Márcia e suas leituras

90º aniversário da Revolução de Outubro 1917

09/11/2009 · Deixe um comentário

UMA HOMENAGEM AOS 92 ANOS DA REVOLUÇÃO RUSSA QUE COMEMORAMOS DIA 07 DE NOVEMBRO.
 
 

 

 

 

Vídeo produzido pelo DEP/PCP sobre 90º aniversário da Revolução de Outubro 1917-2007

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Novo livro do JeosaFÁ

09/11/2009 · Deixe um comentário

Amigos,

Meu amigo Jeosafá é um escritor, poeta, professor, cinegrafista, e blogueiro.

Hoje em seu blog Amplexos do JeosaFÀ tem uma matéria sobre seu novo livro que será lançado em São Paulo, dia 1º de dezembro na Livraria da Vila, na r. Fradique Coutinho, 915, a partir da 19,30h.

O tema é sobre a ausência da poesia na escola e consequentemente com a falta do hábitoda leitura de poesia. Ele nos brinda  com um pouco do texto de seu livro, que segue abaixo.

” Vamos iniciar nossa jornada pelas terras arrasadas da poesia com uma pergunta: por que ela, ao menos no Brasil, ocupa espaços cada vez mais reduzidos nas estantes das livrarias? Essa pergunta simples e direta só pode ter uma resposta igualmente simples e direta: porque a poesia tem cada vez menos leitores, obviamente. A pergunta é descabida? Não. A resposta é descabelada? Igualmente não.

A pergunta parte de uma constatação tão óbvia que a mais ligeira passada de olhos pelas estantes de qualquer livraria do Brasil basta para confirmar. Quer ver? Então vamos lá: direto à livraria do seu bairro. Bem, é quase certo que seu bairro não tem uma única livraria sequer. Então, está bem, então direto ao centro comercial mais próximo. Porém é quase certo que uma livraria, livraria mesmo, não exista. Talvez uma papelaria que venda livros, eventualmente uma banca de jornal… Então vamos fazer o seguinte: direto ao shopping center mais próximo, ainda que ele fique longe do bairro e mesmo fora do município, ou direto a uma rodoviária ou aeroporto… Satisfeita a curiosidade?

Se não é fácil encontrar sequer uma livraria, que dizer então da situação da poesia, cuja situação, exposta pela pergunta logo acima, é tão desalentadora quanto verdadeira?

Por que tão pouca gente se interessa por ela? A coitada está num miserê tal que, se morresse, seu enterro seria exatamente igual ao daqueles pobres andarilhos que tombam exangues pelas ruas das grandes cidades ou pelas beiradas das rodovias deste país imenso: uma viatura, sem maiores alardes, para não chamar a atenção dos transeuntes, apanharia o corpo serenado e mal coberto pelos andrajos úmidos da noite, e o levaria para o lugar nenhum. Ninguém para olhar a cena. Ninguém para ficar com os olhos úmidos e um ponto de exclamação, ou de interrogação, espetado no alto da cabeça, a observar o carro sumir na distância, com sua carga frágil, na poeira ou no mormaço deformante do asfalto.

Exagero? Quantos livros de poemas você tem em sua biblioteca? Aliás, você tem uma biblioteca em sua casa? Ao menos umas poucas estantes de livros?

Sejam quais forem as respostas a essas inquietantes perguntas, a pertinência delas é já um problemão não acha? E essa pertinência se deve a outra constatação óbvia: as pessoas, no Brasil, cultivam exiguamente o hábito da leitura, do que decorre o pouco interesse em ajeitar os livros no espaço muitas vezes apertado da residência. Daí, esses incômodos objetos acabam sendo deslocados de um canto a outro até encontrarem uma caixa de papelão perfeita, no interior da qual serão depositados e esquecidos até criarem bolor e não prestarem para mais nada.

Então é melhor deixar as coisas do jeito que estão, senão podem piorar, não é mesmo? Não, não é. Assim como as histórias não morrem nos livros que mofaram por descuido, as pessoas podem ser mobilizadas para que atribuam valor ao que muitas vezes, por falta de alerta, de insistência ou de jeito, ficou latente, mas não extinto: o prazer de ler.

Então vamos recapitular: livros de poesia faltam nas livrarias porque faltam leitores para elas. Esses leitores são os mesmos que reservam pouco espaço em suas casas, e em suas vidas, para a leitura. Nesse caso, a carência de leitores de poesia só pode ser entendida como uma, no âmbito de um conjunto de carências ainda mais amplas.

