Márcia e suas leituras

Chefe da OEA vai a Honduras pedir a restituição de Zelaya

04/07/2009 · Deixe um comentário

do Estadão on line

Presidente de facto se diz pronto para aceitar arranjo político que antecipe a eleição de 29 de novembro

TEGUCIGALPA - O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, chega nesta sexta-feira, 3, a Honduras para negociar com o governo de facto em Tegucigalpa liderado por Roberto Micheletti, que se diz disposto a antecipar a eleição presidencial para acabar com a crise política no país.

No primeiro sinal de concessão do governo de assumiu o poder no país após o golpe de Estado, o presidente designado Roberto Micheletti disse na véspera que não tem “nenhuma objeção” em antecipar as eleições programadas para 29 de novembro. Micheletti também declarou que gostaria que o presidente deposto, Manuel Zelaya, não voltasse no fim de semana a Honduras, como anunciado, para evitar um derramamento de sangue. “Para a paz e a calma do país, eu preferiria que ele não entrasse. Não quero nem uma gota de sangue derramada por nosso país”, disse.

Insulza deve permanecer menos de 24 horas em Honduras e anunciou que seu papel não será o de negociar, mas de reclamar a restituição de Zelaya, que foi expulso do país por militares no domingo. Caso contrário, o país será suspenso da organização já na segunda-feira e pode ter a ajuda financeira dos EUA cortada. Sua agenda inclui uma reunião com a Corte Suprema de Justiça e com a Promotoria Geral de Honduras, mas não está previsto um encontro com Michelleti, cujo governo não é reconhecido pela OEA.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que um avião Legacy da Força Aérea Brasileira (FAB) fosse colocado à disposição do secretário-geral da OEA para levá-lo a Honduras. O arranjo se deu a partir de um pedido do próprio Insulza ao embaixador do Brasil na organização, Ruy Casaes. O avião deixou o Brasil na tarde de quinta-feira.

Fontes do Itamaraty sublinham que, mais do que o simples empréstimo de uma aeronave, a iniciativa marca a posição do Brasil em relação ao golpe de domingo, em reação à tentativa de Zelaya de abrir espaço para uma mudança na Constituição hondurenha. “O governo de facto de Honduras recebeu um repúdio universal”, afirmou o assessor da presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia – ao deixar clara a posição brasileira favorável à recondução imediata de Zelaya ao poder.

Venezuela

A Venezuela suspendeu o enviou de petróleo a Honduras que faz parte do acordo da Petrocaribe, como parte das medidas em repúdio ao golpe militar contra o presidente Manuel Zelaya, anunciou o presidente venezuelano, Hugo Chávez. “Nós suspendemos os envios de petróleo, que não são para Zelaya, é para o povo de Honduras, produto da Petrocaribe”, afirmou Chávez em seu programa de rádio e televisão.

A Petrocaribe é uma iniciativa venezuelana para baratear o custo dos combustíveis às empobrecidas economias caribenhas. “Um dos primeiros impactos da medida venezuelana vai ser o aumento dos preços da gasolina em Honduras, o que beneficiará a oligarquia que derrubou Zelaya, porque recuperará seu monopólio no setor”, afirmou Chávez.

O governante rejeitou ainda que a venda venezuelana de combustíveis a Honduras em condições especiais significava um “apoio financeiro ao governo de Zelaya”. “Não é um apoio financeiro a Zelaya, é uma cooperação com países que foram explorados”, disse Chávez. A Venezuela é o quinto maior exportador mundial de petróleo e quarto principal abastecedor dos Estados Unidos. A Petrocaribe beneficia 17 membros do acordo, que recebem 121 mil barris diários sob o mesmo esquema de cooperação, segundo o governo venezuelano.

(Com Patrícia Campos Mello, Denise Chrispim Marin, e Gustavo Chacra, de O Estado de S. Paulo)

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Vejam a resistência em Honduras

04/07/2009 · Deixe um comentário

TODO O APOIO AO POVO HONDURENHO, CONTRA O GOLPE DE ESTADO!

RESPEITO A DEMOCRACIA!

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CTB na I Conferência Sindical Regional de Gênero no Paraguai

04/07/2009 · Deixe um comentário

do portal da ctb

A Coordenadora de Centrais Sindicais do Cone Sul, realizou a I Conferência Sindical Regional de Gênero nos dias 01 e 02 de julho, com o lema “Trabalho decente, Vida decente para Mulheres e Homens”.

A Abertura do evento contou com a participação da Ministra da Mulher do Paraguai, Glória Rubín.


Ministra da Mulher da Republica do Paraguai, Gloria Rubin (ao centro), com dirigentes da CTB
A secretária da mulher da CTB, Abgail Pereira e as companheiras cetebistas Jussara Cony, Sônia Latgé, Eremi Melo, Lérida Pivoto Pavanelo e Cristina de Castro representaram a CTB, na conferência que reuniu as centrais sindicais dos países: Paraguai, Uruguai, Argentina, Chile e Brasil.

Foram abordados temas importantes para a questão de Gênero, como: Igualdade de direitos entre Homens e Mulheres, Informalidade e precarização do trabalho, Responsabilidades familiares compartilhadas, Saúde e seguridade no trabalho, Saúde Sexual e Reprodutiva: a descriminalização do Aborto, A situação de vulnerabilidade da mulher migrante, Participação das mulheres nos espaços de poder no movimento sindical e a necessidade de aprofundar a integração regional do Cone Sul com plena participação das Mulheres.

