Márcia e suas leituras

Brasil: o estado de uma nação ( Livro do IPEA)

24/06/2009 · Deixe um comentário

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Chomsky: neoliberalismo é a raiz comum das crises atuais

24/06/2009 · Deixe um comentário

do portal vermelho

Lamenta que quase todos falem dos problemas financeiros e poucos se refiram à fome mundial. Por que não ocupar uma fábrica com a produção de transportes de massa? – questiona, em referência à General Motors.

Por David Brooks, no La Jornada

Quando se fala da “crise”, quase todos se referem à financeira, visto que afcta diretamente os ricos, mas a crise dos mil milhões de seres humanos que passam fome – entre eles cerca de 40 milhões nos Estados Unidos – não é a que tem mais urgência, porque todos os que a sofrem são pobres, afirmou Noam Chomsky.

Com voz tranquila, Chomsky cuidadosamente destruiu os mitos do chamado mercado livre, e documentou de maneira sintética as muitas situações de crise – a econômica e a financeira, a do militarismo, a do ambiente e a alimentar, entre outras – e as suas ligações comuns, construindo uma radiografia de um sistema que se mascara de “democracia”, mas cujo objetivo final é socializar os prejuízos e privatizar os lucros e defender o privilégio de uma cada vez mais reduzida minoria rica, com consequências cada vez mais sinistras para as maiorias e para o próprio planeta. (mais…)

Categorias: Crise do capitalismo

Siqueira: “defendemos o retorno da Lei 2.004”

24/06/2009 · Deixe um comentário

do blog do velho comunista

“Primeiramente, é uma honra estar ao lado do professor Ab’Sáber, um dos grandes homens deste país. O fundamental é que a Petrobrás tenha a incumbência de explorar o pré-sal. Primeiro, porque tem tecnologia. Segundo, porque investe no Brasil. Se você cria uma nova estatal e segue realizando leilões, é trocar seis por meia dúzia”, afirmou o presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet), Fernando Siqueira, em palestra proferida no Salão Nobre do Instituto de Geociências da USP, na segunda-feira (22).
O debate “O Petróleo é nosso” foi organizado pelo Centro Paulista de Estudos em Geociências (CEPEGE), Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e pelo deputado estadual Adriano Diogo (PT-SP). O evento contou com a participação de Aziz Ab’Sáber, professor-emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP; Ildo Sauer, do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP e ex-diretor da Petrobrás; Enzo Nico Jr., do DNPM; e Jorge Hashiro, do Instituto de Geociências da USP.
Sobre a mudança do marco regulatório, determinada pelo presidente Lula após a descoberta de Tupi, Fernando Siqueira argumentou que “a melhor solução, a solução ideal, é entregar a exploração do pré-sal para a Petrobrás e recomprar as ações que foram vendidas na Bolsa de Nova Iorque. A segunda solução, senão a melhor, mas a possível, seria entregar a exploração para a Petrobrás mesmo sem a compra dessas ações”.
“O pré-sal pode ser o divisor de água do país. Os geólogos da Petrobrás, de forma conservadora, estimam as reservas em 90 bilhões de barris, com possibilidade de chegar a 300 bilhões de barris. Ou a gente realiza esta riqueza e nos transformamos em um país pujante ou as multinacionais levam tudo”, disse Siqueira, que acrescentou: “O pré-sal não tem risco, está inteiramente delineado. Então, a Lei 9.478-97 não faz sentido no pré-sal. Por isso defendemos o retorno da Lei 2.004”.
“Temos que trabalhar da mesma maneira do passado, afirmando que o petróleo é nosso. A palestra do Fernando Siqueira demonstrou que é preciso muita burrice para se desfazer de uma riqueza dessa. Esse tema é de interesse de todos, em especial à geociência, e é preciso colocar a cabeça nessa questão”, disse o professor Ab’Sáber.
“Na década de 50, quando o petróleo era um mero sonho, a sociedade brasileira produziu o maior movimento cívico de nossa história. Agora, que o petróleo é uma realidade, nós temos muito mais motivação para defender essa riqueza que nos pertence”, concluiu Fernando Siqueira.
V.A.
Original em Hora do Povo

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Miembros del ALBA instalarán VI Cumbre Extraordinaria

24/06/2009 · Deixe um comentário

do blog do Pedro Ayres

Alba en Maracay

El histórico Campo Carabobo, ubicado a 130 kilómetros de Caracas, servirá como escenario para la instalación este miércoles de la VI Cumbre Extraordinaria de la Alternativa Bolivariana para las Américas (ALBA), que en esta oportunidad celebra la adhesión de tres nuevos miembros, como un paso más hacia la integración y la cooperación Latinoamericana y Caribeña.