Porém, o assunto aqui não é o das carências mais amplas. O assunto aqui é o da carência talvez mais aguda da literatura. Há a penúria do teatro… Mas a penúria do teatro não é nada perto da penúria da poesia. Não é preciso nem estabelecer concorrência entre os dois para saber quem é mais pobre, mais sem posses, mais jogado à beira do caminho. Então, não vamos perder tempo com comparações equívocas entres irmãos deserdados, um a dormir sob pontes e outro a dormir sob marquises de prédios arruinados.

O conto e a crônica, quem não sabe que as editoras publicam muitíssimo mais do que a poesia? O romance então… esse é barão, perto dos outros, muito embora seja assassinado todos os dias nas escolas do país por “leituras” obrigatórias que, a pretexto de educar por meio de provas atávicas e de trabalhos desprovidos de bom senso, só não causam mais danos ao prazer de ler porque simplesmente o extinguem no nascedouro – o coração do estudante.

Mas uma coisa tem de se admitir: não há uma única pessoa no país que não fique com pena da situação da coitada poesia.

A situação da poesia é mesmo de comover um coração de pedra, de congelar o sangue nas veias, de arrasar nervos de aço e outras metáforas e hipérboles descabeladas mais.

E se Júlio Verne achou ter feito uma alegoria definitiva da situação da poesia, em seu Paris no Século XX, ao enviar seu personagem-poeta ao final do romance a um passeio desolador no cemitério, é porque sequer imaginou os efeitos que poderia ter extraído do romance caso situasse suas lúgubres previsões no Brasil de inícios do século XXI.

Com o que disse até aqui com a necessária dose de exagero de linguagem, espero ter convencido essa decisiva pessoa chamada “você” da necessidade de irmos todos para o front em defesa das barricadas da poesia. Então, como bárbaros, como um exército de brancaleones, vamos tomar de assalto as estantes de livrarias e bibliotecas, empurrando para fora de nossas fronteiras os livros de outros gêneros. Não se pode ter piedade neste momento

Livros de auto-ajuda, vocês têm suas razões ou desrazões de ser, mas, com o perdão do mau jeito, cheguem para lá; livros de culinária, vocês são deliciosos, mas as hordas da poesia vão invadir estas prateleiras: se mandem para o andar debaixo ou de cima; obras de economia-política, de física nuclear, de vida e obra de grandes artistas do cinema, vocês são totalmente demais, porém: batam em retirada, que os volumes de Manuel Bandeira, Carlos Drummond, Cecília Meireles, Florbela Espanca, Haroldo de Campos, Leminski e novos poetas, entre outros, enlouqueceram e, como vikings, partem em desabalada correria para retomar o espaço perdido.

Como já disseram outros, noutros termos, a propósito de outras causas consideradas justas, queimando atrás de si as pontes de retirada, lancemos nosso grito de guerra: Avante, companheiros:

Hasta la victoria siempre!”

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Agência Senado – 06/11/2009 – Congresso Nacional prepara comemoração dos 50 anos da revolução cubana e do Dia do Marinheiro

09/11/2009 · Deixe um comentário

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Nova estatal vai cuidar dos contratos do pré-sal

09/11/2009 · Deixe um comentário

Portal da Camara
O gerenciamento de todos os contratos de exploração e produção de petróleo e gás na área do pré-sal será feito por uma nova companhia, de capital 100% estatal. A criação da Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A. (Petro-Sal) está prevista no Projeto de Lei 5939/09, uma das propostas enviadas pelo Executivo à Câmara para instituir o marco legal da nova fronteira petrolífera do País.

O projeto deixa claro que a Petro-Sal não vai executar nenhuma tarefa direta de exploração ou comercialização de petróleo e gás. Caberá a ela representar a União na gestão dos contratos de partilha de produção, modelo escolhido pelo Executivo para o pré-sal. A partilha está prevista no PL 5938/08, também em tramitação na Casa.

Estrutura
A Petro-Sal será vinculada ao Ministério de Minas e Energia, terá funcionários próprios, contratados por concurso público sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), e sede administrativa no Rio de Janeiro. A empresa também poderá contratar funcionários temporários.

A companhia terá como fonte principal de recursos as rendas geradas pela gestão dos contratos de partilha, inclusive a parcela do bônus de assinatura que estiver especificada no contrato. A administração caberá a uma diretoria executiva, com integrantes nomeados pelo presidente da República, e ao Conselho de Administração, presidido por uma pessoa indicada pelo ministério.

