Márcia e suas leituras

Geovisite – Suiça

06/07/2009 · Deixe um comentário

Não tenho tido tempo de escanear as fotos mas hoje resolvi, quando vi que teve pessoas que me acessaram da Finlândia e da Suiça,  mostrar um pouquinho dos lindos momentos que passei na Suiça, a Finlândia vai ficar pra depois,pois ainda não tive oportunidade de conhecer.

Falar que a Suiça é linda é um pleonasmo . A Suiça, qualquer que seja a parte , o cantão, é linda !!!!! como se tivéssemos entrado em um conto de fadas, em um quadro que a natureza se empenhou em pintar.

Em Geneve, le lac Leman, sem dúvida é um espetáculo, mas tem tudo além , ao redor, as casas dos relógios, por exemplo a do Patec Philip,  tudo é uma pintura.

Ao darmos a volta pelo lago e chegarmos em Montreux percebemos que o clima do festival de música  perdura o ano todo, é Demais !!!

Uma das cidades que mais gostei, se é que é possível ter a preferida na Suiça ,foi Interlaken.

Sabe a paisagem que vemos em filmes dos alpes? é lá!!

Segui para o ponto mais alto da europa, nos alpes, é claro! na fronteira com a Itália, o Jungfraujoch com 3571 metros, onde vi pela primeira e única vez neve cair. Pareci e me senti criança, dentro dos filmes de natal que costumamos assistir, com direito a trenós passando guiados por matilha.

Fiz parte de um filme, um pedacinho da minha vida que mesmo tendo sido tão rápida me deixou com uma sensação de sonho. LINDO!!!!

Vejam algumas fotos, e quem sabe, quando a crise passar eu possa refazer este sonho!

e obrigada aos leitores da Suiça, continuem acessando.

eu no lac leman

eu na Suiça

eu Suiça 3

eu Suiça 4eu Suiça 5

Categorias: geovisite

Crédito imobiliário da CEF bate recorde no 1º semestre

06/07/2009 · Deixe um comentário

do blog da Dilma


GOVERNO LULA

Financiamentos concedidos pela Caixa Econômica Federal no período crescem 75%, para R$ 17,5 bilhões
Agência Estado – SÃO PAULO – O crédito imobiliário concedido pela Caixa Econômica Federal atingiu R$ 17,5 bilhões no primeiro semestre deste ano, um crescimento de 75% ante o mesmo período de 2008, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 6. De acordo com a CEF, os seis primeiros meses de 2009 foram os melhores da história da instituição em crédito habitacional. O número de contratações chegou a 351 mil, com expansão “um pouco maior” que a do volume financeiro, segundo o vice-presidente de governo da CEF, Jorge Hereda. Do valor total financiado, R$ 9,2 bilhões tiveram origem em recursos da poupança, R$ 7,7 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o restante de outras fontes. Conforme Hereda, as contratações com recursos da poupança aumentaram 220% no semestre.
O programa Minha Casa, Minha Vida respondeu por valor próximo a R$ 1,5 bilhão das contratações, sendo metade para financiamento a produção e metade para pessoas físicas. Até 1º de julho, 580 empreendimentos nos moldes do programa estavam em análise pela CEF, dos quais 175 tinham a documentação completa. O total de unidades desses empreendimentos em avaliação era de 100 mil imóveis. De acordo com o vice-presidente da CEF, mais de 10 mil unidades vinculadas ao programa já foram contratadas. A expectativa é que a contratação do total de 1 milhão de unidades previsto no programa seja fechada até o final de 2010. Para a expansão do crédito habitacional registrada pela CEF até junho contribuíram também os feirões, segundo Hereda. Os negócios fechados e agendados durante esses eventos ainda irão se reverter em novos contratos conforme o representante da CEF, pois as cartas de crédito obtidas no feirão tem validade de seis meses. A CEF mantém a meta de conceder R$ 30 bilhões em crédito imobiliário em 2009, mas Hereda afirma que o total deverá superar esse valor. “Tivemos o melhor primeiro semestre de toda a história da CEF em crédito imobiliário. Se no segundo semestre repetirmos esse desempenho vamos superar os R$ 30 bilhões”, afirmou.
Juros
– A presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Maria Fernanda Ramos Coelho, afirmou nesta segunda que a redução de juros para o crédito em geral está em estudo permanente pelo banco. “Na última segunda-feira, anunciamos redução de juros para alguns produtos. As taxas cobradas de micro e pequenas empresas chegaram a cair de 6% ao ano para 2,44% ao ano para operações com fundo garantidor”, disse a presidente da Caixa. Segundo ela, o total previsto para crédito à micro e pequena empresa em 2009 é de R$ 22 bilhões. “Se necessário, poderemos superar esse valor”, afirmou. O crédito total estimado pelo banco para este ano é de R$ 90 bilhões.