Para las deliberaciones, fue escogida la vecina ciudad de Maracay, al centro del país y 109 kilómetros de la capital venezolana, donde Ecuador, San Vicente y las Granadinas y Antigua y Barbuda se sumarán desde este miércoles a la agrupación que ya incluye a Bolivia, Cuba, Dominica, Honduras, Nicaragua y Venezuela.

Asimismo, la Cumbre contará con la presencia de Paraguay y Granada como observadores.
La iniciativa del ALBA se incluye en una serie de mecanismos de cooperación de nuevo tipo, más allá del comercio, entre los cuales se cuentan Petrocaribe, que en una cumbre este mes ratificó sus perspectivas de cooperación energética.
En opinión del presidente venezolano, Hugo Chávez, Petrocaribe y ALBA son mecanismos dinámicos que se complementan e integran como instrumentos de unidad y colaboración económica y social a nivel regional.
Una de las propuestas analizadas en la cumbre del pacto energético en San Cristóbal y Nieves fue la integración de ese mecanismo con el Banco del ALBA para darle mayor potencial económico a las iniciativas.
Más allá del comercio la propuesta del ALBA y Petrocaribe busca respaldar el desarrollo sustentable en la región con fuerte impulso a la producción de alimentos para garantizar la soberanía alimentaria, además de un marcado contenido social.
En opinión de Chávez, la ampliación de la agrupación a nueve miembros, muestra la fortaleza del que definió como “espacio de construcción del proyecto nuevo (…) aun cuando no es el único, el núcleo más dinámico” de la integración y la unidad regional.
Carabobo y su histórica batalla
La VI Cumbre Extraordinaria del ALBA, coincide con la celebración de un aniversario más de la batalla librada en 1821, que selló la independencia de Venezuela del yugo español.
Todo está dispuesto en el glorioso Campo de Carabobo para el desfile cívico-militar con el que se conmemorará el 188 aniversario de la Batalla de Carabobo y Día del Ejército, el cual tendrá este año un carácter integracionista por la novedosa participación de componentes militares de países hermanos.
En esta oportunidad desfilarán militares de Cuba, Honduras, Nicaragua y Bolivia, quienes acompañarán a los diferentes componentes de la Fuerza Armada Nacional Bolivariana en esta fiesta histórica y patriótica.
Este desfile contará con la participación de más de 250 vehículos blindados, 45 aeronaves, más de cinco mil 200 hombres pertenecientes a la Fuerzas Armadas, en un evento que se espera inicie a las 11 de la mañana locales (07:30 GMT).
Aquel domingo 24 de junio de1821 se enfrentaron, aproximadamente a las 12 del mediodía, 4 mil 79 realistas contra 6 mil 500 patriotas.
Apenas la mitad de los efectivos pudo participar en la batalla, que culminó en cuestión de una hora. La división de José Antonio Páez fue prácticamente la única que intervino, con sus llaneros y la Legión Británica.
El Libertador Simón Bolívar dirigió el ejército patriota y Miguel de La Torre el realista. Fue tan contundente la hazaña de Páez, que el Libertador lo ascendió a General en Jefe en el mismo campo de batalla.
La batalla de Carabobo aseguró la independencia de Venezuela, aunque hubo que esperar hasta el 24 de julio de 1823 para rubricarla definitivamente con la batalla naval del Lago de Maracaibo. El último reducto de los realistas, el castillo de Puerto Cabello, cayó bajo las armas de José Antonio Páez.

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Algumas análises de Álvaro Cunhal

24/06/2009 · Deixe um comentário

do site o militante do PCP

Extracto da intervenção de Álvaro Cunhal na Conferência Científica Internacional, Berlim (RDA), 13 de Abril de 1983

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Com a elaboração dos fundamentos do materialismo dialéctico e do materialismo histórico, com as suas descobertas no domínio da filosofia e da economia, Marx, em estreita colaboração com Engels, deu à classe operária, aos povos, a todas as forças do progresso, um poderoso instrumento de  análise e uma arma de luta e combate.

As causas profundas da evolução da sociedade tornaram-se conhecimentos científicos com as descobertas de Marx sobre o carácter fundamental de base económica, a interacção das infra-estruturas e das superestruturas e o papel da luta de classes.
O desenvolvimento e o carácter transitório do capitalismo e a passagem ao socialismo revelaram-se como inevitabilidades históricas com a descoberta das leis do modo de produção capitalista, designadamente da mais-valia e da acumulação, e do papel da classe operária, força motora da liquidação do capitalismo e da construção de uma sociedade sem exploradores nem explorados.
E porque, no mundo actual, estão presentes profundas transformações revolucionárias que comprovam as descobertas e as teorias de Marx, pode dizer-se que a própria realidade do mundo em que vivemos constitui uma homenagem objectiva universal ao fundador do socialismo científico.