Além de gerenciar os contratos de partilha do pré-sal, a estatal defenderá os interesses da União nos comitês operacionais (instâncias decisórias de cada contrato de partilha); fará a avaliação técnica e econômica dos planos de exploração e produção de cada bloco licitado; monitorará os investimentos previstos nos contratos; e praticará todos os atos referentes aos contratos de comercialização do petróleo e gás extraídos dos campos.

Arranjo
A criação de uma empresa pública para gerenciar a exploração do pré-sal vinha sendo discutida desde 2007 no governo. O Executivo argumenta que os países detentores de grandes jazidas de petróleo também se fazem representar por uma empresa 100% pública nos contratos com a iniciativa privada.

A diferença é que no caso brasileiro a Petro-Sal vai gerenciar contratos de outra estatal, a Petrobras. Esse arranjo institucional só existe na Noruega, onde coexistem duas empresas (uma de exploração e produção, outra de controle de contratos). A União só detém o controle de 32,2% do capital total da Petrobras. O restante está nas mãos de investidores públicos (7,6%) e privados nacionais e estrangeiros (60,2%).

Tramitação
O projeto será analisado em regime de urgência constitucional por uma comissão especial. Se for aprovado, seguirá para o Plenário.

Íntegra da proposta:
- PL-5939/2009

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Delegações internacionais no congresso do PCdoB

09/11/2009 · Deixe um comentário

do portal vermelho

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Vídeo do 12º Congresso do PCdoB

09/11/2009 · Deixe um comentário

Excelente vídeo produzido por  camaradas do partido.

do portal vermelho

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Vídeo do 3º dia – Congresso PCdoB

09/11/2009 · Deixe um comentário

do portal vermelho

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Charge legal

06/11/2009 · Deixe um comentário

copiada do blog o castendo

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Otimista e fortalecido, PCdoB começa hoje seu 12º Congresso

05/11/2009 · Deixe um comentário

do portal vermelho

Começa na noite desta quinta-feira (5) o 12º Congresso do PCdoB. Cerca de 1.500 pessoas devem passar pelo Anhembi, em São Paulo, até domingo, quando termina a plenária final. O Partido chega a esta etapa otimista, em fase de ascensão e confiante na possibilidade de contribuir para implantar no país um novo projeto nacional de desenvolvimento que sirva como caminho brasileiro para o socialismo. “Estamos numa fase favorável e podemos dar passos ainda maiores”, afirma o presidente Renato Rabelo.

Durante os quatro dias de plenária final do 12º Congresso, os internautas poderão acompanhar suas atividades através do portal Vermelho e da página especial do 12º Congresso. Serão reportagens escritas, transmissão ao vivo da plenária, vídeos-reportagens, programação de áudio e galeria de imagens que levarão aos militantes e simpatizantes do PCdoB informação atualizada sobre os principais acontecimentos do Congresso. Os participantes do evento também poderão contribuir enviando seus próprios vídeos. (mais…)

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Líderes adiam decisão em Plenário sobre adesão da Venezuela ao Mercosul

05/11/2009 · Deixe um comentário

da agência senado

Um acordo de lideranças permitiu a transferência para quarta-feira da próxima semana (11) a decisão em Plenário sobre a entrada da Venezuela no Mercosul. O objetivo do adiamento da discussão final sobre o tema no Senado foi garantir o quórum mínimo para aprovação do protocolo de adesão, já que alguns dos líderes partidários não estão em Brasília nesta semana.

Na última quinta-feira (29), a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) aprovou, por 12 votos a 5, o protocolo de adesão do novo sócio ao bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. O voto contrário à adesão da Venezuela ao Mercosul, apresentado pelo relator da matéria, senador Tasso Jereissati (PSDDB-CE), foi rejeitado por 11 votos a 6, com uma abstenção. Em seguida, foi aprovado voto em separado apresentado pelo líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR). (mais…)

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Aposentados não conseguem votação do reajuste

05/11/2009 · Deixe um comentário

do portal vermelho

“Aposentado. Porém na Luta.” A inscrição nas camisetas encheu as dependências da Câmara nesta quarta-feira (4). Os aposentados vieram a Brasília para pressionar os deputados a aprovarem, na votação marcada para esta quarta-feira (4), o projeto que concede aos aposentados o mesmo reajuste do salário mínimo. A sessão foi marcada pelas manifestações dos aposentados, a irritação do presidente da Casa e o debate entre governistas e oposição.