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Recessão brasileira não é motivo para euforia nem para pânico

06/07/2009 · Deixe um comentário

Brasil de fato


ECONOMIA PIB recuou pelo segundo trimestre seguido; porém, ação estatal reduziu os impactos da crise, dizem economistas

ECONOMIA PIB recuou pelo segundo trimestre seguido; porém, ação estatal reduziu os impactos da crise, dizem economistas
Renato Godoy de Toledo
da Redação

NO DIA 9, O ministro Guido Mantega (Fazenda) apresentou os dados do primeiro trimestre da economia brasileira que confirmaram a chamada recessão técnica – diagnosticada após dois períodos subsequentes de redução de atividade econômica.
Em relação ao período anterior, o produto interno bruto (PIB) diminuiu 0,8%. Comparado com o mesmo período de 2008, a economia reduziu 1,8%. Nos últimos três meses do ano passado, a retração havia sido de 3,8%, com base no trimestre anterior.
Porém, o tom do governo não foi de lamento. Isto porque a redução do PIB teve o ritmo diminuído e o resultado apresentado está num patamar acima das previsões do mercado. “Talvez o resultado tenha frustrado as expectativas dos pessimistas. Nesse caso não tinha nenhuma projeção minha, mas o mercado não acertou. Todos previam um negativo maior do que estamos anunciando”, afirmou Mantega na entrevista coletiva em que apresentou os resultados.
Outro motivo para a postura otimista é a comparação da variação da economia brasileira com a dos países centrais, que sofrem os efeitos da crise econômica mundial. Do último trimestre de 2008 para os três primeiros meses deste ano, os EUA tiveram um redução de 5,7% no PIB; a Alemanha, de 3,8%; e a Zona do euro, de 2,5%.
O resultado negativo brasileiro foi impulsionado sobretudo pela atividade industrial (-3,1%) e agropecuária (-0,5%). Por outro lado, o que impediu uma queda maior foi a retomada do setor de serviços (0,85%) e o consumo das famílias (0,7%), após um trimestre de baixa (-1,8%).

Análise
Diante desse cenário, economistas acreditam que não existe motivo para pânico ou euforia. Mas salientam que o momento é propício para repensar a inserção do Brasil no mercado mundial, para que o país se solidifique internamente, estando mais imune aos efeitos das crises que ainda podem vir.
Sobre a reação quase comemorativa do governo diante do anúncio do PIB, os especialistas recomendam mais cautela, já que o termo recessão traz consigo uma série de consequências nefastas, como o desemprego e a redução de investimentos públicos. “A recessão é muito triste para um país que cresceu muito no último período, apesar de não ter reduzido a desigualdade social. Essa recessão mostra que o país estava muito aberto para o exterior.
Imaginava-se que poderia ser muito pior o reflexo da crise. Agora, o Brasil precisa aproveitar o baque sofrido para repensar sua inserção externa, que tem sido muito a reboque dos outros países. É preciso dizer também que mesmo com a crise o país continua pagando religiosamente os seus débitos, que têm que ser revistos”, considera Adriano Biava, professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP).
Ceci Juruá, economista da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), aponta que a reação otimista do governo é natural, já que ele tem a missão de passar tranquilidade aos investidores e à sociedade. “Recessão nunca é para ser comemorada.
O quadro é ruim principalmente para o assalariado, pois significa desemprego e salários congelados ou em baixa. O governo arrecada menos e reduz os benefícios ou se endivida. Mas o governo comemorou o fato de aqui os efeitos da crise terem sido menos graves do que em outros países. Quando o governo afirma que vai haver retomada do crescimento, eu não critico o ministro [Mantega], o papel dele é não permitir que o pânico se instale”, analisa. No entanto, não faz o mesmo prognóstico: “A crise ainda vai se agravar e o país precisa se preparar para isso” .

Ação do Estado
Juruá interpreta que o governo está satisfeito com sua atuação no cenário de crise. “O governo comemora também sua vitória contra a recessão, já que acredita que as medidas por ele adotadas obtiveram resultados. Medidas como a redução do IPI de automóveis, a troca de moedas com os EUA para intervir no mercado, a fim de impedir uma desvalorização maior do Real, e o aumento de 12% do salário mínimo, o que manteve o poder aquisitivo do seus funcionários.
Houve uma sustentação da demanda global”, ressalta. O economista da Universidade de Brasília (UnB) Adriano Benayon também acredita que a ação estatal influiu para amenizar a crise.
“Não resta dúvida de que poderia ser pior se o Estado brasileiro não tivesse instrumentos de política como o BNDES e outros bancos federais, e as estatais que restam, criadas ou preparadas na Era Vargas – que os favorecedores do poder estrangeiro, como [Fernando] Collor, FHC e outros não conseguiram destruir totalmente com as famigeradas privatizações”, analisa.
Benayon discorda da previsão governamental de que o crescimento deve ser retomado no próximo período. “Não é provável que haja retomada do crescimento enquanto o país não tiver um governo que assuma seu direito de dirigir a criação de moeda e de crédito para o fomento da produção e para a descentralização da economia, tanto no setor financeiro como na indústria, na agricultura e demais setores produtivos”, afirma.

Categorias: Brasil

AL: profundización del antineoliberalismo o restauración conservadora

06/07/2009 · 1 Comentário

do site la jornada

Emir Sader

América Latina se ha caracterizado en esta década por un viraje espectacular que la ha trasformado de territorio privilegiado de políticas neoliberales en el eslabón más frágil de la cadena neoliberal. Gobiernos que de distintas formas enfrentan los modelos neoliberales han proliferado, pudiendo llegar a 10. A pesar de que la revista británica The Economist anunció que con la crisis esos gobiernos no se extenderían más en el continente –porque la crisis impondría la agenda de la derecha, centrada en el ajuste fiscal y en el combate a la violencia–, desde entonces triunfó el gobierno de Mauricio Funes y del Frente Farabundo Martí en El Salvador.