2

Pelo caminho descoberto, indicado e iniciado por Marx, os trabalhadores e os povos do mundo alcançaram vitórias de alcance histórico.
Sob a direcção de Lénine e do Partido Bolchevique, a Revolução de Outubro foi a primeira grande comprovação e verificação histórica da análise de Marx sobre a evolução do capitalismo, a inevitabilidade da sua destruição e da construção da nova sociedade sob a direcção da classe operária.

O marxismo foi extraordinariamente enriquecido pela experiência da revolução russa, pela criação de um partido de novo tipo e pelo desenvolvimento teórico do marxismo levado a cabo pelo gigantesco trabalho de Lénine, como pensador e como revolucionário, nas novas condições da fase imperialista do capitalismo e das revoluções socialistas triunfantes.
Marxismo e leninismo são inseparáveis. Incessantemente enriquecido pelas novas experiências e pela constante elaboração teórica do movimento revolucionário, o marxismo-leninismo tornou-se o guia para a acção das forças políticas e sociais determinantes da época actual.

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De Marx e Lénine até aos dias de hoje, transformações profundas se deram  no mundo. Criou-se e alarga-se o campo socialista que desempenha papel determinante na revolução mundial. O desenvolvimento do capitalismo, a construção do socialismo e o processo revolucionário mundial revelaram fenómenos novos e imprevistos, irregularidades e originalidades que exigem quotidianamente uma análise aprofundada.

O marxismo-leninismo é a refutação de quaisquer dogmas, de ideias cristalizadas, de fórmulas que ignorem e se sobreponham às situações concretas, da cópia e aplicação mecânica e acrítica de ensinamentos e experiências.
A vida tem mostrado que quem abandone o marxismo-leninismo não ganha novas possibilidade de um trabalho teórico criativo, de uma acção revolucionária inovadora, antes se priva da base fundamental e de um instrumento indispensável para a criatividade da teoria e na acção revolucionária.

Os marxistas-leninistas sabem que a história tem comprovado passo a passo tanto a necessidade de considerar as situações concretas e os novos fenómenos como a realidade de leis da evolução social e a validade universal de grandes experiências históricas.
Sabem que toda a evolução social progressista do século actual se deu e continua a dar-se no seguimento de um processo histórico em que a Revolução de Outubro e a construção do País dos Sovietes se mantém num papel propulsor.

O avanço teórico e prático só se alcança prosseguindo, desenvolvendo e enriquecendo criativamente o marxismo-leninismo na base dos novos conhecimentos científicos, da análise dos novos fenómenos sociais, da assimilação da experiência internacional acumulada e com a própria experiência, a própria luta e a própria investigação.
O marxismo-leninismo mostra dia a dia na vida a sua dinâmica histórica renovadora.
Contra as previsões daqueles que afirmavam que o marxismo-leninismo estaria envelhecido, esgotado, condenado a um campo geográfico cada vez mais restrito no mundo, os países cada vez mais numerosos que constroem a sociedade do homem libertado da exploração têm no marxismo-leninismo a teoria inspiradora da análise das situações concretas e da busca de soluções adequadas.

Constitui uma nova consagração histórica da validade universal das ideias de Marx e Lénine o facto de que forças políticas dirigentes de uma série de países que conquistaram a independência chegaram a três conclusões fundamentais: que não é o desenvolvimento capitalista mas o desenvolvimento socialista que pode assegurar a sua independência; que para a construção do socialismo é necessária uma força política de vanguarda capaz de orientar a construção da nova sociedade; e que só o marxismo-leninismo pode dar a base científica para a análise da situação e para encontrar a solução dos problemas.

O marxismo-leninismo ilumina o caminho da luta e da transformação social em todos os continentes. Tendo ganho as massas, tornou-se de facto uma força material na luta dos povos e na transformação do mundo.

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Para um partido da classe operária, para um partido marxista, comemorar o centenário da morte de Karl Marx é pôr em relevo a natureza, o significado, o desenvolvimento, a contribuição para a transformação do mundo da obra do fundador do socialismo científico. É também empenhar as suas capacidades e energias para cumprir as tarefas nacionais e internacionais de acordo com as condições concretas do seu próprio país.

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Ao Amor Antigo – Drummond

24/06/2009 · Deixe um comentário

O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.

O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.

Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
a antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.

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