da pátria latina
QUAIS foram os dois únicos países que, junto aos Estados Unidos, votaram a favor do bloqueio a Cuba? Numa entrevista coletiva, depois da condenação, pelo décimo oitavo ano consecutivo, a essa agressão norte-americana à Ilha, o porta-voz do Departamento de Estado, Ian Kelly, ficou atônito diante da pergunta do repórter. Seriam as ilhas Salomão ou a Micronésia? , sugeriram-lhe sem poder ranimar os seus sentidos. Na entrevista com o repórter não identificado, este lhe disse que alguns países aderiram a vocês e lhe perguntou se podia lembrar quais países e falar do voto. Acho que um deles foi Palau, respondeu Kelly. Eu acreditava que era a Micronésia— revidou o repórter. Ou será Israel?, insistiu. Kelly apenas teve uma saída: a retórica usual anticubana. E começou dizendo: “Assim sendo, vou lhe dar uma explicação a respeito disso. Os Estados Unidos acreditam que têm o direito soberano de manejarem sua conduta econômica com Cuba, sua relação econômica com Cuba, conforme os interesses econômicos estadunidenses.” Argumentou que, neste ano, os EUA exportaram US$717 milhões para Cuba… “as sanções fazem parte da política dos Estados Unidos a respeito de Cuba”… O repórter interrompeu-o: “Mas o senhor não tem nenhuma opinião a respeito do fato de que o resto do mundo pensa que esta é uma péssima maneira de agir?” Kelly: Bom… Repórter: Que o mundo inteiro, bom, à parte de Palau… Kelly: Isto parece ser um exercício anual que… Repórter: É um exercício anual para lhes dizer o que o mundo inteiro pensa… Kelly (ainda mais surpreso): Parece ser uma espécie de inércia da Segunda Guerra Mundial. A sugestão de que não estamos prestando ajuda a Cuba é falsa… Isto é, somos um dos mais importantes provedores de ajuda humanitária a Cuba. Devemos esclarecer que, para Kelly, bem como para a administração norte-americana, a venda a Cuba de produtos agrícolas bem paga e à vista é “ajuda humanitária”. O que resta da entrevista se perdeu na habitual profusão de ataques a Cuba e no estranho discurso sobre os direitos humanos por parte de uma nação que não fecha o centro de detenção de Guantánamo e que é a que mais indivíduos, fundamentalmente afro-americanos ou latinos, mantém em suas penitenciárias. Tudo isso, sem falar do desemprego em massa que obriga milhões de compatriotas do porta-voz do Departamento de Estado a dormirem nas ruas. (Jean-Guy Allard) Granma |




0 respostas Até agora ↓
Ainda não há comentários... chute o balde preenchendo o formulário abaixo.