A partir de la elección de Hugo Chávez, en 1998, la derecha ha intentado, de distintas maneras, recobrar fuerza, tumbar a esos gobiernos y recuperar la apropiación del Estado en sus manos: el golpe de 2002 en Venezuela, el intento de impeachment de Lula, en 2005, las sucesivas ofensivas de los grandes agricultores en Argentina, del separatismo en Bolivia. Actualmente el golpe en Honduras, la derrota electoral del gobierno en Argentina y la elección de Pepe Mujica como candidato del Frente Amplio en Uruguay son otras tantas de las últimas escaramuzas entre las dos fuerzas que ocupan el campo político en América Latina a lo largo de esta década.

América Latina se debate entre profundizar las trasformaciones progresistas operadas por esos gobiernos o la restauración de la derecha. Donde se debilitan esos gobiernos, no gana ningún sector de izquierda, sino que se fortalece la derecha. Las primeras corrientes que fracasaron en la lucha antineoliberal fueron las provenientes de la llamada ultraizquierda, sean grupos políticos de corte doctrinario u organizaciones sociales que no han roto con la visión corporativa de la autonomía de los movimientos sociales. El campo político ha quedado polarizado entonces entre esos gobiernos –más moderados o más radicales– y la derecha.

La elección de Mujica como candidato del Frente Amplio representa más claramente el intento de profundización de las trasformaciones antineoliberales. Su condición de favorito en las encuestas apunta en esa dirección. Por el contrario, la derrota del gobierno argentino representa el intento de frenarlas y de construir un recambio de derecha. El golpe de Honduras, conforme a su desenlace, puede terminar con un gobierno que daba pasos en la dirección antineoliberal o permitir que el retorno de Zelaya recobre con más fuerza esa dinámica. Lo mismo se puede decir de Brasil: las elecciones presidenciales de 2010 pueden hacer que el gobierno de Lula sea un largo paréntesis en la dominación de la derecha o la profundización de las transformaciones iniciadas, con la victoria de Dilma Rousseff, que crece rápidamente en las encuestas, apoyada en 80 por ciento del respaldo popular y solamente 6 por ciento de rechazo del gobierno de Lula. Todo apunta hacia una gran victoria de Evo Morales y el MAS en las elecciones de diciembre de este año, garantizando la continuidad y la profundización del proceso de fundación del nuevo Estado boliviano.

Los efectos de la crisis sobre los países del continente estrechan los márgenes de las políticas de conciliación de clases desarrollada por gobiernos como los de Argentina, Brasil, Uruguay, entre otros, obligándolos a definiciones entre seguir con las concesiones al gran empresariado –en particular al capital financiero– o la intensificación de las políticas sociales como eje obligado de un gobierno antineoliberal.

Hay visiones que nunca han considerado a esos gobiernos como diferenciados de sus antecesores neoliberales, pero que en la práctica corren a saludar la posibilidad de su sustitución por la derecha. En ésas –que combinan catastrofismo y derrotismo– no habría ningún cambio significativo: una derecha sustituiría a la otra. Cambalache, ninguno es mejor, todo es igual. Las visiones que se limitan al plano de la crítica están al margen de los procesos reales de enfrentamiento al neoliberalismo en el continente.

El futuro de América Latina se decide entre la profundización de las trasformaciones apenas empezadas o procesos de restauración conservadora en que serán derrotados el campo popular y las izquierdas en su totalidad. El futuro sigue abierto, la disputa hegemónica frente al agotamiento del neoliberalismo y las alternativas, entre lo viejo que insiste en sobrevivir y lo nuevo que encuentra dificultades para nacer, es lo que marca el presente latinoamericano.

Categorias: América Latina

ACJM-BA e CEBRAPAZ núcleo BA repudiam o golpe em Honduras

06/07/2009 · Deixe um comentário

Categorias: América Latina · vídeos e clipes

Marcos Verlaine: Os trabalhadores e a redução da jornada

06/07/2009 · Deixe um comentário

do portal vermelho

Depois de aprovar, na comissão especial da Câmara, a redução da jornada de trabalho, é preciso convencer parcela expressiva da sociedade brasileira sobre a justeza dessa mudança na Constituição. Depois, será preciso convencer a parcela mais progressista do empresariado nacional e, por fim, mas não menos importante, o Congresso Nacional.

Por Marcos Verlaine, no site da CTB

Depois de quase uma geração, finalmente foi possível aprovar na comissão especial da Câmara a PEC 231/95, que reduz a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem redução de salário.

O dia 30 de junho deve ser lembrado como data histórica daqui para frente, pois, para chegar até ali, os trabalhadores e suas entidades tiveram que lutar muito.

Lembro dois fatos recentes e significativos nesse período – a grande campanha de mais de um milhão de assinaturas pela aprovação da PEC e, também, o importante e profundo debate feito em 2008 no plenário da Câmara (comissão geral) que tratou da redução da jornada.

