Márcia e suas leituras

Estudantes cariocas elegem Flávia Calé presidente da UEE-RJ

07/07/2009 · Deixe um comentário

do portal vermelho

Flávia Calé, diretora da UNE e estudante de história da UFRJ, foi eleita, na tarde deste domingo (05), a nova presidente da União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro. Ela recebeu 79& dos votos. O Congresso foi realizado em Volta Redonda, conhecida como a cidade do aço por abrigar a Companhia Siderúrgica Nacional, e teve participação de doze correntes políticas organizadas no movimento estudantil fluminense.

Para a disputa da diretoria, três chapas foram inscritas e todas atingiram o número de votos necessários para ingressar na executiva da entidade. A vitoriosa reuniu militantes da União da Juventude Socialista (UJS) e estudantes independentes que se organizaram no movimento Da Unidade Vai Nascer a Novidade, além das correntes Kizomba (DS), Mutirão (JPL), CNB, Mudança, JS-PDT, JSB e JMDB, e obteve 255 votos, totalizando 82% dos delegados. A ampla chapa conquistou 14 das 17 diretorias que compõem a executiva da entidade.

O 15º Congresso da União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro  (UEE-RJ) foi relizado entre os dias 3 e 5 de julho, e levou estudantes de todo o estado aos debates em torno de bandeiras de Assistência Estudantil, Estatuto da entidade. Diversos temas foram discutidos no evento, entre eles: Segurança Pública e Direitos Humanos, a Legalização das Drogas, o Pré-Sal, a Crise do Capitalismo e o Projeto de Nacional Desenvolvimento.

Fonste: UNE e UJS

Categorias: UEE- RJ

Tanto lá quanto cá – a questão é de classe

07/07/2009 · Deixe um comentário

do blog o castendo

“O marxismo nasceu profundamente vinculado a uma visão global da sociedade e do mundo contemporâneo, à descoberta da identidade de interesses e objectivos fundamentais da classe operária de todos os países, à descoberta de um processo mundial conduzindo à liquidação do capitalismo e à construção da sociedade socialista e comunista. “

Álvaro Cunhal

Categorias: Marx

A Conferência Nacional de Comunicação e o fortalecimento das mídias públicas

07/07/2009 · Deixe um comentário

Beto Almeida*

Há uma linha de sintonia e coerência na convocação da Confecom feita pelo presidente Lula com as lutas históricas dos trabalhadores, dos sindicatos, dos movimentos sociais, do PT e da esquerda e do movimento de democratização da comunicação. Lula dá continuidade a toda sua trajetória de luta em que foi alvo preferencial da oligarquia da mídia e desdobra, em ações concretas, o que ficou estabelecido no Seminário Nacional de Comunicação e Cultura do PT, realizado em meio à Campanha de 2002, quando o documento aprovado “A imaginação a serviço do Brasil” definiu claramente o fortalecimento da comunicação pública como linha de trabalho para o governo que viria ser eleito naquele mesmo ano.

Neste documento já estavam presentes as linhas de atuação na comunicação que hoje sustentam a Convocação, pelo Presidente, da primeira conferência da área de comunicação que se realiza na história do Brasil. Aquele documento também definia a constituição de uma TV Pública baseada na união, centralização, qualificação e expansão dos instrumentos comunicativos que o estado brasileiro já possuía, tais como a Radiobrás, a TVE do Rio, a Rádio Nacional, a Rádio Mec, o canal NBR, a Agência Brasil. Hoje, todos estes instrumentos estão unificados na EBC – Empresa Brasil de Comunicação, cumprindo o programa de campanha Lula-Presidente de 2002.

Certamente, a expectativa dos movimentos que formam a luta pela democratização da comunicação era muito mais ampla, desproporcional à sua escassa capacidade de mobilização social hoje pela agenda da democracia na comunicação. Porém, um governo de composição como o do presidente Lula, sem maioria parlamentar, com uma base de apoio heterogênea, e sem ter nos partidos de esquerda e nos sindicatos um sólido apoio político que fizesse com a questão da comunicação se torna-se prioridade em sua agenda nacional, avança com passos mais lentos do que o esperado, mas avança. E coloca a comunicação na agenda do Estado e da sociedade,.. (mais…)

Categorias: Mídia

Redução da jornada: a opinião da ‘Folha’ e a distorção

07/07/2009 · Deixe um comentário

do portal vermelho

Em editorial neste domingo (5), a Folha de S.Paulo voltou a dar aulas práticas de antijornalismo em sua campanha contra a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e o aumento da remuneração da hora extra, de 50% para 75%.