Câmara dos Deputados

AposentadosManifestação das galerias irritou presidente Michel Temer

A votação não aconteceu. O governo queria e conseguiu adiar a votação do projeto com o pedido do relator da Medida Provisória 466, deputado João Carlos Bacelar (PR-BA), de prazo de uma sessão para ler o seu parecer. A MP que integra os sistemas isolados da Região Norte ao sistema nacional de energia elétrica tranca a pauta, o que impede a votação da matéria do reajuste das aposentadorias.

As galerias estavam lotadas. O senador Paulo Paim (PT-RS), autor do projeto já aprovado no Senado, foi recebido com aplausos quando chegou ao plenário da Câmara. O petista recebeu apoio da oposição – principalmente dos tucanos – que se manifestavam a favor dos aposentados, esquecendo a fala do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que gerou polêmica, ao chamar os aposentados de “vagabundos”. (mais…)

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Conheça a vida e a obra de Claude Gustave Lévi-Strauss

03/11/2009 · Deixe um comentário

do site do estadão

Efe e O Estado de S. Paulo

 Lévi-Strauss nasceu em Bruxelas em 28 de novembro de 1908, dentro de uma família de intelectuais franceses de origem judaica.

 Estudou direito e se formou em filosofia na Universidade de Sorbonne em 1931.

 Após uma breve passagem pela docência no ensino secundário, Lévi-Strauss foi nomeado membro de uma missão universitária no Brasil e, de 1935 a 1939, foi professor na Universidade de São Paulo.

 Durante este período, organizou e dirigiu várias expedições etnográficas ao Mato Grosso e Amazônia, e estudou também as tribos indígenas do norte e do sul do continente americano.

 De volta à França, às vésperas da Segunda Guerra Mundial, participou dos esforços de guerra de 1939 a 1940, até que abandonou esse país para ir aos Estados Unidos, onde lecionou na New School for Social Research de Nova York, entre 1942 e 1945.

 Em 1944, foi chamado à França pelo Ministério de Assuntos Exteriores, mas, no ano seguinte, voltou aos Estados Unidos para ocupar as funções de conselheiro cultural na embaixada francesa em Washington, cargo que abandonou em 1948 para se dedicar ao trabalho científico.

 Em 1949, foi nomeado subdiretor do Museu do Homem e, em 1950, como diretor de estudos na Escola Prática de Altos Estudos.

 Depois, foi nomeado professor no Collège de France, onde exerceu como catedrático de antropologia social, cátedra que ocupou de 1959 e até aposentadoria, em 1982.

 Lévi-Strauss transformou a etnologia contemporânea e elaborou um método original, reunindo o método estrutural e a contribuição da psicanálise para interpretar os mitos, descobrir os grandes sistemas de pensamento e explicar o funcionamento social.

 Este foi o método usado para estudar a organização social dos indígenas no Brasil e do norte e sul da América. Foi vital seu encontro em 1941 com o linguista americano Roman Jakobson, após o que decidiu aplicar o estruturalismo aos fenômenos humanos, começando pelo parentesco.

 Autor de vários livros, publicou em 1949 “As Estruturas Elementares do Parentesco” e, de suas expedições pelo Brasil, nasceu em 1955 sua obra “Tristes Trópicos”, considerado um texto fundamental da etnologia contemporânea.

 Em 1958, foi lançado “Antropologia Estrutural”; em 1962, publicou “O Pensamento Selvagem”; em 1964, “O Cru e o Cozido”; e, em 1967, “Do Mel às Cinzas”. Também publicou, em 1993, “Olhar, Escutar e Ler”.

 Ao longo de sua carreira, conseguiu uma grande popularidade, além de contar com o reconhecimento acadêmico.

 Em 1973, foi eleito membro da Academia Francesa, onde ocupou o assento que antes foi de Henry de Montherlant.

 Detentor da Grã-Cruz da Legião da Honra desde 1992, era também membro estrangeiro da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, da Academia Americana e do Instituto de Artes e Letras, também nos Estados Unidos.

 Era doutor “honoris causa”, entre outras, das universidades de Bruxelas, Oxford (Inglaterra), Chicago (Estados Unidos), Stirling (Escócia), Montreal (Canadá), da Universidade Nacional Autônoma do México, da Universidade Laval do Québec, assim como de Yale, Harvard, Johns Hopkins e Columbia, nos Estados Unidos.