Mas, como foi dito pelo relator da proposta, deputado Vicentinho (PT/SP), a aprovação na comissão especial foi apenas o “primeiro passo”. Muitos passos ainda terão de ser dados para a materialização dessa proposta do movimento sindical.
Para isso, é preciso convencer parcela expressiva da sociedade brasileira sobre a justeza dessa mudança importante na Constituição Federal.

Depois, será preciso convencer a parcela mais progressista do empresariado nacional e, por fim, mas não menos importante, o Congresso Nacional.

Representantes dos trabalhadores

Outra tarefa prioritária do movimento sindical deve ser eleger seus representantes para o Congresso em 2010, pois, do contrário teremos mais dificuldades de êxito para viabilizar a agenda dos trabalhadores na “Casa do Povo”.

Nesta legislatura, os empresários colocaram 219 representantes na Câmara e 27 no Senado. Esses números são do início das atividades do Congresso (2007).
Certamente esses números aumentaram de lá para cá.

Ao mesmo tempo que a bancada empresarial aumentou exponencialmente nesta legislatura, a bancada sindical ou dos trabalhadores diminuiu e perdeu parlamentares de peso como Sérgio Miranda (MG) e Jandira Feghali (RJ), por exemplo.

Para enfrentar à altura essas e outras demandas, o movimento sindical precisa aumentar sua representação no Congresso.

Assim, numa conjuntura econômica melhor e com uma correlação de forças mais equilibrada poderemos fazer avançar a agenda dos trabalhadores no Parlamento.
Tarefas dos trabalhadores

Para cumprir o estágio sugerido acima não será fácil. É preciso organização, profissionalismo, recursos financeiros e, sobretudo, unidade do movimento sindical – das centrais ao mais remoto sindicato no País, passando pelas confederações e federações.

Tem que ter organização, pois, sem essa ferramenta que serve à política, não teremos condições de vencer os obstáculos desta batalha que se coloca para o movimento sindical.

É preciso recursos financeiros, porque, sem eles, não teremos condições de organizar as lutas que certamente ainda temos pela frente.

E aproveito para dizer que não é à toa que o DEM quer tirar recursos das centrais, com a Adin que questiona o repassa da contribuição sindical às essas entidades gerais.

Sem recursos financeiros, as entidades não terão fôlego para empreender essa e outras batalhas.

Os patrões sabem muito bem disso!

E, ainda, é preciso unidade política, porque assim somos mais fortes e seremos mais capazes de enfrentar o inimigo que moverá muitos recursos – de toda ordem – para barrar qualquer possibilidade de aprovação da proposta no Congresso.

Oposição
Duas notícias demonstram que as forças contrárias à proposta se movem de maneira vigorosa. A primeira vem da CNI, que em tom ameaçador já deu seu recado: “Redução da jornada de trabalho será obstáculo ao emprego, alerta CNI”.

A segunda vem do Congresso: “Redução da jornada divide aliados e enfrenta dificuldade na Câmara”. Os empresários não aceitarão sem resistência o avanço desse debate e, para isso, vão combater em todas as frentes possíveis, inclusive elegendo seus representantes para barrar essa matéria no Parlamento.

* Marcos Verlaine é jornalista, analista político e assessor parlamentar do Diap.

Categorias: Mundo do Trabalho

Entretenimentos – o sexo do seu cérebro

06/07/2009 · Deixe um comentário

O blog da minha amiga Soninha está com um teste que a revista época lançou.

Copiei dela este teste pois achei interessante.

A revista diz que é resultado de uma pesquisa de um médico que avaliou o comportamento de homens e mulheres e, segundo ele, há diferenças de funcionamento entre os cerebros de homes e de mulheres.

images

Contudo, um homem pode ter cérebro de mulher e vice versa.

Eu fiz o teste e não foi surpresa saber que tenho um cérebro “masculino”, deu 7,  pois sempre levam em conta a capacidade de visualização espacial, abstração, facilidade numérica e desde que nasci acho que já gostava destas coisas. Não é a toa que fui ser engenheira, e adorava calcular integrais, rs rs s.

Façam o teste para ver se o cérebro é masculino ou feminino , não me perguntem pra que saber isto.

é só clicar aqui .

Categorias: Márcia Silva

ONU insta a proteger a autoridades electas democráticamente

06/07/2009 · Deixe um comentário

da agÊncia bolivariana de noticias

Foto: Archivo, ABN.

Ginebra, 06 Jul. ABN.- “El principio fundamental de la democracia es que cuando una persona ha sido elegida por un procedimiento constitucional, su autoridad y mandato como líder de un país deben ser protegidos”, sostuvo este lunes el secretario general de la Organización de las Naciones Unidas (ONU), Ban Ki-moon.

De acuerdo con un reporte de Telesur, el funcionario explicó que los hondureños “deben poder expresar su voluntad libremente, sin intimidación ni ser amenazados con el uso excesivo de la fuerza”.

Sus declaraciones tuvieron lugar este lunes en la sede de Naciones Unidas en Ginebra, Suiza.

