dizem:
Não se realizará jamais o que queremos!
O que ainda vive não diga: jamais!
O seguro não é seguro. Como está não ficará.
Quando os dominadores falarem
falarão também os dominados.
Quem se atreve a dizer: jamais?
De quem depende a continuação desse domínio?
De nós!
De quem depende a sua destruição?
Igualmente de nós.
Os caídos que se levantem!
Os que estão perdidos que lutem!
Quem reconhece a situação como pode calar-se?
Os vencidos de agora serão os vencedores de amanhã.