 Em 1966, recebeu a medalha de ouro e o prêmio da Fundação Viking, concedido pelo voto internacional de etnólogos; e, em 1967, conseguiu a medalha de ouro de Centro Nacional de Pesquisa Científica da França.

 Em 28 de novembro de 2008, por ocasião de seus 100 anos, recebeu a homenagem do mundo da cultura e da ministra da Cultura francesa da época, Christine Albanel, foi inaugura uma placa em sua honra no museu Quai Branly de Paris.

 Obras Fundamentais

  TRISTES TRÓPICOS: Mais que um livro de viagem, é um clássico da etnologia (1955). Além de trazer detalhes pitorescos das sociedades indígenas do Brasil, o livro discute as relações entre Velho e Novo Mundo e o significado da civilização e do progresso. Lévi-Strauss desloca parâmetros consagrados e

questiona viajantes e cientistas. O mundo dos cadiuéus, bororos, nhambiquaras e dos tupi-cavaíbas revelam seus próprios estilos e linguagens.

 ANTROPOLOGIA ESTRUTURAL: Publicada em 1958, a obra reúne artigos que propõem um empréstimo das teorias estruturalistas de Roman Jakobson, lingüista que Lévi-Strauss conheceu nos EUA, para renovar o método antropológico. Ela se divide em cinco partes: Linguagem e parentesco; Organização social; Magia e religião; Arte; e Problemas de método e de ensino. A obra será lançada pela Cosac Naify no dia 11.

 O SUPLÍCIO DO PAPAI NOEL: A Cosac Naify lança, também no dia 11, O Suplício do Papai Noel, ensaio de 1952. Lévi-Strauss parte da queima de um boneco de Papai Noel em Dijon, França, em 1951, para analisar, por meio da antropologia estrutural, o significado das festas de fim de ano, a comercialização das datas tradicionais e a influência norte-americana nesse processo.

 MITOLÓGICAS: Composta por quatro obras – O Cru e o Cozido (1964), Do Mel às Cinzas (1967), A Origem dos Modos à Mesa (1968) e O Homem Nu (1971) – a série analisa 813 mitos de diferentes povos indígenas do continente americano.

 DE PERTO E DE LONGE: Em entrevista para o filósofo Didier Eribon em 1988, o antropólogo faz um balanço sobre sua história pessoal, formação intelectual e conceitos-chave de sua teoria.

 HISTÓRIA DE LINCE: Segundo Lévi-Strauss, essa obra (1991) é a última incursão pela mitologia americana. Questões presentes em sua produção de mitólogo são retomadas e esclarecidas.

 SAUDADES DO BRASIL: Obra de 1994 reúne fotografias feitas entre 1935 e 1939. Lévi-Strauss se deu conta de que poderia descrevê-las, localizando-as no tempo e no espaço, com auxílio da memória afetiva. Saudades de São Paulo, de 1996, também tem um depoimento em que se revisitam imagens de uma cidade onde o gado convivia com carros e bondes.

 OLHAR, ESCUTAR, LER: De 1993, é escrita em tom de conversa, inteiramente dedicada à arte.

 O PENSAMENTO SELVAGEM: No livro, de 1962, ele focaliza um traço universal do espírito humano – o pensamento selvagem que se desenvolve tanto no homem antigo como no contemporâneo.

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Representante do TKP no Rio de Janeiro

03/11/2009 · Deixe um comentário

Ontem passei um dia muio agradável. O repesentante do Partido comunista Turco , Yigit Günay, que veio para o  congresso do PCdoB estava aqui no Rio de Janeiro e eu e Carlos fomos mostrar as belezas naturais de nossa cidade afinal,  não é a toa que é conhecida como “CIDADE MARAVILHOSA”.

Pena que o tempo foi muito curto e o passeio se resumiu ao dia de ontem mas acho que o camarada  Yigit  gostou , pois é a primeira vez que vem ao Brasil.

Algumas fotos para registro.

Fim do dia na lagoa

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Mais de 30 empresas brasileiras em Feira de Havana

03/11/2009 · Deixe um comentário

da pátria latina

 

 Brasília, 2 nov (Prensa Latina) Um total de 32 empresas brasileiras participam na vigésima sétima Feira Internacional de Havana (FIHAV), que começa hoje na capital cubana e se estenderá até o próximo sábado.