“Ningún cambio inconstitucional de gobierno es aceptable”, declaró el diplomático, quien destacó de esa manera que no reconoce al gobierno de facto de Roberto Micheletti en la nación centroamericana.

“Debería permitirse a los ciudadanos expresar sus opiniones sin ser amenazados”, agregó.

Asimismo, instó a la Organización de Estados Americanos (OEA) a llevar la vanguardia para la restauración de la institucionalidad democrática en la nación centroamericana.

“Espero que la OEA tome en este momento el liderazgo necesario para encontrar una solución pacífica en este tema, por medio de la cual se pueda restaurar el orden constitucional”, añadió

Categorias: Uncategorized

América Latina: aprofundamento ou restauração?

06/07/2009 · Deixe um comentário

do site carta maior

Três acontecimentos simultâneos refletem, em direções distintas, os dilemas latinoamericanos atuais: o golpe em Honduras, a derrota eleitoral dos Kirchner na Argentina e a escolha dos candidatos a presidente para as eleições uruguaias. Os três apontam para o tema da continuidade e aprofundamento dos processos de transformação que estão vivendo grande parte dos países latinoamericanos ou a restauração conservadora, com o retorno da direita aos governos da região.

O golpe em Honduras – que tem possibilidade de ser revertido pela rejeição internacional e pelas mobilizações populares internas – aponta para a tentativa do presidente Zelaya de obter um segundo mandato via referendo, para dar continuidade ao processo recém iniciado de transformações internas na contracorrente do neoliberalismo até então vigente no país. O golpe, por sua vez, dado pela cúpula do Judiciário, das FFAA e do Congresso, expressa a inércia das forças conservadoras que sempre dirigiram a Honduras. Zelaya, filho desgarrado do Partido Liberal que, em rodízio com o Partido Conservador, dirigiram por décadas ao país, de forma praticamente harmônica.

Como sinal dos tempos e da perda de influência norteamericana, especialmente durante o governo Bush, a onda de novos governos no continente chegou à América Central, através da Nicarágua, de Honduras e, mais recentemente, de El Salvador. A direita, comandada pela imprensa oligárquica – similar à que se estende a praticamente todo continente -, se precipitou e pode pagar um preço caro por isso. Zelaya termina seu mandato no fim do ano, já havia afirmado que a consulta informal, caso levasse à introdução da reeleição, não afetaria seu mandato, que terminaria em janeiro de 2010.

Confirmando que se pode tudo com as baionetas, o golpe dificilmente viabilizará o governo que pretende se instalar. Resta saber se Zelaya retornará enfraquecido, cumprindo o final do mandato seu capacidade de iniciativas, abandonando o referendo. Ou se sentirá fortalecido, retomando a consulta e punindo pelo menos alguns dos golpistas. Caso ocorra esta segunda hipótese, o tiro terá saído pela culatra para a direita e Zelaya poderá dar continuidade ao processo de transformações recém iniciado em Honduras. Se a ofensiva fracassa, como havia acontecido com as aquelas contra Hugo Chavez, contra Lula, contra Evo Morales e contra os Kirchner, se consolida a idéia de que o contexto continental impede novos golpes militares, notícia importante para os governos progressistas e, na área, para o recém começado governo de Mauricio Funes em El Salvador, em particular.

A derrota eleitoral do governo Kirchner se dá no marco da contraofensiva da direita, iniciada com a mobilização do campo contra a elevação de impostos, no cenário dos ganhos monstruosos que, especialmente a exportação de soja, permitiu nos últimos anos na Argentina. Aproveitando-se do erro do governo de taxar a grandes, médios e pequenos proprietários de maneira indiferenciada, favorecendo a unificação do campo sob a direção dos grandes exportadores sojeros, a direita conseguiu articular aliança desses setores com a classe média branca de Buenos Aires, colocando o governo na defensiva. As eleições refletem essa mudança na relação de forças entre governo e oposição, com o governo perdendo maioria no Parlamento e condenando a Cristina Kirchner a difíceis 2 anos e meio, alem de alentar a direita para a possibilidade de conseguir derrubar o primeiro dos governos progressistas eleitos na região.

No Uruguai, o candidato que mais diretamente expressa a possibilidade de aprofundamento da superação do modelo herdado por Tabaré Vasquez, é seu ex-ministro da agricultura, Pepe Mujica, ex-dirigente tupamaro, que derrotou o candidato da preferência de Tabaré, o moderado Danilo Astori, ex-ministro da economia. Aqui, sendo favorito para ganhas as presidenciais, Mujica aponta para o aprofundamento das transformações começadas no Uruguai, enquanto na Argentina se aponta para o risco de uma restauração conservadora e em Honduras, depende do desenlace da crise. Trata-se dos mesmos dilemas do Brasil nas eleições presidenciais de 2010.

Categorias: América Latina

Fantasmas argentinos assombram Tegucigalpa

06/07/2009 · Deixe um comentário

do site carta maior

O mais recente golpe de estado em Honduras contém um desses cadáveres escondidos, que assombram a história da América Latina. Hoje, com governos populares e nacionalistas encaminhando mudanças sociais, econômicas e políticas pela via constitucional, a direita prepara uma reação cuja retórica esconde esqueletos e mortos. As eleições legislativas argentinas do último domingo ajudam a entender essa retórica e os seus mortos no armário da impunidade com que a direita latinoamericana sempre golpeou seus povos. A análise é de Katarina Peixoto.