Por Quintino Severo*, no Portal do Mundo do Trabalho

Inconformada com a decisão da Comissão Especial que aprovou, por unanimidade, o relatório favorável do ex-presidente da CUT e deputado Vicentinho (PT-SP) em apoio ao Projeto de Emenda Constitucional (PEC 231/95), a Folha tenta contra-atacar. Inicialmente, lembra que o momento não é propício, já que “as empresas brasileiras se veem forçadas a reduzir custos e elevar a competitividade para compensar os efeitos da crise global”.

Nenhuma linha a respeito de que a última redução da jornada ocorreu em 1988 e que, de lá para cá, houve um crescimento exponencial da produtividade, superior a 150%. O dado desprezado desnuda justamente o grau de exploração a que o trabalhador foi submetido pelo capital, particularmente durante o período neoliberal. Tais índices são valores, cifrões, devidamente apropriados pelas empresas, que não foram repassados para a força de trabalho.

Logo depois, a Folha busca rebater o estudo técnico do Dieese que aponta a necessidade da redução da jornada e da valorização da hora extra, pois possibilitam a criação de 2,2 milhões de empregos. “Tal suposição é equivocada. Se for aprovada, a proposta tende a elevar a informalidade e o desemprego justamente nos setores menos protegidos por sindicatos e pela fiscalização oficial”, alerta o editorial.

E acrescenta: “isso porque encarece o custo do trabalho, já onerado pela alta carga tributária sobre a folha de salários. Além disso, é mais um estímulo para que as empresas substituam trabalhadores por máquinas e aumentem o chamado desemprego estrutural”.

Como o próprio Dieese já demonstrou, o impacto na folha de pagamento seria de cerca de 2%, absorvido em, no máximo, seis meses pelos impactos positivos da medida para o conjunto da economia. A respeito dos setores menos protegidos, que tal a Folha dedicar um centésimo do espaço em que veicula grandes empreendimentos imobiliários para ajudar no combate à informalidade no setor da construção civil, que beira os 70%? Quanto à substituição de trabalhadores por máquinas, a elevação do custo é tão risível quanto a tolice do argumento.

O editorial nos lembra ainda que “nos setores em que o avanço é economicamente possível, jornadas de 40 horas semanais já são contempladas por acordos ou convenções coletivas acordados livremente por patrões e empregados. Para esses segmentos, a emenda seria inócua”.

Outra tentativa de enganação já que, todos sabemos, o avanço dos acordos, bem como da legislação, é fruto da pressão crescente e constante, essencial para melhorar o patamar da reivindicação. Da mesma forma que vem ocorrendo com os pisos das categorias a partir da política de valorização do salário mínimo. Ela não torna o piso “inócuo”, ela possibilita e impulsiona o seu aumento.

A publicação diz também que a proposta “se revela inoportuna em tempos de crise”, cita a França, “onde a jornada de trabalho é de 35 horas semanais” e discute-se “exatamente a flexibilização das leis trabalhistas para atrair investimentos”.

Nada mais lógico: a Folha apostou durante o desgoverno FHC na submissão do país ao receituário neoliberal de privatização/desnacionalização, arrocho e precarização de direitos, o que acabou se transformando num círculo vicioso em favor do capital especulativo, das transnacionais e dos grandes monopólios privados. Ao contrário, nós lutamos por um círculo virtuoso, com o mercado interno sendo fortalecido, com as empresas nacionais sendo priorizadas: mais emprego, mais renda, mais consumo…

Empregos, nos ensina a Folha, “dependem justamente de investimentos e de uma boa educação”. Nenhuma palavra sobre o apoio do jornal à desnacionalização do parque produtivo nacional nem sobre o desmantelamento das universidades públicas durante o período FHC.

O editorial termina alertando que “sozinhas, leis não criam postos de trabalho”. A Folha não diz abertamente, mas induz a pensarmos que talvez seria melhor que os demotucanos retornassem. Afinal, se sós as leis não conseguem, que tal mal acompanhadas?

Haja paciência para tamanha incompetência.

* Quintino Severo é secretário geral da CUT Nacional

Categorias: Mundo do Trabalho