 
 A assessoria de imprensa do Ministério brasileiro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) explica que o titular dessa carteira, Miguel Jorge, assistirá à inauguração do Dia do Brasil na FIHAV, ao mesmo tempo em que desenvolverá outras atividades oficiais na ilha caribenha.
 
A viagem das empresas nacionais à Feira foi coordenada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos e de acordo com um estudo da Secretária de Comércio Exteriores do MDIC existem diversos produtos com potencial de crescimento nas vendas a Cuba.
 
Entre eles, a investigação menciona aos azeites comestíveis, leite e derivados, carnes, aparelhos de telecomunicação, artigos de plástico, veículos automotores e autopeças, calçados, fertilizantes, produtos químicos, aparelhos de refrigeração e bens de informática.
 
Também, afirma que o Brasil pode lhe comprar a Cuba mais medicamentos, cimento e bens de consumo como fumos e bebidas alcoólicas.
 
Nesta segunda visita à ilha caribenha neste ano, Miguel Jorge se reunirá com autoridades cubanas e presidirá a delegação de seu país à primeira reunião do Grupo de Trabalho Brasil-Cuba, junto com seu contraparte, o ministro do Comércio Exterior e o Investimento Estrangeiro, Rodrigo Malmierca, indica a informação oficial.
 
Precisamente, aponta, o Grupo de Trabalho Brasil-Cuba foi criado em julho passado, durante a primeira visita deste ano do ministro brasileiro, e tem o objetivo de acompanhar os projetos de cooperação econômica entre os dois países. Representantes do Ministério de Relações Exteriores, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária também integram a delegação brasileira a esse encontro, destaca a assessoria de imprensa do MDIC.

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Puxa! Quem votou a favor do bloqueio? Até o porta-voz de Hillary Clinton se pergunta

03/11/2009 · Deixe um comentário

da pátria latina

 
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QUAIS foram os dois únicos países que, junto aos Estados Unidos, votaram a favor do bloqueio a Cuba? Numa entrevista coletiva, depois da condenação, pelo décimo oitavo ano consecutivo, a essa agressão norte-americana à Ilha, o porta-voz do Departamento de Estado, Ian Kelly, ficou atônito diante da pergunta do repórter.

 Seriam as ilhas Salomão ou a Micronésia? , sugeriram-lhe sem poder ranimar os seus sentidos.

 Na entrevista com o repórter não identificado, este lhe disse que alguns países aderiram a vocês e lhe perguntou se podia lembrar quais países e falar do voto.

 Acho que um deles foi Palau, respondeu Kelly.

 Eu acreditava que era a Micronésia— revidou o repórter.

 Ou será Israel?, insistiu.

 Kelly apenas teve uma saída: a retórica usual anticubana. E começou dizendo: “Assim sendo, vou lhe dar uma explicação a respeito disso. Os Estados Unidos acreditam que têm o direito soberano de manejarem sua conduta econômica com Cuba, sua relação econômica com Cuba, conforme os interesses econômicos estadunidenses.”

 Argumentou que, neste ano, os EUA exportaram US$717 milhões para Cuba… “as sanções fazem parte da política dos Estados Unidos a respeito de Cuba”…

 O repórter interrompeu-o: “Mas o senhor não tem nenhuma opinião a respeito do fato de que o resto do mundo pensa que esta é uma péssima maneira de agir?”

 Kelly: Bom…

 Repórter: Que o mundo inteiro, bom, à parte de Palau…

 Kelly: Isto parece ser um exercício anual que…

 Repórter: É um exercício anual para lhes dizer o que o mundo inteiro pensa…

 Kelly (ainda mais surpreso): Parece ser uma espécie de inércia da Segunda Guerra Mundial. A sugestão de que não estamos prestando ajuda a Cuba é falsa… Isto é, somos um dos mais importantes provedores de ajuda humanitária a Cuba.

 Devemos esclarecer que, para Kelly, bem como para a administração norte-americana, a venda a Cuba de produtos agrícolas bem paga e à vista é “ajuda humanitária”.

 O que resta da entrevista se perdeu na habitual profusão de ataques a Cuba e no estranho discurso sobre os direitos humanos por parte de uma nação que não fecha o centro de detenção de Guantánamo e que é a que mais indivíduos, fundamentalmente afro-americanos ou latinos, mantém em suas penitenciárias. Tudo isso, sem falar do desemprego em massa que obriga milhões de compatriotas do porta-voz do Departamento de Estado a dormirem nas ruas.

 (Jean-Guy Allard)

Granma

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