Katarina Peixoto

Agora que não é mais proibido falar das diferenças com respeito à verdade, na política, a busca pelos ratos mortos nos armários da direita se reveste de sentido. O mais recente golpe de estado em Honduras contém um desses cadáveres escondidos, que assombram a história da América Latina. O arbítrio contra a legitimidade é uma briga que vem ganhando conotações ao mesmo tempo mais complexas e temerárias. Por um lado, a condenação do governo Obama ao golpe não é um fato irrelevante, quando menos, porque revela um inédito comportamento de respeito à democracia. Isso também se extende à atitude honrosa da Organização dos Estados Americanos. O monstro ideológico que está se formando não pode ser visto com os olhos do infantilismo e do sectarismo esquemáticos de um mundo que acabou.

Uma das coisas que se aprende em qualquer doutrina penal democrática é que a imputabilidade de conduta ilícita é pessoal. E as lições e interpretações européias ou europeizantes sobre totalitarismo e des-responsabilização criminal não se aplicam a uma elite golpista e avessa à ordem constitucional, se que é se aplicam em caso algum. A direita latinoamericana não precisou de lições da Santa Igreja nem de impérios seculares para perpetuar extermínios, saques e arbítrios, ao longo de séculos.

Hoje, com governos populares e nacionalistas encaminhando mudanças sociais, econômicas e políticas pela via constitucional, e com as derrotas políticas e morais dos mais recentes intentos golpistas (na Venezuela, no Brasil, no Paraguai, na Bolívia, em Honduras), a direita prepara uma reação cuja retórica esconde esqueletos e mortos não suscetíveis a qualquer debate interpretativo. As eleições legislativas argentinas do último domingo ajudam a entender essa retórica e os seus mortos no armário da impunidade com que a direita latinoamericana sempre golpeou seus povos.

Num artigo publicado nesta página, a jornalista argentina Sandra Russo descreve com precisão do que se trata: querer ser eleito até se permite, mas querer um processo de mudança, não pode. Nem dentro das regras constitucionais, a manifestação mesma da vontade é o que é interdito. No caso do golpe em Tegucigalpa esse diagnóstico de Russo aparece assim: o golpe é um erro, mas Zelaya queria se perpetuar no poder! Essa mentira tem muitas versões e se diz de muitas maneiras. O texto de Sandra Russo, que já colaborou com Carta Maior na cobertura do Fórum Social Mundial em Belém, em janeiro deste ano, apresenta com rigor e elegância o monstro ideológico em gestação.

No que concerne às recentes eleições legislativas argentinas, que apresentaram o fenômeno do anti-kirchnerismo como novidade eleitoral, os mortos não estão sujeitos a interpretações. Na semana que se seguiu à vitória eleitoral da oposição ao casal Kirchner, o prefeito da Capital Federal e um dos dirigentes PRO (sigla da improvável Proposta Republicana), nomeou para a chefatura de Polícia Metropolitana de Buenos Aires Jorge “Fino” Palacios, policial acusado, entre outras coisas, de ter protegido suspeitos locais de participação no atentando a AMIA – Associação Mutual Israelita Argentina -, em 18 de julho de 1994, que deixou 85 mortos e nenhum condenado judicialmente, até agora.

Qual é mesmo a relação entre o brutal atentando – o segundo em Buenos Aires – contra a comunidade judaica e o golpe em Tegucigalpa? Quem é mesmo capaz de transitar de um acontecimento para outro assim, como se décadas não houvessem passado? Tem um velho ditado secular que diz o seguinte: “quando a pedra sai das mãos, ela cai nas mãos do diabo”.

Numa entrevista também publicada nesta página, o procurador responsável pela investigação do atentado da AMIA, Alberto Nísman, apresenta suspeitas e indícios de uma relação íntima entre responsáveis pelo atentado em 1994 e os “antikirchenristas” que comandam a Capital Federal. Maurício Macri, o prefeito que nomeou chefe de polícia um comissário aposentado suspeito de ter acobertado provas da investigação sobre o atentado contra a AMIA, disse algo importante quando foi eleito, em junho de 2007: “Hoje ganhou a cidade de Buenos Aires, ganhou a democracia, e o ‘cambio’ (a mudança). Não é uma mudança como slogan, mas que propõe outra política, outros valores, como não agredir os outros, não perseguir fantasmas do passado”.

Entre esses fantasmas assombrando Macri e os seus, estão os responsáveis pela ditadura Videla, que tem a marca inapagável de 30 mil exterminados desaparecidos. Responsáveis cuja condenação e julgamento são condenados, tanto por Macri, como por Menem. No seu improvável republicanismo também vale nomear para a chefatura de polícia alguém que obedeceu a ordens do irmão de Carlos Menem, Munir Menem, para interromper processos investigativos cujos indícios iriam, como o FBI depois reiterou, contribuir para o esclarecimento dos responsáveis, se não pelos 30 mil, pelo menos pelos 85 inocentes que naquele dia estavam na AMIA e que hoje são lembrados, para quem tem olhos de ver, naquelas placas dolorosas no pé das árvores jovens da Rua Pasteur.