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A especialista pelas questões de genero da OIT, Maria Helena (de vermelho) e delegadas da CTB

A CTB participou como debatedora em duas mesas: uma sobre “O reconhecimento das diversas necessidades de gênero na seguridade e saúde no mundo do trabalho”, que contou como debatedora a companheira Sonia Latgé ,secretaria de políticas sociais da CTB nacional. Na mesa “Saúde e sexualidade reprodutiva: a descriminalização do aborto”, a companheira Jussara Cony, superintendente do Grupo Hospitalar Conceição do RS, foi debatedora a convite da CTB.

A secretária da mulher, Abgail Pereira coordenou a mesa, os problemas da mulher migrante: vulnerabilidades e a situação especial das mulheres jovens.

Ao final do primeiro dia de debates a CTB protagonizou uma integração com as delegações presentes, com a apresentação de um poema interativo, de autoria da companheira Jussara Cony, que resultou em muita emoção.

Ao final um documento político com plataforma de ação foi aprovado. (logo estaremos divulgando o documento)


Delegação CTB na I Conferência Sindical Regional de Gênero no Paraguai

A mesa de encerramento foi formada por todas as centrais sindicais filiadas a CCSCS. Abgail representando a CTB iniciou os pronunciamentos conclamando unidade de ação dos trabalhadores e trabalhadoras de todos os países da América do Sul de forma soberana e solidária na luta de enfrentamento à crise financeira do capitalismo.

A atuação da CTB na I Conferência Sindical Regional de Gênero foi destacada, todas as companheiras da delegação usaram a palavra nos mais diversos temas, contribuindo para a elaboração de propostas, num posicionamento claro de unidade, somando as demais apresentações na construção de políticas que assegurem melhores condições de vida e trabalho para todo conjunto dos trabalhadores e trabalhadoras.

Abgail Pereira
Secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CTB

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Para uma recessão global, uma recuperação global

04/07/2009 · Deixe um comentário

do site carta maior

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Venezuela suspende envio de Petróleo a Honduras

04/07/2009 · Deixe um comentário

do portal vermelho

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou nesta sexta-feira (03) que suspenderá o envio de hidrocarbonetos a Honduras, como forma de repúdio ao golpe de Estado. Ele informou que um carregamento de combustível, parte do acordo da Petrocaribe, estava previsto para chegar a Honduras na semana que vem. A Petrocaribe é uma iniciativa venezuelana para baratear o custo dos combustíveis às empobrecidas economias caribenhas.

Um dos impactos que isso irá gerar é o aumento dos preços de petróleo no país. A medida busca pressionar o regime de Honduras para que Manuel Zelaya seja reinstalado na presidência do país, de onde foi deposto por golpe militar domingo (28).

Honduras aderiu ao acordo de Petrocaribe em dezembro de 2007, durante a presidência de Zelaya. Do acordo, criado em 2005, participam vinte países do Caribe e da América Central que recebem cerca de 200 mil barris diários de petróleo da Venezuela por preços abaixo do mercado.

Eleições antecipadas

Chávez também disse que não reconheceria um novo governo em Honduras, caso as eleições previstas para 29 de novembro sejam adiantadas, como sugeriu hoje o presidente interino Roberto Micheletti.

“Não recheceríamos um governo surgido de eleições montadas sobre um golpe de Estado”, disse, colocando em dúvida os resultados de uma eventual eleição “Com tais graus de repressão contra o povo”. “É uma ameça para todos. Estão tratando de abortar o processo constituinte de Honduras”, colocou.

O líder venezuelano acusou a direita norte-americana de estar por trás do golpe de Estado hondurenho. Neste sentido, ele disse que esses grupos estariam desafiando o presidente Barack Obama.

Chávez descartou a possibilidade de o governante estadunidense ter qualquer relação com os fatos ocorruidos em Honduras, mas o convocou a tomar uma posição mais contundente contra o governo instalado naquele país.

Com agências

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Gorilas de Tegucigalpa atacam hospital público de Honduras

04/07/2009 · 1 Comentário

o portal vermelho

Vídeo editado pelo Vermelho mostra bombas de gás lacrimogêneo sendo jogadas dentro de um hospital público de Honduras a mando da violenta repressão golpista que sequestrou o presidente eleito, Manuel Zelaya (Mel), em 28 de junho. Operações militares contra hospitais são condenadas internacionalmente pela ONU até mesmo em períodos de guerra. As imagens também atestam que na medida que cresce a repressão golpista, aumentam as manifestações nas ruas de todo país pela volta de Mel.

Além do hospital, também diversos veículos de comunicação, como a Rádio Globo de Honduras e o Canal 36, foram tirados brutalmente do ar. O momento do sequestro do presidente também é narrado pelo próprio Zelaya, que afirma nunca ter renunciado à presidência do país. Fortemente armados, os policiais militares enfrentam a crescente resistência popular e pacífica desde o primeiro dia do golpe. Milhares de manifestantes continuam concentrados em frente a casa presidencial exigindo o imediato retorno de Mel.

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