O fantasma argentino que assombra Tegucigalpa é o dessa direita que odeia seu povo, que despreza a democracia e que sempre agiu às margens de qualquer regime constitucional. Com e sem constituição em vigor, é bom que se diga. A forma da retórica é, como diz Russo: eles podem até vencer eleição e ter um, dois mandatos, mas não podem querer um processo de mudança. Não podem querer. O conteúdo dessa retórica é imenso e começa a ser reconhecido a passos lentos, e resistentes. E tem entre suas vítimas muitos, como os 30 mil e os 85, mortos por “fantasmas”.

Categorias: América Latina

Micheletti quer negociar com OEA para evitar isolamento

06/07/2009 · Deixe um comentário

do portal vermelho

Um dia depois de Honduras ter sido suspenso da Organização dos Estados Americanos (OEA), o governo de facto - intalado no país após o golpe militar do último dia 28 - disse à entidade que está disposto a negociar. O presidente interino, Roberto Micheletti, afirmou ter contactado organismo.

“Nossa intenção é harmonizar com os demais países, não podemos permanecer isolados permanentemente. Por exemplo, a América Central já abriu as fronteiras comerciais, que estiveram fechadas. Reiniciamos uma relação, ao menos comercial, com os países da América Central”, afirmou Micheletti, durante uma entrevista coletiva, realizada neste domingo, no Palácio Presidencial hondurenho.

Em um comunicado enviado à OEA, redigido pelo presidente da Suprema Corte hondurenha, Jorge Rivera Avilez, o governo interino de Honduras propôs a criação de uma delegação hondurenha para “conduzir negociações de boa fé” com representantes da entidade.

No sábado, os 33 países que constituem a entidade decidiram por unanimidade suspender o país da organização, após ter fracassado a missão diplomática em Honduras do secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, que esteve reunido com autoridades hondurenhas na sexta-feira.

A decisão da entidade se deu por conta da deposição do presidente Manuel Zelaya, que ocorreu no domingo passado, quando um grupo de militares invadiu o Palácio Presidencial, obrigando o líder hondurenho a embarcar em um voo para a Costa Rica.

Segundo um funcionário do atual governo, que concedeu entrevista a jornalistas por telefone, a disposição do governo de começar uma negociação é “bem-vinda”, mas ainda não há detalhes sobre quais os objetivos dessa inciiativa. No entanto, em Tegucigalpa, o ministro das Relações Exteriores do governo de facto, Enrique Ortez, disse à Reuters que a negociação não envolve a volta do presidente deposto, Manuel Zelaya, que seria “não negociável”.

Pressão econômica

O governo de facto de Honduras começou a ceder porque está sob intensa pressão econômica. Segundo fontes, Honduras tem petróleo suficiente para apenas mais seis dias. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, grande aliado de Zelaya, cortou na quinta-feira o fornecimento de petróleo subsidiado para Honduras.

Além disso, vários países estudam sanções contra o governo hondurenho. Na resolução aprovada pela OEA na madrugada de ontem, além de suspender Honduras da organização, foi incluída uma cláusula exortando países a “revisarem suas relações” com o país. O texto foi proposto pelo Brasil como forma de avançar na pressão sobre o governo golpista, em vez de ficar apenas com a suspensão de Honduras da OEA, que já havia sido indicada.

O Brasil já estuda possíveis sanções contra Honduras. Em Brasília, o objetivo seria garantir que a suspensão de ajuda não afete a população, sendo apenas um instrumento de pressão sobre o governo ilegítimo. “Não haverá nenhum corte de programas sociais. O destinatário dessas medidas não pode ser o povo hondurenho”, disse o embaixador do Brasil na OEA, Ruy Casaes.

Os EUA já cortaram a cooperação militar com Honduras e suspenderam temporariamente parte da ajuda financeira. “Estamos fazendo uma pausa nos programas”, disse ao Estado uma fonte do departamento. Programas de ajuda humanitária e de promoção de democracia não foram cortados.

Honduras também teve suspensos mais de US$ 200 milhões em empréstimos do Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento.

No sábado, durante a reunião da assembleia extraordinária da OEA, o secretário-geral José Miguel Insulza fez um relatório sobre sua tentativa de negociação em Tegucigalpa, na sexta-feira. Insulza afirmou que encontrou no país “um ambiente de extrema tensão” e disse que a posição do governo era “muito rígida e inflexível”.

A resolução determinou a suspensão de Honduras da OEA, que implica na retirada da Junta Interamericana de Defesa e no isolamento regional. Além disso, a entidade não reconhece nenhum ato do governo de facto. Portanto, a decisão do governo de se antecipar a Insulza e se retirar da OEA era “inexistente”, disse Casaes.

Acusações à Nicarágua

Ao mesmo tempo em que adotou um tom mais conciliador em relação à OEA, o governo interino hondurenho acusou a vizinha Nicarágua – cujo líder, Daniel Ortega, é um forte aliado de Zelaya – de haver mobilizado tropas para a fronteira entre as duas nações.

“Quero respeitosamente pedir ao governo da Nicarágua, aos irmãos nicaraguenses, que não se atrevam a cruzar nossa fronteira, porque estamos dispostos a defendê-la”, disse o líder interino, que afirmou não ter relatos de que as forças nicaraguenses estivessem tentando cruzar a fronteira hondurenha ilegalmente, mas disse que a Nicarágua promove “uma invasão psicológica”. “Estão tentando, por todos os meios, intimidar a população, especialmente os moradores da fronteira.”

A Nicarágua negou ter deslocado soldados para a fronteira entre os dois países. E o próprio Micheletti, apesar de acusar a nação vizinha, pareceu recuar em suas afirmações ao longo da entrevista deste domingo.

De acordo com o presidente interino, a suposta ação militar teria sido lançada por “pequenos grupos de tropas, possivelmente sem mesmo a autorização de seus comandantes”. Sem autorização

O presidente golpista também comentou a negativa do governo provisório em autorizar que o avião que transportava o líder deposto Manuel Zelaya pousasse em território hondurenho. Zelaya pretendia retornar a Honduras neste domingo, após o vencimento do prazo de 72 horas, dado pela OEA, para que ele fosse reconduzido ao cargo.

“Nós insistimos que não queremos conflitos internos. Aqui não se derramou uma gota de sangue e isso (o retorno de Zelaya) poderia ter essa consequência.”

O aeroporto Toncontin, da capital hondurenha Tegucigalpa, foi cercado por centenas de soldados e policiais, a fim de conter os milhares de manifestantes pró-Zelaya que foram até o local esperar pelo voo que traria o presidente deposto de volta ao país.

Os soldados dispararam gás lacrimogêneo contra a multidão. No confronto, pelo menos duas pessoas foram assassinadas pelos militares. No sábado, uma gigantesca manifestação com milhares de manifestantes favoráveis ao líder deposto partiu do centro da cidade e se concentrou nas imediações do aeroporto.

Com agências

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Honduras resiste: três mortos com tiros na cabeça

06/07/2009 · Deixe um comentário

do portal vermelho

Pelo menos três pessoas foram mortas com tiros na cabeça, informou na noite de domingo (5) a Agência Bolivariana de Notícias. Isso aconteceu logo que aumentou a repressão aos manifestantes que se concentram no aeroporto internacional de Toncontin, em Tegucigalpa, à espera do presidente constitucional Manuel Zelaya.

Com bombas de gás lacrimogêneo e disparos de armas de fogo, as forças de repressão, que apóiam o golpista Roberto Michelleti, tentam expulsar os manifestantes que se mantêm nas imediações do aeroporto. Milhares de hondurenhos encontram-se na área.

Retorno a Honduras

A Organização dos Estados Americanos (OEA) suspendeu Honduras do exercício de seu direito de participação na instituição, baseada no Artigo 21 da Carta Democrática Interamericana. O dispositivo pune os membros que desrespeitam a ordem democrática, após todas as tentativas de diálogo com a organização A decisão foi publicada neste domingo no site da OEA.

Esta tarde, duas comissões decolaram de Washington para Honduras, após uma sessão extraordinária da Organização de Estados Americano (OEA): uma, formada por Manuel Zelaya e o presidente da Assembleia das Nações Unidas (ONU, Miguel D`Escoto) e outra, integrada pelo secretario-geral da OEA, José Miguel Insulza, e os presidentes Cristina Fernández Kirchner (Argentina), Rafael Correa (Equador) e Fernando Lugo (Paraguai).

”Estamos agindo de acordo com o Tratado de Direito Internacional e com as ações a tomar para a restituição da democracia em Honduras, agregou Manuel Zelaya.

No entanto, nenhum avião no qual o presidente José Manuel Zelaya Rosales esteja viajando terá permissão para aterrissar em Honduras, informa a agência de notícias argentina Telam. O aviso foi dado por Roberto Micheletti, que ocupa a Presidência do país desde domingo passado (28), quando um golpe de Estado tirou Zelaya do poder.

Ainda segundo a Telam, as operações no aeroporto foram canceladas por três dias. As mesmas fontes disseram que o governo de Micheletti negou ainda o pedido de voo e aterrissagem em Tegucigalpa, capital de Honduras, do avião da presidente da Argentina, Cristina Kirchner. Ela pretendia viajar àquele país para apoiar a recondução de Zelaya à Presidência.

Pouso não permitido

O avião que carrega o presidente Manuel Zelaya não conseguiu pousar no aeroporto internacional de Toncontin, informa a rede venezuelana Telesur. Segundo a rede de TV, Zelaya pediu ”em nome de Deus” que o deixassem pousar, mas não recebeu permissão.

A pista de pouso estaria com obstáculos que impediriam o pouso da aeronave venezuelana que carrega o presidente.

Após a tentativa fracassada de retornar a Honduras, o avião de Zelaya pousou na Nicarágua, segundo a agência de notícias France Presse. Ele diz que continuará buscando o apoio da comunidade internacional para retomar seu posto no governo hondurenho. “Não vão impedir que façamos tudo o que tenhamos que fazer”, disse Zelaya  à rede de TV venezuelana Telesur, que acompanhou sua tentativa de retorno.

Com informações do Blog Vi o Mundo; artigo atualizado às 21h38

Da redação, com agências

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